CEO da NVIDIA afirma: China não deve ter acesso aos seus chips mais avançados
A disputa pela liderança da inteligência artificial (IA) continua a intensificar-se e os chips da NVIDIA permanecem no centro da rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Jensen Huang voltou a deixar clara a posição da empresa relativamente ao acesso às tecnologias mais avançadas.
Jensen Huang deixa posição clara
A IA costuma ser analisada a partir dos modelos generativos, das novas plataformas digitais e das promessas de automação que surgem quase diariamente. No entanto, existe um elemento menos visível que continua a ser decisivo para o avanço deste setor - os chips de alto desempenho.
Sem este tipo de hardware, torna-se extremamente difícil treinar sistemas de IA avançados, operar infraestruturas em larga escala e competir no topo do mercado tecnológico global.
É precisamente por isso que a NVIDIA ocupa hoje um papel importante tanto para os Estados Unidos como para a China. A questão deixou de estar limitada ao desenvolvimento de software ou algoritmos e passou também a centrar-se em quem consegue garantir acesso prioritário aos semicondutores mais poderosos.
O tema ganhou nova relevância durante a Milken Institute Global Conference, realizada em Beverly Hills, Los Angeles. O evento reuniu investidores, empresários, responsáveis políticos e líderes de grandes tecnológicas, servindo também de palco para uma das perguntas mais sensíveis do momento.
Segundo informações avançadas pela Nikkei Asia, Jensen Huang foi questionado diretamente sobre a possibilidade de a China ter acesso aos chips “mais recentes e melhores” da NVIDIA. A resposta do CEO foi curta, mas inequívoca: “Não”.
Pouco depois, Huang reforçou a ideia ao afirmar que os Estados Unidos devem continuar a ter "os primeiros, mais e melhores" chips disponíveis. A declaração resume a estratégia que a empresa procura seguir num momento em que as tensões tecnológicas entre Washington e Pequim continuam a aumentar.
Exportações continuam a ser importantes para a NVIDIA
Apesar da firmeza demonstrada relativamente aos chips mais avançados, Jensen Huang não defende um afastamento total da China do mercado da NVIDIA. Pelo contrário, o responsável considera que as empresas norte-americanas de semicondutores devem continuar presentes nos mercados internacionais, incluindo o chinês.
Durante a conferência, Huang argumentou que o aumento das exportações contribui para reforçar a economia dos Estados Unidos através da receita fiscal, da criação de riqueza e da própria segurança nacional.
Na prática, a mensagem da NVIDIA parece assentar em dois princípios - preservar a liderança tecnológica dos EUA e, ao mesmo tempo, manter atividade comercial controlada junto da China.
Contudo, a discussão não envolve todos os produtos da NVIDIA da mesma forma. O H200, por exemplo, é atualmente um dos processadores de IA mais avançados da empresa e posiciona-se acima do H20, uma versão desenvolvida especificamente para cumprir as restrições impostas pelos EUA às exportações para a China.
Ao mesmo tempo, os acordos anunciados por Donald Trump no final do ano passado não incluíam as futuras arquiteturas Blackwell nem os futuros chips Rubin, considerados ainda mais sofisticados e importantes para o futuro da empresa.
Esta diferença entre gerações de chips tornou-se um dos principais pontos de debate. A prioridade parece passar por impedir que a China tenha acesso às tecnologias mais avançadas, mesmo que continue a poder adquirir soluções menos recentes.
Viagem de Trump poderá influenciar negociações
Donald Trump afirmou recentemente que pretende visitar Pequim ainda este mês para se reunir com Xi Jinping. As questões comerciais e tecnológicas deverão fazer parte das conversações entre os dois líderes, numa altura em que a IA se transformou num dos principais campos de disputa entre as duas maiores economias do mundo.
Neste contexto, as palavras de Jensen Huang assumem um peso muito maior do que uma simples opinião empresarial.
A discussão atual já não gira apenas em torno de qual empresa produz os melhores chips, mas sobretudo sobre quem terá acesso prioritário às tecnologias mais avançadas e quais serão as condições impostas para evitar perdas de competitividade.
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Não vão os chineses fazer concorrência…
Quem é este tipo para dizer que a China não pode isto ou aquilo, a China são 1000 milhões de bocas para alimentar.
É o CEO da empresa! Chega?
E depois? Eu punha-os todos a servir a Humanidade que já não podiam nem discriminar nem fazer guerras nem criar fome.
Mas este não é chinês?
aumentou os olhos, já não se considerabum chines
Declarações para “Trump ver”.
O melhor mercado da NVIDIA é o chinês…
Como se a Nvidia e o Jensen dissessem não a mais dinheiro lol. A continuarem assim (quererem escoar apenas material mais velho para a China) é uma boa maneira de não só verem menos dinheiro Chinês como fazem mais pressão para acelarar a produção de melhores chips chineses, depois quando quiserem mais mercado chinês vai correr mal.
As gpus entram na China por Singapura
Claro que isto é conversa para calar o Trump e mesmo que não fosse, alguém acha que os chineses não vão conseguir nunca fazer chips se lhes deixarem de vender!?!? LOL
A resposta de Jensen Huang sobre a China mostra mais do que o simples “Não vai ter acesso aos chips mais avançados”
Jensen está a dizer que o dinheiro está nos EUA e não na China. E quando falo em dinheiro falo do poder que o dinheiro tem sobre as decisões.
O verdadeiro poder dos EUA não é a parte económica ou militar, mas sim a parte financeira. A base financeiro que sustenta qualquer economia a nível mundial encontra-se centrada apenas num país: EUA.
O FMI, o Banco Mundial , Swifte, são entidades que deveriam ser imparciais, mas na prática são influenciadas pelos EUA.
O exemplo foi a saída da Rússia do SWIFT que deveria ser ímparcial mas que foi usado como arma política para impor um comportamento a Rússia.
Se olharmos para comportamentos belicista dos EUA nos últimos 50 anos, muitos dos quais ilegais, não houve o mesmo comportamento para banir os EUA do SWIFT.
A razao prende-se com o facto de que as entidades financeiras, principalmente as maiores, que financiam as economias mundiais, são de origem americana.
Conclusão: Jensen não pode morder a mão que lhe dá de comer.
Mas imaginemos que o sistema CIPS de repente substitui o SWIFT e as maiores entidades financeiras que suportam as economias deixam de ser Ocidentais.
O discurso de Jensen e de outros CEOs mudam
Concluindo: os CEOs das maiores empresas mundiais são como prostitutas que se vendem ao maior preço.
Gostaria de ver a China dizer que deixaria de fazer negócio (importação, exportação, produção) com todas as empresas americanas. E todos os americanos na China serem expulsos e proibidos de lá entrar. Seria um cenário muito interessante.
Como alguém mencionou acima as empresas chinesas podem comprar em NVIDIA em outros paises.
Na China já produzem chips muito avançados.
Huawei’s Ascend 950PR debuts with nearly 3x H20 performance.
Em 2027 deverá haver mais boas notícias da Asia
Está com medinho, está? Oh, coitadinho!
Que tal baixar os preços das placas e aumentar a produção? Talvez seja uma boa ideia para enfrentar a concorrência, digo eu!