O míssil que abalou os EUA: tudo aponta para a China no abate de um F-15E no Irão
As relações entre os EUA e a China podem estar muito tensas, mais do que atualmente transparece. A verdade é que o abate de um caça norte-americano F-15E Strike Eagle sobre território iraniano continua a gerar ondas de choque em Washington. Este ataque poderá ter "mão" chinesa!
O episódio, que já era considerado raro pela simples perda de um dos mais avançados aviões da Força Aérea dos EUA, tornou-se ainda mais sensível devido a um detalhe que está agora sob investigação: tudo indica que a aeronave terá sido atingida por um míssil de origem chinesa.
Segundo vários relatos baseados em fontes ligadas às investigações norte-americanas, o F-15E terá sido atingido por um sistema MANPADS (Man-Portable Air Defense System), ou seja, um míssil portátil lançado a partir do solo. As suspeitas apontam para um modelo desenvolvido na China e posteriormente fornecido ao Irão.
Um acontecimento extremamente raro
Os EUA perderam muito poucos caças em combate nas últimas décadas. O caso ganha ainda mais relevância porque terá sido a primeira vez em muitos anos que um caça norte-americano foi abatido diretamente por fogo inimigo durante uma operação militar.
O incidente ocorreu em abril, durante a guerra entre os EUA, Israel e o Irão. Os dois tripulantes conseguiram ejetar-se. O piloto foi recuperado poucas horas depois, mas o oficial de sistemas de armas permaneceu escondido nas montanhas Zagros durante cerca de dois dias, obrigando os EUA a desencadear uma das mais complexas operações de resgate da história recente.
O verdadeiro problema pode não ser o míssil
Embora o míssil seja o elemento que mais chama a atenção, vários analistas acreditam que a questão mais preocupante para Washington poderá estar noutro sistema igualmente associado à China.
Informações divulgadas por meios norte-americanos indicam que Pequim poderá ter fornecido ao Irão radares de alerta antecipado de longo alcance, incluindo sistemas capazes de detetar aeronaves furtivas. Esses equipamentos teriam aumentado significativamente a capacidade iraniana para localizar e acompanhar aviões avançados norte-americanos.
Na prática, o problema não seria apenas a existência de um míssil eficaz, mas sim uma cadeia tecnológica completa composta por radares, sistemas de deteção e defesa antiaérea capazes de reduzir uma das maiores vantagens dos EUA, isto é, a superioridade aérea.
A China entra no centro da discussão
O caso surge numa altura particularmente delicada das relações entre Washington e Pequim. Segundo as informações conhecidas, os serviços de inteligência norte-americanos estão a investigar até que ponto a China poderá ter ajudado o Irão durante o conflito.
Ainda não existem provas públicas de fornecimentos diretos recentes, mas o simples facto de armamento e tecnologia chinesa terem sido utilizados contra um caça dos EUA está a aumentar a pressão política sobre a administração norte-americana.
A situação é ainda mais sensível porque o Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha procurado recentemente o apoio de Pequim para ajudar a reduzir as tensões no Médio Oriente.
Um aviso para a aviação militar ocidental
Durante décadas, os EUA habituaram-se a operar praticamente sem oposição aérea significativa em muitos cenários de guerra. O incidente com o F-15E mostra que sistemas relativamente baratos, quando combinados com radares modernos e redes de deteção avançadas, podem representar uma ameaça real até para aeronaves consideradas de elite.
Se as conclusões da investigação forem confirmadas, este episódio poderá tornar-se um dos exemplos mais relevantes da crescente influência tecnológica chinesa nos conflitos modernos e um sinal de que a superioridade aérea ocidental já não pode ser considerada garantida em todos os cenários.






















Não é raro, já um piloto sérvio deitou abaixo um caça invisível (F-117 Nighthawk) à moda antiga.
Grande Coronel Zoltán Dani
Tu estas me a tentar tirar o trabalho 😀
Sim, mas não foi só um.
Foram 2 🙂
Um caiu na sérvia e está lá, o outro foi danificado, mas conseguir aterrar de emergência fora da Sérvia 🙂
E quando os Americanos se queixaram, os Sérvios diseram “epah desculpem lá, a gente não sabia que eram invisiveis.” 😀
Mas o Irão não abateu 1,
São umas 60 aeronaves, ou mais, a gente só sabe umas coisas o resto só os Iranianos e Americanos, sabem.
Mas ha muitas aeronaves que conseguiram voltar e aterrar de emergência, ou despenharem-se fora.
Não foi um piloto/avião que abateu o F-117 na Servia, foi uma bateria de missies Terra-Ar SA-3.
Curiosamente o Comandante da bateria Servia e o piloto Americano posteriomente coneceram-se pessoalmente, mais tarde com as familias, e mantêm uma relação proxima.
Eish, afinal os aviões XPTO não prestam
Um F15 foi abatido … mas o que mais notícias gerou foi, em 19/03/2025 um F-35A ter sido severamente atingido e ficado inoperacional (“provavelmente por mísseis terrestres guiados por sensores térmicos/infravermelhos que detetam o calor do aparelho e contornam a tecnologia stealth de radar do avião”).
A trégua foi a 08/04, passaram quase dois meses … e tudo na mesma como a lesma. O Brent baixou um bocado com a perspetiva de uma trégua prolongada, mas está a 94 USD (60 USD a 06/01). Já não posso mais com Trump & associados a repetir pela milésima vez: “O acordo está por horas. Vai ser um acordo espetacular, muito melhor do que o de Obama … Senão vamo-nos a eles!”
A AI está a dar cabo dessa cabecinha só metes lixo aqui.
Ó @Guilhermito, falou-se do F-15 por causa da caça aos tripulantes, que se ejetaram em território do Irão. Mas o F-35, o supra-sumo, ter ficado inoperacional teve muito mais impacto. Usa a AI para aprenderes alguma coisa.
Quando abateram o Voo 655 e mataram 290 civis foi um acidente. Quando são os outros é uma tragédia
+1
Guerra Irão-Iraque (1980-1988), Ayatollah Khomeini (xiita) vs. Saddam Hussein (sunita) – apoiado pelo EUA (liderados por George Bush, pai), que viriam a invadir o Iraque ((liderados por George Bush, filho), em 2003, e a depor Saddam Hussein, entregando o poder aos xiitas. O Irão tem atualmente uma tremenda influência no Iraque.
Quem ganhou a guerra Irão-Iraque? Ninguém. Após 1 milhão de mortos e as economias destruídas – as fronteiras ficaram exatamente as mesmas.
Quem ganha a atual guerra Israel/EUA-Irão? Provavelmente ninguém.
Há uma diferença – na guerra Irão-Iraque, os navios de guerra dos EUA escoltavam os navios mercantes koweitianos, sob bandeira americana, que entravam e saíam do Estreito de Ormuz. Nesta, o Irão, há 4 meses, controla efetivamente o Estreito de Ormuz.
Trump quer a “grande vitória” de o Estreito de Ormuz ficar aberto … como estava antes de 28 de fevereiro … e continuaria se não se armasse em grande conquistador. O Irão sabe que o único trunfo que tem para pressionar economicamente o mundo – e, desse modo, Trump – é manter o controlo … e não confia em Trump para abdicar dele. Impasse maior é impossível.
P.S. O abate, por um contratorpedeiro dos EUA, de um Airbus Iraniano (o voo 655), em julho de 1988, foi efetivamente um acidente, trágico, foi confundido com um avião que viria atacar o navio. Os EUA pagaram uma indemnização de 181,8 milhões de USD ao Irão.
Os chineses não podem vender as suas armas?
Ou só a América pode armar estados que cometem genocídios como Israel?
A Europa continua a armar Israel mesmo sem saber! Eles usam subsidiárias, por exemplo, em Espanha, mesmo com o embargo, existe a PAP Tecnos Innovación S.A. como fachada da Rafael Advanced Defense Systems. É assim por toda a Europa.. Até Portugal forneceu 440 toneladas de armamento com o navio Holger G
A estar a acontecer um genocídio por parte de Israel, estes só podem ser uns verdadeiros incompetentes, é que com o poderio militar que têm, como é que o genocídio dura à anos?
Sabes o que é que países como o Sudão, Mianmar, Sahel, República Democrática do Congo e Iêmen têm em comum? Não são “nomes” da moda, por isso tu és completamente ignorante do que lá se passa.
Israel terá uma nova praia
O ataque tem mão yankee, que foi quem atacou o Irão à margem do direito internacional. Alías, os gajos não têm mãos, tem patas. Portanto, que quer que fosse que mandou o F-15 abaixo só fez aquilo que lhe competia pelo direito internacional.
No 7 de Outobro ninguém falou em direito internacional, ou quando o Irão fuzilou todos aqueles inocentes, ou em todos os genocídios reais que aconteceram e acontecem…
Vocês deveriam ir para os locais que tanto defendem, mas falar pela internet é fácil.
Bullseye, vc tem mesmo olho de boi.
Vou dar-lhe aqui uma série de novidades, que depois de ler vai começar a pensar, ou não, que a realidade verdadeira é muitas vezes, ou quase sempre, diferente daquela que é dita nos media.
Penso que se esteja a referir aos distúrbios causados pelos ” manifestantes” em Teerão, correcto?
Bom, logo para começar, uma “primavera árabe ” não seria novidade.
Já aconteceram várias, em países árabes, com a incrível coincidência em que só aconteceu em países hostis aos interesses dos EUA.
Não acha extraordinário uma coisa dessas?
Então repare, países como a Arábia Saudita, Koweit, UAE, que são ditaduras familiares, em que o valor da vida é zero, explique-me lá porque razão não há ou houve ” primaveras” nesses países?
Será que é por serem gato sapato dos EUA? Será? Nãosemacardito…
Ora pense lá bem e diga aqui ao pessoal que não lhe parece que algo de errado aqui não está certo…
Mas há mais, como é que os manifestantes tinham armas, num país onde é extremamente difícil de as obter?
Sabia que não morreram só “manifestantes” mas tb montes de polícias?
Sabia que tudo aquilo foi uma operação conjunta da Mossad e CIA para desestabilizar o país?
Deu bons resultados no passado, então não…
Líbia é um estado falhado, Síria outro…
Vá, já aprendeu alguma coisa hoje.
Escusa de agradecer.
PorcoDoPunjab não mente, não preciso.
Cabe-lhe a si querer saber a verdade ou viver no mundo do Peter Pan como tem vivido até aqui.
Como vai ser?
A posição do PorcoDoPunjab corresponde àquilo que também presenciei no terreno. Durante os tumultos em Hong Kong, em 2018, testemunhei diretamente a presença de indivíduos norte‑americanos a coordenar ações e a orientar grupos de manifestantes. A logística envolvida, o nível de equipamento especializado (máscaras anti-gás lacrimogénea) e a forma como os acontecimentos se desenrolaram davam a sensação clara de que havia uma intervenção externa com o objetivo de comprometer o funcionamento normal da cidade.
Outro detalhe que sempre me chamou a atenção foi o comportamento dos jornalistas ocidentais — CNN, BBC, Fox News e outros. Estavam todos no terreno, mas as câmaras apontavam sempre para o mesmo lado: para os polícias de choque a retaliar. Nunca vi essas câmaras virarem para o lado dos manifestantes quando estes lançavam cocktails molotov, tijolos ou outros objetos. A narrativa parecia cuidadosamente construída, mostrando apenas uma parte da realidade.
Com base na minha experiência pessoal, interpretei esses eventos como parte de um esforço deliberado de desestabilização — um padrão muito semelhante ao que se viu nas chamadas “Primaveras Árabes”.
Quem é que está a defender o que aconteceu no 7 de Outubro ou o regime do Irão?
Mr. Y…. essa ideia é bastante popular por aqui. E penso que quando falou em fuzilar inocentes se estava a referir aos ” manifestantes “.
E só para rematar, antes que me acusem do costume, que é ser defensor de ditaduras e coisas do género, não sou defensor de coisa nenhuma.
Apenas entendo que os actos são os mesmos, independentemente de quem os pratica.
Não é aquele fez isto, é um malandro, o outro fez o mesmo, é pela democracia e fez bem.
Isso comigo não dá, nem vale a pena ir por aí.
Toda a gente sabe que o interesse dos EUA pela qualidade de vida do povo Iraniano ( ou de qualquer outro país ) é absolutamente ZERO.
Quem acreditar o contrário, tenho ali uma ponte do Montijo para Lisboa à venda.
Se a administração trump/americana nem sequer quer saber do bem estar dos americanos quanto mais dos povos e das guerras que fomentou … p.exº, lembram-se da questão da Somália, uma aventura “criada” pela Arábia Saudita com o apoio do USA e que fica caro aos resto mundo.
O que lhes interessa é os ganhos da bolha virtual das bolsas onde não existe dinheiro mas apenas especulação. Por isso os (mag)americanos andam aflitos com o swift a escapalhar-lhes e eles a perder o controlo sobre a economia global.
“um sinal de que a superioridade aérea ocidental já não pode ser considerada garantida em todos os cenários”, excelente!
quanto maior o equilíbrio menores as probabilidades de haver conflitos. isto claro se israel desaparecer
Acho muito bem que a China e outros metam no Irão tudo o que de melhor tiverem para rebentar e correr com os EUA dali para fora.
Quem está a mais ali não é o Irão.
Pena ter sido só um, todos seria pouco.
Ah andam a vender armas a Taiwan e aos Ucranianos? Então tomem lá do mesmo veneno.
Ah já não gostam? Que chatice, pá…