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Instagram coloca contas de menores de 16 anos em modo privado

                                    
                                

Autor: Marisa Pinto


  1. Joao Ptt says:

    “Agora, o modo privado é o ativado por defeito nestas idades.” por: defeito?
    de·fei·to
    (latim defectus, -us, falha, falta, desaparecimento)
    1. Falta de perfeição física ou moral. = FALHA, IMPERFEIÇÃO
    2. Deformidade; vício; balda.
    3. [Popular] Inconveniente; estorvo.
    in. priberam dicionário

    Será que podemos concordar que a tradução de “default” não é “defeito” mas sim “de origem” segundo o sentido.

    • Marisa Pinto says:

      Por acaso também se usa “por defeito”, aliás aqui na minha zona usa-se ainda a tecnologia era escassa. Lamento que nunca tenhas ouvido.

      • Joao Ptt says:

        Eu ouço e leio, mas é daquelas traduções que não fazem qualquer sentido em relação ao significado original da palavra, alguém achou que a palavra default e defeito era parecidas e pronto ficou defeito, ainda que o significado original não tivesse relacionado, depois popularizou-se e agora pelos vistos aparece no dicionário da Porto Editora como tendo esse significado.
        Faz lembrar o “port”, que é uma analogia com “porto” de navios que no mundo físico permite carregar (enviar) e descarregar (receber) coisas/ pessoas/ animais, e que no mundo virtual permite enviar e receber dados e decidiram traduzir para porta, por tanto que também não segue o sentido original do conceito. Ainda não chegou aos dicionários mas é uma tradução que vejo frequentemente feita.

        • Vítor M. says:

          Está certo e usa-se desde sempre. Aliás, faz todo o sentido porque faz parte do normal falado e escrito. O nosso português é rico até nas derivações de significado para a mesma palavra ou termos.

          Por defeito, por predefinição, assim como o porto para port, é usado de forma correta. Porto não tem de ser só um porto de navios. Pode ser um terminal, um ancoradouro… que no fundo traduz e transfere para o nosso idioma os significados por vezes apenas tecnológicos, mas que têm uma definição na nossa língua.

          Por defeito devemos tentar manter download como download e não com descarga, mas, em abono da verdade, é uma descarga e não estamos a falar da “privada” 😉

        • jlxpmme says:

          Por defeito está 100% correto.

  2. Joao Ptt says:

    Quanto a estas medidas do Instagram, só pecam por tardias.
    Deveriam ir mais longe e não permitir menores de interagir com adultos e vice-versa e ponto final.
    Quanto aos adultos não deveriam conseguir ver as contas de menores e vice-versa nem mesmo se tiverem o endereço exacto, deveria aparecer sempre como não existente.
    Também não deveriam permitir a menores colocar a sua conta pública, mesmo que supostamente adultos não os possam ver, já que nada impede um adulto de criar uma conta falsa, ou até mesmo de usar um menor para criar uma conta por ele, ou de usar a conta verdadeira de um menor, caso o Instagram fique demasiado bom a identificar contas falsas.
    Serem “figuras públicas” não deve ser desculpa para ultrapassarem tais protecções.
    Pelo menos estão a caminhar na direcção certa, ainda que pareça pouco para proteger a sério.

    • Zé Fonseca A. says:

      E porque não, também não permitirem adultos de interagir com adultos?
      Isso sim seria um grande avanço nas redes sociais.

      • Joao Ptt says:

        Mas adultos já terão no mínimo a vivência, e provavelmente também formação diversa que lhes permite avaliar e decidir o que é melhor para si e a reconhecer situações erradas, daí não me opor que adultos possam ter os seus perfis abertos se for essa a sua vontade.
        O Instagram também poderia colocar privados os perfis de adultos e quando os mesmos entrassem durante os primeiros dias colocar um aviso da modificação mas a permitir (com um só clique) abrir de novo ao público caso seja essa a vontade da pessoa adulta.

        • Zé Fonseca A. says:

          Lol.. Claramente não conheces muitos adultos.. a estupidez humana é infinita, e as redes sociais representam isso na perfeição.

          • Joao Ptt says:

            Certo, mas serem estúpidos não significa que não sejam plenamente responsáveis pelos seus actos.

            As crianças e adolescentes pelo menos até ali aos 16 anos ainda estão num processo de formação crítico, daí por diante já deverão ter em si as capacidades para destingir o certo do errado e de serem plenamente responsáveis pelos seus actos, mas por uma questão de segurança parece-me bem que só a partir dos 18 anos sejam considerados adultos, de forma a acomodar eventuais pessoas que demorem um pouco mais de tempo a fazerem essa transição.

    • SSD says:

      O problema dessa teoria é que quem tiver familiares menores também deixa de poder contactar com eles e de certa forma até ir controlando o que eles vão publicando. Eu tenho 2 sobrinhos menores que ia deixar de poder contactar se tomassem uma decisão tão linear como essa.
      Acho que obrigar os menores a ter a conta particular e por consequente só vê as publicações quem eles quiserem é o passo certo. Se mesmo assim aceitam qualquer um aí faz parte da responsabilidade de cada e/ou familiares

      • Zé Fonseca A. says:

        Eu tenho 2 filhos menores e têm apenas conta no instagram e twitter, não usam o seu nome mas sim um nickname, não publicam fotos com cara nem locais como casa, hoteis, casas de ferias, etc, os amigos que têm são só amigos que conhecem pessoalmente e não falam em privados nem comentam em grupos.
        Já eu e a minha esposa não temos qualquer rede social.
        Todo o uso de redes sociais além deste é descabido e aconselho (seriamente) a procurarem acompanhamento de um terapeuta para perceberem o que falta nas vossas vidas e que ferramentas podem adquirir para vos ajudar a lidar com a vossa falta de inteligencia emocial. Equilibrio é a chave.

      • Joao Ptt says:

        Isso é verdade, mas dado que tantos abusos são cometidos por familiares e outras pessoas adultas próximas, na minha opinião é melhor não proporcionar qualquer facilidade ou oportunidade a familiares e adultos próximos, ou qualquer outro adulto, nas redes sociais, não têm qualquer acesso e acabou. Podem contactá-los pelos meios alternativos… como dizem em todas as chamadas para empresas que gravam as conversas.

        Então e como é que se controla o que os menores fazem? Primeiro é preciso ter noção que os mesmos têm direito à privacidade, gostem vocês ou não disso, por mais argumentos que tenham dos perigos e tal, não deixam de ter direito à privacidade.

        Mas se quiserem esquecer essa questão do direito à privacidade, e que se lixe esse direito, e essas coisas todas que geralmente estão implícitas quando se trata dos direitos dos outros que vocês mesmos não querem respeitar, então é pedirem ao menor que está sob a vossa tutela para vos mostrar as suas contas sociais e não permitirem que tenha acesso através de dispositivos que vocês não possam ver a qualquer momento o que está a acontecer, exemplo: colocar um ecrã grande em um espaço comum permanentemente visível, e não permitir utilizar quando não estiver um adulto responsável disponível para supervisionar a actividade. Isto impede não só que outros estejam a cometer abusos sem que nenhum adulto responsável tenha conhecimento mas também impede que o próprio menor ande a cometer abusos que afectem terceiros… se o adulto for “responsável”. Depois é só impedir que tenham acesso a dispositivos não controlados na escola… terão de escolher escolas que tenham tais medidas implementadas e que forcem o seu cumprimento, e claro não deixar que os menores interajam com os demais fora de casa ou da escola sem estarem também supervisionado por um adulto directamente responsável pelo mesmo… e não é adultos responsáveis por outros menores, cujos critérios e cuidados desconhecem… mas sim por vocês mesmos. E claro todas as viagem de deslocação têm de ser vocês a fazê-las, e ainda se certificarem que os menores não podem sair da escola em circunstância alguma em que não esteja presente um dos adultos responsáveis pela mesma.

        Não se preocupem pais e adultos responsáveis que querem agir assim de forma tirânica e sem dar espaço para grande privacidade, as crianças terão, geralmente, muito anos para compensar os anos de controlo supremo com todas as atitudes de rebeldia e de desprezo por vós que quiserem, mas pelo menos enquanto era os responsáveis directos ninguém poderá dizer que não fizeram tudo para manter longe o perigo de se tornarem uns criminosos ou de serem alvo de criminosos (mesmo que o crime seja ameaças, maus-tratos, coacções psicológicas a outros ou a si mesmos).

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