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Irão tem uma “arma secreta” fornecida pela China

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Joao Ptt says:

    Nada disto é novidade para os militares dos EUA. Mas enquanto não existirem danos no terreno, os políticos não abrem os cordões à bolsa para comprar os sistemas de defesa anti-aérea necessários, nem reforçam as estruturas físicas que deveriam proteger os aviões de drones e mísseis por exemplo.

    Quando os custos em material e vidas perdidas começa a superar os custos que teriam tido se tivessem investido na prevenção, então nessa altura geralmente começam a fazer fluir o dinheiro, basicamente correndo atrás do prejuízo.

    Já se sabe ao tempo, que em caso de guerra da China contra Taiwan que a China vai atacar todas as bases aéreas dos EUA na região e que a maior parte dos meios aéreos dos EUA serão devastados em terra porque não têm infra-estruturas reforçadas, nem sistemas de defesa anti-aérea nos locais capazes de parar os ditos ataques.
    Acho que algumas propostas para mitigar o problema passava por espalhar os meios por muitas mais bases aéreas, para reduzir as perdas por cada aeródromo atacado com sucesso, mas o reforço da protecção em si aparentemente ainda não foi levado a sério pelos políticos.

    • Max says:

      Desculpa lá mas não andas a acertar uma, andas completamente “a leste”.
      Se e quando a China tomar Taiwan – os EUA não levantam um dedos para a defender – logo, não há qualquer necessidade de a China atacar bases dos EUA.
      Os EUA vendem material militar à Taiwan e recebem por isso. E com Trump não passam disso.
      (Já agora, com Trump, os EUA também fornecem material militar à Ucrânia – mas pago pelos países europeus. Embora aqui haja alguma diferença porque Trump detesta os estados e políticos europeus e seja um aliado de Putin, ao contrário do que acontece com Xi Jinping).

      • Joao Ptt says:

        Não é o que se diz por aí, especialmente em círculos relacionados aos EUA, a política é ambígua, e daí que você possa dizer que os EUA não farão nada, mas tal depende do presidente em exercício, porque existe até legislação que indica que os EUA têm de ajudar militarmente Taiwan, não necessariamente participar em acções militares.

        Mas os EUA tem militares a dar formação a militares de Taiwan em uma ilha próxima da China, para que tenham capacidades reais para efectuar acções de sabotagem na própria China. Por isso nem é só uma questão dos EUA estarem só a mandar/ vender material, eles estão neste momento no terreno a dar instrução.

        De fornecer equipamento e instrução, para participar de forma activa na guerra não vai uma grande distância, tal depende da vontade política no momento.

        Todas as projecções (em simulacros de guerra) falam de enormes perdas do lado dos EUA, embora exista a possibilidade dos EUA ganharem, tal implica que tenham de ter estratégias muito diferentes daquelas que têm empregado para atacar outros países, porque os Chineses têm um pouco de tudo, ainda que em muitos casos o material e o treino seja muito pior que o dos EUA, mas mesmo com essas considerações os EUA consideram que a China é um adversário muito sério e podem ganhar uma guerra se os EUA não se movimentarem bem nas estratégias e acções militares…. por exemplo: eles já sabem que não podem concentrar os navios próximos uns dos outros em caso de guerra contra a China, porque os chineses irão atacá-los com armas nucleares para os devastar, e isso afecta muito a capacidade de ataque, sobretudo próximo da China continental. E isto é apenas uma das coisas, eles também sabem por exemplo que a maioria dos grandes navios civis chineses são fabricados de origem com propósito duplo, em tempos de paz fazem transportes, em tempo de guerra podem colocar equipamentos militares nos mesmos que os transformam quase que de um dia para o outro em navios de guerra que vão causar grandes problemas, pelo simples facto de serem talvez dezenas de milhares deles, talvez ultrapasse a centena de milhar deles.

        • Max says:

          Ná. Tens que mudar de leituras, que digam, por exemplo:
          – Biden tinha-se, comprometido, verbalmente com a defesa de Taiwan. Trump não se comprometeu com nada e limitou-se a reclamar, alto e bom som, que Taiwan pague, bem, as armas que compra aos EUA.
          – Embora, sem qualquer espécie de dúvida, ganhasse uma guerra se quisesse invadir Taiwan, a China não quer abandonar a sua política a que chama de coexistência pacífica e de resolução de conflitos pela negociação. É com ela que não para de marcar pontos na época do trumpismo.
          – E precisa que cada vez mais países, para além de reconhecerem que Taiwan faz parte da China (o que decorre da Carta das Nações Unidas) aceitem que ocupe “pacificamente” Taiwan. Diz-se que Pedro Sánchez na sua recente vista à China, o fez.
          – E que Trump também o fará, se a China tiver uma oferta de contrapartida que lhe interesse. Ou seja, para Trump e a sua administração, Taiwan não é mais do que uma moeda de troca relativamente à China.
          Isso de que a China, para ocupar Taiwan, ataca primeiro as bases e a força naval americana na região e entra em guerra com os EUA, parece-me resultado de leituras desajustadas.

          • portgu says:

            A China está a preparar-se para a guerra, basta olhar para o enorme investimento nas forças militares capazes de projectar força a longa distância.
            A Marinha chinesa é gigante e vai muito além do que seria necessário para manter o status quo… aliás é notório o desenvolvimento de novos navios para desembarque anfíbio, e muita tecnologia para destruir navios inimigos.
            A política de coexistência pacífica terminou há muito tempo, a pressão sobre Taiwan é real e belicosa, assim como sobre outros países que não aceitam a sua visão… É olhar para o Vietnam, Filipinas, etc… Resolução de conflito por negociação não parece ser a maneira de descrever o que a China está a fazer…
            A China poderá até preferir que seja apenas por pressão que Taiwan cede, mas se não tiver o resultado desejado a guerra parece mais do que provável tendo em conta tudo o que China tem estado a fazer a nível estratégico.
            Não é à toa que os Estados Unidos têm vindo a reabrir uma enorme quantidade de bases no pacífico…

          • José says:

            Só não libertam o Tibete, que é um ovupasopela força! Além de estarem em conflito vom todos países vizinhos ocupa mar que não lhe pertence, já decidido em instâncias internacionais como ainda ocupa território indiano! Além disso foi lesta (mais os russos) a combater os portugueses e a defender a suposta “autodeterminação” dos povos, mas apenas em relação a territórios dos outros, porque dentro de portas, não há cá liberdades para ninguém! A cada ano que passa, Taiwan tem menos a ver com a China, as gerações mais novas não querem ser chinesas. Além disso tem povos nativos austronésios e não han. Não há duvida, a China é fantástica a lixar os outros.

          • Max says:

            Então números em cima da mesa, as FA atuais dos EUA, da China, da Rússia e da NATO sem os EUA:
            – Pessoal ativo: 1,3 milhões (EUA), 2,0 milhões (China), 1,2 milhões (Rússia), 1,9 milhões (NATO sem EUA)
            – Aeronaves: 13.000 (EUA), 3.500 (China), 4.200 (Rússia), 7.000 (NATO sem EUA)
            – Tanques de guerra: 4.140 (EUA), 4.700 (China), 5.600 Rússia. 4.300 (NATO sem EUA)
            – Porta-Aviões: 11 (EUA), 3 (China), 1 inativo (Rússia), 5 (França, UK e Itália)
            Como a China por esta altura não me interessa por aí além, destaco a NATO sem EUA. Há muito a ideia, que Trump não se cansa de repetir, que a NATO sem os EUA é um tigre de papel. Basta ver os números e vê-se que não é assim.
            “Pois, mas vontade de combater, na Europa não é assim por aí além …” Se for necessário a vontade aparece e os meios existem … o que não existe são FA unificadas e se está muito longe disso.
            Trump ameaça repetidamente que vai sair da NATO. Já parece o sujeito que não para de dizer “Segurem-me, senão …” Os EUA precisam mais dos aliados que os aliados dos EUA. Agora, quando os EUA se metem numa guerra, junto com Israel, sem informar e consultar os aliados e se metem num atoleiro deu no que deu. Parece-me que a NATO sem os EUA fica melhor do que com Trump.

          • portgu says:

            Max,
            os países europeus não têm integração suficiente entre os seus exercitos para que esses números representem uma força eficaz para fazer face aos números dos outros países…
            Para além disso os europeus têm grandes debilidades a nível de logística e suporte, assim como a nível de satélites militares. A experiência para fazer operações de grandes dimensões sem os Estados Unidos é pouca…
            Números avulsos são apenas isso, números…

      • Márcio Gouveia says:

        Max, tu é que não pescas nada disto

  2. Grunho says:

    China, Rússia e Coreia do Norte sabem que têm de trabalhar em conjunto se querem fazer a folha aos imperialistas e que os imperialistas não a façam a eles. E quanto à arma nuclear do Irão , é só uma questão de eles resolverem oficializá-la. A partir daí, acabam-se os ataques.

    • José says:

      O seu Nick diz tudo!

    • Beirão says:

      O Irão é uma nação com o 3º maior QI de inteligencia do mundo.
      A China está em Primeiro, a Russia salvo erro em 5º ou 7º, e todos eles, bem a frente dos EUA e o resto da Europa.

      Depois o Irão tem programas de cooperação com a Russia,e teem desenvolvido muita tecnologia em conjunto, o resultado está a vista, varreram o chão, com os Israelitas, e os seus lacaios.
      Sim recentemente o Irão também tem tecnologia da China, e Coreia do Norte.

      Os satélites que i Irão tem, são cooperações com a Russia e China, a Russia tem lançado vários satélites para o Irão.
      Eu não entendo qual é o jogo de Israel, a únmica coisa que eles são bons a fazer é terrorismo.
      A mesma coisa com os Britânicos.
      Israel, destruiu a Palestina, ocupa partes do Libano,Siria, e uma enorme parte da Palestina, mas eu não consigo perceber o que eles querem do Irão, um País que nem faz fronteira com eles.
      O Irão são 80M de habitantes, Israel, está a se destruir a ele mesmo, por vontade própria.

      • AlexS says:

        Como é possível ser tão ignorante. Os Ayatollahs querem destruir Israel, já disseram muitas vezes assim como o Hamas, Hezbollah o disseram e no caso da OLP até ao fim dos anos 80-

  3. B@rão Vermelho says:

    Os apoiantes incondicionais do Trampa andam desaparecidos, estou a ficar preocupado. 🙂

    Na melhor das hipóteses o mundo fica igual a como estava no dia 27 de Fevereiro, ou seja no dia antes da trapalhada do estarola alaranjado.

    • AlexS says:

      Estou aqui. Trump destruiu boa parte do poder dos Ayatollah, tenta parar a proliferação, libertou presos politicos portugueses…

      Já a União Europeia fez o que de positivo? teria visto os Ayatollahs a dominar o Levante e o Golfo – e feito nada como sempre.

  4. PorcoDoPunjab says:

    Não é só inteligência que a China ( e Rússia ) fornecem ao Irão, há muito muito mais do que isso.

    • Alexandre says:

      Concerteza,
      O Irão nos BRICS, vai ter acesso a mais tecnologia, a um sistema, ou varios financeiros globais, passa a ter muito mais apoio, da Asia.
      E depois vem os ramos militares, serviços de protecção, entre Países, nos BRICS pode começar a circular informação e bases de dados de criminosos, por todos os participantes, que já deve estar a acontecer.
      E muito mais.

      Eu sinceramente não entendo o que os EUA teem a ganhar em por Israel, que é uma potência militar insignificante, contra um gigante como o Irão.
      Se o Irão decide de vez, que enquanto Israel existir, eles não vão ter paz, cuidado, é que depois deixa de existir Issrael.

      Eu não sei o que essa gente tem na cabeça.
      Já morreram presidentes,aos magotes, houve atentados contra outros, outros foram raptados, nem o Papa escapou.
      Eu não entendo o que eles teem na cabeça, sinceramente, porra não chega já a confusão que armaram na Ucrânia,libano,siria,libia,iraq, afganistão, Russia,venezuela e agora Irão??
      Não chegaria para perceberem o colossal horror, de tudo isto??

      E estão a fazer isso com o dinheiro do povo, que é de todos nós, mas quem quer as guerras, é uma infima minoria do povo. 0.1%?
      Como é que isto é possivel?

      Enfim..

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