Atenção ao fumo dos incêndios: contém partículas finas (PM2.5)
Todos os verões, Portugal enfrenta um risco elevado de incêndios rurais. Para além da destruição da floresta, das habitações e dos ecossistemas, existe outro perigo muitas vezes invisível: a degradação da qualidade do ar provocada pelo fumo.
Uma das maiores preocupações dos especialistas no que diz respeito a incêndios rurais prende-se com as partículas finas conhecidas como PM2.5, poluentes microscópicos capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e que podem representar um risco significativo para a saúde.
Incêndios: o que são as PM2.5?
As PM2.5 (Particulate Matter 2.5) são partículas sólidas ou líquidas suspensas no ar com um diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrómetros. Para se ter uma ideia da sua dimensão, são cerca de 30 vezes mais pequenas do que a espessura média de um cabelo humano.
Durante um incêndio rural, a combustão da vegetação, madeira e outros materiais liberta enormes quantidades destas partículas para a atmosfera, podendo o vento transportá-las por dezenas ou mesmo centenas de quilómetros.
Ao contrário das partículas maiores, as PM2.5 conseguem ultrapassar os mecanismos naturais de defesa do organismo.
Depois de inaladas, chegam aos alvéolos pulmonares e algumas podem até entrar na corrente sanguínea, aumentando o risco de diversos problemas de saúde, entre os quais:
- Irritação dos olhos, nariz e garganta;
- Tosse persistente e dificuldade em respirar;
- Agravamento da asma e da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
- Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
- Maior probabilidade de internamentos hospitalares em pessoas vulneráveis.
As crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas são os grupos mais sensíveis aos efeitos da exposição ao fumo.
Um dos aspetos menos conhecidos é que não é necessário estar próximo das chamas para ser afetado.
As partículas PM2.5 permanecem em suspensão durante várias horas e podem ser transportadas pelo vento para localidades bastante afastadas da zona do incêndio, degradando significativamente a qualidade do ar.
Por isso, é frequente que regiões sem qualquer foco de incêndio apresentem níveis elevados de poluição atmosférica durante episódios de grandes incêndios.
Como reduzir a exposição?
Sempre que exista fumo intenso ou as autoridades emitam avisos sobre má qualidade do ar, é aconselhável:
- Permanecer em espaços interiores sempre que possível;
- Manter portas e janelas fechadas enquanto o fumo persistir;
- Evitar atividade física intensa no exterior;
- Utilizar sistemas de climatização em modo de recirculação do ar, reduzindo a entrada de ar contaminado;
- Pessoas com doenças respiratórias devem seguir rigorosamente a medicação prescrita e contactar um profissional de saúde caso os sintomas se agravem.
As máscaras cirúrgicas comuns oferecem pouca proteção contra partículas tão pequenas. Apenas máscaras filtrantes, como os modelos FFP2 ou equivalentes, conseguem reduzir significativamente a inalação de PM2.5 quando corretamente utilizadas.

























Estamos tramados. Já não bastava levarmos com as PM2.5 libertadas pelos pneus dos elektros, que por km percorrido são até 1800 vezes superiores às emitidas pelos escapes dos carros a combustão, agora também temos de levar com as PM2.5 dos incêndios estrategicamente ateados em redor do cinturão do lítio.
Epá, eu não tenho nenhum elétrico, por isso estou à vontade para dizer que é simplesmente ridículo essa tua invenção dos pneus dos elétricos serem até 1800 x superiores aos carros de combustão, limita-te a dizer que não papas carros a pilhas, e não inventes tretas.
O xor @Nelson cai aqui de para-quedas e já pensa que é o maior da cantadeira.
https://earth.org/tyre-pollution/
Aprenda que eu não duro sempre!
É isso, os a combustão têm filtros de partículas dos pneus.
Concordo plenamente. Como é sabido os pneus dos elektros poluem 1800 vezes mais que os pneus normais. É por isso que só compro pneus Michelin de alta qualidade. No meu carro só entram peças do melhor e mais caro que há. Às vezes até peço para pagar mais. Quem pode pode, e eu Fonseca Rei posso.
Só o peso extra da bateria representa 400x+ que o escape de um carro a combustão. E ainda falta as consequências do binário instantâneo.
E alguém disse que os combustão não gastam pneu? Claro que gastam mas gastam 30 a 40%- .
Já para não falar no desgaste adicional do alcatrão q tb não é brinquedo 😛
Notícia muito importante para…fumadores…
Doença Mental em estado avançado…