Ministério da Saúde desmente qualquer plano para retirar 100 ambulâncias ao INEM
O Governo português veio a público esclarecer que não existe qualquer plano para retirar 100 ambulâncias ao INEM nem para desmantelar o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM). Em causa está uma reorganização que promete aproximar os meios dos cidadãos.
Nos últimos dias, correu a informação de que o INEM estaria prestes a perder 100 ambulâncias, com receios de que o SIEM pudesse mesmo ser desmantelado.
Perante o alarme gerado, o Ministério da Saúde, liderado por Ana Paula Martins, decidiu emitir uma nota oficial a classificar essa informação como falsa.
Segundo o comunicado, o que está de facto em curso é um processo de modernização e reorganização do Instituto Nacional de Emergência Médica, com o objetivo de tornar a resposta a emergências mais rápida, eficaz e segura.
Ambulâncias continuam "ao serviço"
Um dos pontos mais sensíveis prende-se com a possível transferência da gestão das Ambulâncias de Emergência Médica para as Unidades Locais de Saúde. O ministério garante que esta mudança não implica a eliminação de nenhum meio operacional.
Todas as ambulâncias vão continuar a funcionar, integradas no SIEM, sob coordenação nacional do INEM e acionadas exclusivamente pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), ou seja, a forma como um doente é socorrido no terreno não muda.
E as viaturas SIV?
O comunicado dedica também um capítulo às Viaturas de Suporte Imediato de Vida (SIV), que deverão evoluir para viaturas ligeiras.
Segundo o Governo, isto não representa qualquer perda de capacidade de assistência. Pelo contrário, deverá tornar as equipas mais rápidas e ágeis.
Conforme explicado, a lógica é de que a equipa SIV existe para chegar depressa junto do doente crítico, estabilizá-lo no local e prestar cuidados diferenciados.
O transporte para o hospital continua a cargo de outros meios do SIEM, o que permite às equipas SIV regressar mais rapidamente ao serviço para a emergência seguinte.
Ministério alerta para informações falsas
O ministério reafirma estar disponível para dialogar com os trabalhadores e as suas estruturas representativas, mas pede que a discussão assente em "informação rigorosa" e "evidência técnica", evitando aquilo que classifica como divulgação de informações falsas.
O comunicado sublinha ainda que o INEM está a ser reforçado com mais recursos humanos, novos veículos e melhores sistemas de informação, e reafirma o compromisso em cumprir integralmente a nova lei de organização do instituto, já homologada pelo Presidente da República.
O novo Conselho de Administração só tomará posse depois de concluídos os procedimentos legais, mantendo-se entretanto a gestão atual em funções.






















Se desmente é porque tem mesmo um plano para tal.
Destruir e desvalorizar para “vender” ao desbarato. Só ainda não sei se o serviço será feito por bombeiros ou por privados.
Desmente porque vão para o privado.
@Yuri bezmenov e @Analista acima
Desmente porque a política, jornalismo e os sindicatos em Portugal estão a um nível de esgoto a céu aberto. É o vale tudo.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) veio para os jornalistas com ilações que pelos vistos não são verdadeiras. Os meios de comunicação, em vez de fazerem o seu trabalho e aferirem a veracidade das mesmas, não, fizeram logo cegamente o que fazem sempre que é o papel de caixas de ressonância. O que interessa é o sensacionalismo na abertura dos telejornais. A coisa começou-se a alimentar a si propria ao ponto de ter de haver este comunicado oficial a desmentir tudo. Como se Portugal não tivesse problemas mais graves para resolver.
E assim nos vamos entretendo. Com pão e circo.