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Tecnologia extraterrestre na Lua? Cientistas acreditam haver vestígios microscópicos

9 Comentários

Há uma linha de pensadores que continua a acreditar que “nós não estamos sozinhos” neste universo imenso. Como tal, a poeira lunar poderá guardar pistas sobre civilizações que existiram muito antes da humanidade. Uma equipa de investigadores propõe analisar o solo da Lua à procura de partículas microscópicas produzidas por tecnologia extraterrestre.

Imagem da Lua que cientistas acreditam guardar tecnologia extraterrestre no regolito.

Para já, não foi encontrada qualquer evidência, mas os cientistas apresentam uma forma de testar a hipótese.

A investigação, liderada por Lewis Pinault, investigador associado ao Instituto SETI, centra-se nas chamadas tecnossinaturas microscópicas: pequenos fragmentos de materiais artificiais que poderiam ter viajado pelo espaço e acabado na superfície lunar.

O trabalho está disponível como pré-publicação e encontra-se em avaliação pela revista International Journal of Astrobiology, segundo o Instituto SETI.

Imagem da Lua que cientistas acreditam guardar tecnologia extraterrestre no regolito.

A Lua como arquivo de antigas civilizações

A proposta parte de um fenómeno que conhecemos através da nossa própria tecnologia. Os satélites sofrem desgaste no ambiente espacial e podem libertar partículas. Se outras civilizações desenvolveram estruturas no espaço, algo semelhante poderá ter acontecido.

Ao longo de períodos muito extensos, uma pequena parte desses resíduos poderia dispersar-se e chegar à Lua. É esta possibilidade que a equipa pretende investigar.

O nosso satélite natural oferece condições interessantes para esta pesquisa. A reduzida alteração geoquímica e a exposição ao espaço durante cerca de quatro mil milhões de anos tornam-no um possível reservatório de partículas antigas.

A abordagem permitiria, em princípio, procurar vestígios de civilizações já extintas, cujos materiais tivessem sobrevivido aos seus criadores. Esta é uma das possibilidades exploradas no artigo científico.

Imagem da Lua que cientistas acreditam guardar tecnologia extraterrestre no regolito.

Um metro cúbico de solo lunar debaixo de análise

Os investigadores propõem examinar aproximadamente um metro cúbico de rególito, a camada de poeira e fragmentos rochosos que cobre a superfície lunar.

A análise combinaria microscopia, tomografia, espectroscopia e ferramentas de imagem apoiadas por inteligência artificial. O objetivo seria selecionar partículas invulgares para uma investigação mais detalhada. Futuras amostras dos programas Artemis e Chang’e, juntamente com análises realizadas na própria Lua, poderiam ajudar a testar esta abordagem, segundo o Instituto SETI.

O desafio seria demonstrar a origem de um eventual fragmento suspeito. Além dos materiais naturais, seria necessário considerar resíduos deixados pelas próprias missões humanas. Encontrar algo estranho não bastaria, por si só, para concluir que se trata de tecnologia extraterrestre.

Mesmo sem encontrar nada, a pesquisa teria utilidade

Os autores também estudaram como partículas muito pequenas poderiam atravessar o espaço interestelar e, em certas condições, sobreviver à chegada ao sistema Terra-Lua.

Segundo os seus modelos, uma pesquisa sem resultados poderia ajudar a estabelecer limites para a quantidade de detritos artificiais duradouros dispersos pela galáxia. Essas conclusões dependeriam das hipóteses sobre a produção, o transporte e a preservação dos materiais; não permitiriam excluir, de forma geral, a existência de outras civilizações. O enquadramento está descrito no estudo disponível no arXiv.

A proposta acrescenta, assim, uma possibilidade à procura de inteligência extraterrestre: investigar se a poeira lunar preserva algum vestígio material dessa atividade. Por enquanto, é uma hipótese a testar.

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  1. Avatar de Max
    Max

    “Mesmo sem encontrar nada, a pesquisa teria utilidade” – um bom argumento para obter financiamento para a pesquisa.

    Os autores

    1. Avatar de Vítor M.

      Tem sempre utilidade. Pois são ainda desconhecidos muitos dos compostos do regolito. E é importante, acredita 😉

      1. Avatar de Yuri Bezmenov - segunda fase
        Yuri Bezmenov – segunda fase

        Não tem utilidade nem é importante, acredita.

        1. Avatar de Vítor M.

          Heheh acredita Joca 😉

      2. Avatar de JP
        JP

        Acho que será irrelavante.
        Quem lá irá será sempre uma agência do governo, que nunca nos irá dizer o resultado. Mais, essas agências já sabem se há ou não vida para além da Terra. Se não sabem, não lhes interessa saber.
        Também acho que é só para encher chouriços, ou redireccionar as atenções para outro lado.

        1. Avatar de Vítor M.

          Os dados, a evolução, os estudos, o que se desenvolve e inventa para lá ir, acabam sempre por trazer utilidade à humanidade. Basta ver tudo o que foi criado para o homem ir à Lua e tudo o que hoje passou para o domínio do comum.

  2. Avatar de LMR
    LMR

    Acreditam ou têm provas? A ciência não se compadece com crenças. Daqui a pouco até acreditam que afinal “o homem com um molho de silvas às costas” foi expulso para a Lua “por trabalhar ao domingo”.

    1. Avatar de Vítor M.

      Estão a falar de investigação astronômica, ainda caminham para chegar à ciência. A ciência não se abstrai da investigação. Não é uma crença, é uma linha de investigação, que faz sentido.

    2. Avatar de tiago
      tiago

      portanto, a ciencia, como filha da filosofia, não se baseia em teorias? hmmm…..