Os dados da NOS permitem perceber como os portugueses e os visitantes internacionais se movimentaram durante os meses de verão. A Guarda destacou-se com o maior crescimento percentual de pessoas, enquanto Lisboa foi o único distrito a registar uma quebra.

A análise da NOS, realizada com base em dados agregados e anónimos da sua rede, revela algumas tendências interessantes sobre as deslocações em Portugal durante o verão de 2026.
Guarda registou o maior crescimento
Entre os distritos portugueses, a Guarda apresentou o maior crescimento percentual de pessoas durante o verão, com cerca de 80%.
Depois da Guarda surgem:
- Viana do Castelo: 56%
- Faro: 51%
- Bragança: 51%
- Vila Real: 47%
A análise considera os movimentos dos clientes da NOS e, no caso dos visitantes internacionais, os utilizadores de operadores estrangeiros em roaming na rede da operadora.
O resultado coloca os territórios do interior e algumas zonas turísticas entre os locais que registaram maiores aumentos de população durante os meses de verão.

Lisboa perdeu utilizadores durante o verão
No sentido contrário, Lisboa foi o único distrito a registar uma diminuição, com uma quebra de 9% no número de utilizadores em agosto.
Segundo a NOS, esta redução está associada às deslocações dos residentes da região para destinos de férias.
Cerca de 40% dessas deslocações tiveram como destino o Algarve, enquanto aproximadamente um terço se distribuiu pela Península de Setúbal e Costa Alentejana.
No total, mais de dois terços das deslocações tiveram como destino zonas balneares do sul do país, com destaque para Loulé, Almada, Albufeira e Portimão.
Turismo internacional aumentou 67,4%
Outro dos indicadores destacados pela NOS está relacionado com os visitantes internacionais.
Entre maio e agosto, o número de utilizadores de operadores estrangeiros em roaming na rede NOS aumentou 67,4%.
Foram identificadas pelo menos 144 nacionalidades diferentes.
A França foi o principal mercado, representando 30% dos utilizadores estrangeiros, seguida de:
- Espanha: 16%
- Reino Unido: 8%
- Estados Unidos: 7%
Os visitantes norte-americanos tiveram uma presença particularmente relevante nos principais centros urbanos.
Lisboa, Faro e Porto concentram mais visitantes internacionais
Em agosto, Lisboa concentrou cerca de 20% dos utilizadores estrangeiros registados pela NOS.
Seguiram-se:
- Faro: 15,6%
- Porto: 13,9%
- Braga: 6,2%
- Setúbal: cerca de 5%
- Viana do Castelo: cerca de 5%
No extremo oposto, os distritos alentejanos apresentaram as menores percentagens: Portalegre registou 0,8%, Évora 0,9% e Beja 1,1%.

Açores e Madeira são os territórios mais internacionalizados
Quando se analisa o peso dos visitantes internacionais dentro de cada região, o cenário muda.
Nos Açores, os turistas internacionais e emigrantes representaram 67% dos utilizadores em agosto. Na Madeira, o valor chegou aos 66%.
No continente, os distritos com maior percentagem de utilizadores internacionais foram:
- Viana do Castelo: 61%
- Faro: 59%
- Vila Real: 50%
Isto significa que os locais com maior número absoluto de visitantes estrangeiros não são necessariamente aqueles onde estes representam a maior proporção da população presente.
Férias duraram, em média, entre 3 e 5 dias
A análise da NOS indica ainda que a duração típica das férias durante o verão ficou entre 3 e 5 dias.
No entanto, em vários destinos do interior, Alentejo e Regiões Autónomas, a presença de estadias mais prolongadas elevou a média para períodos entre seis e dez dias.
Ao nível dos distritos, Portalegre registou a maior permanência média, com 7,2 dias. Viseu, Coimbra e Aveiro surgem depois, todos com uma média de 6,7 dias.
Entre os municípios, Pedrógão Grande apresentou a maior duração média, com 10,1 dias, seguido de Avis (9,8 dias), Monforte (9,3 dias) e Tondela (9,2 dias).
Os destinos urbanos e de maior rotação turística registaram estadias mais curtas. No município do Porto, por exemplo, a média foi de 3,6 dias, o mesmo valor registado em Loulé.
Dados da rede móvel ajudam a perceber os movimentos
A análise da NOS mostra como os dados agregados das redes móveis podem ser utilizados para identificar tendências de mobilidade e perceber como a população se distribui pelo território durante períodos específicos.
No caso da Guarda, o crescimento de cerca de 80% durante o verão coloca o distrito no primeiro lugar entre os territórios analisados pela operadora.
Os dados são agregados e anónimos, não permitindo identificar individualmente os utilizadores.

















