O seu telemóvel já usa um sistema de “GPS” europeu há anos. Chama-se Galileo
A maioria das pessoas associa automaticamente os serviços de localização ao GPS, mas a realidade é bem diferente. Atualmente, milhões de smartphones na Europa recorrem diariamente ao Galileo, o sistema de navegação por satélite desenvolvido pela União Europeia para reduzir a dependência tecnológica de potências estrangeiras.
Galileo não é GPS, mas já faz parte do dia a dia
Durante anos, a palavra "GPS" tornou-se sinónimo de navegação e localização digital. No entanto, quando utiliza aplicações como Google Maps, Waze ou qualquer plataforma que dependa da posição do utilizador, o smartphone está normalmente ligado a várias redes de satélites em simultâneo. Entre elas encontra-se o Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite.
O Galileo é o sistema global de navegação por satélite da União Europeia. O projeto é financiado pela Comissão Europeia e desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA).
Atualmente existem quatro grandes sistemas GNSS em funcionamento no mundo:
- GPS dos Estados Unidos;
- GLONASS da Rússia;
- BeiDou da China;
- Galileo da União Europeia.
A principal diferença é que o Galileo é o único totalmente controlado por entidades civis. Apesar de muitas pessoas continuarem a dizer que usam "GPS", o que acontece na prática é diferente.
Os smartphones modernos combinam sinais de várias constelações de satélites para obter uma localização mais rápida e precisa. Ou seja, aquilo que o utilizador chama GPS é, na realidade, um sistema híbrido de navegação por satélite.
Os smartphones europeus já são compatíveis
O Galileo começou a disponibilizar os seus primeiros serviços em 2016 e rapidamente passou a integrar os equipamentos móveis mais recentes. Desde 2022, todos os smartphones vendidos no mercado europeu têm obrigatoriamente de suportar este sistema.
Segundo dados da ESA, mais de cinco mil milhões de dispositivos em todo o mundo já utilizam sinais Galileo. Fabricantes de processadores como a Qualcomm, MediaTek e a Broadcom incluem compatibilidade nativa com a rede europeia nos seus chips.
Na prática, isto significa que o seu telemóvel já pode estar a utilizar satélites europeus sem que se aperceba. Existem inclusivamente aplicações capazes de mostrar, em tempo real, quais os satélites utilizados pelo equipamento.
Hoje em dia, os sistemas de posicionamento por satélite são essenciais em múltiplos setores, incluindo aviação civil, transportes rodoviários, agricultura de precisão, telecomunicações, sistemas de emergência automóvel e até operações financeiras.
A Comissão Europeia estima que cerca de 10% do Produto Interno Bruto da União Europeia depende diretamente de serviços de navegação por satélite. Essa dependência explica os investimentos realizados ao longo das últimas décadas para construir uma infraestrutura própria.
Além disso, o Galileo destaca-se pela precisão. Segundo as autoridades europeias, o serviço aberto consegue atingir uma margem de erro próxima de um metro, superando significativamente as versões tradicionais do GPS.
Europa está a modernizar a constelação Galileo
O sistema europeu continua a evoluir com novos satélites e tecnologias mais avançadas. No final do ano passado, a ESA e a Arianespace lançaram dois novos satélites Galileo através do foguetão europeu Ariane 6.
Curiosamente, alguns lançamentos anteriores tinham recorrido ao Falcon 9 da SpaceX, demonstrando que a Europa procura agora reforçar também a independência no acesso ao espaço.
Ao mesmo tempo, está a ser preparada a segunda geração do Galileo, desenvolvida pela Airbus Defence and Space e pela Thales Alenia Space. Estes novos satélites terão relógios atómicos mais avançados, sistemas digitais mais eficientes, propulsão elétrica e comunicações diretas entre satélites.
A União Europeia também está a reforçar a segurança do Galileo. Em 2025 entrou oficialmente em funcionamento o serviço OSNMA, um mecanismo que adiciona autenticação digital aos sinais transmitidos pelos satélites.
Na prática, esta tecnologia permite identificar tentativas de spoofing, uma técnica que consiste em enviar sinais falsos para enganar sistemas de navegação.
O tema tornou-se especialmente relevante devido ao aumento de interferências em regiões afetadas por conflitos militares. Com esta novidade, o Galileo tornou-se o primeiro sistema GNSS do mundo a disponibilizar autenticação global em sinais abertos.
Os próximos anos deverão trazer uma expansão enorme das capacidades do sistema europeu. Um dos serviços mais promissores é o High Accuracy Service (HAS), que permite atingir níveis de precisão próximos dos 20 centímetros em equipamentos compatíveis.
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Eu acho que é mais uma opção para torrar, o dinheiro ás pessoas.
Podiam investir em coisas mais uteis, como equipamentos para socorrer pessoas dos incêndios, no Mar, evacuação de helicóptero devido a acidente, fortalecimento da Fronteiras, saude., e muito muito mais.
Mas vão torrar o dinheiro, quando o Mundo já tem 3 opções.
Na actualidade, é excepção da Russia, por questões que sabemos, todos usam os 2 ou os 3.
A Russia também usava, mas por causa do terrorismo, teve que deixar de usar.
Mas em suma, todas as opções, que existem garantem excelente cobertura.
O Glonass, é mais preciso, e tem mais sinal no hemirfério Norte, mas é mais impreciso no Hémisferio Sul.
O GPS, é mais impreciso no Hemisfério Norte, e tem menos sinal, mas garante uma precisão, bastante parecida também pelo Hemisfério Sul.
Só, a conjugação destes 2, ja permitem uma precisão fantástica.
São eles que são usados, na opção AGPS dos telemóveis, os 2, para obter localização mais rápidamente.
Depois, eu não sei, mas muito provávelmente a China, vai Apostar no hemisfério Sul, tendo em conta que a Norte, ja não ha necessidade de mais.
Isto digo eu.
A China pode muito bem, decidir concorrer de forma directa com os 2 mais usados.
E depois tens o Galileo, O Japãp também quer um sistema destes, porque o mundo está a ficar demasiado louco, e ja ninguém confia em ninguém, apesar dos abraços, em Publico, e dos toques rectais, e linhas Brancas, em Privado .
A ESA destruiu ha uns tempos a plataforma de lançamento Russa, e os Franceses estão todos contentes, pois significa voltarem a ter foguetões deles.
Antes de escrever asneiras…. procure na internet. 10s, nao faz falta mais: https ://orbitalradar.com/navigation-constellations