Sem trabalhadores para carregar malas, companhia aérea aposta em robôs humanoides
A Japan Airlines (JAL) vai lançar um projeto-piloto para testar robôs humanoides nas operações de assistência em terra. De forma inédita, no Japão, a iniciativa surge como resposta à crescente escassez de trabalhadores no setor da aviação.
No Japão, o aumento do turismo tem impulsionado a procura por viagens aéreas, ao mesmo tempo que alimenta um problema silencioso para os viajantes: a falta de trabalhadores que garantam as operações em terra.
Desde carregar bagagens e movimentar contentores até limpar aviões, há tarefas essenciais que dependem inteiramente de mão de obra humana, e esta está cada vez mais escassa, fruto do envelhecimento e da diminuição da população japonesa.
Robôs não substituem os seres humanos. Respondem à falta deles
Perante este desafio, a companhia aérea JAL vai conduzir uma experiência de demonstração em parceria com a GMO AI & Robotics Trading, subsidiária do GMO Internet Group, no aeroporto de Haneda, em Tóquio, que recebe mais de 60 milhões de passageiros por ano.
A empresa tecnológica ficará responsável por fornecer os robôs humanoides e por desenvolver os programas necessários ao seu funcionamento.
Numa primeira fase, os robôs serão testados numa tarefa específica: deslocar contentores de carga dos carrinhos para as proximidades das aeronaves.
Além das operações de movimentação de carga, a JAL está igualmente a estudar a introdução de robôs nas operações de limpeza dos aviões.
Para este efeito, a companhia pondera utilizar robôs de fabrico chinês, numa abordagem que poderá acelerar a adoção desta tecnologia a custos mais competitivos.
A escolha por robôs humanoides não é aleatória. Ao contrário dos robôs sobre rodas, que não conseguem subir escadas e obrigam a modificações no pavimento, os humanoides adaptam-se ao ambiente já existente nos aeroportos, concebidos de raiz para pessoas.
Assim, a sua introdução não implica obras ou alterações de infraestrutura, o que representa uma vantagem logística e financeira considerável.
Numa demonstração para os meios de comunicação social realizada esta semana, um robô com 130 cm de altura, fabricado pela Unitree, com sede em Hangzhou, foi visto a empurrar "timidamente" carga para uma passadeira rolante junto a um avião de passageiros da JAL, conforme descrito pelo The Guardian.
Japan Airlines (JAL) and GMO have announced that they will begin a pilot project next month using humanoid robots to address the labor shortage in airport ground handling operations.
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— FL360aero (@fl360aero) April 27, 2026
Seres humanos dedicados a outras tarefas
O calendário traçado pela JAL é ambicioso, mas faseado. Até 2028, o objetivo imediato é confirmar se os robôs conseguem efetivamente movimentar contentores de forma autónoma e segura.
A partir dessa data, a companhia pretende colocar os robôs em uso operacional pleno, com a meta de, a longo prazo, automatizar todas as tarefas atualmente desempenhadas por humanos em terra, desde o carregamento de bagagem até à limpeza dos aviões.
A visão da JAL não passa por substituir as pessoas, mas por reposicioná-las.
Em declarações, o presidente da JAL Ground Service, Yoshiteru Suzuki, garantiu que recorrer a robôs para as tarefas fisicamente mais exigentes vai, conforme citado pela agência Kyodo, "aliviar inevitavelmente a pressão sobre os trabalhadores", e traduzir-se em ganhos concretos para os funcionários.
Determinadas tarefas essenciais, como a gestão da segurança, continuarão a ser desempenhadas por humanos, segundo Yoshiteru Suzuki.




















Eu não tenho esse problema, viajo de mochila às costas, acarto a minha bagagem o tempo todo, gosto de viajar levinho.
Voltamos à velha questão, provavelmente os gajos que carregam as malas também fazem ferias fora do seu país, se não trabalham também não viajam, parece uma pescadinha de rabo na boca.
Para os capitalistas é sempre mais vantajoso não pagar aos gajos que carregam malas do que pagar-lhes para depois eles lhes comprarem serviços. Se eles não recebem salário vão formar um excedente de gado humano – o exército industrial de reserva- que depois lhes serve para pressionar os salários ainda mais para baixo, com aquela frase que eles adoram: “vês ali aqueles todos à espera do teu lugar?” É assim que funciona o capitalismo neoliberal e está estudado por Marx há mais de 150 anos.
Para quando a IA substituir CEO, CFO etc?
Nunca vi pessoas a empurrar malas até perto dos aviões, vejo-as sempre a chegar em carrinhos rebocados.
Tens de viajar mais, 🙂 🙂 a experiência mais surreal que já passei foi na Birmânia à saída de Inle, estava a espera do avião na berma da pista, literalmente na berma, não sabia se o avião era muito grande ou não para saber a que distância me devia de manter e toda a gente acarta a bagagem até à lateral do avião onde está lá uma pessoa para atirar as malas lá para dentro, e acreditem não é brincadeira.
Lesão na S1 L5 depois de carregar tanto peso nos barcos da Amazônia. Quero um desses pra me carregar
Lesão na S1 L5 depois de carregar tanto peso nos barcos da Amazônia. Quero um desses pra me carregar
O pessoal da Groundforce a verem esta notícia e a cancelarem todas as greves programadas para os próximos anos.
O Japão não aderiu ao pacto de entulhar o país de engenheiros e doutores.
Nem sabem o que perdem…
Se eu tivesse uma companhia de handling de aeroportos só queria um trabalhador para mexer nas malas dos passageiros, seria aquele tipo do Chega, cujo nome já não me lembro, que andava a gamar malas e respectivo conteúdo nas chegadas.