Condutor diz que Tesla seguia em Autopilot antes de bater numa casa e provocar uma morte
Um grave acidente ocorrido no Texas está a gerar novas questões sobre os sistemas de assistência à condução da Tesla. O condutor envolvido afirmou às autoridades que o veículo circulava com o Autopilot ativado antes de bater numa casa, causando a morte de uma mulher de 76 anos.
Tesla atravessou cruzamento e bateu numa residência
As autoridades do condado de Harris, no estado norte-americano do Texas, estão a investigar um acidente fatal que envolveu um Tesla e resultou na morte de uma mulher de 76 anos dentro da sua própria casa.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades locais, o automóvel não efetuou uma curva à direita num cruzamento, prosseguindo em linha reta a elevada velocidade. O veículo acabou por atravessar a parede frontal de uma habitação e entrou diretamente numa das divisões da casa.
No interior encontrava-se uma mulher de 76 anos, que foi atingida pelo impacto. A vítima foi transportada de helicóptero para o Memorial Hermann Hospital, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
O condutor, um homem de 44 anos cuja identidade não foi divulgada, foi igualmente encaminhado para uma unidade hospitalar. Os investigadores indicaram que não existiam sinais de consumo de álcool ou outras substâncias.
Condutor afirma que o Autopilot estava ativo
Um dos aspetos mais relevantes do caso surgiu através do testemunho do próprio condutor. De acordo com o gabinete do Condestável do Precinct 5, o homem declarou que o Tesla circulava com o sistema Autopilot ativado no momento do acidente.
Contudo, as autoridades sublinham que esta informação resulta apenas da versão apresentada pelo condutor. Até ao momento, não foi possível confirmar de forma independente se algum sistema de assistência à condução estava efetivamente em utilização quando ocorreu o embate.
Os investigadores continuam a analisar os dados disponíveis para determinar exatamente o que aconteceu nos instantes que antecederam a colisão.
Também permanece por esclarecer qual o software que estaria ativo. As autoridades não especificaram se se tratava do Autopilot tradicional ou do sistema Full Self-Driving (Supervised), uma solução mais avançada.
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Esse condutor pode dizer o que quiser, o registo do que sucedeu está gravado e vai ser investigado por entidades independentes. Muitos dos anteriores registos , mostram que tinha sido desativado. Não tenho um Tesla, não sou um fan Boy, estou apenas curioso de ver o resultado das investigações.
Independentemente se ia ou não ligado, na minha perspetiva ele é responsável, civil e criminalmente.
Certo, mas ele está a querer se safar culpando o modo de condução autónoma. Eu detesto a Tesla por causa do palhaço do Musk, tenho um BYD Seal e estou contente com o carro. Quero ver as conclusões para saber quem fez *****.
Até podes estar contente, mas é um produto inferior ao Model 3 em todos so aspetos, mas acho curioso odiar uma marca lider de mercado e com isso fazer escolhas financeiras piores…
A notícia é de ontem, às 10H da manhã, de um acidente ocorrido na véspera, às 8H da noite. Ainda não houve tempo de se fazer uma investigação independente.
Os “muitos casos” que referes em que a Tesla provou que o sistema automático não estava ativo, parece-me que ao todo são dois: Hans Von Ohain (Colorado) e Alberto Scaglione (Pensilvânia) e tanto pode ser o condutor a desligar o sistema de condução autónoma, como o sistema a desligar-se.
Mas já houve casos em a Tesla perdeu processos judiciais por os júris consideraram que o Autopilot teve uma percentagem da culpa em acidentes devido a falhas de deteção ou de induzir o condutor numa falsa sensação de segurança.
Note-se é que se o sistema de condução autónoma estiver ligado, a responsabilidade do condutor não é transferido para a Tesla – por ser um sistema de condução de nível 2 o condutor é sempre o responsável pelo acidente. (A responsabilidade do condutor passar para o fabricante. só acontece no nível 3 de automação e superiores.)
E quando é o sistema automático a desligar-se? Primeiro dizia-se que o condutor tinha que levar as mãos no volante (“hands-on”), o que automaticamente correspondia a ter os olhos na estrada (“eyes-on”), depois, quando a Tesla implementou a câmara interna para acompanhar os olhos para verificar se olhavam com atenção para a estrada (o que outras marcas já tinham feito antes) passou a falar apenas em “eyes-on”
E quando é o sistema automático a desligar-se?
Por exemplo, no caso de Albert Scaglione “a Tesla mostrou que o sistema tinha emitido vários alertas sonoros e visuais para o condutor colocar as mãos no volante. Como o condutor não reagiu o Autopilot desativou-se automaticamente cerca de 25 segundos antes do embate”.
Mas há o problema da “desativação no último segundo” – se o condutor tentar curvar bruscamente ou travar a fundo – o Autopilot desliga-se intantaneamente devolvendo o controlo total ao condutor.
Também estou curioso de ver o resultado das investigações (especialmente se tiver sido o sistema de condução autónoma a desligar-se … no “último segundo”).
o que se tem descoberto é que em boa parte dos casos o sistema é desactivado milisegundos antes do acidente ocorrer… quando já há pouco tempo de reacção para o condutor resolver a situação…
E novidades? A Tesla desliga o autopilot 1 segundo antes de detetar uma colisão. Assim nunca têm a culpa em tribunal!
Mais uma truque do Musk!