O seu disco HDD vai morrer mais cedo do que pensa? Estudo revela marca que mais falha!
A durabilidade dos HDD continua a suscitar dúvidas entre os utilizadores, mas uma nova investigação veio mudar o cenário. Durante anos, assumiu-se que um disco rígido mecânico dificilmente superava os cinco anos de atividade contínua. Contudo, uma análise desenvolvida por investigadores da Universidade de Essex e da Universidade de Sungkyunkwan desmente essa ideia feita e traz dados concretos sobre a sua resistência real.

A investigação avaliou mais de 443 mil unidades mecânicas ao longo de 13 anos de recolha de dados em centros de computação, somando mais de 1,66 milhões de anos de operação combinada. O objetivo passou por medir a fiabilidade de quatro dos maiores fabricantes globais: Seagate, Western Digital, Toshiba e HGST. Para garantir resultados rigorosos, o estudo recorreu a modelos estatísticos que normalizaram variáveis críticas como a temperatura, o formato, a capacidade e o tempo de serviço.
A durabilidade real dos discos rígidos modernos
Os dados demonstram que a vida útil de uma unidade de pratos magnéticos atual supera amplamente as expectativas habituais. Passado o período crítico inicial de 90 dias, onde costumam manifestar-se defeitos de fabrico ou danos logísticos, o hardware moderno consegue operar com estabilidade entre cinco e dez anos. A perceção de fragilidade associada a estes componentes deixa assim de fazer sentido no ecossistema tecnológico contemporâneo.
Curiosamente, a capacidade de armazenamento revelou-se um elemento decisivo para a longevidade da unidade. O relatório aponta que cada terabyte adicional reduz a taxa de avaria em cerca de 3,4%, algo explicado pela introdução de melhorias estruturais de última geração. O preenchimento interno com hélio em modelos maiores, por exemplo, diminui a fricção e o atrito dos componentes mecânicos, protegendo a integridade dos dados durante muito mais tempo.
Diferenças nas taxas de avaria entre fabricantes

A marca com melhor desempenho e a mais vulnerável?
Na comparação direta entre fabricantes em condições de utilização equivalentes, os modelos da HGST alcançaram o patamar mais elevado de fiabilidade, seguidos muito de perto pelas soluções da Western Digital. Ambas as marcas apresentaram taxas de avaria substancialmente mais baixas do que a concorrência direta. A Seagate começou por exibir níveis de incidentes superiores na fase inicial, mas conseguiu manter um comportamento estável à medida que o tempo avançava.
O cenário mais delicado surgiu na análise aos equipamentos da Toshiba, que registaram os índices de falha mais elevados do grupo avaliado. Após os 50 meses de operação contínua, os discos da fabricante japonesa chegam a ter quatro vezes mais probabilidade de avaria quando comparados com os rivais. Esse pico de degradação acentua-se a partir dos cinco anos de atividade, tornando esta opção estatisticamente mais vulnerável a longo prazo.
O controlo térmico provou ser outro fator fulcral para garantir a sobrevivência de qualquer suporte magnético, pois cada grau Celsius de aumento de temperatura eleva o risco de avaria em 2,1%. Embora estes registos provenham de servidores de dados sujeitos a exigências severas, as conclusões mostram que um disco bem refrigerado num computador doméstico ou num sistema NAS comum consegue oferecer muitos anos de serviço sem sobressaltos.


















