25 anos depois, quase 3000 drones recriam as Torres Gémeas no céu de Nova Iorque
Nova Iorque assinala esta sexta-feira, dia 11 de setembro, o 25.º aniversário dos ataques ao World Trade Center. Dois dias antes, na noite de quarta-feira, um espetáculo com 2977 drones desenhou no céu sobre o porto da cidade a silhueta das antigas Torres Gémeas, num tributo às vítimas do atentado.
Batizada 2,977 Lights Over New York Harbor, a instalação foi apresentada na noite de 9 de setembro de 2026 sobre o porto de Nova Iorque. Como o nome indica, o espetáculo recorreu a 2977 drones luminosos, um por cada vítima mortal dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Os drones elevaram-se e organizaram-se de forma a desenhar o contorno das Torres Gémeas à escala arquitetónica real, recriando por breves instantes a imagem que durante décadas marcou o horizonte de Manhattan.
Beautiful remembrance as the 2,977 lights rose over New York Harbour and rebuilt the Twin Towers at full architectural scale. One light for each of lost on 9/11, in a community gathering of remembrance.
New York Forever 🙌🏻 pic.twitter.com/aIvoLSNIOV
— City’s Hub ✨️✨️ (@ScopeWorldX) September 11, 2026
Um projeto feito com a comunidade do 11 de setembro
Segundo os organizadores, o projeto não nasceu apenas de uma iniciativa tecnológica ou artística isolada. Na verdade, foi desenvolvido em conjunto com membros da comunidade diretamente afetada pelos ataques, incluindo familiares de vítimas, sobreviventes e antigos socorristas.
Entre os envolvidos estão nomes como Terry Strada, presidente da associação 9/11 Families United, Tim Brown, bombeiro que respondeu tanto ao ataque de 1993 como ao de 2001, e Brenda Berkman, também ela antiga bombeira e artista.
Parte significativa do financiamento da iniciativa teve origem em doadores privados e no Cantor Fitzgerald Relief Fund, fundo criado pela empresa financeira Cantor Fitzgerald, que perdeu 658 funcionários, mais de um quarto do seu quadro de pessoal à data, no ataque à Torre Norte.
A banda sonora do espetáculo incluiu obras de compositores como Philip Glass, John Adams e Max Richter, reforçando o tom solene da homenagem.
Não substitui o tradicional Tribute in Light
Este espetáculo de drones não veio substituir a tradicional instalação luminosa Tribute in Light, que todos os anos projeta dois feixes de luz vertical no local onde se erguiam as torres, entre o entardecer de 11 de setembro e o amanhecer de 12 de setembro.
Segundo os relatos, na noite do espetáculo de drones, essa instalação luminosa estava ainda em fase de testes, em Manhattan, visível a partir de Jersey City.
Por isso, os drones e os feixes de luz em testes surgiram lado a lado no céu de Nova Iorque, antecipando a exibição oficial que se repete todos os anos entre 11 e 12 de setembro.
Tecnologia ao serviço da memória
O uso de drones para recriar imagens à escala real no céu tem-se tornado cada vez mais comum em eventos comemorativos, pois permite criar imagens visuais complexas sem necessidade de qualquer estrutura física permanente.
Neste caso, a tecnologia foi colocada ao serviço da memória coletiva, numa altura em que, segundo os próprios organizadores, cresce o número de norte-americanos que já não viveram os acontecimentos de 2001.




















