Governo vai criar holding tecnológica para coordenar a informática
O Governo anunciou a criação de uma nova holding tecnológica destinada a coordenar toda a área informática da Administração Pública.
Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o objetivo é centralizar decisões estratégicas e evitar que diferentes ministérios adquiram soluções tecnológicas semelhantes, ou até iguais, sem articulação entre si. O anúncio foi feito no final de uma reunião do Conselho de Ministros.
holding - o que muda na prática?
Atualmente, a infraestrutura tecnológica do Estado está distribuída por múltiplas entidades, com sistemas autónomos, contratos próprios e, muitas vezes, fornecedores repetidos. O resultado é:
- Custos elevados com licenciamento e manutenção
- Falta de interoperabilidade entre plataformas
- Dificuldades na gestão de cibersegurança
- Projetos financiados sem visão estratégica comum
Com a nova estrutura, o Governo pretende criar um centro de decisão único para a área tecnológica, garantindo:
- Compras agregadas e maior poder negocial
- Normalização de plataformas
- Melhor controlo orçamental
- Maior coerência na transformação digital
A criação desta holding surge como uma tentativa de reorganizar o ecossistema digital do Estado, garantindo que o investimento futuro seja mais racional e estratégico.




















Já deviam ter pensado nisto há décadas!
Concordo inteiramente consigo,
Apesar de eu achar que a CNPD, deve estar á parte, por questões óbvias.
Mas no que toca ao estado,sim claro, é necessário organizar, e proteger, a infraestructura do estado.
O nome Holding, não deve ser o termo correcto.
Porque estas intituições são do estado, e só o estrado é que deve ter a permissão para tocar nos dados das pessoas.
Não se pode por privados a mexer na privacidade das pessoas por razões obvias.
O que eu acho que o governo diz, é que vai agrupar estas empresas do estado.
E ai eu acho correcto.
As pessoas que agora trabalham num ambiente fragmentado, passarão a trabalhar num ambiente agrupado, com as devidas separações.
As empresas privadas, isso é outra história, aqui fala-se do pessoal do estado.
Diria que isto devia ter sido feito à 30 anos atrás. Pode ser que daqui a 5 anos já não tenha que andar de um sítio para o outro porque este assunto não é com esta entidade mas com a outra, apesar de estar escrito em vários sítiosque até é. 5 ou 6 websites diferentes para tratar assuntos do estado. 2 ou 3 apps de mais do mesmo, etc.
A dúvida é mesmo porque razão ninguém com poder de decisão pensou em começar isto antes e a crença de que esta gente consiga fazer algo em condições é muito baixa. Cá estaremos para ver como estará isto daqui a uns quantos anos
ESPAP, CEGER e AMA o que achas que fazem?
os milhões que se gastaram em implementações a estruturas feitas por terceiros, que o governo não consegue controlar. Agora faz-se tudo de novo…
vai continuar a ser feito por terceiros só debaixo de um novo chapeu..
o problema não é ser feito por terceiros, o problema são os criterios de selecção dos terceiros
essas coisas em PT é raro funcionarem bem.. exs: SUCH, SPMS, ESPAP, DGAEP, CEGER, SSAP, AMA, INA..
a maioria acaba por ser uma estrutura pesada com muitos cargos politicos, acabam por gerir serviços partilhados apenas para um pequeno subset das necessidades da area onde actuam e as entidades que deviam coordenar tentam fugir às “amarras” criando desculpas para ajustes directos, alegando incompetencia na gestão partilhada, muitas vezes nem é incompetência e são batalhas partidárias ou de egos.
desejo boa sorte, não contem comigo 🙂
+1
As quintinhas não vão deixar isso acontecer. Até há bem pouco tempo o que devia ser o servidor do CC gov era um pczito debaixo de uma secretária.
Isto é o Inverso, vais ser uma Quintinha só para coordenar, dar bitaites, sem responsabilização e receber um belo ordenado. É uma hierarquia acima para controlar as entidades estatais que existem, SUCH, SPMS, ESPAP, DGAEP, CEGER, SSAP, ARTE (ex AMA), INA.
Não me acredito, cada capelinha gosta de ter o seu software, licenças, porque as luvas são grandes…
Só olhar para a saúde,chegas a um hospital tem software da empresa americana XPTO, chegas a outro Hospital tem software da empresa Y tuga e por aí fora, chega ao cúmulo do IPO do Porto ter um software e o IPO de Lisboa ter outro, até APPs diferentes enfim…
O estado se quiser poderia poupar 90% do que gasta em tudo que tem a ver com tecnologia, mas acredito que os senhores que mandam nas capelinhas nunca vão aceitar isso!
“Só olhar para a saúde,chegas a um hospital tem software da empresa americana XPTO, chegas a outro Hospital tem software da empresa Y tuga e por aí fora, chega ao cúmulo do IPO do Porto ter um software e o IPO de Lisboa ter outro” Mas queremos concorrência de mercado ou monopólios.
O problema na administração pública não é mercado ou monopólios mas decisões erradas e incompetência que muitas vezes ocorrem ! Não faz sentido a mesma instituição ter sistemas informáticos diferentes quando as funções são as mesmas.
Mas qual concorrência, o estado é só um logo não tem lógica os hospitais terem software, apps diferentes até o software da central de telefones são diferentes… Eu nem vou falar de mais coisas porque isto até me revolta os valores!