Como este drone português feito por estudantes quer ajudar a salvar vidas
Um grupo de 30 estudantes da Universidade de Aveiro está a construir um drone capaz de agir sem qualquer intervenção humana, com o objetivo de ajudar no combate a incêndios e na entrega de medicamentos em zonas de difícil acesso.
De nome AutoMec UAV, o projeto nasceu em 2019 na Universidade de Aveiro (UA) e reúne estudantes de várias áreas, nomeadamente de engenharia, mas não só.
Segundo Mónica Brás, team leader da equipa e estudante de Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, o projeto está de portas abertas a qualquer aluno interessado em contribuir.
Aceitamos pessoas de vários cursos, até de Línguas. É um projeto multidisciplinar e gostávamos de ter mais pessoas para áreas como a gestão ou a parte financeira.
Explicou a responsável, citada num comunicado da UA, que conta que o objetivo do grupo é desenvolver uma aeronave totalmente autónoma, capaz de cumprir missões sem qualquer intervenção humana, desde a descolagem até à execução da tarefa.
Desde a sua criação, o AutoMec UAV já participou em várias competições nacionais e internacionais, incluindo três edições realizadas no Reino Unido.
Em 2022, a equipa foi distinguida com o prémio de projeto "Mais Promissor" e, mais recentemente, conquistou o primeiro lugar numa edição da EuroCup, tendo alcançado este ano o terceiro lugar na mesma prova.
Água para incêndios e medicamentos para zonas isoladas
As aplicações previstas para o drone são particularmente relevantes no contexto português. Por um lado, a equipa pretende que a aeronave consiga largar água em pontos específicos, apoiando o combate a incêndios florestais.
Por outro, o drone poderá também transportar medicamentos até localidades de difícil acesso, onde o transporte terrestre é mais complicado ou demorado.
Apoio da Tekever e da própria universidade
O projeto conta com o patrocínio da Tekever, a empresa portuguesa especializada em sistemas aéreos não tripulados que tem estado em destaque devido ao abate, pela Rússia, de um dos seus drones de reconhecimento fornecidos à Ucrânia.
Além do apoio financeiro, a Tekever disponibilizou as suas instalações nas Caldas da Rainha para a montagem da aeronave.
Dentro da própria UA, o projeto tem o apoio de vários departamentos. A construção acontece maioritariamente no Departamento de Engenharia Mecânica, com recurso ao Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica para processos específicos, e às oficinas do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática.
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Imagem: Universidade de Aveiro
Neste artigo: Drone























Eu já estou a ver, vão vender esta porra de 100Euros, por uns quantos milhões.
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