Starship 12.º voo: SpaceX continua sem resolver um dos maiores problemas para chegar à Lua
Depois de vários adiamentos e até de uma interrupção durante a contagem decrescente, a SpaceX conseguiu finalmente realizar o 12.º voo da Starship. Mas foi um triunfo agridoce.
Apesar de a missão ter sido considerada um sucesso pela empresa liderada por Elon Musk, os resultados mostram um cenário mais complexo. De facto houve avanços importantes, mas também falhas que continuam a levantar dúvidas sobre o caminho até à Lua.
A nave cumpriu grande parte dos objetivos previstos, mas o comportamento do foguetão Super Heavy voltou a demonstrar que ainda existem obstáculos técnicos relevantes para ultrapassar.
Um lançamento poderoso, mas longe de ser perfeito
O lançamento aconteceu às 22h30 UTC (23h30 em Portugal continental) de sexta-feira, 22 de maio, e decorreu sem incidentes na fase inicial. A missão alcançou um impulso de 8.240 toneladas, um valor que representa aproximadamente o dobro da capacidade do foguetão SLS atualmente utilizado pela NASA no âmbito do programa Artemis.
A aceleração registada foi superior ao esperado e a separação das duas etapas decorreu dentro dos parâmetros definidos. Já a nave Starship completou a trajetória prevista e terminou a missão com amaragem no oceano Índico.
Outro dos objetivos cumpridos foi a libertação de modelos de satélites Starlink transportados como carga útil. Contudo, o sucesso operacional inicial acabou por esconder problemas que surgiriam pouco depois.
Starship flip and landing burn at the end of its twelfth flight test pic.twitter.com/0iJUox3FJt
— SpaceX (@SpaceX) May 25, 2026
Motores Raptor versão 3 estrearam-se com problemas
Uma das grandes novidades deste voo foi precisamente a utilização da terceira geração dos motores Raptor. A expectativa em torno desta evolução tecnológica era elevada, mas alguns dos motores não responderam como esperado.
O primeiro problema surgiu apenas 1 minuto e 42 segundos após a descolagem, quando um dos motores do anel exterior do Super Heavy desligou inesperadamente. O sistema de propulsão deste foguetão é extremamente complexo e está dividido entre três motores centrais, um conjunto intermédio com 11 motores e um anel exterior com 19.
Apesar de o incidente não ter comprometido imediatamente a missão, foi o primeiro sinal de que algo não estava totalmente controlado.
@SpaceX IFT 12 Starship V3 has successfully left the pad. 🚀 pic.twitter.com/KtupTzyzhY
— Mark Federschmidt (@BoosterTribe) May 22, 2026
Uma explosão mudou o rumo da missão
A separação entre o Super Heavy e a Starship ocorreu aos 2 minutos e 30 segundos. Foi precisamente nessa fase que os seis motores da nave provocaram danos térmicos na superfície do foguetão.
Logo depois iniciou-se a sequência de reativação dos motores do Super Heavy para preparar o regresso, mas nem todos chegaram a entrar em funcionamento. Poucos segundos depois ocorreu uma explosão num dos motores do anel intermédio, afetando outros motores adjacentes.
Com o sistema de propulsão comprometido, apenas cinco motores conseguiram funcionar durante a ignição de regresso. Esse número revelou-se insuficiente para reduzir adequadamente a velocidade do foguetão durante a reentrada atmosférica.
A cerca de 1.450 quilómetros por hora, o Super Heavy acabou por se desintegrar antes de atingir a zona prevista, com os destroços a caírem aproximadamente 300 quilómetros afastados do ponto calculado pela SpaceX.
A Starship também registou uma falha importante
Apesar de a maioria dos problemas ter ocorrido no foguetão, a própria Starship também apresentou limitações. A nave utiliza dois tipos de motores: três motores otimizados para funcionamento no vácuo espacial e outros três concebidos para operar em condições atmosféricas.
Os motores de vácuo utilizam tubeiras maiores, permitindo gerar mais impulso com a mesma quantidade de combustível. Durante este voo, um dos motores centrais desligou-se antes do previsto.
Para compensar a perda, os engenheiros prolongaram o funcionamento dos motores de nível do mar. Neste caso, o sistema conseguiu adaptar-se sem comprometer o resultado da missão.
O maior desafio continua por resolver
A própria SpaceX classificou o voo como um sucesso parcial. Muitos dos sistemas funcionaram corretamente, mas os problemas observados mostram que ainda existe margem significativa para evolução.
Uma das questões que deverá ser analisada é a remoção das proteções individuais dos motores. Na versão anterior existia blindagem dedicada devido à exposição causada pelas tubagens externas.
Na nova configuração, essa proteção foi eliminada graças ao redesenho interno. No entanto, os acontecimentos deste voo poderão obrigar a rever essa decisão.
Starship flip and landing burn at the end of its twelfth flight test pic.twitter.com/0iJUox3FJt
— SpaceX (@SpaceX) May 25, 2026
O próximo passo passa pela reutilização e pelas operações orbitais
Os próximos voos terão objetivos ainda mais ambiciosos. Entre eles está a demonstração de uma ignição orbital, considerada essencial para futuras manobras em órbita e regressos controlados à Terra. Esse teste estava previsto para esta missão, mas acabou cancelado devido às anomalias detetadas nos motores. Outro objetivo fundamental será demonstrar que o Super Heavy pode regressar intacto.
Ao mesmo tempo, a SpaceX terá de provar que consegue transformar a Starship num sistema de reutilização rápida, aproximando-se do modelo operacional que já alcançou com o Falcon 9.
O voo 12 deixou uma mensagem clara: a Starship continua a avançar, mas o caminho para transformar o sonho lunar numa realidade continua longe de estar concluído.





















perguntem à nasa como conseguiu ir ir vir tantas x…
Recentemente, na missão Artemis II, a nave Orion, tripulada, esteve em orbita da Lua. e regressou à Terra.
Se tivesse levado um módulo lunar ao estilo Apollo, uma nave com motores a gás – tinha realizado a parte fácil das missões Apollo – pousar na Lua com astronautas e regressar à Orion. Fica para a Artemis IV.
E por que é que a China, nesta rodada, vai colocar primeiro os astronautas na Lua, depois de os EUA lá terem colocado na a missão Apollo?
Porque os chineses seguem a arquitetura das missões Apollo – um foguetão arranca com a tralha toda, com uma nave que é lançada para a Lua, que inclui o módulo lunar – e que incllui o Estágio de Descida, para a superfície lunar, e o Estágio de Ascenção, de regresso à nave, em órbita lunar, que traz os astronautas de regresso à Terra.
Em vez disso, a missão, Artemis, da NASA, é muito mais complexa. Como está projetada inicialmente (e ainda não foi abandonada):
– O foguetão da NASA (SLS) lança a nave da NASA (ORION), que leva a tripulação e fica em órbita lunar.
– Várias naves Starship-tanque, lançaadas pelo(s) foguetão(ões) Super Heavy, com combustível são colocadas em órbita terrestre
– O Super Heavy lança a Starship HLS, sem combustível, que, depois de abastecida na órbita terrestre pelas Starship-tanque, parte para a órbita lunar. Recolhe parte dos astronautas da Orion e funciona como módulo lunar, de pouso e de ascensão.
Isto é muito mais complexo e tem mais ingredientes para correr mal. O novo modelo de o Super Heavy, que agora falhou é um deles.
À cautela, caso a SpaceX falhe – por causa da corrida de Trump com a China para colocar primeiro astronautas na Lua – o que, nesta rodada, já não tem importância nenhuma (a não ser para o ego do próprio), a NASA contratou com a Blue Origin, de Bezos para ser a alternativa. Ou seja, o foguetão da Blue Origin lança a sua nave, sue substitui a Starship HLS como módulo lunar.
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Porque o objectivo não é só ir á Lua, o objectivo é tornar as viagens espaciais humanas fora da orbita terrestre comuns. Não haveria razão para só repetir Apollo.
Isso era inicialmente, quando a estação lunar Gateway ainda não tinha sido cancelada. Agora é só pousar na Lua antes dos chineses – só que complicaram e os chineses fazem uma missão “à Apollo” e chegam primeiro.
O objectivo continua a ser criar lá uma base sustentável ao nivel da ISS chegar la primeiro não é o obejtivo para ninguem quando os EUA e os russos já lá foram há mais de 50 anos. O programa apollo acabou muito por acusa dos custos cometer o mesmo erro outra vez seria catastrófico no entanto conseguiram comete lo novamente com o SLS que é caríssimo apenas para leva 4 pessoas
Criar “lá”, onde?. A Gateway foi cancelada. Para dar um satisfação aos milhares de milhões já gastos na construção de módulos para a Gateway, o presidente da NASA saiu-se com a construção de uma base lunar usando os módulos já feitos. Isto deixou os países europeu da ESA completamente às aranhas e a ver se as partes estruturais da Gateway que já tinham construído possam ser usados nessa base, para não perder o dinheiro todo.
Área goals od únicos qye meteram lá os pés foram apenas os norte-americanos, mais ninguém. Agora ao nível das sondas já temos vários países, uns com maior ou menos sucesso. Falamos da Lua, que é “aqui ao lado”. Para o resto do sistema solar só temos informação em 90% vinda dos norte-americanos, os outros ou copiam (espiando) ou falham. Ando sempre em busca de imagens e informação sobre o nosso sistema solar e não só, e o que vejo tem 90% origem norte-americana e uns 10% europeia, o resto, calam-se ou fingem que não acontece nada. Se não fossem os americanos, a esta hora ainda andávamos a ver algumas imagens da Lua, a famosa soviética de Vénus, e uma ou outra de Marte de má qualidade. Nada mais saberíamos sobre, Io, Europa, Ganímedes, Titan, ou mesmo o Sol ou Plutão, entre muitos outros.
Tantas certezas, faz futurologia? Ou é vidente?
É só uma questão de se manter informado e não alinhar em patacoadas.
Ainda não é desta?
Hoje em dia nem precisam de estúdios, uma ligação a NET com AI e está feita fazem o filme…Ups espera lá hoje o video tem alta definição como 8K daria para ver que era fake, no tempo do preto e branco cheio de estática era tudo melhor!
Ó pá, não há uma teoria da conspiração que deixes passar?! É vício enraizado.
O engraçado é como é que te achas muito esperto. Devias escolher umas e deixar cair as outras – assim é apenas: “Aqui está o @Guhilhermito a dizer disparates. Não perca o próximo episódio” 😉
Tanto problemo com os motores de combustão! Metam-lhe elétricos!
Uma enorme vantagem dos Chineses na corrida espacial é que como são pequenos a nave não necessita de ter tanta potência porque é mais leve e pequena.
O futuro espacial é motores eléctricos, para não afectar o clima do espaço…
Já agora…
Sabem como se pode comunicar através do vácuo? ou que tecnologia estão a usar para comunicação?
Afinal já chegaram a sair da atmosfera TERRESTRE ?
A botija de oxigénio dura para quanto tempo? como conseguem obter oxigénio?
Podem passar a magnetosfera ou têm que ir carregados de chumbo?