Tecnologia portuguesa ajuda brasileiros a salvar bebés prematuros
Uma equipa de investigadores brasileiros desenvolveu um dispositivo médico inovador que consegue avaliar, em poucos segundos, a maturidade de bebés recém-nascidos através da pele.
O equipamento, chamado PreemieTest, já foi aprovado para utilização no sistema público de saúde brasileiro e poderá tornar-se crucial em regiões remotas, onde o acesso a ecografias e cuidados neonatais especializados é limitado.
A notícia foi avançada pela imprensa brasileira, mas a investigação conduzida pelo Pplware permite perceber melhor como funciona esta tecnologia, quem está por trás do projeto e qual a ligação portuguesa mencionada.
O que é o PreemieTest?
O PreemieTest é um pequeno leitor ótico portátil desenvolvido por investigadores da Universidade Federal de Minas Gerais.
O dispositivo é colocado no pé do bebé e utiliza luz para analisar propriedades da pele neonatal. A partir dessa leitura, o sistema consegue estimar:
- idade gestacional
- maturidade pulmonar
- risco de complicações respiratórias
- necessidade de internamento neonatal
Tudo isto acontece em segundos, sem radiação e sem causar dor ao recém-nascido.
Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, esta tecnologia é especialmente importante quando:
- a mãe não realizou ecografias durante a gravidez
- não existe informação fiável sobre a gestação
- o parto acontece em regiões isoladas
- o nascimento ocorre fora do ambiente hospitalar
A tecnologia portuguesa que ajudou no projeto
O detalhe mais interessante desta investigação está na origem científica da tecnologia utilizada.
O sistema baseia-se em técnicas óticas e análise biomédica da pele inspiradas em estudos desenvolvidos anteriormente em colaboração com investigadores portugueses ligados à área da biofotónica e instrumentação médica.
A cooperação científica entre Portugal e Brasil permitiu desenvolver sensores capazes de medir propriedades óticas da pele humana através da refração da luz.
Embora o equipamento seja apresentado como tecnologia brasileira, várias publicações associadas ao projeto indicam influência direta de investigação portuguesa na componente ótica e nos modelos de leitura da pele neonatal.
O projeto foi liderado pelo físico Rodney Guimarães e pela médica Zilma Reis, investigadores associados à Faculdade de Medicina da UFMG.
Porque é que esta tecnologia pode salvar vidas?
A prematuridade continua a ser uma das principais causas de mortalidade neonatal no mundo.
No Brasil, entre 2024 e 2025, foram registados mais de 487 mil nascimentos prematuros, representando cerca de 12,3% dos nascimentos no país.
O problema agrava-se em zonas afastadas dos grandes centros urbanos, onde muitos hospitais não possuem ecógrafos avançados, especialistas neonatais ou unidades de cuidados intensivos pediátricos.
Nesses cenários, saber rapidamente a idade gestacional real do bebé pode ser decisivo para administrar oxigénio, iniciar suporte ventilatório, transferir o recém-nascido para outra unidade e evitar complicações respiratórias graves.
O PreemieTest pretende precisamente preencher essa lacuna.
O dispositivo já foi aprovado pelo sistema público brasileiro
A tecnologia foi oficialmente incorporada pelo SUS, o sistema público de saúde brasileiro, após validação da Conitec, entidade responsável pela avaliação de novas tecnologias médicas no país.
O Ministério da Saúde do Brasil confirmou que os primeiros equipamentos deverão começar a ser distribuídos à rede pública num prazo de até 180 dias após a aprovação oficial.
Segundo o governo brasileiro, o dispositivo já foi testado:
- em hospitais urbanos
- em regiões remotas da Amazónia
- em territórios indígenas
- em zonas com acesso médico limitado
Os testes demonstraram boa aceitação por parte das equipas médicas e elevada viabilidade operacional.
Ciência lusófona está a ganhar relevância na saúde
O caso do PreemieTest mostra um fenómeno cada vez mais relevante: a colaboração tecnológica entre países lusófonos.
Portugal possui investigação consolidada em áreas como biofotónica, sensores biomédicos, inteligência artificial médica e processamento ótico.
Já o Brasil apresenta enorme capacidade de validação clínica e implementação em larga escala através do SUS.
A combinação destas competências poderá acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias médicas acessíveis para países de língua portuguesa.
Uma inovação simples, mas potencialmente revolucionária
Apesar da aparência discreta, o PreemieTest poderá transformar a forma como muitos recém-nascidos são avaliados logo após o parto.
A possibilidade de obter dados críticos através de um pequeno sensor ótico portátil poderá reduzir erros clínicos, acelerar diagnósticos e aumentar hipóteses de sobrevivência em bebés prematuros.
E o mais interessante é que esta inovação nasceu de colaboração científica no espaço lusófono, mostrando como Portugal continua a ter influência relevante em áreas tecnológicas altamente especializadas.






















Portugal estuda, os outros ganham
Oi?
É um empresa brasileira que também opera em Portugal com investigadores portugueses e brasileiros.
Também há muitas empresas portuguesas a apostar nesta área.
Basta leres um pouco.
“O PreemieTest é um pequeno leitor ótico portátil desenvolvido por investigadores da Universidade Federal de Minas Gerais.”
Podiam lhe ter dado um nome. que tivesse a ver com o nosso mundo.
PNN – Primeiro NeoNatal??
PGN – Periodo de Gestação NeoNatal??
De qualquer forma, é bom ver que se desenvolve tecnologia, para ajudar os nossos bebés.
Parabéns pelo lançamento, do equipamento.
Adicionem-lhe outras mais valias..
Medir temperatura,
eventualmente frequencia cardiaca,
Saturação de oxigénio no Sangue.
Pressão sanguinea,
são alguns exemplos.
E dessa forma o dispositivo acaba mesmo por ser indispensável, para muitas outras situações. 🙂