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Um “sentinela” na veia para detetar o cancro antes de surgir um tumor? A tecnologia existe

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Detetar o cancro quando existe apenas um pequeno número de células anormais, muito antes de aparecer um tumor numa TAC ou ressonância, parece ficção científica. É precisamente esse o objetivo perseguido pela oncologista Azra Raza. E em 2026 a ideia já tem um dispositivo experimental: um pequeno implante vascular conhecido como “Stentinel”.

Stentinel: o implante que quer detetar o cancro antes de existir um tumor

A oncologista Azra Raza, da Universidade de Columbia, está a desenvolver um pequeno implante vascular capaz de vigiar o sangue permanentemente à procura das primeiras células cancerígenas, muito antes de um tumor ser visível numa TAC.

O dispositivo chama-se Stentinel, junção de stent com sentinel.

Uma ideia com décadas de trabalho por trás

Raza defende que, quando um cancro é diagnosticado, já existe uma população complexa de células malignas. Por isso, desde 1984 reuniu mais de 60 mil amostras de sangue e medula óssea, incluindo amostras sucessivas dos mesmos doentes ao longo do tempo, o que permite observar, no mesmo organismo, como uma condição pré-leucémica evolui para leucemia.

Um estudo de 2025 na Cancer Discovery detetou retrospetivamente mutações cancerígenas no sangue entre 3,1 e 3,5 anos antes do diagnóstico , mas em quantidades até 79 vezes inferiores às encontradas mais tarde, mostrando como o sinal inicial é ténue.

Como funciona o dispositivo

Em vez de um exame ocasional, o Stentinel ficaria implantado numa veia do braço, a analisar continuamente o sangue através de alterações de impedância elétrica associadas a células anormais.

Raza descreve a ambição final com uma analogia clara: não seria só um detetor de fumo, seria também o extintor, capaz de destruir a célula suspeita com um impulso elétrico.

O que já é ciência e o que é ainda promessa

Já está demonstrado que existem células e ADN tumoral circulante, e já existem sensores implantáveis capazes de monitorizar o organismo continuamente.

O que não está demonstrado é que o Stentinel consiga identificar essa “primeira célula” em humanos e eliminá-la com segurança, até porque um cancro raramente nasce de uma única célula facilmente isolável.

Próximos passos

A eletrónica já foi testada em laboratório; o passo seguinte é validar o sistema completo em animais de grande porte. Só depois disso poderá avançar para humanos, Raza aponta 2029 como meta interna para os primeiros 50 participantes, sem qualquer aprovação regulatória associada.

Uma mudança de paradigma, não uma cura: O Stentinel não é hoje um tratamento nem foi validado em pessoas. Mas representa uma mudança de abordagem: detetar o cancro na sua fase molecular mais precoce, em vez de esperar que o tumor já tenha milhares de milhões de células.

Comentários

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  1. Avatar de filipe
    filipe

    Isto sim é um avanço!

    Nota: pplware, mas que layout é este? Está péssimo, e parem com a publicidade em popup.. já dou por mim a não vir aqui pela seca da publicidade. Estão a dar tiros nos pés.

    1. Avatar de Vítor M.

      Estamos a afinar, algumas coisas são temporárias, outras vão ser substituídas. O template está mais moderno, permite ver em modo dia e modo escuro, permite mais usabilidade nas leituras, permite adicionar mais módulos à edição, permite um modelo mobile mais rico e mais rápido e vai ao encontro da modernidade. Claro, estamos a ajustar ainda algumas coisas que os nossos leitores têm apontado, e está a ficar cada dia mais refinado.

  2. Avatar de Luiz
    Luiz

    E dps ou doidinhos de chips nas vacinas do covid e que soa doidinhos. Se isto sai para publico agora como estamos 10 a 20 anos sempre atrasados do que já é feito secretamente. Imagina o que já existe… mas pronto não liguem sou só mais um doidinho lolololol

  3. Avatar de Antonio
    Antonio

    O dinheiro controla completamente a medicina. E a única coisa que realmente interessa a quem gere este negócio é ganhar dinheiro. E como ganham mais? Fazer as pessoas adoecer… porque as pessoas saudáveis não geram rendimentos. A estratégia, em síntese, consiste em ter doentes crónicos que necessitam de consumir todo o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar apenas os sintomas: medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, reduzir a inflamação… Mas nunca medicamentos que possam curar uma doença. Isso não é rentável, não é do interesse deles. A medicina moderna está concebida para que as pessoas permaneçam doentes o máximo de tempo possível e comprem medicamentos; se possível, para toda a vida.

    As autoridades e os seus meios de comunicação social estão ocupados a alimentar a população com o medo da doença, da velhice e da morte.

    O doente. Ele é a vítima definitiva. Quanto mais doente estiver, maiores serão os lucros da indústria farmacêutica. Consequentemente, precisa de ser mantido doente e medicado.