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Mosquito viajou de avião e matou dois trabalhadores do Aeroporto de Frankfurt

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Max says:

    Em Angola, por onde passei há uns anos, o nome dado à malária tropical é – paludismo.
    O paludismo era frequente, mas morrer de paludismo era raro e chama-se – paludismo cerebral.
    Até parecia outra doença, mas não – é a mesma doença, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles que injeta o protozoário Plasmodium Falciparum. O paludismo cerebral é a fase mais grave da doença e surge quando a fase inicial não foi tratada adequadamente.
    Há de ter sido isso que aconteceu aos trabalhadores do aeroporto de Frankfurt – os médicos viram-nos com febre e diarreia, mas não os trataram contra o paludismo, desenvolveram paludismo cerebral e morreram.

    Perguntei ao Gemini como é que que estava a situação em Angola e em S. Tomé e Príncipe (estive lá pouco antes de a geopolítica ter levado o governo santomense a mandar sair, em 2016, os médicos de Taiwan para ampliar os seus negócios (e a dependência) com a China). Sobre Angola, a resposta foi a esperada: “o paludismo e o paludismo cerebral são extremamente frequentes”. Quanto a S. Tomé também não me surpreendeu: “Do grande sucesso de 2004 a 2014, em que a incidência da doença se reduziu em 95% e o número de mortes a quase zero durante vários anos, está em ressurgimento, com surtos graves em 2017 e 2020/2021.
    O problema não é só da continuidade do combate à transmissão do paludismo é também porque o Plasmodium Falciparum ganhou resistência a diversos medicamentos antipalúdicos (antimaláricos) e o mosquito desenvolveu resistência a pesticidas que eram usados.
    Se vão para aqueles lados, informem-se bem (em Lisboa, o melhor é a Consulta do Viajante, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical) e levem os medicamentos contra o paludismo mais eficazes. È preciso começar a tomar uns dias antes.

    • Ifm says:

      O problema é que os sintomas não estão associados a doenças da Europa.

      Também já viajei pelo mundo fora principalmente Ásia e todos os médicos me disseram se fores para apanhar raiva (associado a macacos e morcegos) é lá, porque eles estão muito bem preparados, como febre amarela etc…

      As complicações que um doente em Portugal ou na. Europa podem ter relacionado a Raiva tramitida por cães é extremamente complicada e o paciente passa mal até se descobrir, pois a doença está dada como erradicada.

      Nesses países não, logo és analisado para esse tipo de doença.

      Muitas doenças tornam as mortais não pela falta de tratamento, mas sim por um diagnóstico correcto.

      Quantas e quantas vezes não formam ao hospital e disseram é uma virose?? E deram um “paracetamol ou um Brufen ”

      Não existe nenhuma doença chamada virose, simplesmente não sabem o que é e passam a chapa 5.. que resolve 98%dos problemas.

      Depois dizem se não resultar passe cá!

      O problema é os outros 3% que quando passam lá já estão em estado crítico as portas de morte e ainda tem de diagnósticar o que tinha…

      Basicamente neste tipo de doenças esquisitas e contagiosas os que se lixam sempre são os primeiros a ter… Porque é a novidade e os médicos nem sabem lá que fazer

      • Max says:

        A raiva em Portugal esta erradicada … não está, porque é a única vacina que continua a ser exigida. E se se for mordido deve-se esclarecer se o cão está vacinado ou não. Mas sim, nesses países parte-se do princípio que não está e dá-se as injeções na barriga e cá não.
        Onde o paludismo é fortemente endémico, como em Angola, qualquer pessoa diz imediatamente que se está com paludismo. Os médicos na Alemanha nem lhes terá passado pela cabeça.

        • PeterJust says:

          Por toda a gente tomar a vacina é que a raiva está erradicada, deixa de o estar a partir do momento em que um grupo de pessoas deixa de tomar e aparece um caso, como aconteceu agora em Itália uma criança que morreu de difetria porque os pais decidiram que sabiam mais que os médicos e não vacinaram os filhos. A difetria também estava estava erradicada, o que não quer dizer que não existia, quer dizer que ninguém morre há muito tempo da doença, então as autoridades sanitárias passado um certo tempo sem mortes ou casos graves consideram a doença erradicada, até agora.

    • Zé Fonseca A. says:

      Grande max, também eras amigo da mefloquina?
      Eu era dos corajosos sem drogas mas dormia sempre com rede e com ac a 16 graus

      • Max says:

        Em Angola, estive algum tempo – quando a cloroquina/resoquina, que durante anos foi usada em África para tratar o paludismo, já tinha caído em desuso, por o Plasmodium Falciparum se ter tornado resistente. Ainda era largamente usado por ser extremamente barato. Por essa altura, quem podia, já tomava uma mistura de medicamentos para tratar o paludismo. Fui bastante mordido pelos mosquitos/melgas – mas nunca apanhei paludismo 🙂
        Já para S.Tomé, tomei o que o indicado pela Consulta do Viajante. E aí sim, no Pestana 5* tinha rede mosquiteira (e ainda lá estavam os médicos taiwaneses … e dizia-se que ia ser anunciada a erradicação do paludismo).

        • Zé Fonseca A. says:

          Grande s. Tome, esse belo pais com 5 hotéis.. agora ate as rolas ja fecharam e o principe deve ir pelo mesmo caminho mesmo com o dinheiro de Africa do sul.
          Tenho boas memorias de Africa, as melhores sendo o lema “leve leve”, para quem vai a trabalho parece mentira mas a verdade é que se entranha

  2. José Bonifácio Boni. says:

    Desde ALEXANDRE O GRANDE, apenas em tolices…

    Que mosquitos já matavam, e continuam matando.

  3. Alfie says:

    Ora aqui está um mosquito do sec. XXI. Aprendeu a poupar a sua energia usando meios tecnológicos. Acabámos de ver o nascimento da espécie “mosquitus tecnologicus”

  4. PEMR24 says:

    o mosquito é o animal que mais mata em todo o mundo.
    Mas em Ceuta os espanhóis além das violações e roubos, até sarna apanharam; só que não foi transmitida por mosquitos!

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