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Portugal: Até 2020 serão precisos 15 mil informáticos

                                    
                                

Este artigo tem mais de um ano


Autor: Pedro Pinto


  1. Mikes says:

    “as empresas continuam a procurar profissionais da área da informática mas dizem não encontrar as competências necessárias.”
    Será que não encontram mesmo ou não querem pagar um ordenado justo?
    Por uma lado leio que não há desempregados na área da TI, por outro lado oiço malta a queixar-se que está desempregada ou pagam miseravelmente mal ao ponto de repensarem se realmente vale a pena estar nas TI.

    • David Guerreiro says:

      É um pouco das 2. Muitas empresas pagam mal, e porque querem.

      • André Fernandes says:

        Em parte verdade “porque querem” outra parte devida à concorrência. Se há mais, há preços mais competitivos, cada vez que a margem de um projecto baixa, os ordenados não podem subir. Os que entram recebem cada vez menos, para garantir mais competitividade quando concorrem aos projectos e assim conseguir margens.
        Os pópós e as grandes casas dos chefinhos e dos acicionistas não se pagam sozinhas…

        • lmx says:

          mas…se ha mais oferta…então não se precisa de 15 mil novos trabalhadores correcto?

          A verdade é que a IBM ainda a pouco tempo despediu pessoas cá em Portugal…não percebo essa de estarem a precisar…sinceramente.

          • pedro says:

            a IBM ANDA a despedir pessoas…… a maior parte delas com Skills altamente valiosos e que demoram anos a adquirir!
            a ideia base é a de empregar mão de obra o mais barata possivel.
            Um escandalo!

          • pedro says:

            a IBM ANDA a despedir pessoas…… a maior parte delas com Skills altamente valiosos e que demoram anos a adquirir!
            a ideia base é a de empregar mão de obra o mais barata possivel.
            Um escandalo!

          • Manuel costa says:

            Pedro, a situação é tão simple quase nem merece ser discutida. Enquanto houve condições para viver com dignidade em Pt vivi. Quando deixou de haver fiz como tantos outros. Tirei um licenciatura e um mestrado para ganhar uma mixaria de €700 ? Quando há bestas com pouco mais do que a quarta classe a ganhar dez vezes isso? Não,obrigado.

    • Rui Mendes says:

      As empresas hoje em dia querem 3 coisas não conciliáveis:
      – Concentrar várias especialidades num só recurso (chega a ser completamente irrealista em muitos casos)
      – Pagar o menos possível (mas isso sempre foi assim, o mercado é que depois dita as regras)
      – Estágiários parcialmente pagos pelo IEFP. *Todas* as empresas hoje em dia querem estagiários. Uma empresa pode ter um estagiário num cliente, a receber uma pipa de massa por consultoria, tendo um custo de apenas 300€/mês mais ou menos. No final do estágio, mandam-no embora e venha outro para rentabilizar. As que propõem um contrato, fazem-no sempre no âmbito do ponto 2 acima.

      • Filipe Oliveira says:

        Nem mais. è isso mesmo que se passa.

      • Mikes says:

        Essa dos estagiários é totalmente descabida se analisarmos que a cada novo estagiário, a empresa perde muito tempo até ter o estagiário a ter um rendimento lucrativo – é a tal falta de cultura de gestão de recursos humanos de modo eficiente.
        As coisas realmente acontecem assim, mas é triste ver que as empresas comtinuam com a mesma mentalidade de aproveitadores de subsidios que tinham há 10 ou 15 anos atrás.

        • Norman Bates says:

          Ineficiente?

          LOL!

          Há sempre trabalho que ninguém quer fazer, meu caro, e o estagiário faz, é melhor e mais depressa que o efectivo…

          • Mikes says:

            Só se for onde trabalhas!
            Se o estagiário trabalha de forma mais eficiente que o efectivo algo vai mal nessa empresa!

          • David says:

            A ideia dos estagiários não é dar o trabalho que menos gostamos de fazer, mas mostrar o que ele tem de fazer! mostrar o que é que lhe espera quando terminar o estágio! mostrar o que deve fazer,como deve, etc etc etc, não é dar o trabalho menos bom que o efectivo!

            O problema dos efectivos é que passado alguns anos começam a cansar de fazer o mesmo, daí ser necessários que as pessoas mudem de emprego ou que mudem de secção ou sejam promovidos se houver hipótese para tal para que não percam a motivação! quando começam a perder a motivação é mau!!! to mau…e se não querem fazer isto ou aquilo pq são fixos, e os temporários que façam, etc etc é mau…simplesmente to mau…

            É uma questão de mentalidade…as pessoas fazem o que tem para fazer, se não estão satisfeitas saem, os estagiário faz o mesmo que um efectivo, por vezes mais ágil pq não tem tantos anos de casa o que faz a diferença, mas ele está lá para aprender e sair para o mercado de trabalho como profissional, e transmitir o que aprendeu, e dar uma excelente imagem de quem lhe ensinou! contudo para o dia a dia do formador é sempre o mesmo…

    • Flavio says:

      Eu acho que este noticia é encomendada e no caso de portugal uma mentira.
      O mercado de trabalho tem as pessoas, mas as empresas não querem pagar por eles. Divulguem as entrevistas e o processo de recrutamento!!! Eles querem o melhor do melhor e no fim contratam o mais baratinho porque quem tem as competências quer ganhar mais um bocadinho.
      Se isto não é verdade, expliquem porque de muitos informáticos estarem a ir para o estrangeiro!!! Não digam que é por gostarem de estar longe da família.
      Depois há outro problema, mais de 95% das ofertas são para Lisboa e muita gente que não é de lá ao ter de ficar longe da família mais vale ir para o estrangeiro do que ir para Lisboa. Afinal de contas da Irlanda ao Porto de avião é quase a mesma coisa de comboio de Lisboa para o Porto.

      • Roberto says:

        Eu subscrevo por baixo deste comentário do Sr Flavio. Eu como residente no Algarve onde o sector do Turismo precisa de bastantes informáticos para prestar assistências aos restaurantes, bares e hotéis devo dizer que depois de formado e de ter trabalhado durante 6 anos como Técnico informático e programador me vi numa situação em que recebo mais como empregado de mesa de 2ª (para a qual não tenho qualquer formação) do que para informático em qualquer das propostas de emprego que fui. Falam tanto no 100% de empregabilidade mas eu posso afirmar que tirando Lisboa não creio que isso aconteça. Tenho varios colegas de curso que foram para Lisboa trabalhar e destes nenhum se ficou por lá pois trabalhavam para alugar apartamento e comida. Todos eles emigraram lamentavelmente.

      • nr says:

        +1
        E que tou farto de receber chamadas de empresas quevquerem contratar mas e tudo Lisboa, e depos querem que um gajo saiba tudo apesar de estar nesta vida hs ja uns bom anos, nao dao valor. Ora para mim ir para Lisboa e exactamente o mesmo que ir para o estrangeiro!

    • As empresas não encontram as competências necessárias e cada vez menos encontraram se não criarem condições que agarrem o pessoal de IT a Portugal. Tal como o desemprego é zero em PT também o é praticamente no resto da Europa / Mundo. Só no ano passado emigraram 7 informáticos meus conhecidos no espaço de dois meses. E depois emigrei eu também. Porquê? Porque além de as empresas só pedirem skills em tecnologias outdated, não oferecem condições muito aliciantes e ainda nos impõem horas extraordinárias não pagas com bastante frequência. Quem é que quer empregos assim se há tantas oportunidades melhores pelo mundo fora?

      Há muitos portugueses com as competências necessárias, a maioria estudou inclusivamente no país, mas já não vive lá…

      • lmx says:

        verdade…

        dizem que o desemprego baixou…mas a verdade é que mais de 300 mil pessoas emigraram desde 2011, devido á escravização imposta no País..

    • Escravo says:

      É isso, não encontram as competências necessárias, porque a maior parte das empresas de Portugal, são uma cambada de chupistas e o nível de competência dos gestores é muito baixo.

      Depois querem tudo, querem profissionais com bastanta experiência e querem pagar pouco lol. Assim não vão encontrar, porque os profissionais experiêntes não estão interessados em receber o ordenado mínimo.

      Boa sorte.

  2. Zefra says:

    Se me derem uns trocos tiro uns 5 certificados sem problemas. Nao seja por isso.

  3. João says:

    Mikes, I agree.

  4. Norman Bates says:

    Lol, achei piada à cena da Microsoft… Eles acham que uma Unuversidade publica vai fazer publicidade… Err… formar… para o sistema Microsoft…

  5. JJ says:

    “(…) dizem não encontrar as competências necessárias.”

    Não encontram porque talvez andem a procura de um técnico que faça tudo de TI: redes, computação, hardware, base de dados, programação, design, e mais umas tantas áreas…!?

    Basicamente procuram um faz-tudo em TI…

    • BB says:

      ….A receber o ordenado mínimo! é a mentalidade dos (pseudo)empresários tugas ganânciosos,portante têm a qualidade que pagam! sempre foi assim e agora com a crise é “ouro sobre azul” e assim este paízinho nunca há-de evoluir pelo contrário vai regredir cada vez mais porque já não há otários como antigamente agora a maioria tem boa formação e qualificação e nem pensam duas vezes para irem à procura condições que os realizem profissionalmente e pessoalmente.

  6. miguel says:

    Deixei-te de tretas e paguem o justo.
    querem pessoas altamente qualificados que dominem web 4 ou 5 linguagens de programação, sistemas operativos, bd, administração de sistemas falem 2 ou 3 línguas e não querem pagar? e ainda encomendam estudos.
    estas empresas de Outsourcing são um cancro…

    • Micael Campos says:

      “estas empresas de Outsourcing são um cancro… ”
      concordo… escravatura dos tempos modernos !!!

      • Sócrates says:

        Ora aí está a palavra adequada(sem a praga hipócrita do “politicamente correto”): escravatura. Nem mais! E parece ser transversal nos tempos que correm. Ainda que possa parecer coisa sem importância, a própria expressão “mercado de trabalho”, por si, é significativa. No mercado compra-se e vende-se mercadoria. Se o ser humano é tratado como tal, qual a dúvida? O termo que define o Homem como mercadoria é antigo – escravo.

        • Nuno says:

          Deveria de haver legislação que controle estas empresas, não é por acaso que temos assistido a um boom no numero de empresas que fazem simplesmente de “chulos”, e não só no meio informático, nas limpeza, no atendimento, etc etc
          Estas empresas são meros chulos, tornando possível a empresa “cliente” dispensar a qualquer altura o “serviço”, isto cria um clima de instabilidade e de medo.

    • Mikes says:

      AS empresas de outsourcing são muitas vezes uma forma que alguns arranjaram para ganhar dinheiro, p.ex., um empresa de outsourcing com capitais da PT que prestava serviço à própria PT (não me lembro do nome da empresa de outsourcing, e até acho que mudou de nome umas quantas vezes).
      É um tacho e assim os contratantes deixam de se preocupar com as questões legais de despedimentos, estagiários, etc.

    • Mr.T says:

      No entanto são um cancro cuja origem está nas grandes empresas finais (denominados cliente), que em larga maioria têm preferencia por outsourcing, com o argumento de poderem dispensar mais facilmente e pagarem apenas o que consomem (como se as pessoas fossem quantidades de ferro, areia, cereais ou outro recurso natural qualquer), normalmente 11 meses, e sem terem que lidar com o “problema” que são as pessoas… E preferem pagar MUITO MAIS do que pagariam caso contratassem a pessoa para os seus quadros, apenas para não terem de lidar com o “problema” pessoas. Enfim… Resumindo, o problema é muito mais profundo, e tem muito a ver com uma crise de valores morais e ética (falta dela). As denomidadas Consultoras (que mais não passam de body shopping com “gestores” de muito baixa qualidade que vêm de todas as áreas menos de Tecnologias) apenas aproveitam a oportunidade como boas parasitas que são. Cabe-nos a nós, profissionais da área, ter a noção da realidade e do nosso valor e não nos vendermos por tuta e meia.

      • NelsII says:

        O problema é que, se não nos vendermos por tuta e meia, vem um desgraçado a seguir que está disposto a fazer o nosso trabalho por menos 100€ ou 200€ e fica com o lugar.

        • Jorge Mendes says:

          É um facto, mas a continuar a pensar assim e a não bater o pé, os valores vêm por aí abaixo.
          Quando a procura é maior que a oferta à que encosta-los à parede, pedir aumentos todos anos e ameaça-los de mudança para a concorrência.
          Quem tem valor somos nós! Nós é que pagamos os carros de luxo, fatinhos, gravatinhas e jantares de natal aos psicólogos, advogados e co. que PHP JAVA C# C C++ e SQL é tudo a mesma coisa, são apenas tags pelas quais têm que pesquisar no LinkedIn… mas depois regateiam quase ordenados ridículos com quem sabe para receberem o máximo de comissões e prémios no fim do ano.
          Neste mundo há uma única verdade, se amanhã as consultoras todas acabassem nenhum técnico iria para o desemprego, já os gravatinhas, teriam que ir vender a banha da cobra para outra freguesia.
          Os gigantes que permitem que isto aconteça, um dia quando quiserem um bom técnico vão ter de pagar o valor de UK ou EUA para o conseguir, porque em Portugal já não ai haver nenhum, e mais, when you pay peanuts you get monkeys, e isso vai-se reflectir na qualidade do trabalhado desenvolvido provocando a médio longo prazo mais custos/prejuízos, para os mesmos, ou seja ambos os extremos perdem, os intermediários são quem mais ganham nesta novela, e também quem assina os contractos aos 30 e aos 50 consultores de cada vez, por baixo da mesa também deve de rolar muita nota, para escolher o fornecedor A em lugar do B, enfim acontece Portugal.

          • Não podia estar mais de acordo @Jorge Mendes! Foi precisamente essa a mensagem que tentei passar em alguns comentários que fiz! Técnicos há muitos mas de qualidade são poucos. Quando és, recebes e vales.

            Os meninos que nos gerem ainda vão sentir o fel desse problema.

  7. Rui C says:

    Quanto maior a oferta, mais barato se torna para as empresas.
    Por esse motivo deviam fugir destas áreas e dedicarem-se aquelas que os profissionais são poucos, mas que são bem remunerados.

    Esta necessidade só vai servir para continuar a dar aos futuros profissionais umas migalhitas do que merecem. Depois à aqueles que tem juízo e emigram e não andam a sustentar xulos.

  8. Nelson says:

    “As faculdades não ensinam para o mercado.”

    Nem têm que ensinar! Não devemos olhar para a universidade como uma fábrica de criar profissionais (mal pagos por muitas vezes), prontos a entrar num projecto empresarial e começar logo a render.

    A universidade deverá dar uma base sólida de conhecimento teórico e prático. Mas em 3 anos não há milagres. Por vezes, mais importante do que “saber” programar em tecnologias de vanguarda, é, sem dúvida, ter um bom método e capacidade de aprendizagem – por ter boas bases.

    Contudo, concordo que as universidades devem também acompanhar o mercado para fazer reformas no sentido dos cursos estarem mais adequados aos mercados. ( Uma das reformas que fazia, seria incluir uma cadeira sobre direito do trabalho! )

    “Muitas vezes, os candidatos chegam a nós sem conhecer o básico da tecnologia que utilizamos.”

    Não sei onde é que andam a procurar esses candidatos! Mas os meus colegas de curso, quer antes ou depois de bolonha, não só conhecem o básico de imensas tecnologias, como vão muito além disso. Devem andar à procura de candidatos com os cursos errados!

    “Aprendem tecnologia já obsoleta”

    E a tecnologia actual de hoje, será obsoleta amanhã. Mas haverá coisas que nunca mudam. Concordo que os projectos maiores devam ser feitos em tecnologias mais vanguardistas e não do “século passado”.

    “Ou seja, são as empresas que dão formação”
    E não fazem mais do que a obrigação! Mais uma vez, as universidades não fabricam pequenos profissionais prontos a explorar. Potenciam as pessoas com conhecimento, capacidades de aprender e de “desenrascar”… 🙂

    O que me preocupa, no fundo, é a falta de qualidade. Não adianta abrir 1001 cursos de TI. É necessário sim, BONS cursos de TI, para criar bons profissionais, capazes de se adaptar ao mercado, não só como trabalhadores, mas também como empreendedores. Por outro lado, deverá haver mais investimento público no ensino e das próprias empresas na formação dos seus profissionais, e em melhorar as condições de trabalho. Deverá haver também, mais colaboração entre empresas e universidades, como por exemplo, criar centros tecnológicos ao pé de uma universidade (ex.: UPTEC) e partilhar conhecimentos… oferecer estágios de verão (REMUNERADOS) a estudantes… etc… assim, se “As faculdades não ensinam para o mercado”, então que seja o mercado a ensinar.

    • Rafael Paredes says:

      Mas há uma pequena (grande) diferença…
      O ensino superior recebe dinheiro para a formação, é esse o serviço que vendem… As empresas, têm de pagar a formação, nem que seja gratuita!
      Para as Universidades, quantos mais formandos, melhor, para as empresas, quantos mais formandos, menos produção têm…

    • Sergio J says:

      Comecei a escrever um post, depois desisti. A minha visão é muito muito similar à tua.

      Vou citar 2 professores da minha licenciatura e um da pós graduação.
      – Mais do que aprender matéria, estou aqui para vos ensinar a aprender e a desenrascar. No fundo a alma de um engenheiro.
      – Se querem aprender ferramentas, não era preciso darem-se ao trabalho de vir para a universidade, pois um curso técnico era suficiente.
      – As Universidades não tem de ser formadoras das ferramentas de desenvolvimento das empresas.

      Muitas empresas pensam que contratam técnicos especializados. As empresas contratam engenheiros com bagagem para os moldar às especifidades técnicas da empresa. A empresa precisa de engenheiros com conhecimentos sólidos e depois molda-os. Não tem que ir buscar técnicos formados numa ferramenta que depois não sabe pensar.

  9. José says:

    Aconselham, portanto, optar por Engenharia Informática? Compensa o investimento, mesmo internacionalmente?

    • psychok7 says:

      sim claro, nos primeiros 5 anos em Portugal provavelmente nao terás grandes sálarios mas depois é sempre a abrir principalmente se fores para gestão.

      no entanto se optares por ir trabalhar fora de Portugal no inicio da carreira ai sim terás bons salários princiapalmente nos USA/ ALemanha e Londres.

      • Rafael Paredes says:

        “Área de gestão”?!
        Já estás a fugir da informática, não?!
        Já me cruzei com Project Managers que não tinham os mínimos…

        • psychok7 says:

          não estou a fugir a informatica. quando digo gestão falo de project managers mesmo e acima deles que sao pessoas k ja nao lidam directamente com programaçao/tecnologias. é ai onde começa a haver mais dinheiro em Portugal. o programador é o que menos recebe normalmente.

          • Quando é bom, recebe.

          • lmx says:

            “Quando é bom, recebe.”

            Receber recebe , quando acabar o projecto para o qual for contratado…é posto na alheta…quanto mais depressa o acabar…mais depressa marcha!

            recebe uma carta de ida, sem retorno…

          • João Cavaleiro says:

            lmx, trata-se de uma visão pessimista. Tudo dependerá das funções que tenhas. Quando és bom, és pretendido.

            Felizmente estamos numa época em que acaba um projecto e há outros.

      • Woot! says:

        Não percebi o teu comentário. A área de Engenharia Informática é sempre a abrir se fores para gestão? Oi??

        @José

        Sinceramente, no seu geral acho que não compensa. E cada vez vai compensar menos.

        Ainda há pouco tempo comentei um tópico que falava de algo parecido e na altura (que não foi assim à tanto tempo) disse que não conhecia ninguém a receber 650€/mensais. De facto continuo a não conhecer mas cada vez conheço mais colegas que recebem esse tipo de propostas das mais variadas empresas.

        Se fores contabilizar bem, num supermercado provavelmente ganhas o mesmo, o que não faz sentido.

        • José says:

          @Woot,

          Mas, numa perspetiva de singrar e progredir nesta área verdadeiramente, estarás de acordo que, pelo menos, uma licenciatura é crucial, não?

        • Miguel Marques says:

          Já recebi 600 euros a fazer field e admin de sistemas pela minha antiga empresa no cliente que mais factura em Portugal.

        • psychok7 says:

          sim, o curso “Engenharia Informática” não significa que tens k ser programador para o resto da vida, muito pelo contrário, as empresas incentivam a teres um plano de carreira em k gradualmente vais evoluindo para project manager e além mais ligado a “gestão” do que a “informática”

          • Rafael Paredes says:

            Correcto!!!
            Mas para fazer gestão de projectos (informática), não precisas sequer dum curso em TI (segundo o mercado)!

            Uma pergunta:
            Gestor de Hospital, está no ramo da saúde?!
            E Gestor (CFO) de Empreiteiro geral, está em C. Civil?!

        • Verdade.

          Essas empresas,no meu entender, estão condenadas a médio prazo pois duvido que contrarem muitas pessoas competentes e/ou consigam manter pessoas competentes com esses valores.

          Felizmente para nós, Engenheria de Informática não é o mesmo que fazer pão ou trabalhar na caixa de um supermercado. A médio prazo trás consequências, especialmente depois de o software estar em produção.

          Cumps.

    • darksantacruz says:

      Internacionalmente compensa claramente, internamente (PT) as empresas querem pagar cada vez menos mesmo quando a procura é maior que a oferta, já não consigo dizer se compensa.

    • T. Castro says:

      Sem dúvida, investe em Eng. Informática (se gostas de programar). Segui posteriormente o ramo da gestão porque quero ir para gestor de projectos, mas não me arrependo um único dia da licenciatura que tirei (Eng. Inf.), portas abertas no mercado internacional é alucinante!

    • Flávio says:

      A nível nacional cada vez está pior, eu quando acabei o curso ainda consegui auferir 1000e líquidos no entanto passado um tempo íamos sendo trocados pelas novas fornadas de recém-licenciados que vão para Lisboa trabalhar por 680e (estágio iefp). Depois existe outro grande problema da área que são os horários, cheguei a ir a entrevistas em que me disseram que poderia acontecer “regularmente” trabalhar 12h diárias daí nos contratos terem isenção de horário, existem muitas empresas a participar nesta escravatura dos tempos modernos…

      A nível internacional é muito melhor, actualmente estou no reino unido e aufiro de 3500e líquidos mensais, de notar que estou numa cidade bastante pequena e os preços das coisas são mais comparáveis aos Portugueses que a Londres por exemplo.

    • É claro que compensa. Estuda, tira uma licenciatura e nunca deixes de aprender.

      Um gestor de projectos pode até actualmente ganhar mais, mas é descartável em tempos de crise, especialmente se a equipa de programadores/técnicos for competente. Nunca sabes o dia de amanhã e programar é ter o poder nas mãos. É seres a ferramenta necessária para implementar o produto final, aquilo que o cliente quer e vai pagar. Sem um programador pouco ou nada existe e a sua experiência acumulada é preciosa e só se ganha mesmo fazendo projectos a bater código e a desenhar soluções.. Esse know how pode ser, hoje em dia, desvalorizado, mas no futuro nunca se sabe e o programador experiente e competente nunca é descartado.

      Internacionalização? Se poderes, vai. Eu não posso ainda mas seguramente que o tentarei fazer quando puder. Não conheço ninguém que viva mal lá fora na nossa área.

      Cumps.

  10. Ricardo says:

    As empresas de facto excedem-se nos requisitos que procuram, ora vejamos, empresas pedem 5 anos de experiência em tecnologias que ainda só têm 1 ano. Perante factos como estes não há dúvida que as empresas não encontrem as competências necessárias…

    • JJ says:

      É isso e muito mais:
      Tens de ter 5 anos de experiência, em tecnologias que só tem 1 ano e não podes ter mais do que 23/25 anos. E ter alguns conhecimentos de tecnologias que vão sair para o próximo ano (preferencialmente).

      • José says:

        @JJ,

        Estás a querer dizer que, alguém com 21 anos, que ingresse em Engenharia Informática, e a conclua nos 3 anos previstos, “está fora do mercado de trabalho”?

        • Ricardo Lourenço says:

          Não deve estar, alguém com esse perfil é um petisco pra uma consultora 🙂

          • José says:

            Então, ignorando a vertente salarial, e em condições normais, trabalho em IT, para licenciados em EI, haverá sempre?

          • Woot! says:

            Não só engenharia informatica. Basta ter informática no nome ou ate mesmo engenharia seja biomédica bioquímica ou whatever e já és apetecível para qualquer consultora.

        • JJ says:

          Estou a dizer, que é difícil alguém sair da faculdade e tenha 5 anos de experiência! Para isso era preciso começar a trabalhar com 18/19, coisa que será complicada.

          Mesmo que tenha feito estágios e trabalhado nas ferias, a sua experiência será equivalente a 1 ou 2 anos…

          • David says:

            @JJ
            A ideia é durante os 5 anos de curso conseguir aprender o máximo que puder, e aproveitar para tirar dúvidas com os professores e colegas que tenham o mesmo interesse…após o curso, é difícil conseguir um ordenado idêntico a uma pessoa com experiência, contudo rapidamente é atingível quando se começa a fazer pequenas formações para complementar o curso tirado, dado que nunca se aprende tudo nas universidades…e com isso chegando aos 30, consegues ter um currículo invejável…se fizeres a cada ano ou 6 meses formações, se saíres com Mestrado feito (23 anos) tens 7 anos para ganhar experiência, formações e com isso teres um CV brutal…para tal tens de trabalhar, ou contar com alguma ajuda dos familiares e saberes gerir as tuas economias para criar um futuro mais sustentável…em alguns países sais mais cedo das faculdades mas nunca mto antes…

            Aos 28(os tais 5 anos de experiência)/30 tens experiência aliada às formações! tens um CV excelente…

          • JJ says:

            @David,

            Eu não falei em ordenado… Logicamente uma pessoa que acaba de sair da faculdade ou de algum curso técnico, não poderá ganhar o mesmo que uma pessoa que já esta a trabalhar na área a 5/10 anos.

            O que eu digo é que a maioria das empresas querem contratar uma pessoa com 5 anos de experiência. Ou seja, conforme as suas contas, o mesmo deverá ter uns 28/30 anos.

            Mas por sua vez, procuram preferencialmente pessoas com uns 25 anos de idade. Só aqui já não começam as coisas a baterem bem.

            Depois, se todas as empresas apenas contratarem pessoal com os tais 5 anos de experiência, que tem 28/30 anos, como é que os que agora tem 23/25 anos vão conseguir ganhar experiência? É a trabalhar num call-center, restaurante, bar, café, etc? Nesses locais ganham experiência da vida laboral, não ganha experiência em TI.

            Deve haver um equilibrio numa empresa entre pessoal experiente (+30 anos idade = com mais de 5 anos a trabalhar na área) e pessoal novo/sem experiência (+23 anos = a sair dos cursos sem experiência). Se este equilíbrio sempre tivesse existido, as empresas agora não estariam tão preocupadas conforme o artigo fala.

            A questão é que a uns 10/15 anos atrás, eles não contrataram ninguém sem experiência. Agora, começam a ver os seus profissionais a irem embora, por reformas, projectos próprios, etc. E não encontram no mercado ninguém com experiência, porque durante esses últimos 10 anos, ninguém andou a dar experiência aos novos TI.

            As empresas não podem esperar contratar uma pessoa com 25 anos, com o mesmo nível de experiência/conhecimento do funcionário que tem 50 anos e vai sair da empresa, de modo a substitui-lo. Isso é impossível! Mas infelizmente é isso que as empresas querem!

    • Rafael Paredes says:

      Para não dizer que, têm uma lista enorme de requisitos tecnológicos, que não são necessários à função…
      Mas como muitas entrevistas são conduzidas por pessoal dos RH, isto não me espanta… Muitas entrevistas não passam da fase das perguntas estereotipadas…
      – Apresentação da empresa.
      – Apuramento breve de conhecimentos tecnológicos.
      – Prespectivas salariais…

      “Quanto quero receber?! Ainda não me disse o que quer que eu faça!!!”
      Enfim!

  11. Nunes says:

    De todo que não pagam, para as competências e responsabilidades impostas atualmente

  12. ze says:

    Em pt é assim, sou formado em redes com conhecimentos avançados de sistemas operativos windows e linux, e algumas linguagens de programação e DB. Mas como nao tenho experiencia nunca passo de entrevistas após antrevistas. Opa como ter experiencia se ninguem dá emprego. Depois faltam pessoal de TI .. :p

    • Francisco says:

      Pois, e isso é algo que acontece igualmente em outras áreas. Querem sempre pessoas com experiência, mas esquecem-se que para alguém a ter, é preciso que as empresas as empreguem!

    • JJ says:

      Isso é outra!

    • Ricardo Santos says:

      Não me interpretes mal, mas em que te baseias para dizer que tens conhecimentos avançados de sistemas operativos windows e Linux, linguagens de programação de DB sem teres experiencia?

      Concordo com a parte de “como querem que tenhamos experiencia sem darem emprego”, mas é preciso tambem ver que muitas vezes ha projetos que requerem alguma experiencia e não juniores e que conhecimento é uma coisa e conhecimento com experiencia algo completamente diferente.

      Não estou de forma alguma a defender quem quer que seja, mas no meu caso por exemplo iniciei a minha actividade professional a programar com 20 anos com o 12º do ensino Profisional e fui para uma empresa receber 500€ e a programar tanto ou mais que muitos “pseudo-engenheiros” a receberem o dobro de mim mas sujeitei-me e passado pouco tempo subiram-me o ordenado só depois é que fui tirar uma licenciatura mas a continuar a trabalhar na area.
      É necessário começar por baixo e ir subindo não é achar que se tem muito conhecimento e querer começar logo a receber muitos €€

      No meu ver não é por ter um canudo que se sabe mais do que quem não tem, conheço muita boa gente com canudo que sabe bem menos que outros que não têm, por isso o canudo não deve ser garantia de que se vai ter logo um emprego com um bom ordenado, como disse é necessário começar por baixo.

    • Sergio says:

      Pois eu tenho 15 anos de experiência, mas como não tenho curso superior… faço-te companhia nas filas de espera das entrevistas. Gostava de ver se o nível de exigência fosse o mesmo para os “gestores” que temos a contratar…

    • J says:

      Como eu te entendo…

  13. navyseal says:

    Nada de novo: as faculdades nunca ensinaram para o mercado de trabalho, recusam-se a fazer, e vergonhosamente os politécnicos seguem as mesmas pisadas. Não querem ter nada a ver com o mercado de trabalho, nem com o futuro dos alunos.
    Discordo da necessidade de informáticos, caso contrário os salários não estariam no patamar que estão, se existisse uma real necessidade de informáticos os salários neste momento seriam bem mais altos, quando há engenheiros a ganhar pouco mais de 600€ espelha bem a realidade da oferta e da procura.

  14. Bruno Andrade says:

    Outro problema é os salários. Muitas empresas em Portugal insistem em querer pagar salários ridículos a técnicos ou engenheiros relacionados com a área de TI.

  15. Francisco says:

    Era bonito se o ensino da informática nas universidades evoluisse ao ritmo da Ciência da Computação, mas não é uma realidade que esteja próxima de se verificar, portanto Sres empregadores deixem-se de mariquices sff.

    • Norman Bates says:

      O ritmo de ciência de computação é bastante lento, na realidade…

      O ritmo da electrónica de consumo é que é hoje, rápido, mas é em ciclo de produto, porque a ciência é bastante lenta!

      Ou seja, é tudo luzinhas a piscar mais rápido, mas é a mesma coisa…

  16. Ze do Pipo says:

    A questão da experiência tem de ser assim, a maior parte das empresas a empregar estes largos números são empresas de consultoria/outsourcing que se fazem cobrar bem por grandes multinacionais e aqui ou há experiência e mão de obra qualifica ou nunca vão dar uma hipotese, pois está muita coisa em risco, o downtime ou falha em determinado sistema/processo pode custar largos milhões de prejuízo por minuto. Isto é o motivo de queixa de mão de obra qualificada com o qual concordo plenamente, enquanto IT Manager de uma multinacional, pondero extramamente bem quem meto a trabalhar comigo tendo em conta que uma pessoa sem experência demora cerca de 3/4 anos a ficar 100% autónoma o que 99% das empresas não se pode dar ao luxo nem quer suportar esse custo.
    As áreas de TI tendem a ser áreas bastante complexas e só com muita experiência, muito treino e algumas asneiras se aprende e se está preparado para enfrentar estes desafios.
    Em compensação quem chega a grande nível de proficiência apercebe-se que os ordenados de TI são os mais elevados em qualquer parte do Mundo.

    • JJ says:

      Se esta nova geração de técnicos de TI não conseguirem arranjar trabalho por esse “mito” da falta de experiência, as empresas daqui a uns 15/20 anos, não vão ter nenhum pessoal com experiência a trabalhar.

      As empresas de TI, a semelhança do que acontece em outras áreas profissionais, devem gerir as suas equipas de modo a ter pessoal experiente e pessoal sem experiência. Para que possa haver passagem de experiência dos mais velhos para os mais novos. Assim, quando os mais velhos forem para a reforma, os que estiveram aprender com eles possam tomar conta dos projectos sem perca de produtividade. Por sua vez, com a saída dos mais velhos, dá-se a oportunidade para novos funcionarem entrem na empresa e recomece o processo de aquisição de experiência por malta nova.

      A questão é que isto não é feito, e o problema vai ser daqui a um bom par de anos.

    • E não há capital para sustentar isso? Uma consultora, se preciso, cobra à empresa cliente o dobro do que paga a um consultor júnior a trabalhar sob a sua alçada e alocado a esse mesmo cliente.

      Não brinquem comigo..

  17. aa says:

    A miserável realidade é que Portugal é o 5° país que mais mal paga na área das TI. Trabalho na área em Portugal e o meu salário fora de Portugal seria no mínimo o triplo mesmo comparado com um entre level. A realidade é que o típico modelo de gestão português não dá valor ao conhecimento técnico, independentemente da área em que se fala… O problema é que quando se fala em TI o conhecimento técnico é o que mais importa…

  18. Rui C says:

    Empresas de consultoria/outsourcing são a maior praga.

    • Woot! says:

      Verdade! Conheço um caso que descobri há bem pouco tempo de uma colega que está no estrangeiro por uma empresa portuguesa. Ela recebe mensalmente 2135€. No entanto empresa estrangeira paga diariamente por ela 498€.

      De certeza que não é a única e que existem valores bem mais altos tendo em conta que ela é junior.

      • the_pretender says:

        Nokia Siemens..ups Solutions Style!

        • David says:

          São as grandes empresas, são os bons CV’s e sorte dos head hunters nos verem… 😉

          • the_pretender says:

            Por exemplo,pessoalmente não considero a NSN uma grande empresa para trabalhar,mas há quem se dê bem. Ás vezes nem tem sempre a ver com bons CV’s. Na NSN, em 2013, entrava, p.e. pessoal cm 12º(geral) + experiencia/complemento nas TI ou um atributo que lhe desse jeito (tipo falar alemão), como tb entrava pessoal com licenciaturas em areas não relecionadas com ti/telecom. Uns para uma determinada função, GNOC (600e,rotativos,chefias fodidas,tipo de trabalho desmotivante), outros pra GNIC (700-800e,chefias mais moderadas, horario “expediente”, trabalho menos mecânico,mais técnico e cativante).A questão mais fodida é a pressão que colocam a pessoal bem qualificado para cada uma das funções vs o típipo fenómono tuga do “Tu recebes 700, a NSN internacional paga 3000aprox(tugaleaks) à recrutadoraq te lá pôs” Chulagem máxima e tão se a cagar se bazas..e muitos até a pensar que estão a ser bem pagos face à conjectura económica e tal. Para não falar de outras cenas manhosas que por la se passavam… Não vás pelo nome/dimensão da empresa, é sempre preferível ter refências internas cruzadas,tendo em conta o que valorizas.

    • Cabe a nós rejeitar essas pragas o máximo quanto pudermos.

  19. Liberal da cerca says:

    Existe uma coisa da qual sou membro efetivo e que deveria fazer mais pelos profissionais desta área. Refiro-me, naturalmente, à OE (Ordem dos Engenheiros). A profissão deveria ser regulada e regulamentada, tal como é no estrangeiro. A culpa da selvajaria do mercado é da falta de regulação e regulamentação. Cada um paga o que quer e quando quer. Infelizmente a OE, do meu ponto de vista não tem feito o suficiente e assim pactuado com os predadores do “paga pouco” por know-how especializado e técnico.

    Claro que há outras associações profissionais que ainda fazem menos…

    As universidades ensinam conceção e desenvolvem competências. A formação profissional ensina uma tarefa e/ou tecnologia. Não confundam as coisa, pf.

  20. R!cardo says:

    “as empresas continuam a procurar profissionais da área da informática mas dizem não encontrar as competências necessárias.”

    Recém licenciados com 20 anos e com 5 anos de experiência que saibam mil e uma coisas.

  21. Ricardo Lourenço says:

    Boas,

    Esta história lembra-me um anúncio de emprego que vi uma vez, que após duas páginas A4 de requisitos técnicos tinha escrito:

    Ordenado Base: 500€

    LOL…ou não.

    Conselho após 7 anos numa consultora…fujam delas e tentem um cliente final, o ordenado é tipo o dobro, e o trabalho é muito mais sério, não é fazer um documento idiota que leva 80 horas a fazer numa semana de 40 horas e que ninguém vai ler no final…

    Abraço

  22. Liberal da cerca says:

    Não é por acaso que as nossas maiores universidades estão no top dos rankings mundiais… será que são as universidades que ensinam pouco ou são as empresas portuguesas que estão a ver mal a coisa?!!!

    • Rafael Paredes says:

      Ou as Universidades estrangeiras tendem a ter 30 ou 40 cursos em TI, e em Portugal, temos 2 ou 3 que duram 5 anos…
      As Universidades Portuguesas são boas?! Sem dúvidas!!
      São todas boas?! Longe disso!!!
      Bolonha foi bem feito!!! Deu’ me livre!

      Não é difícil ir para o norte da Europa, e estar confortável com um diploma português. É o mesmo que ter um “local” com 2 ou 3 degrees!!!
      No entanto, isso também não quer dizer que saibam mais…

      • errado minimamente says:

        Por acaso está enganado.

        A minha experiência na Alemanha rapidamente me ensinou que um engenheiro técnico (3 anos bolonha) está mais bem preparado para o trabalho (principalmente developer) do que um Douturado. Os cursos na Alemanha (por exemplo, mas o caso replica-se em outros países) são extremamente focados, o que os impossibilita de “resolver” o que há de novo. Não digo todos os graduados portugues da àrea mas pelo menos as maiores faculdades são de âmbito aberto. A filosofia de ensino é orientada para resolver problemas novos e não aqueles que já foram resolvidos… Acho que tem que comprovar melhor a sua óptica Rafael. Resumindo, um engenheiro português é bem visto no estrangeiro como bem preparado e não inferior. Se foi para o estrangeiro e foi rotulado como inferior com um nivel de formação de bolonha (5 anos) deverá ser igual aos “locais”, se não foi, você está a ser enganado.

        • David says:

          De acordo “errado minimamente”
          No estrangeiro há uma maior especialização, quero com isto dizer que formara pessoas especialistas a por exemplo “substituir um HDD”, onde têm um especialista para tirar os parafusos, um especialista para a cablagem, um especialista para retirar o disto e colocar-no sitio correcto, e um para o colocar a funcionar novamente! Em PT, somos polivalentes e mente aberta, diria desenrascados! é facto!
          Contudo essa filosofia depende sempre de Universidade para universidade como de pessoa para pessoa! isto pq há pessoas que lhes está no sangue seguir aquilo, e conseguir desenrascar-se com o problema, etc, e depois há as pessoas que no primeiro obstáculo desistem, e há que chamar o “especialista” para o assunto…
          Contudo mesmo assim condeno o ensino por ser ainda demasiado teórico, demasiada teoria se bem que há disciplinas que simplesmente existem simplesmente exercitar o cérebro, e talvez seja ai que está o ganho!

          Simplesmente devíamos utilizar esta maneira de ser para as coisas correctas, ao invés de ser para contornar regras…

          • Rafael Paredes says:

            Curso Universitário para mudar parafusos, ou discos?!!?!?
            PLEASE! Onde acaba a demagogia?!?!
            Curso de engenharia, não é um curso científico… Não é para fazer “investigação”!!!!
            Curso de engenharia, TEM MESMO de preparar para o mercado! Se não prepara…

        • Rafael Paredes says:

          “errado minimamente”, um Engenheiro “Técnico” está mais bem preparado, no entanto, porque os cursos são demasiadamente focados, impossibilita-os de resolver algo de novo?!?!
          Que lógica é essa?!?! Deve ser nova, que fiquei “impossibilitado”!

          Que algo de “novo” é isso a que se refere?!?!
          Isso é um mito!!!

  23. Luis Fonseca says:

    Mais uma vezes penso que então não tenho emprego por causa de andar numa cadeira de rodas eu tenho curso como tecnico de informatica e não consigo arranjar emprego enfim vivemos numa sociedade de pessoas futeis que so vivem de aparencia

    • Woot! says:

      Sem querer desrespeitar o teu problema é normal teres falta de emprego. Repara: o grande problema e ao mesmo tempo o grande recrutador neste momento são as consultoras, tu com trabalho de consultoria hoje estás num cliente com elevador amanha tens de subir 3 andares ou ate ir para o estrangeiro. É descriminação? Não me parece. Antes de olharmos para a parte descriminatoria da coisa temos de pensar um bocadinho. Tens de procurar algo que se adapte ao teu problema e não esperar que os outros se adaptem a ele. É assim com tudo na vida.

      Boa sorte!

    • the_pretender says:

      Tenho Licenciatura em EI,formações complementares mas o facto de ter uma condicionante de saúde que já me encurtou o factor experiência profissional em uns bons anos…Principalmente por muitos bosses não me conseguirem enquadrar e passados dias kickarem-me. Mas lá consegui encontrar um que consegue lidar com a situação e me pôs em investigação…Recebo o mínimo mas estou grato.

  24. JJ says:

    Este tipo de noticias (que foge um pouco a realidade), cria ainda outro problema no mercado de TI.

    A malta que esta agora a começar a pensar que carreira seguir, ao ler esta noticia vai pensar, algo do tipo: “Epa, vou seguir informática, que vou conseguir trabalho mais facilmente depois.”

    Este pensamento não será mau, para quem realmente gosta de TI. O problema esta é que este tipo de noticias ira motivar malta que não tem nenhum gosto em especial por TI. Vão por TI simplesmente porque existe maiores probabilidade de trabalho.

    Resultado, daqui a uns 5/7 anos, vamos ter centenas de profissionais de TI, mas que não gostam da área. Isso vão causar um decrescimento de qualidade, aumentar o numero de “profissionais” e fazer com que a mão de obra fique mais baixa.

    Resumindo, vão existir bem mais de 15 mil informáticos… com menos qualidade e a ganharem menos dinheiro do que deviam… (Talvez seja este objectivo.)

  25. Pisca says:

    A mania de quererem salário, francamente, não basta serem tratados por Senhor Engenheiro ?

  26. Filipe Oliveira says:

    As empresas em Portugal exigem demasiado para aquilo que pagam quer em termos de experiência quer de know-how. Depois revoltam-se porque não conseguem contratar pessoas e há falta de recursos capazes. Querem pagar 1.000€, dos quais 700€ são subsidiados pelo IEFP. No fundo pretendem colmatar lacunas de gestão e organização pagando salários baixos. A malta nova acaba por ir lá para fora onde ganha muito mais e onde não tem de ser um faz-tudo. Obviamente que custa deixar o país onde se tem família e amigos, e é ainda o que vai safando estas empresas. Mas os melhores piram-se. Infelizmente não é apenas na área de informática.

  27. David says:

    O problema é esquecerem-se que um bom IT é uma das pessoas mais importantes que uma empresa pode ter, pois esse mesmo IT pode destruir uma empresa em milésimos de segundo…e manter um bom IT fiel ao seu trabalho e respeito pela empresa é preciso pagar, além do seu valioso e precioso talento!

    Sim as empresas querem gato por lebre, e isso é complicado de conciliar, mesmo quando o país está na banca rota! mesmo contratando no estrangeiro…pois quando chegam as pessoas de fora e conhecem a realidade, das duas uma ou lhes dão o seu devido valor ou saem sem pensar duas vezes…
    Outro grande problema é que valorizamos muito mal a NOSSA mão de obra, por vezes pagamos mais aos de fora e não somos capazes de valorizar o que temos na nossa terra, e muitas vezes muito superiores…

    O mal não só é das empresas e da dificuldade pelo qual o país atravessa mas um problema de mentalidades…

  28. Nuno says:

    Boa Tarde,

    Quero agradecer a todos os colegas de profissão que na grande maioria dos comentários tornam evidente alguns pormenores:

  29. LOL says:

    Aqui o TI devem estar a referir-se a operadores de Call Center :X

    Mais uma mentira para Português ler!

  30. Nuno says:

    Boa Tarde,

    Quero agradecer a todos os colegas de profissão que na grande maioria dos comentários tornam evidente alguns pormenores:

    – As empresas querem um “faz-tudo” desde programação, a DB´s, a redes, a Admin. de Sistemas, a SEgurança, TUDO

    – As empresas não estão dispostas a pagar o justo valor destes profissionais.

    Como tal este tipo de noticias só podem ser “encomendas” de alguém…
    DEve ser para virem “fornadas” de malta para a área para continuar a manter preços baixos (ordenados baixos) e dar muito lucro as consultoras que fazem de chulos.

    De qualquer forma, deixo aqui novamente a consideração (como já fiz no passado) a PPLWARE que seja mais critico na publicação de determinadas noticias e que seja mais pro ativo a escutar a comunidade tecnologia…

    Saudações a todos o colegas de profissão… e para quando um sindicato “nosso”?

  31. Joaquim says:

    Isso fora as empresas que querem contratar TI por prestação de serviços… os famosos recibos verdes!
    Miséria de país…

  32. Adalberto Sousa says:

    A noticia tal deve ser sem meias tangas: Até 2020 serão precisos 15000 informáticos com salários de chinês.

  33. Redin says:

    Então, e onde estão esses profissionais?
    Eu tenho lançado uma proposta para criar uma equipa para lançar uma empresa e ninguém aparece. Posso estar enganado, pois não devia generalizar, mas pelo que eu tenho vindo a verificar, a maior parte está apenas à espera de um emprego onde o seu ordenado lhe chegue sem as exigências e requisitos que obriga a um empreendedor lutar pelo seu próprio destino.
    A consultora que me apoia está a espera de contactos: http://startupbc.pt/ e para saberem qual o projeto que está em causa, visitem http://redin.com.pt

    • navyseal says:

      Ninguém aparece porque:
      1. A formação que possuem não está adequada ao negócio;
      2. As pessoas não têm interesse pela empresa ou negócio;
      3. A empresa ainda não contactou os locais de formação;
      4. O salário e regalias não são interessantes.

      • Flavio says:

        Acrescentar:

        5. As pessoas não sabem que essa empresa existe.
        6. Trabalhar numa startup tem um certo risco.

        • Redin says:

          Apesar de respeitar os vossos comentários direi a cada uma das respostas o seguinte:
          1. Como podem eles saber qual a formação exigida se nunca se deram ao trabalho de a questionar.
          2. Com esse facto já contava, mas onde andam os outros?
          3. Já contactei alguns locais de formação mas o que encontrei foi desempregados que esperam e desesperam por um emprego e não um empenho para criarem algo que seja deles.
          4. Pela mesma razão dos pontos 1 e 3.
          5. O projeto ainda não é uma empresa e para o ser precisa de ter pessoas. Um projeto desta magnitude não se faz só com uma pessoa.
          6. Riscos. Todos tem. Até como empregado existe o risco de seres despedido. Mas posso também me valer do ponto nr.1.

  34. Adalberto Sousa says:

    O que foi escrito:

    Num momento onde o desemprego continua a registar valores acima do nível em que estava antes da crise, em Portugal as empresas continuam a procurar profissionais da área da informática mas dizem não encontrar as competências necessárias.

    O que as empresas realmente querem:
    Num momento onde o desemprego continua a registar valores acima do nível em que estava antes da crise, em Portugal as empresas continuam a procurar profissionais da área da informática mas dizem não encontrar as competências necessárias **para os ordenados que elas oferecem.**

  35. Adalberto Sousa says:

    Ganha-se mais como tecnico de hw em Uk do que como engenheiro certificado de redes em Pt….

    Querem 15000 ? Vão procura-los a Africa.

    • David says:

      @Adalberto Sousa
      Tens de colocar esses valores em contexto, dado que o nível de vida em UK é superior ao nível de vida em PT! Não basta dizer que ganhas mais, se as tuas despesas são superiores!
      Depois depende da sorte que tens relativamente à empresa que te contrata, isso pode ser em qq país, tal como em PT sei de Eng a receberem 600eur a 5000eur! mas a maioria que recebem ordenados altos são empresas internacionais! as Nacionais normalmente pagam menos porque já têm a base feita, e apenas querem mais qualificados dentro para mostrar para fora que temos qualificados!
      O mal do nosso país passa pela mentalidade e o prazer de mostrar, quando na realidade nada temos! na educação as regras foram alteradas para alterar indicadores relativamente aos restantes parceiros na Europa, obra do Sr. Sócrates e afins…quando percebermos e mostrarmos que temos mão de obra válida e boa, muitas vezes melhor que o “produto importado” ai iremos mostrar a diferença, mas para isso temos de parar de mostrar que temos e passar a mostrar que somos!
      Daí dizer que é verdade, ganhas mais no UK ou noutros países, mas tens de ter em conta o nível e qualidade de vida que tens relativamente ao nosso!

      É URGENTE e NECESSÁRIO que haja uma MUDANÇA de MENTALIDADES em PT, caso contrario não é o país que está mal, quando o erro começa por todos nós!

      Há que colocar os valores em contato para que não passemos a má imagem que muitos antepassados mostraram e que chegavam com toda a pompa e circunstancia a sua terra Natal, mas passavam fome, faziam dois turnos de trabalho, tinham dois trabalhos ou part-times para poderem amealhar dinheiro, mas depois chegavam a sua terra mostravam que estavam bem da vida! Enfim…Sr. Adalberto Sousa não quero com isto dizer que é o seu caso, ou que deixe de concordar consigo, dado que, tenho muitas pessoas na área fora, eu inclusive encontro-me fora e não é tão simples como queremos fazer parecer… a realidade é mais complicada do que parece…

      Grande abraço 😉

    • Duda says:

      15K anuais como eng. certificado de redes? Se pagaram isso talvez o mereça, não?
      Ou será que ter certificações é caminho andado para receber 40K anuais?
      Há que dizer a verdade, a maioria das certificações que se tiram são simples de se tirar, e , no meu ponto de vista, pouca credibilidade têm exactamente por esse motivo : facilidades!
      Senao vejamos: um puto acabado de ser formado, sem experiencia profissional, vai à empresa de formaçao Rumalileu e tira de uma assentada certificações MSF, CISCO, HP, e outras mais.
      Nao quero dizer que ele não tenha capacidade ou inteligencia, mas tirar certificações sem saber distinguir uma class de uma interface, um NAT de um PAT, um SATA de um PATA, parece-me suspeito, certo? Faz-me lembrar as meninas da secundária que decoravam todos os livros, “vomitavam” a informação durante os exames, e quando era necessário explicar algo, envolvendo raciocineo, encalhavam!
      Aqui é igual: estudam todas as materias para tirar as certificações, arranjam copias do exames online para decorar as respostas, chegam ao exame de certificação e passam com distinção!
      Mas no 1o dia em que lhe pedem para montar um NAT numa rede, encalham!

      • David says:

        Cada um tem de ter a consciência do que quer da vida…as meminas da secundária que fazem isso normalmente seguem Informática ramo ensino…não têm que trabalhar na área…pois realmente quando se pedem coisas básica…ah e tal é melhor ir a um “especialista”…mas isso passa por ser meninas e meninos, pois ai está, ou fazemos aquilo pelo qual sonhamos, ou achamos ser talhados para tal, ou desistimos…a falta de informação, e o “excesso” de zelo pela área torna-a como sendo algo simples, mas que na realidade não é!

        Trabalhar em IT nao é simplesmente ligar o pc, navegar, e pouco mais…e ai está! as pessoas não valorizam o sector IT pq pensam que é só chegar meia dúzia de teclas e está feito…Uma simples reparação de um pc que passa por reinstalar um pc, por vezes corre bem como pode levar horas a que se consiga dar com o problema, e resolver…mas segundo o cliente foi só clicar, instalar e está feito…e se custar muito nunca mais vai a loja reparar…e isto é o que me contam colegas, e eu que já passei pela situação…

        IT é um mundo vasto e pouco valorizado em PT! querem muito por pouco, e enquanto o sector for tratado dessa forma, pouco o nada irá mudar…

  36. RMendes says:

    A culpa é dos acordos entre empresas em se proibem umas às outras de contratar pessoas para manter os ordenados baixos, está a acontecer aqui o mesmo que em Silicon Valley, apenas ainda não foram processados por isso.

    Ainda à pouco tempo disseram-me na cara que não podiam contratar-me porque trabalhava para a Portugal Telecom, isto dito pelo departamento de RH da Novabase, tal é a falta de carácter.

    Ou seja, nenhuma empresa de head hunting quer ficar queimada na PT, caso contrário perde um dos maiores clientes.

    • Nuno says:

      Bom isso é gravíssimo….
      Lá se vai o conceito de “concorrência” pelo cano…

      Colegas… continuo a dizer… não temos NINGUEM que represente o setor! E isso seria fundamental para sermos ouvidos e para lutarmos mais e em grupo por direitos e também por deveres…

      Quem alinha? 🙂

    • Mikes says:

      Agora já não deves ter esse problema!!! 😀
      (desculpa a piada)

    • Woot! says:

      São os chamados acordos de cavalheiro. Aconteceu-me exactamente o mesmo e infelizmente, apesar de ilegal não é só a Novabase e a PT a fazerem isso. Como não é possível denunciar estas situações as empresas aproveitam-se.

  37. Manuel costa says:

    Isto não é para levar a sério.
    Isto é claramente a vingança contra a elite intelectual (linda herança do 25 de abril)
    Os empresários portugueses querem pagar 500 euros a um engenheiro informático.
    Eu também gostava de pagar 15000 euros por um Ferrari. Estranhamente esses mesmos empresários não se importam de pagar 20000 euros por uma “carroça de burros”
    Estive numa empresa de estudos de mercado Portugal onde a pessoa que mandava nos engenheiros tinha andado num cursozeco de psicologia (nem o acabou coitado) e nem uma equação linear sabia resolver, quanto mais computação em nuvem e auferia precisamente 20000 euros por mês. Vi em Portugal tanto burro a mandar na inteligência que até me perguntei se a burrice não seria uma ciência. Para os meus colegas engenheiros de software recomendo que façam as malinhas de Portugal,como eu. Esse pais pura e simplesmente não tem futuro. O capital humano não está lá ponto parágrafo. Nem há pressão selectiva para estar. Quem é valorizada é gente intelectualmente limitada. Isso vê-se imediatamente na escolinha. Portugal até conseguiu transformar bons resultados acadêmicos num defeito. Quando no resto do mundo praticamente 90% das pessoas bem sucedidas tem educação superior nas melhores universidades.

  38. Acredito que exista uma grande diferença entre o mercado Português e os restantes. No reino unido um programador júnior PHP recebe entre 20 a 30 mil libras por ano, 25 a 40 mil por um programador e mais de 40 mil por ano a um programador sénior.

    Lamento bastante o ponto que esta o mercado Português os meus amigos que residem em Portugal estão em grande parte em regime de free lancer e com ordenados as vezes abaixo dos juniores daqui.

    Outros colegas meus noutros países encontram-se numa situação idêntica a minha o melhor o que leva a acreditar que existe um forte incentivo a emigração da mão-de-obra qualificada na área de IT.

    Boa sorte a todos que ai estão.

  39. Jorge Rosa says:

    Se os políticos deixarem de explorar as PMEs e pagarem o mesmo ordenado aos informáticos que é pago aos políticos (que não produzem nem bens nem serviços, e quando produzem, são apenas futilidades que apenas pioram a “nossa vida”). Então sim, surgirão “estúdios de software” e informáticos produtivos… No nosso país. E assim, sim, de facto, estaremos a dar um “passo em frente”… Mas até lá… Toca a “fugir” daqui que isto só está bom para “charlatões” (pois o numero de “otários” por m2 é excelente)…… :/

  40. Pisca says:

    Por favor, Nivel de vida não é a mesma coisa que Custo de Vida, e nem sempre estão em linha ou crescem ou descem juntos

  41. Paula Correia says:

    O meu primo é programador Php /c++/java/python na alemanha, e ganha 50mil/ano…em portugal ganhava 15mil…

    • Duda says:

      pois é, mas uma lata de salsichas custa 0.90eur em Portugal, na Alemanha custa 8.00EUR! tás a ver a cena?
      Na alemanha não tens 14 meses de salario, em Portugal tens.

      Ninguem é “programador especializado” e tira 50K ano conhecendo 4 linguagens de programação tão distintas quanto dificeis! E repara que digo “conhecendo”, porque é muito diferente de dominar!
      um programador Python ou Java SENIOR (5 anos de experiencia minima) em Portugal tira entre 28 a 35K ano! e nao 15!
      E é claro que quem não chora não mama! Se não pediu mais do que 15K, não soube negociar. Se não soube negociar, não tem cabecinha!

      Conheço muitas e boas empresas de outsourcing ou nearshore que pagam uma salarios de 1100EUR por um recem licenciado sem experiencia profissional, 1300 por um junior, 1600 por um junior confirmado, 1800 por um senior, e 2000/2200 por um gestor de projectos.
      Salarios Liquidos!
      É uma questão de os procurar!

      E também conheço empresas em França ou Alemanha cuja diferença salarial é entre 500 a 900 eur mensais a mais!
      Mas enquanto que cá ganhas 14 meses, lá ganhas 12. Cá tiras férias de 22 dias ao fim do 1o ano, lá tens 22 a 25 dias de férias ao fim de 3 anos de casa; cá descontas o IRS mensalmente, e acertas no final do ano (quase sempre recebendo de volta); em França ou na Alemanha recebes por inteiro e pagas no final do ano o IRS. Resumindo: se não souberes fazer contas, lixas-te muito facilmente.
      É certo que cá pagas por tudo e mais alguma coisa (saude, educação essencialmente) coisa que em França e Alemanha não pagas. É como tudo na vida : há coisas boas e más em todo o lado!
      Queres uma coisa boa que não ha nem em França, nem na Alemanha nem em Inglaterra? SOL! PRAIA! BOA VIDA!
      Queres outra que não existe mesmo em Inglaterra: COMIDA BOA! CERVEJA GELADINHA! TREMOÇOS!
      tudo coisas que *toda* a gente que lê este blogue aprecia, mas não dá o devido valor!

      • David says:

        @Duda
        A isso chama-se qualidade de vida, em que muitos descobrem apenas depois de deixarem o país! infelizmente…

        A nossa terra tem tanto! Pena a mentalidade do povo Tuga…por acaso uma geladinha e uns tramocinho vinha a calhar…

        O mal está acima de tudo na mentalidade Portuguesa…

      • Flavio says:

        Ó Duda muito inventas. Esses salários que falas não existem ou só uma minoria muito restrita é que tem a acesso com bela cunha. Todos os meus colegas que conheço e são bastantes, com experiência de 2 anos a 18 anos, nenhum deles ganha o que contas. O mais experiente trabalha para a nokia e ganha 1250 líquidos com 18 anos de experiência.

      • JG says:

        E tens corrupção, sistema de saúde falido, impostos brutais, etc etc. Mas isso não interessa a ninguém.. Desde que haja cerveja e tremoços, a malta vai andando. Mas em Inglaterra não há cerveja? Não há sol? Não ha boa comida? Dude, está na altura de saires do buraco e conheceres um pouco da Europa.

        • Duda says:

          Corrupção, sistema de saúde falido, impostos brutais, etc etc tb o tens em França, na Alemanha, etc…

          em frança, a tua empresa ganha mais de 10milhoes EUR/ano , paga 70% de IRC!!! 70%!!! sim!
          Sabes pq raio as maiores empresas francesas estão sediadas no Luxemburgo ou em Londres/UK? Pq nesses paises o IRC para empresas é quase nulo!
          Sabes pq os ricaços franceses andam a cancelar as nacionalidades francesas para serem ingleses ou até russos (o actor DePardieu, por ex.)? por causa dos 70% de IRS se ganhas mais de 10milhoes!
          Bem sei que 10milhoes é mto, mas repara: crias a tua empresa, levas 40 anos à frente dela e um dia vendes a empresa por 10milhoes. 7milhoes revertem para o estado francês, quando durante 40 anos estiveste a pagar impostos! E 40 anos depois, ficas a xuxar com 3milhores em vez de 10! Justo isso hem?
          Sabias que o sistema bancário alemão está À beira da falencia? Sabes pq? Porque os bancos alemaes, nomeadamente o Deutsch Bank, se fartaram de emprestar dinheiro a paises que nao lhes vao pagar: ex. Grécia.

          Como dizia o outro “corrupção tb a temos no nosso pais. A diferença é que, contrariamente a vocÊs, nós sabemos fazê-la !”

      • JG says:

        E se tudo é assim tão bom como descreves, porque não temos em Portugal mais Eng. Alemães, Ingleses ou Franceses? Aqui em Portugal é que está a galinha dos ovos de ouro pelos vistos. E quanto aos salários… Por exemplo, a um colega meu com 3 anos de experiência foi-lhe oferecido um salário de 600 e poucos euros líquidos na ITSector..

      • Conta-nos onde trabalhas, pois não conheço nenhum sítio que pague 1300€ (lolada) por um Júnior. Conta-me porque estou ansioso para enviar o curriculum.

    • Andre says:

      Na Suiça pagam 120.000CHF, acho que o teu primo está a ser roubado.

  42. Alexandre Costa says:

    Boa tarde, a todos
    Desejava desenvolver uma aplicação em c# com uma base de dados SQL encriptada com o dbdefencebe e com webservices. Qual seria remuneração adequada para um programador?

  43. Mota says:

    Isto é pra rir? As IT em portugal é programação. Não sabem programar, não podem ter trabalho.

    Agora IT é tudo à base disto, quando os pc’s dão o peido anda tudo aflito a ver o que se passa.

    É a triste realidade.

  44. DIC says:

    Os engenheiros informáticos são como médicos pobres.
    – Trabalham mil horas por dia;
    – Se há uma emergência de crash de serviço nem podem limpar o c*
    – Têm de saber tudo sobre informática e se puder ser ainda ter um mini-auto-mestrado em matemática e física
    – Mas recebem menos que um condutor da carris ou da CP ou do metro.

    Pena que vergonha na cara ninguém tenha hoje em dia.

  45. Estou de acordo com a maioria dos comentários que li. Todos os pontos de vista têm a sua validade. Por um lado há emprego mas por outro a remuneração não compensa o esforço e dedicação que as nossas funções exigem. É preciso batalhar muito para se chegar a um posto e folha de vencimento que se julgue ser minimamente justo.

    Não me coíbo de pensar que iremos chegar a uma espécie de suprime das TI, pelo menos em Portugal. A sensação que tenho é em muitas empresas, a sua gestão está a fazer com que fatalmente estas fiquem mais e mais com a corda ao pescoço: projectos mal vendidos a tempo recorde; trabalhadores insatisfeitos com salário baixo (fruto dos saldos constantes dos projectos) e pressão elevada devido a prazos absurdos só para ganhar alguns tostões. Tudo bem, então se não vendessem assim, o que vendiam? Não sei, talvez não vendessem nada mas a verdade é que a competitividade está um pouco absurda em alguns sectores das TI.

  46. Rodrigo says:

    “Como sabemos os Engenheiros Informáticos têm desemprego zero em Portugal…”

    Que treta!!

  47. Manuel costa says:

    Os empresários portugueses tem de se perguntar a si próprios que tipo de profissionais é que querem. Ninguém aceita trabalhar a ganhar o mesmo que ganha o varredor de ruas depois de cinco anos a estudar afincadamente engenharia. É que simplesmente não vale a pena. Quem estudou engenharia o que tem a fazer é as malas. E essa gente que aqui comenta e diz que no estrangeiro o custo de vida é mais caro é gente que não sabe o que diz. É gente que não sai do portugalinho porque não pode. Como se na Alemanha ou na Irlanda se vivesse pior que em Pt.
    Há uma grande diferença entre as empresas estrangeiras (onde estou) e as portuguesas. Uma pessoa é boa porque funciona. Não é boa porque é bem falante. A quantidade de burros que existem em Portugal que nem curso tem a ganhar muitas vezes o que ganha um engenheiro de sw é assustadora. É gente que numa multinacional nao passaria da primeira entrevista. Diziam logo “não me interessa as skills sociais que você tenha. Você é um burro e eu não emprego burros “. É simples. O português é que convive muito mal com quem é intelectualmente superior. Coisas do tempo da nova senhora ……

    • Discordo do rótulo de “burro” a quem não tem curso, muito embora reconheça que pode ser uma regra geral. Há por aí pessoas válidas e sem curso.

      • Nuno says:

        Eu tenho mais de 15 anos de experiencia.
        Comecei como formador (com CAP) quando tinha 21 anos… não tenho curso superior, tirei várias certificações e cursos ao longo do tempo (2 no estrangeiro) e fui evoluindo, já estive em várias empresas do ramo de média a grande dimensão.
        Sou burro?

      • Manuel costa says:

        Caro colega,concordo plenamente consigo. Não ter curso não é condição sine qua non para se ser burro,peço imensa desculpa se o meu comentário foi entendido assim. Mas o problema é que em Portugal pensa-se exactamente o contrário,e,atenção,isso é que eu nao posso admitir. Posso lhe dar um exemplo,na empresa que referi acima, o sr. Director adjunto,que nem curso tinha, um belo dia(provocação)perguntou-me a minha média de entrada. Quando lhe disse que tinha sido 18.8 o comentário foi e foi cita-lo “sabe,gente como você nunca será boa profissionalmente. Eu tive 13 e 14 porque em vez de estudar andava a socializar”. Infelizmente,o que ele disse em Portugal é absolutamente verdade. Nem respondi , para que? Fiz as malas de Pt e entrei numa multinacional que de acordo com a glassdoor está no top 20 das mais exigentes para entrar. Milagre? Quanto ao sr director,por lá continua no portugalinho. Repito, acredito que haja pessoas sem curso com talento, seria absurdo afirmar que são todos burros. Mas não posso admitir que ter um curso superior com uma excelente média seja objecto de chacota por gente obviamente burra ! Um indivíduo a comandar uma área de engenharia sem saber resolver uma mísera equação linear? Só em Portugal …

        • Nuno says:

          Entendo Manuel, mas esse tipo de generalizações na maior parte das vezes são injustas…
          Um curso ou “um canudo” per si não faz melhor ou pior profissional, claro que terá mais conhecimento, mas não é atestado de (im)competência.
          Já tive bons “chefes” sem curso, e tive péssimos chefes com curso, não descurando a parte técnica que como sabemos em chefia não tem de ser o ponto principal, dou mais valor a um chefe que defenda a equipa e se mostre disponível a escutar do que a um chefe que é bom técnico e péssimo a nível de trato humano..
          Enfim, como em qualquer outra profissão com maior ou menor grau académico existem bons e maus profissionais.
          É triste ver que grande parte dos meus colegas de profissão e até amigos optam por sair do pais com o enorme esforço pessoal que isso acarreta para se sentirem valorizados e devidamente remunerados…
          Como não me canso de dizer… teremos mais e melhores formas de sermos “defendidos” se tivermos a agir em grupo.
          Saudações.
          P.S. Não me senti nada ofendido, não me sinto inferior somente por não ter um titulo académico. E acho que o mesmo é sempre uma mais valia.

        • João Cavaleiro says:

          Caro Nuno,

          Compreendo inteiramente a sua posição. Tenho pena de não ter (ainda) tido a oportunidade de trabalhar consigo, tenho a certeza que faríamos uma boa equipa! Especialmente pela surpresa que teria em eu não ser (ainda) licenciado.

          Felizmente o nosso tipo de funções tem muita relação com talento. Julgo que é um factor fundamental para o sucesso na nossa área.

          Cumprimentos.

  48. Nuno says:

    Caros colegas,
    Tenho estado atento ao desenrolar do “debate” e é com alegria que vejo que… estamos todos de acordo!
    As criticas são unanimes!
    Deveríamos tirar ilações disto… Se concordamos todos em algo, porque não agilizar as soluções? Não é isso que fazemos a nível tecnológico?

    Lanço aqui o desafio….

    Vamos nos focar no que podemos ou conseguimos eventualmente mudar! E mais, pensem nesse exercício com a força de uma comunidade, e não somente a nível pessoal.

    Já falei aqui nisso, ninguém me deu troco… Mas deixo ainda a questão: Se a nossa classe (profissional) fosse devidamente representada por alguém não teríamos mais margem de manobra? Mais poder de negociação?

    Porque motivo nunca se vê uma única organização a representar nos ou a defender nos? (porque não existe!)

    Agradeço a todos os que estão a participar demonstrando que este é um problema comum e que nos preocupa a todos!

    Saudações a todos!

    • Também acho que chegou a altura de alguém nos representar devidamente.

      • Nuno says:

        Já houve colegas que tentaram e não tiveram sucesso… Se existir uma base grande de apoio é possível…
        Para isso é preciso existir vontade e iniciativa…
        Vamos a isso?
        Quem alinha?

    • Bob says:

      Bom, li os comentários inicias, saltei para o final, e ainda bem 🙂

      Já se falou de todos os problemas, e agora, como diz o Nuno, temos é de enfrentar o problema e apresentar uma solução.

      Acho que isso passa por termos uma representação, a nível nacional, da nossa profissão. Se bem que dentro da mesma existem diversas áreas 🙂

      Se todos nos juntarmos, temos uma enorme força….. ainda por cima, somos o pilar da infrastrutura de IT de Portugal!

      Quem nos deveria representar, não sei… mas agora não temos ninguém, por isso acho que pior não se encontra 🙂

  49. Antonio Silva says:

    Mas por cá ainda muitos falam de barriga cheia, enquanto outros tem que penar muito

  50. José Carvalho says:

    Vou lendo regularmente as noticias e comentários neste site e vou pela primeira vez comentar porque me parece pertinente. Estive a ler alguns comentários que por aqui foram deixados e com alguns concordo com outros nem tanto. Resta-me partilhar a minha experiência/opinião (Peço desde já desculpa pela extensão mas penso que ajudará).

    – Ponto 1: E o ponto mais essencial “Quem não medo de trabalhar, não há trabalho que meta medo!!” seja em IT sejo o que for, se não estamos preparados para fazer sacrifícios na vida, não se chega a lado nenhum.
    – Ponto 2: tão importante como o primeiro, comodismo é o entrave nº 1, no momento que te deixares acomodar, deixas de evoluir.
    – Ponto 3: Se não estás bem, muda-te ou faz por arranjar melhor sem medo do que fica (se o estás a fazer é porque não estás bem).
    – Ponto 4: Podes trabalhar muito e não ser reconhecido onde estás mas se o expuseres devidamente alguém o vai valorizar.
    – Ponto 5: Toda a experiência que acumulas é uma mais valia para o próximo emprego e tens de começar por algum lado.
    – Ponto 6: Avalia o mercado constantemente, nunca se sabe quando surgirá uma boa oportunidade (talvez em cada 10 entrevistas 1 será do teu interesse, mas acumulaste experiência como as coisas boas e os erros que cometeste para aproveitar para a próxima).
    – Ponto 7: Prepara devidamente a entrevista, será a chave da mudança, não há que ter medo ou stress, haverá sempre mais.

    Da minha experiência posso partilhar que já passei por várias empresas na zona do Porto, algumas multinacionais (actualmente represento uma, na qual sou consultor outsource numa grande empresa portuguesa).
    Não fui nenhum “crânio” académico, aliás acabei por sair da Universidade com Bolonha ao fim de 9 anos com o curso de 3, já não aguentava mais continuar lá, preferia o mercado de trabalho.
    Tudo o que consegui foi à minha custa, nunca tive qualquer “padrinho” para o que quer que fosse e posso dizer que a incompetência de alguns custou-me algumas inimizades, senão talvez ainda estivesse melhor hoje. Iniciei-me com um estágio IEFP e continuei na empresa em causa após o mesmo. Após 2 anos mudei-me de empresa para evoluir profissional e monetariamente e fiz nova mudança 3 anos depois. Fui evoluindo em condições salariais vs benefícios à custa de muito trabalho e ao fim de 6 anos de trabalho consegui um bom equilíbrio entre ambos no qual se inclui carro de empresa para uso pessoal. Penso que cheguei onde cheguei pela minha valorização profissional muitas vezes à custa do sacrifício pessoal e familiar que conto compensar logo que possível, trabalhando muitas vezes com tecnologias que não conhecia, no fio da navalha, com tempos curtos para me tornar “expert” do dia para noite para atingir objectivos, quase o “homem dos 7 ofícios”. Mas tal como disse quem não tem medo de trabalhar, não há trabalho que meta medo. Ainda não me acomodei e como tal estarei sempre atento ao futuro, e como alguns aqui disseram talvez o estrangeiro seja um destino, a ver vamos.

    P.S. Não olhem para o que as empresas cobram pelo vosso trabalho, muitas vezes pagam o vosso salário em poucos dias, como pagarão o meu também. Eles vivem da reputação que alcançam e pagam-se disso, um dia também lá chegaremos se trabalhar-mos para isso.

    • Nuno says:

      Uma boa adenda com bons conselhos…
      Não posso deixar no entanto de comentar alguns pontos…

      Acho que concordamos que “tempos curtos para me tornar “expert” do dia para noite para atingir objectivos, quase o “homem dos 7 ofícios”. É indesejável e ninguém gosta de trabalhar dessa forma, alias nem uma empresa decente o deveria fazer (mas sim, é essa a realidade, mesmo no “top” das empresas / consultoras nacionais)

      “Não olhem para o que as empresas cobram pelo vosso trabalho, muitas vezes pagam o vosso salário em poucos dias, como pagarão o meu também. Eles vivem da reputação que alcançam e pagam-se disso”

      Lamento, mas completamente me desacordo… o que está em causa é uma distribuição da riqueza, obvio que a empresa deve lucrar até porque tem muitos encargos, mas devem existir limites… Por exemplo se “lucrarem” menos talvez possam investir mais em formação…
      As empresas devem viver da reputação se a mesma for justificada, e penso que concordamos quando digo que muitas empresas nacionais vendem “experts” criados em 24 horas a preços de “expert” quando isso é imereceido e muitas vezes corre mal, sendo que corre mal quem colhe as culpas (depende da qualidade da chefia) é o tal “expert” de 24 horas…
      Portanto, sim, ninguém deve ter medo do trabalho, mas há que trabalhar com condições e em qualidade.

      • José Carvalho says:

        Olá Nuno, compreendo o teu ponto de vista. Eu não quis justificar o que é cobrado, e obviamente concordo com o que dizes. O meu ponto é que são negociações que são o que são e obviamente contemplam o que contemplam e acabam por cobrar o que as deixam cobrar (embora ache que há casos de algumas que ficam reféns das empresas que contratam e daí alguns valores). A reputação muitas vezes é feita do sacrifício de quem lá trabalha, como dizes “experts” feitos do nada, mas mais tarde ou mais cedo vem à tona. Já conheci muita empresa assim e mais tarde ou mais cedo acaba por cair.
        Compreendo e partilho da luta por melhores condições, mas até existir um modelo que a organize, vai depender da luta pessoal por melhores condições e isso muitas vezes o caminho é a mudança pessoal, o que costumo dizer a progressão horizontal entre empresas, sais de uma para melhorar as tuas condições, que alavanca as coisas que demoras anos a atingir no mesmo local de trabalho.

  51. Manuel costa says:

    Fui a uma entrevista das ultimas em Pt e a tipa falou/me em 700 euros. Só não me comecei a rir na cara dela porque era chato.
    Até os nossos contractors vietnamitas ganham mais que isso.
    Apareceu o sr da ordem a dizer que engenharia em Pt seria uma profissão de imigração.
    Eu gostava de falar com o cavalheiro para ele me dizer que imigrantes quer ele por a trabalhar em Portugal por esses valores escandalosos. É que estou convencido que nem ucranianos nem chineses. E porque haveria um ucraniano de vir para Pt quando na Alemanha ou na Inglaterra pagam 10 vezes isso? Continua a espera dos imigras,hão/de aparecer muitos , sim …

  52. Nuno says:

    Bons dias,
    Já tinha deixado aqui o meu contato no caso de alguém querer discutir possíveis soluções e formas de constituir uma associação, comissão ou “qualquer coisa” que consiga congregar os problemas inerentes as TI´s e que consiga representar condignamente a nossa “classe”.

    O diagnostico está feito, vamos ficar de braços cruzados e esperar que piore ou vamos fazer alguma coisa em relação a isso?

    carripana@outlook.com

    Saudações!

  53. Nuno says:

    Para rir…

    Anuncio “algures” publicado hoje:

    Técnico de suporte HelpDesk e Marketing

    Espetáculo!

    Ora atendes umas chamadinhas a fazer helpdesk, ora tas a montar uma campanha de MKT! 🙂

  54. Hugo says:

    Como um engenheiro de software que emigrou: hahahahahahahha! O único motivo pelo qual ainda existem developers em Portugal é porque a maioria das pessoas não faz a mais pequena ideia do quão miseras são as condições e salários pagos em Portugal.

    Mesmo sem falar em países ricos, tenho amigos em países cujo salário mínimo e custo de vida são abaixo de Portugal e que ganham salários muito acima do que se pratica aí.

    • Gerardo says:

      Tenho exactamente a mesma sensação. Se ainda se contratam Dev Ops e Sys Admins em PT é porque muita gente tem a mente fechada. Não sabem o que é o mundo e como ele está cada vez mais “pequeno”. Devem pensar que os emigrantes actuais são como os emigrantes dos anos 60,escravos que iam para longe, dormir em barracos e nunca mais viam a família. Hoje uma viagem de avião na Europa, fica muitas vezes mais barato do que ir de carro Porto–>Lisboa–>Porto. Hoje os imigrantes especializados, têm boas casas, boas condições, vida social, saem, divertem-se, viajam e ainda juntam dinheiro. Coisa que em Portugal é mentira. Praticamente em qualquer país + ou menos civilizado conseguem fazer uma vida melhor do que aqui e serem mais felizes. Tenho muitos amigos no estrangeiro e nem 1 está arrependido. A frase que mais se ouve é “se eu soubesse tinha vindo mais cedo”.

      Tirando os meninos da mamã (trabalhai com um programador, um homem feito, que atendia o telefone “sim mamã, está tudo bem), aqueles jovens que não sabem estrelar um ovo e não saem debaixo das saias e das casas dos pais, todos os outros estão provavelmente a perder oportunidades de vida.

      Se pensarem só na Europa, temos o tamanho + ou – dos EUA, por isso qual a diferença de serem de Lisboa e irem trabalhar para o Porto ou para Dublin? Conseguem vir a casa as mesmas vezes se quiserem. A diferença é que provavelmente não serão escravos e conseguirão se divertir muito mais…

    • Manuel costa says:

      Hugo,cumprimentos de um fellow Sw engineer que também emigrou.
      Os salários em Pt são perfeitamente ridículos. Perfeitamente ridículos. A Rússia é um pais muito mais pobre do que Pt e os meus colegas russos ganham mais que eu ganharia se trabalhasse em Pt. Na Índia ganha-se mais ou menos o mesmo que em Pt. Mas na Índia aluga-se um quarto por 10 euros por mês.
      Ainda me disseram que foi preciso coragem para emigrar.
      Coragem era ficar aí

  55. Nuno says:

    Meus caros,
    Já tive uma ou outra vez para intervir sobre este assunto.. será agora.
    Não se pode tomar com leviandade a questão da emigração, e parece que os vossos comentários, a vida se baseia em dinheiro.
    Nem tudo são rosas, e ganhar mais não é tudo, nem todos desejam o mesmo.
    Se estão emigrados sabem reconhecer o que é deixar para trás a família, os amigos, o nosso canto, o nosso sol, a nossa comida, e muitas outras coisas boas que o pais oferece.
    E nem todos querem sair, eu já sai, poderia continuar no estrangeiro a ganhar bem mais e regressei, podem me chamar do que quiserem, cada um tem os seus valores e opções.
    E há que distinguir entre quem sai por opção, e quem sai “obrigado” por falta de alternativas.
    Nem todos somos “escravos” em PT.
    Saudações!

    • Bob says:

      Nuno,

      Disseste o que eu queria dizer, mas não me conseguia exprimir tão diplomaticamente.

      Aqui, parece que anda tudo é atrás de dinheiro, como se isso fosse a única razão para viverem. Eu quero lá saber que paguem bem mais lá fora, se é aqui que tenho a minha casa, familia, amigos e o meu Pais.

      Sou daqueles que prefere ficar por cá, e lutar por um futuro melhor.

      • Nuno says:

        “Like” 🙂

      • Gerardo says:

        Ao ficares cá não tens futuro. Só tens “xico-espertos” que te vão usar e explorar.

        Uma das razões de querer ir para fora é precisamente pela família . Quero dar ao meu filho a oportunidade de crescer num país a sério e não neste antro de podridão…

        • Manuel costa says:

          Apenas nasci em Portugal,aliás no Algarve. Não tenho sombra de razão para gostar desse pais. A Portugal devo a educação que recebi,isso sim. Tanto no técnico como na nova. Mas para além disso , muito honestamente é país que não tem futuro. Um jardineiro ganhar o mesmo que um engenheiro é coisa que não cabe na cabeça de ninguém está fora de tudo. Gostes ou não,uma sociedade avançada é feita por engenheiros,arquitectos;médicos,cientistas. São estas pessoas que fazem uma sociedade evoluída. Nenhum pais desenvolvido é feito de cristianos ronaldos por melhor que sejam. Olha para o Japão;para a Alemanha e em geral para qualquer pais rico(excepto o médio oriente que só serão ricos enquanto o petróleo não secar) e vê a quantidade de mão de obra qualificada que lá está. Estão a ganhar o mesmo que o varredor da esquina? Está-se mesmo a ver que sim. Ao não valorizar a classe intelectual Portugal está a matar o seu futuro. Aliás.para mim,pelo menos. Bom tempo? Bom tempo há em África. Posso ir para lá e ser tão pobre como os africanos. Não me apetece … Ah,e a questão das distâncias é um falso problema. É mais rápido ir de paris a Lisboa do que ir de Lisboa ã guarda. Já precisei de ir ter com família por questões que surgiram inesperadamente e no dia seguinte estava em faro.

  56. Nuno says:

    Para começar o dia (seja em PT ou em qualquer outro pais) com boa disposição.

    https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-ate-2020-sao-precisos-15-mil-informaticos/

    Quero agradecer a todos que enviaram mail, peço desculpa por ainda não ter respondido a todos. É bom ver que existem muitas pessoas com vontade de mudar! Seguramente assim vamos conseguir alcançar algo de positivo para todos nós.
    Saudações!

  57. Nuno says:

    E mais uma para quem tem costas largas…

    http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-04-16-Agentes-de-execucao-parados-ha-uma-semana

    Será que esta malta tem sistemas de desenvolvimento e de controlo de versões? hmmmmmmmm

  58. Nuno says:

    http://www.net-empregos.com/detalhe_anuncio_livre.asp?REF=2482890#.VVRpx890yCg

    Estes pedem um especialista com 3 anos de experiencia….. para ESTAGIAR!

  59. Nuno says:

    http://www.net-empregos.com/detalhe_anuncio_livre.asp?REF=2488242#.VVnF5s90yCg

    650€ de ordenado… sim de facto são precisos mais informáticos para lhes baixar o ordenado…

  60. orisandra says:

    para quê estudar, sendo cada vez há mais problema

  61. sss says:

    É triste a realidade portuguesa e sim concordo com tudo o que foi dito!

    Durante tempo que estive a estudar para tirar Licenciatura e Mestrado em Engenharia no IST, trabalhei em dois call center e vendia produtos na internet para pagar as despesas da universidade e parte das despesas de casa, pois não tenho a quem pedir… Pensando que quando termina-se pudesse ter um emprego decente ou um emprego estável, em 2013 fui a bastantes entrevistas, consegui emprego numa numa consultora em Abril de 2014, sem contrato de trabalho e depois ficaria depois contratado com o programa de estágios do IEFP, trabalhei bastante para eles como programador nos clientes e projectos deles algumas vezes trabalhei mais de 10horas, não fui pago pelo mês de Setembro e Outobro e fui dispensado, porque tenho um comportamental do pior, não tenho experiência, não entendo nada de programação, sou teimoso, mandaram-me vender chamucas… (Os ditos gestores são de markting, finanças e Economia), antes de me dispensarem perguntaram-me se o projecto estava pronto, disse que sim (O projecto foi para uma grande empresa nacional e apareceu nas noticias e jornais). Além disso pediram-me para fazer um acto isolado para declarar os rendimentos que eles já tinham feitos, como qualquer engenheiro que somos, somos todos bastante curiosos e fui tentar perceber o que era isso e não é que descobri que ao passar o acto isolado perdia o meu direito ao estagio profissional IEFP, a resposta deles foi de eu não precisar de nenhum estagio, pedi a eles uma carta de recomendação que embora tenham aceite entregar relutantemente, nunca me deram, pedi uma declaração para o IEFP a explicar a situação para não perder os apoios do programa de estágios foi-me recusado, pedi que me dessem uma declaração da minha inscrição na segurança social (embora não tendo contrato isto é obrigatório) eles disseram que não tinham, não tive alternativa e recusei fazer o acto isolado, e fui despedido… 🙁
    Sorte a minha que 1 mês e meio depois consegui um emprego como analista e que ainda estou lá embora o contrato termine no final do ano, mas fui muito melhor tratado num cliente, embora o salário seja miserável pelo menos as pessoas são honestas)

    Espero que esta experiência possa servir a alguém no futuro a evitar a mesma situação….

    Lamentavelmente, não me restam mais alternativas do que mudar-me para outro pais… e nunca mais quero voltar para portugal, embora tenha passado a minha vida toda aqui, trata muito mal as pessoas que produzem valor na economia… é triste… e a isto se chama “Podridão Portuguesa”.

    • Manuel Costa says:

      Recommendo-te, muito sinceramente que faças como eu. As malinhas. A Europa do norte está seca atrás de engenheiros qualificados. Eu também fiz a licenciatura no técnico,embora o mestrado tenha sido na nova. Portugal é um pais atrasado , primitivo. Isso pura e simplesmente não tem futuro. Aqui é ao contrário. Quem não tem curso não tem lugar.bem,tem. Mas a lavar os nossos carros. Dizer que é inteligente e não tirou o curso porque não quis estudar … Eu também jogava melhor que o cr7 se treinasse. Sinceramente Portugal devia ser retirada da Europa.

  62. Atento says:

    Manuel costa 7 de Abril de 2015 às 10:17
    “A quantidade de burros que existem em Portugal que nem curso tem a ganhar muitas vezes o que ganha um engenheiro de sw é assustadora.”

    “O português é que convive muito mal com quem é intelectualmente superior. Coisas do tempo da nova senhora ……”

    Manuel costa 7 de Abril de 2015 às 12:30
    “Caro colega,concordo plenamente consigo. Não ter curso não é condição sine qua non para se ser burro,peço imensa desculpa se o meu comentário foi entendido assim”

    Manuel Costa 7 de Novembro de 2015 às 21:42
    “Quem não tem curso não tem lugar.bem,tem. Mas a lavar os nossos carros.”

    Aparentemente o Sr. Manuel muda de opinião como quem muda de camisola. Continue a ser um arrogante de 1º e fique mesmo fora de Portugal. Quanto mais longe melhor.

    Um engenheiro nunca será a peça mais importante de uma empresa. Prefiro pagar o dobro do seu salário a um vendedor com o 12º ano, porque? Uma pessoa não deve ser compensada por quantos anos andou a estudar MAS sim por o valor que traz à empresa. Simples.

    Um produto bom sem ninguém para vender é certamente o caminho para a falência. Um produto mau com um bom vendedor é um caminho de sucesso. Obviamente para mim o unico caminho é o de um bom produto e um bom vendedor, mas nunca na minha vida pagei mais a um engeheiro do que a um vendedor e não vai ser agora que vou começar.

    Cumprimentos.

    • João Cavaleiro says:

      Consigo entender o seu ponto de vista mas discordo em parte do que diz. Talvez para que possa clarificar melhor a sua posição, gostaria de lhe fazer a seguinte pergunta: significa portanto que para si o que interessa é vender a banha da cobra? Pode ter excelentes vendedores mas eles não são ninguém sem software, principalmente decente e que faça aquilo que o vendedor esteja a vender. Creio que está a querer inverter a dependência natural das coisas, dando razão a quem está a criticar de forma indirecta, pois este o objectivo do visado das suas críticas (que também critiquei), tinha como alvo precisamente a mentalidade que está a querer passar e que é realmente aquilo que faz este país estar ainda tão atrasado no tempo. O dinheiro não é tudo, não se esqueça. Temos excelentes exemplos de países como a Holanda e a Alemanha em que o dinheiro não é/não foi tudo e às custas disso, hoje, são países prósperos. O dinheiro é inimigo da paciência e do sucesso. Há que resistir e persistir, pelo que prefiro ter uma boa equipa técnica e boas ideias do que ter uma boa equipa comercial. Com uma boa equipa e boas ideias, seguramente que as vendas irão aparecer.

    • Manuel costa says:

      Eu mudo de opinião? Por um lado vcs dizem que temos de fazer um esforço para trazer os emigrantes qualificados de volta para Portugal,são até bandeiras de campanha eleitoral. Por outro lado pessoas como você e muitas outras dizem que não interessa nada os estudos (quer fechar as universidades?). Em que é que ficamos ? Goste ou não, o que faz uma sociedade avançada são engenheiros,cientistas,médicos e em geral pessoas altamente qualificadas ou qualificadas. Nenhuma sociedade avançada é feita com vendedores. Agora tem de se perguntar a si mesmo se quer viver numa sociedade avançada ou numa sociedade medieval. Quer viver numa sociedade avançada a pagar mixarias a engenheiros?esqueça! E já agora pergunte/se também se a filosofia de portugueses como você é tão boa porque é que Portugal está na cauda da Europa? E de lá não sai? Ah,já sei , é culpa dos políticos. Também é culpa dos políticos as criancinhas terem aproveitamentos ridículos na escola?

  63. Gerardo says:

    A Amazon AWS está literalmente caçando talentos e quer trazer todos para a Irlanda!!!
    Anuncio da Vaga

    Hey, you!
    Are you always curious to learn something new whether that be a new tool, methodology, platform?
    Are you always finding ways to improve yourself in tech?
    We’re looking for talented people like you! Do reach out to me if you feel you have been exposed and have some hands-on experience with the following:
    – Linux or Windows and associated technologies (e.g. Exchange, AD, IIS, etc)
    – Two or more Web Application Servers (NGINX, Apache2, Tomcat, Glassfish, JBoss, Puma, Passenger, Flask, Django)
    – CI/CM Tooling (Chef, Puppet, Docker, Jenkins, Ansible)
    – One or more scripting language (Bash, Powershell, Ruby, Python, PHP, Erlang)
    Additional points in case you have extensive experience on handling Full application stacks, AWS knowledge and worked in any company that has a DevOps culture
    Please kindly share that if you know an awesome and experienced SysAdmin like that to join us @ AWS

    Inglês é IMPRESCINDÍVEL (Não precisa ser fluente, mas tem que se comunicar nas entrevistas que serão todas em inglês).
    Curso superior não é obrigatório
    Não se assustem com os requesitos, candidatem-se na mesma se acharem que São bons sysAdmins Windows ou Linux, ou bons em Networking

    Contactem-me em gerardo.not.geraldo[arroba]g…..

    Fique a vontade para compartilhar esta mensagem e/ou indicar alguém que se encaixa no perfil…
    Obrigado

    • Bob says:

      Já tive o prazer de ser contactado directamente por eles para uma vaga 🙂

      Nesta área, o LinkedIn é bastante útil.

      Infelizmente, não houve proposta final, mas chegando a um certo nível, a competição é mesmo muito grande 🙂

  64. Manuel costa says:

    @gerardo&Bob
    Apenas uma nota : atenção que a empresa do Jeff bezzos tem fama de não ser muito employee-friendly. É do gênero de te mandarem emails a meio de noite e a seguir mandarem SMS a perguntar porque não respondeste ainda 🙂 não digo que seja assim em todos os departamentos mas já ouvi algumas histórias dessas aqui. Acho que é preciso um certo arcaboiço psicológico para ir para lá. Não digo que seja mau,apenas que eles tem uma estratégia / filosofia peculiar

  65. Bob says:

    @Manuel Costa

    É sempre bom deixar a dica 🙂

    Não tinha ilusões de ser um sitio fabuloso, claro….. o salário, no entanto…. dava para compensar, durante algum tempo, esse tipo de exigências.
    Já vi igual em Portugal, e pagavam 4x menos……… e ainda tens de saber cozinhar, falar 5 línguas, ter conhecimentos de Marketing Digital, Photoshop e afins 🙂

  66. Manuel costa says:

    @Bob, andei a procura deste artigo do nyt que li em tempos. Está bastante bem escrito e é mt interessante. : http://mobile.nytimes.com/2015/08/16/technology/inside-amazon-wrestling-big-ideas-in-a-bruising-workplace.html?referer=

    Aquilo é como a tropa 🙂 pior, até. Na tropa ensinam-nos a nunca deixar para trás um companheiro ferido.
    Mas, se estas em Portugal,recomendo-te que agarres com as duas mãos esta oportunidade de vires para cá. Aqui o trabalho de inteligência é devidamente valorizado. Quando a situação em Pt já disse tudo nos comentários anteriores. Ser explorado?nao estou para isso. Vou no verão sempre ao meu Algarve. Há mtos anos que não ponho o pé nesse território a norte do Algarve chamado portugal.

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