Quantcast
PplWare Mobile

Para atualizações críticas do software de um Boeing 747 recorre-se a uma disquete 3,5″

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Compilador says:

    Vítor, como é que usar diskettes deixa a salvo o software do avião como afirmas no início? Podes explicar a tua afirmação?
    É que quando usei diskettes não tive tanta sorte e cheguei a ter acontecimentos engraçados, como por exemplo, bonecos a passear no meu ecrã, o ecrã a ficar completamente preenchido com uns bonecos parecidos a tijolos.
    Tive tbm outros acontecimentos menos gráficos, e que foram muito mais chatos, como inutilizar o meu computador na altura.

    • Vítor M. says:

      Os sistemas naquela época eram fechados ao ponto de ser este hardware a ter a capacidade de atuaklização. Não sou eu que o digo, foram os responsáveis por estes mecanismos que escolheram o método de segurança para fazer estes updates. E deflação são seguras face ao que vemos atualmente como sendo o modus operandi dos ataques dos hackers. Sendo algo “desligado” tem um controlo local ao acesso a um sistema tão importante como é este do software crítico de voo.

      Já em tempos, no sistema de controlo das estações de mísseis nucleares dos anos 70, os responsáveis referiam que era um método seguro o facto de terem de usar estes sistemas legacy.

      • Helio says:

        E continuam a ser fechados

      • Compilador says:

        Portanto, não percebes que não é o meio de transporte do software o factor de segurança, é a metodologia de entrega do software. Há sistemas críticos em que o meio de transporte é a Internet sobre cabo, outros que funcionam por lasers, outros até por rádio frequência, etc.
        O facto de usarem diskettes ou k7 ou outro qualquer sistema antigo é por isso mesmo, porque no caso o avião foi projectado e construído numa época onde se usavam diskettes. Uma diskette com um virus projectado para atingir o software do avião, vai ter exactamente o mesmo impacto que se fosse via cd, dvd, pen, etc.

        • Vítor M. says:

          É tudo junto. Se assim não fosse já tinham alterado. Mas se foi desenhado para ser assim, é porque em termos de segurança e usabilidade funciona. Se assim não fosse, já tinham atualizado para forma mais modernas de transportar o software. Atualmente os métodos já são mais avançados, usam outras tecnologias. Portanto, se fosse apenas a questão do meio de transporte, já tinha sido atualizado.

    • Vítor M. says:

      Então que é um método seguro e eficaz. Mas já ultrapassado em termos comerciais e não só;)

      • AJ says:

        Claro que, sendo as disquetes um método já obsoleto, é menos provável que estas sejam contaminadas por vírus ou outras ameaças e consequentemente sejam uma forma relativamente mais segura, mas não será verdadeiramente um “método seguro e eficaz”. Relembro que, no passado algo distante, as mesmas foram a maior fonte de propagação de vírus informáticos.

        • Miguel says:

          O virus não cabe na disquete..

        • Vítor M. says:

          Claro, por isso a atual curiosidade, agora… esses vírus da altura morreram 😀 ou engordaram, já não cabem numa disquete 😉

          • Compilador says:

            E dizes isso baseado em que?
            Queres umas amostras? Posso te enviar, cabem numa diskette.
            E podes aprovar a primeira mensagem deste tópico se não te importas?!

          • Vítor M. says:

            Não precisas de dar amostra nenhuma. Até porque se não fosse seguro já tinham mudado o sistema, ainda mais em páreas criticas. Não me digas que tu consegues ter acesso ao sistema de navegação dos 747 através de uma disquete? 😀

          • Compilador says:

            Tal como te disse acima, a segurança não é pelo sistema físico de transporte do software, é pela metodologia de entrega do software.
            E já agora, os sistemas legacy não são em nada melhores que um sistema novo.
            Um sistema legacy é constantemente factor de muita dor de cabeça, porque como o software e o mundo são coisas dinâmicas, sofrem alterações com o tempo, têm novos requisitos, os sistemas legacy são uma dor de cabeça manter, e quando temos de interagir novo software com o sistema legacy, é um tormento.
            Além de que o sistema legacy, que na altura pode ter sido muito bem projectado, foi para uma realidade muito diferente do de hoje, e portanto, problemas que antigamente não se punham, hoje é preciso ter em conta, e o maior problema é quando já se tem só os binários, ou quando o código é totalmente martelado numa linguagem que já ninguém usa, e não há manual nem muito menos comentários no código.
            Se tivesses a oportunidade de trabalhar em algo assim, depressa vias o tormento que era. Eu jurei para nunca mais me meter em projectos com sistemas legacy.

          • Vítor M. says:

            Podem ser melhores pelo conjunto, isto é, a solução para migrar certos sistemas para tecnologias modernas traz tantos problemas e prejuízos que muitas vezes não se fazem evoluções, como tal e pesando tudo, os sistemas legacy são a melhor opção.

        • oeuropeu says:

          Além do mais não podes pegar na disquete e meter em qualquer computador.
          Imagina que era uma pen usb, o piloto anda com a pen usb com informação para carregar no avião. Mas acaba fazendo uso pessoal porque precisava mesmo copiar uma fotos de um computador de um amigo, e já que tenho aqui esta pen, não ha mal nenhum é só esta vez o pc até parece estar tudo ok, sabe la se esta ok ou infectado. Sendo uma disquete primeiro certamente não tinha espaço para o que queria copiar, segunda há maioria dos pc’s nao tem drive de disquete, boa maneira de controlar os facilitismos e o já agora.

          • Vítor M. says:

            Obviamente que não será qualquer “funcionário” a fazer estas tarefas 😉 são pessoas qualificadas e que seguem à risca os procedimentos estabelecidos.

      • Helio says:

        Já fiz os carregamentos de Navigation data base com conjuntos de 6 a 7 disquetes, também com pen, e hoje utilizo via pc, mas não deixa de ser eficaz.

    • iSad says:

      De certeza que serão melhores que as do W10. lol

  2. MACnista says:

    UFA ainda bem que há disquetes, senão já não me sentia tão seguro a viajar LOLOLOL, mas sim o que importa que seja seguro, claro!!

    • Vítor M. says:

      A brincar que o digas… Imagina, por exemplo, o sistema de mísseis nucleares dos anos 70 que ainda está “em atividade”…

      • miguel says:

        O sistema de misseis nucleares depende sempre de um mecanismo manual que não dá para ser controlado via remoto, ele existe mesmo para ser a prova de hacks…

        • Vítor M. says:

          Sim e alguns ainda tÊm certas “chaves” que não disquetes. Pelo menos ainda há pouco tempo existiam estruturas com esta tecnologia. A vida do mundo nas mãos de tecnologia de 1990 😉

      • Cargons says:

        Os sistemas antigos que muita gente afirma serem obsoletos e serem do tempo da outra senhora, ainda dão cartas e, acabam por ser mais seguros que os actuais. Actualmente muita gente não conhece os primórdios da informática e tudo o que se tinha que efectuar para que os sistemas funcionassem em pleno (autoexec.bat e config.sys- configuração de placas gráficas e outros ) além da gestão de memória. Criticam o antigo mas queria ver fazerem manutenção a um IBM x86. Só sabem criticar nada mais, malta do Windows e não do DOS. cps

  3. AlexX says:

    Será que usam disquetes porque segue sendo a forma de armazenamento de dados mais fiável? Mesmo expostas a campos magnéticos, dados numa disquete não ficam corrompidos tão facilmente como num CD ou pen USB, que podem do nada deixar de funcionar ou ler-se deles o que seja.
    Por ex, toda a música gravada nos states (do analógico ao digital) encontra-se arquivada em bobines e não HDD’s, CD’s ou outros métodos de arquivo, não deve ser por acaso…

  4. João Miguel Santos says:

    Em equipa que ganha não mexe

  5. Tuaregue says:

    os 747 são aviões que foram projectados na decada de 70 e construidos na decada de 80 , se n estou em erro, como tal usavam disquetes (outros bem mais recentes tb usam disquetes) o avião foi certificado com disquetes e depois de certicado o simples trocar de disquetes para usb levaria a uma nova certificação de TODO o avião e de TODOS os sistemas do avião, assim como teriam de imprimir novos manuais e outros documentos tecnicos. Na aeronáutica, a segurança é levada ao extremo, e qd alguma coisa falha e há acidente o acidente é estudado a fundo, e se nas conclusões se chegar que foi por causa de uma peça, ou de um fio q tinha mau isolamento, TODOS os aviões do mesmo modelo tem de corrigir a falha veja-se o que aconteceu com o 737 Max, qd se descobriu que o problema era do MCAS, tudo o que era 737 MAX ficou em terra, aparentemente ja se arranjou uma solução mas o avião teve de voltar a ser certificado e agora terá de se aplicar a solução todos os 737 MAX.

    Nao tem nada a ver com segurança da informação, mas sim com as certificações que os aviões tem de ter para poderem voar e com o protocolo da aeronautica. Se a certificação diz que foi certificado com disquetes, fica com disquetes ate morrer, como diziam mais em cima, em equipa que ganha n se mexe.

  6. Sardinha Enlatada says:

    Devem ser boeings excepcionais ou sera que a maioria dos boeings usam as disquetes para as actualizacoes ?

  7. Apaixonadoporaviação says:

    Para os que ficaram tão escandalizados por usarem uma disquete na atualização dos B747 , talvez se derem uma vista de olhos neste link fiquem esclarecidos !…
    https://www.youtube.com/watch?v=PIQNsBimQrw&feature=em-uploademail

  8. Kevin Machado Barbosa says:

    Se querem falar de aviação é preciso entrevistar quem sabe… Simplesmente usam disquete 3.5 porque o avião foi certificado para isso. Ouçam o Lito ele sabe do que fala é o dia a dia dele.

    https://youtu.be/PIQNsBimQrw

  9. Solex says:

    Trabalho em área semelhante à aeronáutica. Já trabalhei nas eólicas. Os updates de software eram por mudança de EPROM no socket ou flash Da EEPROM dependendo dos modelos de aerogerador. Mais seguro que isto?Tive curiosidade em saber detalhadamente a tecnologia dessas máquinas voadoras e já falei com pessoal que trabalha nessa área técnica. Conclusão:Parafusos cabos e engenharia projetada como qualquer outro equipamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.