Água castanha em jarros: é isto que bebem os vizinhos do centro de dados da Meta
A construção de um centro de dados da Meta num condado rural do estado norte-americano da Geórgia terá comprometido o abastecimento de água da população local. O caso chegou ao Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) prometeu investigar.
Os EUA vivem uma corrida desenfreada à construção de centros de dados. Impulsionada pela explosão da Inteligência Artificial (IA), esta vaga de investimento tecnológico tem semeado infraestruturas gigantescas por todo o país, muitas vezes em comunidades rurais com poucos recursos para resistir.
Do ruído constante até à subida das tarifas de eletricidade, as queixas acumulam-se, com os relatos a serem surreais.
Água turva em frascos no Congresso dos EUA
Em Morgan County, no estado da Geórgia, os moradores locais dependem de poços privados e comunitários para ter acesso a água potável.
No entanto, quando a Meta começou a construir um centro de dados na zona, a água que saía das torneiras passou a apresentar uma coloração turva e a ser imprópria para consumo.
Segundo relatos, a situação chegou ao ponto de as famílias da região terem de encomendar água para cozinhar e tomar banho.
O problema ganhou uma dimensão política considerável quando a congressista Alexandria Ocasio-Cortez levou dois frascos com a água contaminada a uma audição de uma subcomissão do Congresso, mostrando-os à Assistente Administradora para a Água da EPA, Jessica Kramer.
AOC: This is what drinking water in Georgia looks like after Meta began data center construction in the community. pic.twitter.com/oXk11U46ja
— Acyn (@Acyn) May 21, 2026
EPA promete investigar
Confrontada com os frascos e com as questões da congressista, Jessica Kramer comprometeu-se a investigar a situação assim que regressasse ao escritório, afirmando ser "uma prioridade garantir que os padrões de qualidade da água estabelecidos pela EPA estão a ser cumpridos".
Importa ressalvar que, apesar de existir uma correlação temporal entre a construção do centro de dados e a degradação da qualidade da água, não há ainda prova de causalidade direta.
Uma hipótese técnica apontada é a de que o lençol freático terá baixado, fazendo com que as bombas dos poços passem a extrair água junto ao fundo, onde se acumula lama e sedimentos.
EUA estão perante um padrão
De qualquer modo, este não é um caso isolado. Conforme informámos anteriormente, outro grande projeto de centro de dados no estado da Geórgia terá desviado mais de 110 milhões de litros de água ao longo de pouco mais de um ano, causando quebras de pressão na rede de abastecimento local.
Aos problemas com a água juntam-se outras queixas recorrentes associadas a estas infraestruturas, como o aumento das tarifas de eletricidade, a sobrecarga das redes elétricas e a poluição sonora.
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Em portugal já morreram 2850 pessoas por causa de água contaminada
indica o estudo onde isso está descrito
entre 2019 e 2024: https://oregioes.pt/o-governo-em-silencio-2850-mortes-causadas-por-agua-contaminada-e-falta-de-higiene-em-seis-anos/
https://paginaum.pt/2026/04/08/2850-mortes-causadas-por-agua-contaminada
A google não funciona nos PC’s da esquerdalha?
Os dados originais.
Se reparares, os números de 2024 são os seguintes, por faixa etária:
– mais de 85 anos: 434 motos. Representa a esmagadora maioria. População muito idosa, onde a desidratação por diarreia ou infeções gastrointestinais (frequentemente em ambiente hospitalar ou lares) é causa de morte
– entre 75 e 75 e 85 anos: 158 mortos. População considerada vulnerável, com sistemas imunitários mais frágeis ou patologias associadas.
– menos de 75: 101 mortos, uma minoria.
O que o articulista fez foi converter as causas de morte, como doenças diarreicas e infeções gastrointestinais graves, em “mortes causadas por água contaminada e falta de higiene” (abreviaste para água contaminada). Mas vendo as explicações associadas a essas doenças por idade, a causa da doença não tem que ser água contaminada.
https://paginaum.pt/2026/04/08/2850-mortes-causadas-por-agua-contaminada
No concelho de Cascais é normal a água estar amarela.
Li o post e pensei logo em água usada para o arrefecimento do data-center – em que uma parte dela tem que ser descarregada para o esgoto quando fica com excesso de sais … o esgoto está roto e contaminou os lençóis freáticos que alimentam os poços da região.
Mas não, em Morgan County, na Geórgia, a Meta “começou a construir um centro de dados na zona”, ainda não precisa de arrefecimento. A construção incluiu desflorestamento em massa, terraplanagens e detonações com explosivos, ficando os poços vizinhos com pouca água e cheia de sedimentos.
O caso foi apresentado no quadro da preocupação com a água, junto com o caso de um condado vizinho (Newton County) em que a Meta tem um data-center, desde 2018 e que consome 10% da água disponível do condado, que depende exclusivamente de um reservatório de água da chuva e de poços.
Os nossos políticos portugueses se permitirem estes centros de dados de AI virem para o nosso país a troco de …. deveriam ser julgados, já existe dezenas de propostas para eles virem para Portugal, a América já não os querem lá.
Se te está a referir, como habitualmente, aos data-centers da Start Campus em Sines, no acordo entre a Start-Campus e a EDP está previsto que a EDP aumente a capacidade de produção de energia solar fotovoltaica para os abastecer (o que lhes dá um um PUE muito baixo). Quanto à água, o arrefecimento será feito com água do mar (WUE=0) – que é um fator extremamente importante.
Por que é que os data-centers têm uma localização proiveligiada em Sines, tem que ver com esses factores e a rede de cabos de dedos de ligação à América do Sul, EUA e África. Como se tem falado na sua utilização pela Microsoft, pode-se questionar por que é que não o constroem nos EUA. Mas é bastante provável que data-centers europeu, como o que a Comissão Europeia pretende para a “IA da UE”, também vão lá parar, quer pela saturação onde tradicionalmente são construídos e a escassez de terrenos para novos, quer porque a água do mar para arrefecimento lhe dá uma grande vantagem.
Como assim “deveriam ser julgados”. Aqui em Portugal, o político tem a capacidade de fazer as leis de forma a que ele não seja penalizado/responsabilizado, por isso. Mesmo que seja, há sempre forma de fazer com que não tenha consequências para o lado dele.
Estou muito preocupado com os coitados nos EUA… São eles que são totalmente pro dinheiro, então agora que importem água do Canadá.
Sines tambem vai dar que falar, Mega centro dados e agora fabrica baterias, com o ministro que temos
já com hisotrial da venda da tap na altura do passos, linha de alta velocidade aonde vamos pagar 50M por km e em paga.se 20M, temos um estado corrupto, um parlamento de bandidos … o que esperar do futuro?
Metemos malta de esquerda , ficamos sem investimento e vamos todos cultivar a terra.
Ainda há pessoas com água? Claramente ainda não temos data centers suficientes.
“…centro de dados no estado da Geórgia terá desviado mais de 110 milhões de litros de água ao longo de pouco mais de um ano, ..”
Chiça, precisam de mais água do q aquela q é necessária para apagar fogos em teslas.
Uma piscina olímpica mede 50 x 25m, com 2m de água leva 2.500 m3, ou 2,5 milhões de L
Se num ano gastou 110 milhões L, são 44 piscinas olímpicas, menos de 4 piscinas olímpicas por mês.
Também não é caso para dizer que os bombeiros ficaram sem água para os fogos 🙂
Os governantes só querem saber de IA!