Japão apresenta arma tecnológica de 1,4 nm para ameaçar o domínio de Taiwan
O Japão está a implementar uma estratégia agressiva para recuperar o terreno perdido na indústria tecnológica mundial. Com o foco na produção de semicondutores de última geração, o país pretende quebrar a dependência externa e liderar a nova era da inteligência artificial (IA).
Renascimento tecnológico do Japão através dos 1,4 nm
Historicamente, o Japão deixou escapar oportunidades cruciais no fabrico de semicondutores de última geração e no desenvolvimento de modelos avançados de IA. O próprio Ministério da Economia, Comércio e Indústria nipónico admitiu, num relatório de 2024, que a indústria local sofreu um declínio acentuado nas últimas décadas.
Fumio Kishida, antigo primeiro-ministro, também alertou publicamente para a dependência excessiva dos Estados Unidos nestes setores tecnológicos críticos.
Para inverter este cenário de estagnação, segundo informações da Nikkei Asia, a tecnológica está a desenvolver chips de 1,4 nm totalmente nipónicos e focados em aplicações de IA. Este projeto conta com um orçamento de desenvolvimento de aproximadamente 363 milhões de dólares.
A execução prática e o fabrico destes circuitos integrados caberão à Rapidus, uma empresa que ambiciona competir diretamente com gigantes como a TSMC e a Samsung no mercado global de fundição de semicondutores.
Investimento massivo que ultrapassa as potências ocidentais
Atualmente, o Japão lidera o investimento no setor dos circuitos integrados quando este é analisado em função do Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto os EUA investem 0,21% e a Alemanha 0,41%, o governo japonês dedica uns impressionantes 0,71% do seu PIB a esta causa nacional.
Este esforço financeiro sustenta o trabalho de empresas vitais como a Tokyo Electron, a Canon e a Nikon, que são responsáveis pelo desenho de equipamentos de produção. Além disso, a JSR Corporation mantém a liderança na produção de materiais fotorresistentes, substâncias essenciais para preparar as bolachas de silício para a transferência dos padrões geométricos que definem os transístores.
A Rapidus Corporation é a grande aposta para catapultar a competitividade do Japão. Fundada em agosto de 2022 com o apoio direto do governo e de consórcios como a Sony, Toyota, SoftBank e NEC, a empresa foca-se exclusivamente na vanguarda da produção. A sua unidade fabril em Chitose, na ilha de Hokkaido, já iniciou testes de processamento em abril de 2025.
O plano da administração é iniciar a produção em massa de chips de 2 nm até 2027. Segundo Atsuyoshi Koike, presidente da empresa, esta fábrica será totalmente automatizada, recorrendo a robôs e IA para garantir uma linha de produção mais rápida.
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A questão não é o Japão ameaçar o domínio de Taiwan. É a China ocupar Taiwan, que parece cada vez mais inevitável, depois do ataque dos EUA ao Irão.
Taiwan, é território Chinês.
O que a China não quer é que esta região autónoma, se torne hostil.
E a julgar pelas ações irreflectidas de Taiwan, eu diria que Taiwan, vai ter aquilo que procura.
O Japão, também lança o olho sobre Taiwan, e tem muita influência desde os tempos quando os Russos, libertaram a China das garras do Japão.
O kai-shek, acabou isilado em Taiwan.
Se Taiwan fosse invadida muitas coisas poderiam acontecer, como destruirem as fabricas de chips, seja pelos próprios Chineses ou pelos de Taiwan.
Se isso acontecesse tinhamos uma recessão absoluta mundial.
É o que dá quando só se tira leite de uma unica vaca.
A empresa que fabrica as máquinas que Taiwan usa, tem um killswitch que já disse utilizar se a china invadir
É MESMO TAIWAN. ESTAMOS A FALAR DE DOMÍNIO NOS SEMI CONDUTORES/CHIPS.
entrada do Japão na corrida dos 14nm (e abaixo) é um passo estratégico importante para a resiliência da cadeia de abastecimento, mas a questão é muito mais profunda do que a simples soberania tecnológica ou o domínio de Taiwan.
Toda esta infraestrutura global assenta em “pés de barro” devido a dependências críticas de recursos básicos. O exemplo do hélio é flagrante: sem ele, o fabrico de chips é praticamente impossível devido à necessidade de arrefecimento e atmosferas controladas. No entanto, o mundo depende drasticamente do Qatar (e em menor escala dos EUA e Rússia) para este gás.
Estamos a tentar construir uma independência de semicondutores enquanto mantemos uma dependência absoluta de geografias politicamente instáveis para a matéria-prima. O domínio de Taiwan é o desafio de hoje, mas a segurança de recursos como o hélio ou as terras raras será o verdadeiro “checkmate” tecnológico de amanhã. Mais do que fabricar máquinas, o desafio é garantir que o que as alimenta não desaparece de um dia para o outro.
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14nm??? Velhos tempos…
“Arma”? Hoje em dia tudo é uma arma, está visto!
É um povo admirável; se entraram na corrida, vão vencer.