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Acompanhe em direto: Starship tenta primeiro voo orbital e leva 26 satélites Starlink V3

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A SpaceX já lançou o Voo 14 da Starship, numa missão de cerca de 10 horas que pretende colocar em órbita, pela primeira vez, o maior foguetão alguma vez construído.

O Voo 14 da Starship, a partir das instalações de Starbase, no Texas, foi lançado naquela que é a 14.ª missão de teste do sistema e a primeira a tentar atingir a órbita terrestre. Todos os voos anteriores seguiram trajetórias suborbitais deliberadamente seguras, com uma duração máxima de cerca de uma hora, pelo que este ensaio marca uma nova fase no desenvolvimento de um veículo que a SpaceX pretende tornar total e rapidamente reutilizável.

A SpaceX apontava para as 8h48 de Nova Iorque (EDT), o que corresponde às 13h48 em Portugal continental, dentro de uma janela de 75 minutos que decorre entre as 13h15 e as 14h30 no nosso horário.

O que vai acontecer durante o voo

O conjunto formado pelo Super Heavy (Booster 21) e pela nave Ship 41 tem mais de 120 metros de altura, medindo a Ship cerca de 52 metros. A separação dos dois estágios, através do processo de hot staging, já ocorreu. O Super Heavy deverá terminar a missão com uma amaragem controlada no Golfo do México, cerca de sete minutos após a descolagem, sem ser capturado pela torre.

A Ship seguirá para a órbita, onde libertará 26 satélites Starlink V3, cada um com uma capacidade de cerca de 1 Tbps, o que soma 26 Tbps numa única missão. Segundo a SpaceX, a nave só executará a queima que a coloca em órbita depois de a equipa de controlo confirmar que existe redundância suficiente nos sistemas essenciais para a queima de saída de órbita, feita com um único motor Raptor.

Depois de dar seis voltas à Terra, a Ship fará a reentrada e a amaragem no oceano Pacífico, ao largo do Chile, quase dez horas após o lançamento, o que, se a descolagem ocorrer à hora prevista, deverá acontecer perto da meia-noite em Portugal continental.

Este voo segue-se ao Voo 13, realizado em julho, em que a Ship terminou com a amaragem mais suave de sempre e ficou a flutuar durante semanas antes de ser recuperada para estudo em Starbase. Atingir a órbita é um requisito para que a SpaceX possa cumprir o objetivo de levar astronautas do programa Artemis à superfície da Lua com uma Starship até 2028.

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  1. Avatar de sapochicão
    sapochicão

    Isto é mais uma bofetada nas operadoras nacionais dos países. PUM!!!

  2. Avatar de AlexS
    AlexS

    Boa, a ver os satelites a serem lançados.

  3. Avatar de Gonçalo
    Gonçalo

    Eu pergunto-me até que ponto vale a pena continuar a evoluir na fibra, é demasiado logistica principalmente porque está mal planeada mas fica horrível nas ruas cheio de fios quando temos algo a competir que não precisa de fios por todo o lado a entrar em cada casa.

    É verdade que não podemos agora depender tudo da spacex porque isso é sempre má ideia mas em termos de tecnologia o satelite parace me superior em tudo e ainda estamos no inicio

    1. Avatar de Dave
      Dave

      O serviço satélite não substitui a fibra. Imagine que vive num local, sem possibilidade de instalar uma antena, e sem vista disimpedida para o céu? Sucede facilmente numa cidade.

    2. Avatar de CIéqueébom1
      CIéqueébom1

      Já experimentaste alguma ligação por satélite? A latência é gigante…

      1. Avatar de Gonçalo
        Gonçalo

        Já não é assim tão grande e com estes satelites ja se conseguem velocidade de 1 gigabit até que ponto vale a pena continuar a passar cabo

      2. Avatar de João Santos
        João Santos

        É uma compoleta mentira a latência neste momento está bem baixa

    3. Avatar de Analberto
      Analberto

      Diz com cada coisa por aqui… Imagina pendurares milhões de novas ligações nos satélites, ia ser bonito ia, 50kbps para cada um. A fibra é algo que hoje em dia em casa já tens 10gbps com um ping de 1 ou 2ms, incomparavelmente superior e mais barato, a única vantagem do satélite é permitir ter internet a quem não tem cobertura, como o caso dos aviões, embarcações ou quem vive simplesmente em sítios sem qualquer tipo de cobertura, de resto, não faz sentido

      1. Avatar de Gonçalo
        Gonçalo

        Agora imagina só o cenário totalmete impossivel de haver cada vez mais satelites, a malta fala como se agora fossemos todos mudar de repente parece a conversa se todos tivessemos eletricos rede não aguentava sim e quando apareceu o primeiro carro a combustão nem bombas de combustivel havia as coisas vao aumentando a medida que a procura aumenta

  4. Avatar de Dave
    Dave

    Continuam com o problema de perder motores Raptor V3. Mal arrancou foi logo um à vida, depois mais 2. E na Starship um de vácuo também parou. Apesar de haver redundância e ser possível completar a maioria das missões com estas perdas, é preciso verificar e corrigir os problemas que levam ao desligar de motores prematuramente. E isto são motores 0km, tudo novo, nem houve reutilização. Em termos estruturais, parece-me que a Starship e o Booster já estejam praticamente no ponto certo para serviço operacional, mas é preciso melhorar a fiabilidade dos Raptor V3. De qualquer forma, recebem montes de telemetria e certamente já sabem o motivo.