Quantcast

KillSec: suspeito de liderar grupo de ransomware tinha apenas 16 anos

3 Comentários

Uma operação internacional desmantelou a infraestrutura do grupo de ransomware KillSec, responsável por cerca de mil ataques. O principal operador suspeito é um jovem de apenas 16 anos.

KillSec: suspeito de liderar grupo de ransomware tinha apenas 16 anos

Uma operação internacional de combate ao cibercrime levou ao desmantelamento da infraestrutura do grupo de ransomware KillSec, numa investigação que envolve cerca de 1.000 ataques informáticos em todo o mundo.

A operação, denominada Operation KillSwitch, foi conduzida pelas autoridades alemãs, com a participação de forças policiais e judiciais de vários países europeus e o apoio da Europol e da Eurojust. A ação culminou em três detenções e oito buscas em Espanha, Grécia, Roménia e Reino Unido.

O alegado líder tinha apenas 16 anos

Um dos elementos que mais surpreendeu os investigadores foi a idade do principal operador suspeito do KillSec.

Segundo a Europol, os investigadores identificaram um jovem de 16 anos como o principal administrador e operador do grupo. O menor, de nacionalidade romena, terá sido identificado no âmbito da investigação internacional.

KillSec: suspeito de liderar grupo de ransomware tinha apenas 16 anos

As autoridades espanholas confirmaram entretanto a detenção, em Alicante, de um jovem romeno de 16 anos suspeito de estar ligado ao grupo. Durante as buscas foram apreendidos equipamentos informáticos, telemóveis, carteiras de criptomoedas e outros elementos relacionados com a atividade investigada.

As autoridades não divulgaram publicamente a identidade do menor.

Cerca de mil ataques desde 2024

O KillSec surgiu em 2024 e terá desenvolvido uma operação baseada em ransomware e extorsão de dados.

De acordo com a Europol, os criminosos exploravam pontos de acesso mal protegidos e sistemas associados a armazenamento na cloud para obter acesso às organizações. Depois de entrarem nos sistemas, copiavam dados para a sua própria infraestrutura e ameaçavam as vítimas com a divulgação da informação roubada caso não fosse pago um resgate.

Quando as vítimas não pagavam, os dados podiam ser disponibilizados para download através do site de fugas de informação utilizado pelo grupo.

As investigações apontam para cerca de 1.000 ataques suspeitos em todo o mundo, embora diferentes fontes oficiais e jornalísticas apresentem números distintos relativamente ao número de organizações efetivamente comprometidas.

KillSec: suspeito de liderar grupo de ransomware tinha apenas 16 anos

Infraestrutura apreendida e 110 TB de dados protegidos

A 30 de setembro, as autoridades assumiram o controlo do site de fugas de informação do KillSec.

Segundo a Europol, foram protegidos pelo menos 110 TB de dados, impedindo que continuassem acessíveis através da infraestrutura controlada pelo grupo. Foram também apreendidos servidores e outros equipamentos utilizados na operação.

A investigação permitiu ainda identificar diferentes funções dentro da estrutura do grupo, incluindo administrador, programador, negociador e afiliados.

Um dos alegados programadores completou 18 anos em agosto de 2026, tendo sido menor durante parte do período em que terão ocorrido alguns dos crimes investigados.

Ransomware como serviço

A estrutura identificada pelas autoridades mostra também como grupos de ransomware podem funcionar através de diferentes intervenientes, com responsabilidades distribuídas.

O KillSec terá permitido que afiliados participassem nos ataques, enquanto outros elementos asseguravam funções relacionadas com a infraestrutura, desenvolvimento ou negociação dos resgates.

A investigação revelou ainda que o grupo utilizava inteligência artificial para ajudar a construir e manter a infraestrutura de ransomware e para identificar potenciais vítimas, segundo a Europol.

A operação continua em investigação e as autoridades admitem que possam existir outros elementos envolvidos.

O caso KillSec deixa assim mais um alerta sobre a evolução do cibercrime: ferramentas cada vez mais acessíveis, modelos criminosos distribuídos e a utilização de tecnologias como a inteligência artificial podem permitir que estruturas relativamente pequenas tenham capacidade para atingir organizações em diferentes países.

Comentários

3

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    A vida está difícil para todos, em especial para os jovens, é complicado viver num mundo de aparências onde qualquer miúdo aparenta ter tudo, há que fazer pela vida

  2. Avatar de David
    David

    Afinal estes grandes mauzoes da net sao nerds totos que nem pelos no peito tem. Na realidade ate chora pela mama mas no pc tem mania que e mau

  3. Avatar de CIéqueébom
    CIéqueébom

    Prisão perpétua.