Lisboa e Porto estreiam resposta para vício do jogo a dinheiro e videojogos
Lisboa e Porto vão passar a contar com respostas dedicadas para dois vícios com expressivo crescimento, em Portugal. Respetivamente, uma unidade para tratar a dependência do jogo a dinheiro e um programa direcionado à dependência de videojogos, focado nos mais jovens.
A partir de amanhã, quinta-feira, Lisboa vai passar a contar com um espaço pensado exclusivamente para quem luta contra a dependência do jogo a dinheiro. A nova unidade surge depois de um crescimento expressivo no número de pessoas que pedem ajuda para este problema.
Em 2023, o Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) tinha 358 utentes em tratamento por perturbação de jogo, num número que subiu 118%, em 2025, para 782 pessoas.
A presidente do instituto, Joana Teixeira, explicou que esta escalada foi o principal motor para a criação de uma resposta especializada.
A nível nacional, as estimativas apontam para uma prevalência estimada de dependência de jogo de 0,6% da população e de jogo problemático de 1,1%, ainda sem dados robustos suficientes para um retrato mais aprofundado até este ano.
Uma estreia em Portugal
Enquanto não fica pronto o edifício do ICAD no Restelo, atualmente em obras, a nova "Unidade de Intervenção no Jogo de Lisboa" vai funcionar provisoriamente no Espaço Jovem, em Lisboa, cedido pela autarquia.
O funcionamento será em regime de ambulatório, sem internamentos, e destina-se numa primeira fase a adultos com dependência de jogo a dinheiro. De ressalvar que o perfil mais comum entre os utentes é o de homens entre os 15 e os 34 anos.
O acesso ao tratamento será feito através do Serviço Nacional de Saúde ou por referenciação interna das restantes unidades do ICAD.
Psiquiatras, psicólogos e... um contabilista
A resposta clínica junta psiquiatras, psicólogos, uma assistente social e até um contabilista, refletindo a necessidade de lidar não só com a vertente psicológica do problema, mas também com as consequências financeiras que costumam acompanhar a dependência do jogo.
O programa vai combinar sessões individuais com grupos de até 14 pessoas, devendo arrancar com três a quatro grupos.
As famílias terão também um papel central na intervenção, já que são frequentemente quem identifica os casos mais graves.
Segundo Joana Teixeira, à Lusa, esta dependência está muitas vezes associada a outras perturbações psiquiátricas, com a depressão e a ideação suicida a destacarem-se entre os casos de jogo a dinheiro.
O modelo "copiado" de Espanha e Inglaterra
A decisão de criar um espaço próprio, fora dos contextos tradicionalmente ligados ao tratamento da toxicodependência, segue modelos já testados em países como Espanha e Inglaterra.
O ICAD garante ter estado a trabalhar de perto com equipas internacionais para adaptar este tipo de programa à realidade portuguesa, contando também com a colaboração de especialistas nacionais na construção do modelo de intervenção.
Porto vai ter resposta para o vício em videojogos
Entretanto, a 29 de junho, o ICAD vai ainda inaugurar, no Porto, numa unidade já existente, um programa direcionado ao tratamento da dependência de videojogos, sobretudo entre os mais jovens, que serão referenciados pelos médicos de família ou pelo próprio instituto.
Segundo Joana Teixeira, a ideia é que, no futuro, as duas respostas se cruzem, ou seja, a unidade de Lisboa inclua videojogos, e o programa do Porto se estenda ao jogo a dinheiro.
Com estes projetos, o ICAD assume que a prioridade imediata é dar resposta a quem já procura ajuda, deixando para mais tarde o reforço da vertente preventiva.
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Na minha opinião, acho que o Estado deveria aproveitar os gastos em jogos de fortuna e azar para arrecadar mais impostos. É que as raspadinhas, lotarias, etc estão isentas da IVA. Era começar por aplicar logo IVA a 23% nisso tudo. E autorizar o aumento do número de locais para venda desse tipo de jogos. Foi um erro terem impedido os CTT de vender lotarias ao balcão. É muito melhor que o Estado arrecade verbas com vícios do que andar a tributar medicamentos e alimentos.
Desculpe, mas você leu o que escreveu antes de publicar?
essas verbas vão para a santa casa, por isso não são taxadas
Seja para onde forem, deveriam ter IVA. A Santa Casa recebia o seu quinhão, e o Estado o seu. É imoral andar a pagar 6% de IVA num medicamento fundamental, e pagar IVA no totoloto. São as prioridades trocadas.
Assim a santa casa recebia menos, e o dinheiro da Santa casa é para ajudar outros
Não recebia nada menos. A raspadinha agora é 2€, passava a ser 2€+IVA.
Ah, então ias aumentar preços. Corrias o risco de perder clientes
Casino é doença mental. A propaganda é “Vais vencer”. Na realidade: a casa ganha sempre. Pelo abuso mental que os casinos fazem, deviam ser erradicados! São uma dor, mascarada de prazer. É aquela crença de vencer, que a propaganda injeta nas mentes das pessoas, que as deixa agarradas.
Verdade. Não percebo. Acho bem a criação de centros dedicados este tipo de vício. Acho é incorreto toda a propaganda. Televisão, Internet, Desportos, Influencers. A prevenção é uma medida direta. E para não falar em todas as pessoas que batalham este vício diariamente e são regularmente bombardeadas com o estímulo do jogo.
só cai quem quer, e se tiveres uma doença podes pedir para ser proibido de entrar em casinos e até de jogo online, desde que sejam sitios legais ficas banido por tua escolha.
O que não falta por aí são outros centros de vícios que se aceita. O álcool por exemplo, há muitos mais pessoas alcóolicas do que viciadas no jogo, isso é garantido. No entanto não se equaciona retirar a venda de bebidas álcoolicas. Aliás, ainda se promove, é que o vinho na loja tem IVA mais baixo do que frutos secos ou batata congelada.
Isto de tirar aos pobres para dar aos pobres e continuam todos pobres tem que acabar, temos que ir buscar o dinheiro onde ele está parado, já chega de canibalizar os pobres.
não existe o conceito de dinheiro parado, se “existe dinheiro parado” se aumentares p agregado M1 ao meteres em circulação esse “dinheiro parado” a única coisa que vai haver é inflação.
queres acabar com os pobres? tens de dar a riqueza para as mãos de quem já tem muito para que esses coloquem essa riqueza a gerar mais investigação, mais serviços, mais produtos.
Tirar dinheiro a quem produz e dar a um governo só aumenta a pobreza mundial.
o vicio tem cura e so fazer desportos que exigem autocontrole,casino e mau depende dos casinos ,alguns sao serios ,ja agora acabem tambem com a publicidade da santa casa da misericordia,santa casa a instituicao mais rica de portugal,fora a igreja que tb e outro cancro.e ja agora que o governo suba os ordenados para as pessoas nao irem tanto para o jogo.
Como se o vício do jogo fossem derivado de ordenados baixos. Diria que o vício do jogo é um misto de ignorância e falta de literacia e não propriamente salários baixos. Há inclusive quem ganhe bastante bem e aposte em jogos desses.
Eu gosto bastante de jogar no casino, raramente em apostas online ou polymarket mas sobretudo gosto de casinos, e nem por isso sou viciado, vou de vez em quando com amigos, divertimo-nos e vimos embora, é um programa como ir a um bar, a um concerto ou outra coisa qualquer
Ordenados por decreto so fazem subir o custo de vida e criar mais desigualdades
No entretanto continua a haver publicidade a tudo isso nos campeonatos de futebol, televisões etc……
Deve ser para rir
PorcoDoPunjab não gosta de casinos.
Se gostasse disso comprava uma slot machine e jogava em casa.
Uma moedinha bastava, sempre a mesma a cair e a meter.
Uau, que divertimento…
Entre isto e duas ou três meninas, é difícil escolher qual o melhor entretenimento.
Sarcasmo…
Porco do Punjab sabe somar.