Pedrógão Grande: Relatório da SIRESP revela que não houve falhas


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56 Respostas

  1. Jorge Carvalho says:

    Quem souber ler o documento verifica que houve indesponibilidade

    Abc

    • Pedro Pinto says:

      As conclusões são claras e estão escritas “não houve interrupção no funcionamento da rede SIRESP, nem houve nenhuma Estação Base que tenha ficado fora de serviço em consequência do incêndio.”

      • Jorge Carvalho says:

        Lê o relatorio com, atençao. Uma coisa é o que se escreve nas conclusoes , outra são os dados 🙂

        Abc

        • Pedro Pinto says:

          Referes-te a isto? “O número de situações de saturação foi de 246, representando 0,6% das tentativas de chamada. “?

          • Bruno says:

            Isso constitui uma falha grave para uma rede de emergência!

          • int3 says:

            @bruno é sempre mais baixa do que a rede de telemóveis.

          • Bruno says:

            @ int3, uma rede de resposta de emergência não existe para ser uma alternativa à rede de telemóveis, existe para não haver falhas de comunicação e coordenação das autoridades em situações em que vidas humanas estão em risco e em que se colocam em risco bombeiros, polícias, etc, para resolver situações graves! O nível de exigência é altíssimo, ter em poucos dias 246 situações em que houve falhas de comunicações é um número demasiado elevado, é grave.

          • Jose Leal says:

            Pois, mas isso é a média de saturação das estações todas…
            Se considerares mais estações (do pais todo) isso até baixa para 0.00001%
            Porque não falas dos 52% de uma das estações?
            Isso não é grave? Durante uma emergencia? Tens a certeza?

          • Pedro Pinto says:

            Eu nao disse que não era grave nem nada parecido. Simplesmente indiquei qual foi a conclusão final do relatório, que está escrita. Segundo as informações, não houve falhas (não fui eu que disse)

          • Jose Leal says:

            Não estou a criticar o que disseste: é verdade que a conclusão do relatório menciona a falta de não houve falhas.
            O que eu critiquei foi o teu foco na conclusão do relatório e não nos numeros e graficos (os dados) nele contidos… sendo este site um portal de notícias com vertente tecnológica, seria de esperar um maior destaque da matemática em relação ao português 😉

          • Carlos says:

            Não, não é isso.
            É as estações em “modo local”.
            Modo local significa que só quem estava ligado a essa estação é que podia falar entre si, mas também significa que só podiam falar *entre* si.
            O que significa que se alguém ligasse o 112, o pessoal do 112 não tinha como passar a mensagem a essas pessoas.
            Mas tecnicamente nenhuma estação deixou de funcionar.

      • Bruno says:

        Isso é um jogo de palavras para disfarçar a falta de qualidade da rede. Por exemplo, numa rede de telemóveis muitos podem ficar sem comunicações sem que as antenas ou os telemóveis fiquem fora de serviço, “basta” ultrapassar a capacidade da rede.

      • Nelson N says:

        Ainda não sabia ler, e já ouvia dizer que “o papel consente tudo o que nele se escreve “. Com essas conclusões o siresp chama de mentirosos todos os participantes no sinistro.

      • FNP.PT says:

        Concordo. Também sei ler e escrever indisponibilidade 🙂

      • JV says:

        Pedro, botão e os 15% de chamadas de saturação, dando “busies”? Para mim isso significa interrupção, mesmo que temporária. Posso estar a analisar mal a coisa 😉

      • Luís M says:

        Não foi em consequência do incendeio, foi em consequência de se tratar de um sistema mal planeado.

    • Jose Leal says:

      Correcto.
      Quem souber ler o relatório verifica que houve indisponibilidade do serviço.
      Página 16 – estação de malhadas – numero de chamadas processadas foi igual ou inferior ao numero de ‘busies’ durante 2 horas.
      Página 18 – estação de serra cabeço pião – numero de chamadas processadas foi igual ou inferior ao numero de ‘busies’ durante 8 horas num dia + 4 horas noutro.

      Página 11 refere que a estação serra cabeço pião processou 171 mil chamadas e teve 90 mil busies, chegando à fantastica conclusão que a percentagem de busies é 34%
      Na matemática que me ensinaram na escola, 90 mil é 52% de 171 mil, mas esta malta nova deve ter matéria diferente no curriculum…

      É o que dá encomendarem ao SIRESP um relatório da performance do SIRESP.

      • Carlos says:

        Para chegares a essa conclusão, só tens de saber qual foi a capacidade contratado pelo António Costa e negociada também por Fernando Rocha Andrade/ Diogo Lacerda Machado, quando fez o contracto do SIRESP. Ver aqui: https://www.publico.pt/2017/06/22/politica/noticia/siresp-a-historia-de-uma-parceria-publica-privada-de-transparencia-1776439 .
        Ex: vamos supor que foi contratada uma capacidade de tratamento de 1 milhão de chamadas por hora, se na altura houve uma solicitação de 2 milhões de chamadas hora a culpa é do SIRESP ? Lógico que não, a culpa é de quem contratou o serviço e acordou com o SIRESP esses números.
        Coisa diferente seria a contratação de 1 milhão de chamadas e o SIRESP só conseguisse processar 500 mil. Ai sim havia responsabilidade do SIRESP.

  2. Pedro S says:

    Mas em Portugal alguem é culpado de alguma coisa?? Tudo boa gente….

  3. António says:

    Culpa da trovoada seca!

  4. Joao Meixedo says:

    Tomarmos como definitivas as conclusões de um relatório de desempenho de uma rede feito pela sociedade administradora da própria rede, está ao nível da aceitação de um estudo de impacto ambiental das consequências de explorar cimento na serra da Arrábida feito e apresentado pela Cimpor, a mesma empresa a explorar o dito produto…

    • Cristiano Alves says:

      ISTO…

      Era como eu dizer mal de mim proprio…
      Um bocado ridiculo este relatorio.
      Não falando das “sugestões”, eles que agarrem no lucro que ja tiveram com isto, e que as façam.
      Palhaçada

  5. É só tangas says:

    Tenho uma dúvida porque que a MEO teve de por novos cabos de cobre e alguns deles eram para as torres do SIREP, qual é a duração das baterias das Torres do Sirep ? Tenho imensas duvidas e como é claro é todo um erro técnico apenas “houve indisponibilidade” tenho de dizer isso a NOS “houve indisponibilidade” quando quis pagar o serviço.

    • poiou says:

      1 – As torres devem comunicar por telepatia
      2 – Pelo que se diz numa reportagem da TVI da altura do Caramulo acho que são 6 horas de autonomia, e nem geradores existem

      • Joao ptt says:

        Mas o secretário de estado disse que para os Açores “eles” poderiam acrescentar mais baterias e um gerador a cada torre eheh… resta saber se estão mesmo instalados ou se ficaram-se pela conversa.
        Cá em Portugal é como disse o poiou, as torres devem comunicar por telepatia porque ardendo os cabos de comunicação deixam de funcionar, ou seja de comunicar para a rede… foi uma pena alguém ter cortado uns milhões nos links de micro-ondas de recurso (para o caso das linhas fixas deixarem de funcionar) e ainda cortado nos geradores que obviamente ainda não estão instalados em todas as torres e nem lá perto… e não podem ser uns geradores quaisquer! Tem de ser geradores que estão sempre a funcionar prontos a entrar imediatamente em funcionamento esteja frio, calor, etc.

        As 6 horas é só se as baterias estiverem boas! Talvez as mantenham, mas mesmo assim menos de 48 horas num sistema de emergência é uma comédia!

        • poiou says:

          Já agora, a siresp diz que não houve falhas porque eles não consideram falhas, várias antenas passarem a “modo local”, num sistema de emergência que foi aplicado numa ocorrência que abrange várias antenas.
          Resumindo, a tecnologia TETRA não falhou, o que acho que acontece é que a tecnologia TETRA ou não é a mais indicada ou o sistema foi mal implementado

        • Vitor Sousa says:

          Não foi implementado o Siresp nos Açores, porque o governo regional declinou o projeto.

          • Joaquim says:

            O governo regional declinou o projecto para uso no Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), no entanto o mesmo foi implementado para uso nas forças de segurança(PSP, GNR …) pelo governo central.

  6. Diogo says:

    A minha conclusão factual é a seguinte, depois de analisar o relatório:
    A degradação do serviço foi horrível a um ponto de indisponibilidade do mesmo, não existindo indisponibilidade da rede mas do serviço que a mesma presta.

    (Mais que habituado a lidar com indisponibilidades, o que para uns é, para outros não é… Cabe definir, em concreto, o que é considerado indisponibilidade. Um servidor pode não estar em baixo e no entanto ser um caso de indisponibilidade de serviço, ou devido à aplicação, redes…)

  7. Sérgio J says:

    E pq tem de haver sempre culpados?

    • Pérolas says:

      E porque não??? Basta de ganância, javardice, negociatas e BPePes.

    • Cristiano Alves says:

      Culpados é a coisa que menos vejo neste país.

    • Joao ptt says:

      – Alguém é responsável pelo facto de todas as antenas do SIRESP não terem links de micro-ondas e ligação via satélite caso a linha fixa e o link de micro-ondas falhem… afinal aquilo tem de ter ligação ao centro de dados para garantir o correcto encaminhamento pela rede desde o agente da GNR ao posto de comando… sem falhas de qualquer espécie… se falha desta maneira é um sistema para ir para o lixo.

      – Alguém é responsável por uma rede que tem pouquíssimos canais que não pode estar quase “ninguém” na área a falar se não satura… imagine-se o GSM a bloquear com “meia dúzia” de pessoas a falar… acho que não iam longe.

      – Alguém é responsável por ter escolhido um sistema que não permite que se adicionem contactos com facilidade… tem que ir programar a algum lado, quando um simples telemóvel permite adicionar o contacto no mesmo momento… imagine ter que ir a uma loja de todas as vezes que quisesse adicionar um contacto ao seu telefone móvel… acho que não tinham ido longe!
      … felizmente o SIRESP não tem concorrência… é uma espécie de rede de telefones móveis, mas que tiveram a infelicidade de chamar de emergência, se tirassem a parte de “emergência” era apenas um sistema concorrencial às redes de telemóvel mas pior.

      – Com o 3G/ 4G das operadoras e uma aplicação específica poderia o estado ter feito a festa de forma muito mais barata e muito mais segura… era só uma questão de obrigar todas as operadoras a terem baterias para 48 horas, geradores prontos a entrar imediatamente em funcionamento, garantir que por exemplo no raio de 50 metros das torres estava tudo devidamente limpo e que as torres tinham todas cabo/ links micro-ondas e link satélite para garantir redundância para todos. Poderiam exigir reforços anti-sísmicos/ anti-ventos e anti picos electromagnéticos. E claro garantirem a cobertura de 100% do país e não de 99.9% população pois são coisas diferentes.
      Eventualmente até poderiam ter um lote de frequências extra para clientes dos serviços de emergência (policias, cruz vermelha, bombeiros, militares, decisores políticos) de forma a garantir que mesmo em caso de congestão rádio na rede poderiam continuar a ter sinal e acesso à rede de dados específica para a rede de emergência… e linhas próprias extra para garantir redundância em caso de saturação das destinadas aos clientes em geral.
      A segurança poderia ser garantida através de modelos específicos de smartphones para esse efeito que seriam configurados para tal efeito (Windows Mobile, iPhone, Android ou qualquer outra plataforma similar desde que desse as garantias julgadas necessárias para ser seguro para o propósito desejado)… até poderiam atribuir a construção e manutenção dos mesmos a uma empresa 100% portuguesa para garantir maiores níveis de segurança, já que se trata de uma rede para segurança e emergência do estado.

  8. nop90 says:

    Relatório da Mercedes apresenta Mercedes como o melhor carro do mundo.
    Relatório da Apple apresenta Apple como melhor telemóvel do mundo.
    Relatório do Pplware apresenta Pplware como melhor blog do mundo.

    Já entenderam ou querem mais exemplos?

    Quando um contrato tem uma cláusula a dizer que é aceitável um sistema de emergência falhar em situações de emergência, tudo o resto é lixo.

    • Cristiano Alves says:

      +1

    • Pedro says:

      “Quando um contrato tem uma cláusula a dizer que é aceitável um sistema de emergência falhar em situações de emergência, tudo o resto é lixo.”
      Concordo plenamente.
      Mas culpado é quem assina o contrato com essas cláusulas. Tais cláusulas são prejudiciais para o estado (povo) português, logo quem o fez deveria ser responsabilizado por lesar o estado, mesmo que por negligência.

      • Pérolas says:

        +1 e o que muitos pensam agora é que os sistemas criticos devem estar na esfera do estado e este último tem de deixar a posição confortável de “treinador de bancada”. Das duas uma, ou é o estado responsável a 100% ou são os privados a100%, mas, sem cláusulas da treta ou desculpas manhosas. São 40 anos do jogo do empurra.Basta!!!

      • Pérolas says:

        +1 e o que muitos pensam agora é que os sistemas criticos devem estar na esfera do estado e este último tem de deixar a posição confortável de “treinador de bancada”. Das duas uma, ou é o estado responsável a 100% ou são os privados a100%, mas, sem cláusulas da treta ou desculpas manhosas. São 40 anos do jogo do empurra.Basta!!!

    • Carlos says:

      Só temos é que saber quem aceitou um assinar um contrato com uma clausula dessas, ou seja António Costa.

  9. Pérolas says:

    Não seria de pensar em terem aviões ou drones de comunicações para este tipo de cenários? E todos já vimos que tais equipamentos devem ficar na esfera do estado… ainda sou do tempo em que era a força área a responsável pelos aviões de combate a incêndios e não me recordo de incêndios de grande magnitude ano sim, ano sim.

    • Joao ptt says:

      Nessa altura existiam os guardas florestais que até faziam um trabalho bastante decente… não me lembro de andar em matas nacionais sem me cruzar com veículos dos guardas florestais, hoje em dia nem guardas florestais nem a GNR que supostamente os substituiu andam a patrulhar! Se andam deve ser um grande azar nunca me ter cruzado com eles nas matas nacionais… quando antes era quase impossível não me cruzar com os guardas florestais algures… tal acontecer era a excepção e não a regra.

  10. Asdrubal says:

    O que houve foi que todos falharam, e agora andam todos a fugir com o rabo à seringa. E mais ainda a censura de informação acerca das mortes não divulgadas. Cuidado.

  11. Vlad says:

    A SIRESP, SA até pode lançar os relatórios que quiser, ma serão todos inválidos pois é a mesma empresas que gera a rede SIRESP, ou seja, existe um conflito de interesses. Entretanto a SIRESP, SA distribuiu, em 2016, mais de 6.6 milhões de euros aos seus acionistas.

    • José Rodrigues says:

      Existe é falta de ética e deontologia, se fossem pessoas correctas e com princípios à frente da SIRESP S.A. fariam uma avaliação séria e correcta do sucedido, afinal de contas morreram 64 e morreram muitas mais no futuro caso o assunto não seja abordado e as falhas corrigidas, neste momento acho que se devia terminar contrato com o SIRESP e nunca mais voltar a trabalhar com os senhores que o chefiam, afinal de contas estamos a falar de assassinos, quem manda no SIRESP matou aquelas pessoas e está a fazer de tudo para encobrir o que se passou para poder matar ainda mais, tudo para que a empresa SIRESP continue viva e eles continuem a receber os seus belos ordenados..

    • Carlos says:

      Serão inválidos porque ?
      Para se dizer isso terá que ser alguém que tenha conhecimento profundo do contrato assinado e analise o relatório, juntamente com informações de todas as entidades envolvidas.

  12. Oxodor says:

    As comunicações foram abaixo ponto! Estiveram “horas” sem comunicações (se conhecerem algum bombeiro que esteve lá perguntem, ponto! Até foi necessário socorrerem-se de antenas móveis, ponto!
    Apenas se entende este relatório por serem “amigos a protegerem amigos” para os “tachos” serem preservados, isenções de responsabilidade etc…!

  13. ms says:

    então agora ficamos a saber… que afinal ainda houve mais uma falha… a falta de vergonha!!!!

  14. Hugo Ferreira says:

    Totalmente normal este sistema falhar em situação de emergência, já que em situação normal, também falha, E BASTANTE. Não preciso de relatórios… Consigo demonstrar, em menos de meia hora a qualquer “engenheiro”

    • Joao ptt says:

      Se os utilizadores finais pudessem mudar de “operador” poderia ter a certeza que o siresp estaria às moscas… mas pelo menos as policias não têm alternativa a não ser levar com o lixo do SIRESP e nem sei se podem reclamar, acho que não, se não funcionar… azar o deles! Assim os políticos e amiguinhos ficam todos felizes… e ninguém vai preso por este enorme barrete, que como muitos já referiram até tem cláusulas claramente abusivas de desresponsabilização em caso de falhas de tal maneira que tornam o sistema para as forças de emergência e socorro inviável até do ponto de vista teórico.

      Eles escudam-se nos contractos, mas se houvesse uma revolução acho que eles arriscavam-se a ficar todos sem as cabeças por andarem a enganar a gastar o dinheiro do povo à toa em sistemas que nem em teoria podem funcionar adequadamente em situações de verdadeira emergência, quanto mais na prática.
      É aproveitar esta república que parece mais com uma qualquer república das bananas onde se pode fazer tudo o que apetecer sem consequências.

      • Carlos says:

        Lógico que tem que haver contratos para defenderem as 2 partes envolvidas.
        Agora se o contrato não foi bem negociado, ai há que chamar á responsabilidade quem ? Quem o assinou, António Costa.

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