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COVID-19: Alemanha vai monitorizar cidadãos com app que guarda dados no telemóvel

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. CaptianObvious says:

    Em breve saberão notícias sobre as escolhas de Portugal ;). Abraço

  2. Dark Sky says:

    No post há referência a localização e a GPS, que tem trazido confusão.
    O que diz o “Expresso” é: “A ideia geral dessas aplicações [de contact-tracing] que utilizam bluetooth ou GPS”.

    Está-se a referir a essas apps em geral. A da Coreia do Sul, é de facto uma app de localização por GPS (usada para forçar os infetados com Covid-19 a não sair de casa).

    A app (ou APIs para apps) Apple+Google para Android e iOS, tal como a da Austrália referida no pós anterior, não é uma app de localização, não usa GPS (nem localização através de operadores telefónicos). Usa Blootooth para troca automática de dados entre os smartphones.

    Mas há aqui uma coisa que falta saber e não é onde são guardados os dados – é de que modo a informação chega ao SNS e como é que o SNS intervém.

    Na app da Austrália é simples:
    Ligas a app e o Bluetooth. O sistema guarda, durante 21 dias, a informação das pessoas (com app) com quem estiveste à distância até 1,5m e durante 15 minutos ou mais, num período de 14 dias. Se uma dessas pessoas introduzir na app que teve um teste positivo (o que é confirmado pelo SNS australiano para impedir falsas comunicações) o SNS australiano entra em contacto contigo.

    • Dark Sky says:

      Creio que vale bastante a pena perceber por que é que a Alemanha, que na 6ª Fª apoiava o Pan-European Privacy-Preserving Proximity Tracing (PEPP-PT) – chamemos-lhe abordagem centralizada, no domingo passou para uma abordagem descentralizada, que à partida será com base na app (ou APIs) Apple+Google.

      A Reuters diz que para o modelo centralizado funcionar a Apple tinha que alterar as definições do iPhone e a Apple recusou-se:
      “As apps centralizadas não funcionariam corretamente no iPhone da Apple porque, para que as trocas de Bluetooth acontecessem, o dispositivo precisaria ser desbloqueado com a app em execução em primeiro plano – um esgotamento da bateria e um inconveniente para o utilizador. Mas o iPhone integrará protocolos descentralizados, como o DP-3T, desenvolvido por uma equipe liderada pela Suíça e apoiado pela Suíça, Áustria e Estônia.”

      A abordagem descentralizada, em relação à centralizada, tem outro fator decisivo por exigir maior intervenção do utilizador quanto à informação que presta.

      Diz também a Reuters que a França e Grã-Bretanha ainda apoiam a centralização. Sem ser bruxo, Portugal irá pela abordagem descentralizada Apple+Google para Android e iOS.

      https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-europe-tech/germany-flips-on-smartphone-contact-tracing-backs-apple-and-google-idUSKCN22807J

    • Sujeito says:

      Cá a ideia é semelhante.

      O que levanta as questões óbvias de que é impossível respeitar qualquer privacidade.

    • PTO says:

      Usa bluetooth? Então qual é a eficácia da app se a maior parte das pessoas andar com o bluetooth desligado?

  3. Fulano says:

    As razões são muito simples. O governo prometeu “para breve” uma app que nunca chegou a tempo e devido à pressão dos outros grupos parlamentares, a CDU viu-se obrigada a encontrar uma solução que já estivesse a ser utilizada e com provas dadas. Esta é a explicação verdadeira e facilmente se encontra online.

    • Dark Sky says:

      Ainda bem que há Fulanos que sabem tudo 😉
      A diferença entre PEPP-PT e DP-3T
      https://en.wikipedia.org/wiki/Decentralized_Privacy-Preserving_Proximity_Tracing

      Enquanto o pplware assustava com as apps de localização em Portugal em preparação com os operadores, já outros tinham percebido que a solução era por Bluetooth e davam conta da recusa da Apple à França em alterar as definições do iPhone para permitir o PEPP-PT. E é isso que leva a Alemanha a passar de um para outro, diz a Reuters.
      Além dos protocolos, estava em causa a diferente intervenção do utilizador na abordagem centralizada e descentralizado,

    • Ameno says:

      Mas se vão usar a tecnologia da Google/Apple então não vão usar uma solução que já esteja a ser usada e com provas dadas, já que eles ainda nem disponibilizaram as APIs para os programadores usarem – só amanhã (a primeira versão).
      E a app ainda demorará algum tempo a sair, primeiro porque ainda necessitam de esperar para poder programar e depois para testar, e repensar a forma como fazem e acompanham o rastreio das pessoas.
      Se fosse uma questão de rapidez para distribuir a aplicação, teriam continuado com a solução que estavam a pensar.

  4. João Paulo Antunes says:

    Em Portugal a CNPD não vai autorizar coisa nenhuma.

    • Dark Sky says:

      A CNPD não governa nem aprova legislação. Nos últimos dias:
      – CNPD: as empresas não podem medir a temperatura corporal:
      – Governo: as empresas podem medir a temperatura corporal – mas não podem guardar os dados.

      Quanto à app de que se fala, em princípio vai haver legislação a autorizar. Não é o mesmo que ser a CNPD a autorizar (nem se sabe qual será o parecer da CNPD que não tem ainda elementos para se pronunciar em concreto).

      Se dissesses – a Assembleia da República ou o Presidente da República não aprovam era outra coisa. Mas anda por lá muito bom senso.

      • Ameno says:

        Mas se a CNPD disser que não pode, então não pode com base na legislação existente! A CNPD não é um mero orgão consultivo, tem poderes para proibir com base na legislação.
        E a CNPD não proibiu a medição de temperatura, o que proibiu foi a medição da temperatura sem que tenha sido ordenado pelas autoridades competentes, o que significa que não basta o governo dizer aos patrões que o podem fazer, o governo/assembleia da república vão ter que legislar e definir competências para isso.

        • Dark Sky says:

          Isso resolve-se.
          Tem mais interesse o que está no seu site sobre : “Diretrizes sobre a utilização de dados de localização e ferramentas de contact tracing no contexto do surto de COVID-19”.
          https://www.cnpd.pt/home/faqs/faqs.htm

        • Sujeito says:

          É mais que isso. Sem que tenha sido ordenado pelas autoridades competentes, executado pelas autoridades competentes e apenas em regime laboral, seja, restrito aos trabalhadores e não a consumidores.

          • Ameno says:

            Se for ordenado pelas autoridades competentes, pode não ter nenhuma das outras restrições.
            A CNPD não se pronunciou sobre a questão dos consumidores.

    • xoninhas says:

      A CNPD vive noutro planeta. Sempre viveu.

  5. miguel says:

    Não deixem que o medo pelo novo virus vos tire a “privacidade”, nem a liberdade!

    Fui a favor do confinamento, mas temos que começar a dizer que existe limites para tudo, chegamos ao ponto de ver um militar a porta de um lar com uma metralhadora “deveria ir matar o virus ao tiro”, vemos pessoas presas num quartel quando acusaram negativo…

  6. Euéquesei says:

    Se eu for obrigado a instalar no meu telefone uma coisa dessas, mudo para aparelho tipo 3110.
    Não há cá bluetooth nem gps nem o raio que os parta.

    • ovingadorortográfico says:

      Eu faço o mesmo. Agora supõe que estou infectado e até frequento os mesmo locais que tu. E até nem respeito essas tretas da etiqueta respiratória. O que achas ?

      • Euéquesei says:

        Se está infectado só tem que se ir tratar e não andar na rua a infectar os outros.
        Se está infectado e não sabe, fique em casa. Os locais que costumo frequentar por estes dias são a sala, para jogar call of duty, a cozinha e a casa de banho.

        • PTO says:

          “Se está infectado e não sabe, fique em casa.” dizes tu.
          As coisas vão começar a abrir daqui a uns dias e ele vai ficar em casa porquê se não sabe que está infetado?
          És uma espécie particular de ignorante.

          • Euéquesei says:

            Vamos lá a ver, andam para aí a dizer, e eu acredito, que o vírus pode estar desactivado, digamos assim, pelo menos 2 semanas, mas que após esse período ele tem forçosamente que acordar e manifestar-se.
            É correcto o que estou a dizer? Acho que sim.
            Bom, se eu estou há mais de 2 semanas isolado e não me apareceu nada ainda, isso deve querer dizer que estou limpo, certo?
            Ou está a falhar-me aqui algo?
            Portanto eu sei que não estou infectado e se todos tivessem a certeza que eu tenho seria muito bom para o país.
            Claro que a economia vai abrir, porque tem mesmo de abrir, e pode acontecer que venha a contrair esse vírus, mas eu não o vou passar a ninguém quando sair porque neste momento não o tenho.
            Era disto que eu estava a falar no comentário acima.
            Já agora, espécie particular de ignorante é a sua tia, para não dizer outra coisa e era o que vc deveria ouvir.
            Tenha modos, não seja estúpido e vai ver que lhe corre melhor o dia.

  7. PeterSnows says:

    Mais um triste titulo.
    “Alemanha vai monitorizar cidadãos com app que guarda dados no telemóvel”
    O objectivo da Alemanha é não monitorizar!
    Ao contrário da PEPP-PT.
    .
    Ficas com os Ids dos outros no telefone, e só divulgas quando estiveres doente, e só se permitires.
    Isso não é monitorizar.

  8. Sujeito says:

    “Como já revelámos aqui”

    Os editores continuam a pensar que os acentos de conjugação verbal desapareceram com o acordo ortográfico.

    • Vivas says:

      Muinto bem obcervado a verdade e que tenho muinto coidado com a forma ocmo escrevo e costame ver as veses os erroas propertados neste o noutros citios na rde internautica adeus

  9. Rui Romano says:

    É por estas coisas que eu ainda tenho Windows phone. Assim, não me controlam.

    • ovingadorortográfico says:

      A mim tambem não me controlam. Agora supõe que estou infectado e até frequento os mesmo locais que tu. E até nem respeito essas tretas da etiqueta respiratória. É treta não é ? O que achas ?

      • Rui Romano says:

        Isso todos temos que ser responsáveis e não onctaminar os outros, mas controlar todos os teus movimentos é um bocado ditadura. Não achas? Quando te conseguires identificar com um nome real e não por trás de um nome fictício, avisa o pessoal.

    • PTO says:

      Controlam, controlam. Basta pedirem à tua operadora e eles sabem bem por onde andaste.
      Essa ideia de “a mim ninguém consegue saber onde andei” já acabou há décadas.

      • Euéquesei says:

        Existem telefones especialmente preparados para reduzir ou mesmo eliminar totalmente esse controle.
        Têm versões especiais do Android em que tudo o que é passível de criar fugas, é eliminado.
        Não há facebook, serviços Google e afins.
        Claro que isto afasta logo a maior parte do pessoal.
        Além disso, o preço é elevado.
        Pesquisem por Librem5 ou PinePhone, por exemplo…
        Aqui á uns tempos os executivos de uma empresa foram todos presos por fornecerem telefones especialmente concebidos para tornarem impossível a intercepção das comunicações entre aparelhos com o mesmo sistema embutido.
        Ora bem, se foram presos era porque o sistema era mesmo eficaz.
        Era mesmo, aquilo era usado por bandos de foras da lei e a polícia quando tentava apanhar as mensagens e chamadas, ficava a apanhar bonés.
        Daí, prenderam o CEO e fecharam a empresa lol..
        Se não me engano a empresa fornecia Blackberrys com um sistema chamado Ghost ou Phantom, algo do género.
        Era um Android mexido e fortalecido para impedir a vigilância.
        Portanto, a privacidade existe, o problema é que as pessoas não estão dispostas a prescindir de muita coisa para a obter…
        Cada vez que me lembro que muita gente coloca ficheiros pessoais na cloud, sem qualquer protecção, nem acredito.
        Eu uso várias cloud e tenho discos externos para os meus backups, mas tudo o que meto na cloud é previamente encriptado com PGP e só depois é que meto lá.
        Não é que se alguém visse o que lá meto me chateasse, fotos de família, coisas assim, mas são as minhas coisas e ninguém tem nada que ver sem eu saber.

        • Ameno says:

          Se estás ligado à rede de antenas das operadoras não tens como eliminar a capacidade das operadoras para triangular a tua localização. Pode não ser uma localização ultra-precisa, mas não deixa de acompanhar deslocações.

          • Euéquesei says:

            Existe uma grande diferença entre me dizerem assim, olhe vc está na Av. da República, Lote 25, andar 10, na cozinha e dizerem olhe vc está sob a antena do Monsanto… É que não tem nada a ver. Esta diferença para determinadas pessoas pode ser crucial.
            No caso que falei acima, se bem me lembro, eram uns bandos de motoqueiros na Austrália, que faziam roubos, enfim, essas coisas.
            A polícia queria ouvir as comunicações e gps para saberem onde eles estavam antes dos roubos e népias.
            Os roubos aconteciam e eles sem os conseguirem apanhar dada a falta de provas.
            Depois foi o que se sabe, prenderam o CEO e a empresa que fornecia o software e os serviços encerrou.
            O que aconteceu depois , não sei.
            Foi um caso muito falado na altura.
            Só prova que quando se tem as ferramentas ideais e se trabalha com elas de forma competente, pode-se fazer muita coisa…

          • Ameno says:

            Quer haja muita ou pouca diferença para essa hipotética conjectura, não podes afirmar que há telemóveis que eliminam a possibilidade de controlo.

  10. Euéquesei says:

    Não há telemóveis que eliminem a possibilidade de controlo, mas há telemóveis que a reduzem em grande escala. É disso que se trata.
    Anonimato total só sendo eremita nos Himalaias ou Sibéria, a viver da Natureza apenas e mesmo assim…

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