Airbus e Saab podem unir forças para criar o caça europeu que fará frente aos americanos
A Europa quer depender cada vez menos dos Estados Unidos em matérias de defesa. O regresso de Donald Trump à Presidência dos EUA reforçou dúvidas sobre a estabilidade das alianças tradicionais e acelerou a procura por soluções próprias. Neste cenário, uma possível parceria entre a Airbus e a Saab poderá dar origem ao futuro caça europeu de sexta geração.
A gigante aeroespacial europeia Airbus poderá estar prestes a abandonar a atual estrutura do programa FCAS (Future Combat Air System) e avançar para uma nova parceria estratégica com a sueca Saab, numa tentativa de acelerar o desenvolvimento do futuro caça europeu de sexta geração.
A possibilidade surge numa altura em que o FCAS atravessa uma das suas maiores crises internas, marcada por divergências profundas entre a Airbus e a francesa Dassault Aviation, empresa responsável pelo caça Rafale e parceira principal do programa europeu.
FCAS continua bloqueado por disputas industriais
O FCAS é considerado um dos projetos de defesa mais ambiciosos da Europa. O sistema deverá incluir um caça de nova geração, drones de combate autónomos, sensores avançados e uma infraestrutura digital de combate em rede, estando pensado para substituir os atuais Rafale franceses e Eurofighter europeus a partir da década de 2040.
Contudo, os desacordos sobre a divisão de trabalho, propriedade intelectual e liderança tecnológica têm criado bloqueios sucessivos entre a Airbus e a Dassault. As tensões agravaram-se nos últimos meses, colocando em causa os prazos e até a viabilidade do programa.
Segundo informações avançadas pelo jornal espanhol El Confidencial, a Airbus já estará a explorar alternativas e a manter contactos com a Saab para criar uma nova plataforma de desenvolvimento fora do atual modelo do FCAS.
Airbus quer evitar dependência dos Estados Unidos
Michael Schoellhorn, CEO da Airbus Defence and Space, defendeu recentemente a necessidade de a Europa desenvolver o seu próprio caça de sexta geração, evitando repetir o cenário atual, em que vários países europeus estão a adquirir aeronaves norte-americanas como o Lockheed Martin F-35 Lightning II.
A preocupação prende-se com uma crescente dependência tecnológica e militar dos Estados Unidos, numa altura em que a autonomia estratégica europeia ganha cada vez mais peso nas discussões políticas e de defesa.
Saab pode trazer experiência com o Gripen e o GlobalEye
A Saab surge como uma parceira particularmente interessante para a Airbus. A empresa sueca desenvolve o caça Saab JAS 39 Gripen e está a estudar o seu próprio sucessor de nova geração, incluindo conceitos que combinam aeronaves tripuladas e drones de combate.
Além disso, a fabricante tem obtido sucesso internacional com o sistema de vigilância aérea Saab GlobalEye, uma área que também poderá integrar uma futura cooperação entre as duas empresas.
Europa tem pouco tempo para decidir
A Airbus considera que o calendário está a tornar-se crítico. O objetivo continua a ser colocar um caça europeu de sexta geração operacional antes da década de 2040, mas isso exigirá decisões rápidas por parte dos governos envolvidos.
Segundo Schoellhorn, se a situação continuar indefinida até ao final deste ano, o projeto poderá enfrentar sérias dificuldades para cumprir os prazos previstos.
A eventual entrada da Saab poderá representar uma das maiores mudanças estratégicas na indústria de defesa europeia das últimas décadas, alterando completamente o equilíbrio de forças num programa que deveria simbolizar a independência tecnológica da Europa no setor militar.
























Sem novos motores não vão a lado nenhum. O Gripen tem um motor Americano. O Eurofighter e o Rafale tem motores Europeus, mas um caça requer 2 pelo menos devido á comparativa baixa potencia dos motores Europeus.
PS:lá por ser Europeu não o torna um imune a interferência politica, pelo contrário, para nós colocar todos os ovos o mesmo cesto é um grande risco.
Os países europeus têm que fazer como a Índia, vários fornecedores diferentes, mesmo que um corte o fornecimento, têm outros, e assim mantêm o seu país protegido. Não é nada barato ter logística diferente para tantos produtos/ serviços/ conceitos diferentes, mas a alternativa é ficar “refém” de um determinado fornecedor/ país que a qualquer momento pode tornar-se hostil.
Bom exemplo a Índia 😉
Foi para a guerra com caças Rafale com o Paquistão … e levou na corneta do Paquistão com caças chineses.
Não levou. Vá analisar a batalha…
– Combateram 125 caças, que se mantiveram do respetivo lado da fronteira, com troca de mísseis.
– O governo do Paquistão diz que abateu 5 aviões indianos, entre eles Rafale. Usou o caça e mísseis chineses.
– A índia diz que não lhe abateram avião nenhum, mas não fala em ter abatido algum.
Os créditos são dados ao avião e ao míssil chinês.
Que há mais para analisar?
Parece que 1 Rafale foi abatido, mas 1 não significa alguma coisa necessariamente e a India já colocou outra ordem após o combate.
Notar ainda que uma derrota aérea pode não haver com os aparelhos. Mas também ou só com a missão, tacticas, competencia.
Atendendo ao custo exorbitante, tanto na aquisição como na manutenção/hora de voo, e principalmente atendendo aos “humores” de Washington, não percebo como é que o F-35 ainda está em cima da mesa para substituir os “velhinhos” F-16… SAAB Gripen E custa menos de metade, 1/3 por hora de voo, pode ser montado/mantido nas OGMA, e é mais que suficiente para as nossas necessidades. O F-35 é um “delírio” da F.A. que comprometia Orçamento por mais de 10 anos e nos tornava dependentes de uma assinatura ou das boas graças do inquilino da Casa Branca.
SAAB Gripen E como disse acima tem motor americano…não é ITAR free.
De modos que o caça de 6ª geração, a próxima, não se sabe muito bem o que é, exceto que terá muita AI, para libertar o piloto de um grande número de tarefas e apenas supervisionar, e que operará em “enxame”, que até pode ser de drones.
E o que fará Portugal, para substituir os F-16, do tempo de Cavaco Silva (que nunca combateram em lado nenhum … o que não é certo que aconteça com os próximos)? Não há decisão, o governo, nem sequer abriu concurso para os vários fabricantes apresentarem propostas. A Força Aérea “insubordinou-se” e anda há anos a dizer que quer os F-35. Provavelmente tem razão, porque é o que estão a comprar a maior parte dos países europeus.
Isso, bora Europa!
Cal,a. para a Airbus e a Saab unirem forças a UE primeiro tem que regular.
Portugal vai projetar e fabricar o avião. Portugal é excelente no que toca à caça…à multa.