Há 18 anos, conhecíamos o computador que marcou uma geração de alunos. Lembra-se?
Foi a 31 de julho de 2008 que o projeto Magalhães ficou formalmente enquadrado no Plano Tecnológico da Educação, um dia depois da sua apresentação oficial, a 30 de julho, como um computador portátil desenvolvido para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico.
Integrado no Plano Tecnológico da Educação e distribuído através do programa e.escolinha, o pequeno portátil tornou-se um dos projetos tecnológicos mais ambiciosos alguma vez lançados pelo Estado português, levando um computador a centenas de milhares de crianças.
Baseado na segunda geração do Intel Classmate PC e montado em Portugal pela JP Sá Couto, o Magalhães foi concebido para aproximar as crianças das tecnologias digitais e promover a inclusão digital desde os primeiros anos de escolaridade.
O protocolo entre o Governo português e a Intel foi formalizado no dia seguinte à apresentação oficial, a 31 de julho de 2008.
O computador que entrou nas mochilas dos alunos
O objetivo do programa e.escolinha era distribuir cerca de 500 mil computadores aos alunos do 1.º ciclo. O acesso ao equipamento era gratuito para os alunos abrangidos pelo primeiro escalão da Ação Social Escolar, tinha um custo de 20 euros para os do segundo escalão e de 50 euros para os restantes.
As primeiras entregas começaram em setembro de 2008, coincidindo com o início do ano letivo. Concebido especificamente para utilização por crianças, o Magalhães estava disponível com Windows XP ou Linux Caixa Mágica, uma distribuição portuguesa de Linux.
Entre as aplicações incluídas encontrava-se o jogo SuperTux, que acabaria por se tornar um dos mais recordados por quem utilizou o computador.
Entre o sucesso da distribuição e as limitações na utilização
O Magalhães teve um enorme impacto mediático e tornou-se rapidamente um dos equipamentos tecnológicos mais conhecidos em Portugal. Para muitas crianças, representou o primeiro contacto regular com um computador portátil e contribuiu para alargar o acesso às tecnologias digitais.
Contudo, as avaliações realizadas nos anos seguintes apontaram para uma utilização limitada em contexto de sala de aula.
De facto, a maioria dos professores, encarregados de educação e alunos inquiridos considerou que o equipamento era utilizado raramente ou nunca nas atividades letivas, revelando que a massificação do acesso à tecnologia não foi acompanhada por uma integração consistente nas práticas pedagógicas.
Um legado que ultrapassou fronteiras
Com o fim do programa, no contexto da crise financeira que Portugal atravessou no início da década de 2010, o Magalhães deixou de ser distribuído nas escolas.
Ainda assim, o conhecimento adquirido pela JP Sá Couto permitiu à empresa participar em projetos de transformação digital da educação noutros países, envolvendo milhões de alunos em diferentes continentes.
Passados 18 anos desde a sua apresentação, o Magalhães continua a ocupar um lugar especial na memória coletiva dos portugueses.
Independentemente da avaliação que hoje se faça do projeto, o pequeno portátil marcou uma geração e tornou-se um dos símbolos da aposta de Portugal na democratização do acesso às tecnologias digitais.






















Obrigado Sócrates das poucas coisas úteis que fizeste.
E mesmo assim se bem me recordo houve problemas com o processo de adjudicação à JP Sá Couto…
Não sou do PS e o Sócrates é um grande albrabao e gatuno.
Mas foi de longe o único político dos últimos 30 ou 40 anos que teve uma visão estratégia para o país de curto e longo prazo.
Portugal atualmente seja esquerda ou direita está entregue ao compadrio e roubalheira..
Discos de 1.8″ com conector ZIF, muito caros, troquei muitos na época. O plástico daquilo não vale nada, com o tempo começa a ficar todo peganhento e agarra tudo, parece que derrete. Foi um grande negócio para quem os vendeu.
Quem não se lembra do Magalhães, a maior e mais custosa operação de propaganda de que há memória em Portugal, apregoado como tecnologia 100% portuguesa pelo inginheiro Sócrates?
Propaganda comuna que lhe encheu os bolsos
Maquinão, do tempo em que Portugal fabricava memória RAM na Vila do Conde.
Quimonda
Ainda tenho o Acer 5737z agora com o Windows 10 ltsc 2021. Dá para tudo que é básico.
Foi assim meu primeiro Laptop, fiquei com muito contente, paguei apenas 5€ por mês, total 150€, só isso preço do laptop que dá muitas coisas, muito fixe e vale a pena, agora tudo Tablet que é possivel parecido igual como Laptop, humm, senti como fosse velho agora
Tanta corrupção…