Transplante fecal de ratos jovens rejuvenesce cérebro de ratos idosos
O intestino e o cérebro estão muito mais ligados do que se imaginava. Agora, um novo estudo mostra que a transferência de bactérias intestinais de ratos jovens para ratos idosos pode ajudar a rejuvenescer algumas funções cerebrais. A descoberta está a despertar o interesse dos cientistas e poderá ajudar a compreender melhor como o cérebro envelhece.
O intestino pode influenciar o envelhecimento do cérebro
A investigação revelou que ratos idosos que receberam um transplante de microbiota fecal de animais jovens apresentaram melhorias significativas na chamada plasticidade cerebral, a capacidade do cérebro para se reorganizar, criar novas ligações neuronais e adaptar-se a novas situações.
Os cientistas verificaram que, após o transplante, os cérebros dos ratos mais velhos recuperaram características normalmente associadas a animais mais jovens, permitindo uma resposta mais eficaz a determinados estímulos neurológicos.

Uma micrografia eletrónica de varrimento do revestimento intestinal de um rato, com várias bactérias (a verde) e um glóbulo vermelho (a vermelho) | Direitos de autor CJC: IKELOS GmbH/Dr. Christopher B. Jackson/Science Photo Library
A ligação entre microbioma e cérebro
Nos últimos anos, vários estudos têm demonstrado que o microbioma intestinal, composto por milhar de milhões de bactérias que vivem no trato digestivo, influencia não apenas a digestão e o sistema imunitário, mas também funções cerebrais como a memória, a aprendizagem e o comportamento.
Segundo os investigadores, o envelhecimento altera a composição destas comunidades microbianas. Ao substituir parte dessas bactérias por microrganismos provenientes de animais jovens, foi possível reverter alguns dos efeitos associados ao envelhecimento cerebral.
Resultados animadores, mas ainda longe dos humanos
Embora os resultados sejam promissores, os cientistas alertam que a investigação foi realizada exclusivamente em ratos. Ainda não existe qualquer evidência de que o mesmo efeito possa ser obtido em seres humanos.
Os transplantes fecais já são utilizados na medicina para tratar determinadas infeções intestinais graves, mas a sua utilização como potencial terapia antienvelhecimento continua a ser uma área de investigação experimental.

Pela primeira vez, um estudo demonstrou que ratos mais velhos, aos quais foram administrados microbiomas intestinais de animais mais jovens através de um FMT, apresentaram uma melhoria na plasticidade cerebral. Isto sugere que poderiam superar uma condição semelhante à ambliopia, também conhecida como "olho preguiçoso", que normalmente só é tratada com sucesso na infância.
Um novo caminho para combater o envelhecimento?
Os resultados reforçam a ideia de que existe uma forte ligação entre o intestino e o cérebro. Se futuros estudos confirmarem estes efeitos em humanos, poderá abrir-se uma nova via terapêutica para combater o declínio cognitivo associado à idade e algumas doenças neurodegenerativas.
Para já, a descoberta representa mais uma peça importante no complexo puzzle do envelhecimento, mostrando que a saúde cerebral poderá depender, em parte, dos microrganismos que habitam o nosso intestino.




















Vai dar m(/%a…
Ligação cu cérebro? Isso explica muita coisa!
há muitos que já o têm e não são idosos ou muito menos tiveram qualquer intervenção cirúrgica..
Se as pessoas soubessem a relação que existe entre a flora intestinal e a saúde física e mental, os médicos morriam de fome.