Garrafas e latas sem símbolo Volta podem continuar à venda a partir de hoje
A partir de 10 de agosto, os produtores deixam de poder colocar no mercado novas garrafas e latas sem o símbolo Volta. No entanto, quem já tem stock destas embalagens, como supermercados, cafés, restaurantes, hotéis ou distribuidores, pode continuar a vendê-las ao consumidor final sem qualquer problema.
A clarificação chegou através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que retificou uma circular anterior, conforme informámos.
O objetivo passa por evitar desperdício desnecessário e prejuízos financeiros para toda a cadeia envolvida, desde produtores, distribuidores, comerciantes, e estabelecimentos de restauração e hotelaria.
Na prática, a regra aplica-se a todas as embalagens que já tinham sido colocadas legalmente no mercado durante o período de transição, que decorreu entre 10 de abril e 9 de agosto.
Só as novas embalagens, colocadas no mercado pelos produtores a partir de hoje, têm mesmo de incluir a identificação Volta.
Como distinguir as embalagens
Com garrafas e latas antigas e novas a coexistirem nas prateleiras durante algum tempo, importa perceber a diferença:
- Sem símbolo Volta, a embalagem não está sujeita ao sistema de depósito e reembolso. O consumidor não paga os 10 cêntimos extra e, depois de usar a embalagem, deve simplesmente colocá-la no ecoponto amarelo, tal como acontecia antes.
- Com símbolo Volta, a embalagem está integrada no novo sistema. O consumidor paga um depósito de 10 cêntimos no ato da compra, que pode reaver ao devolver a embalagem vazia num ponto de recolha autorizado.
Volta procura reduzir o desperdício
O SDR, que conhecemos como Volta, entrou em funcionamento em abril e abrange determinadas embalagens de bebidas de utilização única, como garrafas de plástico e latas até três litros.
A ideia é incentivar a devolução destas embalagens, reduzindo o desperdício e promovendo a reciclagem.
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As máquinas Volta estão quase impossíveis de utilizar. Ou estão cheias, ou sem papel, ou então tem lá alguém com 2 carros de supermercado cheios de garrafas e latas. Basicamente as máquinas estão tomadas pelos “catadores de lixo”.
Primeiro começaram a cobrar pelos sacos de compras de plástico, e eu deixei de ver tantos sacos espalhados fora dos contentores do lixo.
Depois obrigaram as tampas a serem agarradas às garrafas, e eu deixei de ver tantas tampas fora dos contentores do lixo.
Agora obrigam-te a pagar 0.10€ por cada garrafa/lata (valor que podes recuperar ao devolveres a embalagem) e já se nota cada vez menos lixo fora dos contentores.
Obrigado a todos por contribuírem por um planeta melhor.
Peace
Eu vejo todos os dias mais lixo fora dos contentores.
Eu vejo mais lixo do que nunca nas ruas. Isso do Volta não alterou em nada. Em muitos casos causa mais lixo.
E muitos irão cobrar os 0,10€!
Isso já sucedeu. Numa cafetaria de um supermercado, cobravam o depósito Volta com garrafas não Volta. Os poucos clientes que reparavam reclamavam, mas a maioria nem dava por isso.
Com este esquema criminoso chamado de «Volta» os Portugueses conseguem ter uma ideia da pobreza e miséria que o liberalismo cria nos países onde se instala, e infelizmente não é só desemprego, pobreza, miséria, assim como a impossibilidade de pagar a renda de um apartamento e ter uma vida laboral normal/estável que o regime liberal/maçónico promove, mas também a subsídio-dependência e esquemas para roubar os Portugueses com taxas, impostos e mais impostos.
Este esquema do “Volta” é mais um, e ainda gozam com os Portugueses – que são dos que mais fazem a reciclagem -, agora em vez de separar as embalagens e amassá-las para caberem e não ocuparem tanto espaço no ecoponto, tornam-se acumuladores de lixo, andam carregados com enormes sacos cheios de embalagens/garrafas que mal lhes podem tocar, depois vão perder muito tempo a colocar as garrafas muito direitinhas e limpas numa máquina que as vai amassar… e no fim de tudo isto – acumular as embalagens/garrafas que têm de estar como novas – recebem 0.10 cêntimos por cada embalagem/garrafa amassada… Agora vejamos, para isto valer a pena a nível financeiro quem quisesse fazer 50 euros por dia teria de depositar na máquina 500 embalagens/garrafas por dia, se preferisse ganhar 20 euros por dia teria de depositar 200 embalagens… para bom entendedor meia palavra basta.
Há algumas coisas que não me agradam neste sistema, sobretudo o encargo que passei (a família) a ter para pagar mais caro e ter de levar ao sítio para destruir. Contudo, objetivamente, é um sistema que foi quase todo ele bem pensado. Quem polui, o cidadão, passa a ter um incentivo para não deixar as latas e as garrafas de plástico abandonadas nas matas, nas ruas, nos parques, nos jardins, nas praias, etc.
Caso deixe, há uma segunda linha, antes da terceira (os funcionários de limpeza camarária ou particulares, dependendo do espaço) que vão recolher esses “bens”, pois dá dinheiro. Estas garrafas, com o passar dos anos, deixam de ir ter aos rios e ao mar, deixam de ir ter aos sistemas de esgoto.
O primeiro passo, bem pensado, foi prender a tampa. Agora transformar em plástico e alumínio triturado é muito bem pensado, facilita a reciclagem.
Lembro-me em 2017, estava eu e o Pedro Pintona IFA, em Berlim, e de manhã fomos fazer uma corrida ali pelo Portão de Brandemburgo. Perto, paramos para comprar água. Na altura, os 5 euros que por acaso um de nós levou para comprar água chegaram à justa, mas tivemos de beber a água no local onde compramos, poiis cada garrafa custava 2,5 euros e cada “tara” 10 cêntimos. Não chegava a nota. Então, bebemos lá a água, depositamos e foi como se tivéssemos pago a caução e a entrega do vasilhame 🙂 isto em 2017.
A verdade é não se vê, nesses países, mesmo em eventos de centenas de pessoas, as garrafas perdidas por lá. Mais tarde ou mais cedo, alguém as vem levantar. Elas valem dinheiro. Aqui é igual. Há uma “caça” à Volta 😉 e não é crime nenhum, é dinheiro legal que muitos passaram a poder ganhar.
Por 10c muitos não querem saber. Se o objetivo era esse então aumentem o preço em 1€. Muitos vão deixar de comprar mas os que continuarem de certeza que vão devolver as garrafas todas. Até às do vizinho.
Liberalismo em Portugal? Num país fortemente socialista, com um preâmbulo na Constituição de rumar ao socialismo… Se há muita pobreza, miséria e desigualdades não é certamente pelo liberalismo em Portugal.
Dizem que Nova York tem um cheiro característico que é a urina e no verão o calor intensifica o cheiro, Lisboa tem que ter o seu cheiro de marca agora é cheiro a lixo com maresia e isto tudo por 10 centimos, somos governados por gente com visão!