Google quer que a Europa tenha a sua primeira central comercial de fusão nuclear
A gigante tecnológica Google uniu-se ao financiamento da Proxima Fusion, uma promissora empresa alemã que ambiciona construir a primeira central comercial de fusão nuclear na Europa.
O investimento da Google
A Google participou ativamente numa ronda de investimento de 411 milhões de euros destinada à Proxima Fusion. Sediada na Alemanha, esta startup foca-se na fusão nuclear, um processo físico que replica as reações do Sol ao fundir átomos de hidrogénio para gerar hélio, libertando uma quantidade enorme de energia sem resíduos perigosos.
Atualmente, todas as centrais nucleares operacionais dependem da fissão, que consiste na divisão de átomos pesados.
Este novo aporte financeiro eleva a avaliação da Proxima Fusion para os 2,7 mil milhões de dólares, consolidando o interesse da Google em assegurar fontes de energia limpa e constante a longo prazo.
A tecnologia stellarator e os prazos europeus
O foco tecnológico da Proxima Fusion reside no desenvolvimento de reatores do tipo stellarator, uma abordagem complexa mas altamente estável para confinar o plasma necessário à fusão.
A empresa planeia colocar em funcionamento o seu primeiro demonstrador tecnológico já no início da década de 2030, servindo de prova de conceito antes da construção da central comercial, prevista para o final dessa mesma década.
O capital agora angariado será canalizado para a produção de cabos e ímanes supercondutores de alta temperatura, essenciais para viabilizar este sistema de geração de eletricidade descarbonizada.
Apesar de a Proxima Fusion liderar o ecossistema europeu em termos de financiamento, os seus concorrentes nos Estados Unidos da América continuam a atrair montantes bem superiores. Empresas como a Commonwealth Fusion Systems (CFS) e a Helion Energy já arrecadaram milhares de milhões de dólares de investidores de renome, incluindo Sam Altman.
A Google, que também apoia a CFS, reconhece que, embora o potencial desta tecnologia seja revolucionário para o planeta, a sua comercialização enfrenta desafios de engenharia extremos e o sucesso comercial ainda não está garantido.
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Há que aproveitar!
A Google ‘quer’? lol.
Infiltrados americanos, não obrigado.
Sendo a Energia uma necessidade vital e a Europa praticamente “refém” de fornecedores, impõe-se este investimento, e levar isto à pratica logo que possível
Os EUA fazem tudo com inciativa privada. Os Europeus, com dinheiro dos contribuintes. Resultado: Os americanos são duas vezes mais ricos que nós e ainda ficamos reféns da tecnologia deles, porque é significativamente melhor que a nossa. Continuem a alimentar o socialismo!
Não devemos é alimentar idiotas
Podem testar a tecnologia aqui na Europa começando em Portugal, sugiro algures ao lado do Parlamento, que é para ter a certeza que os políticos vão estar pessoalmente empenhados em garantir que é construído e mantido de forma realmente segura… porque a alternativa é provavelmente deixarem de existir.