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“Sol Artificial” da China reescreve regras da fusão nuclear ao ultrapassar limite com 40 anos

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A fusão nuclear acaba de dar um salto histórico que pode acelerar a chegada de uma nova era energética. Um avanço alcançado pelo “Sol Artificial” da China veio desafiar limites físicos considerados intransponíveis há décadas.

Ilustração do “Sol Artificial” da China

O limite de Greenwald como travão histórico

Durante quatro décadas, os cientistas da fusão nuclear viveram sob a sombra de um número: o limite de Greenwald. Algo que, em essência, é o “tecto de vidro” dos reactores do tipo tokamak e que supostamente impede a produção de mais energia do que aquela que conseguem suportar.

Contudo, o chamado “Sol Artificial” da China quebrou completamente esse tecto e, ainda por cima, de forma estável, superando o modelo europeu.

O que é o limite de Greenwald?

O limite de Greenwald é uma regra empírica da física da fusão nuclear que define a densidade máxima de plasma que um reactor do tipo tokamak consegue manter de forma estável.

Foi formulado em 1989 pelo físico Martin Greenwald e estabelece que, acima de um determinado valor de densidade, o plasma torna-se instável. Quando esse limite é ultrapassado, o plasma arrefece nas bordas, a corrente eléctrica colapsa e o reactor pode sofrer uma disrupção, uma paragem brusca potencialmente danosa.

Durante décadas, este limite funcionou como um tecto físico para a fusão nuclear. Os reactores operavam sempre muito perto dele, mas evitavam ultrapassá-lo, pois isso colocava em risco a integridade da máquina.

Superar o limite de Greenwald de forma estável significa, por isso, produzir muito mais energia sem comprometer a segurança, algo considerado impossível até há pouco tempo.

A importância da densidade no interior do reactor

Para compreender este feito, é preciso primeiro entender o problema. Num reactor de fusão, a potência gerada depende do quadrado da densidade. Desta forma, quanto maior for a densidade no interior do reactor, muito mais energia será produzida.

No entanto, em 1989, o físico Martin Greenwald formulou uma regra que se manteve invicta: existe uma densidade máxima.

Se essa densidade máxima for ultrapassada, o plasma no interior do reactor torna-se instável.

O que significa isto?

Que, ao ultrapassar essa linha, a borda do plasma arrefece demasiado devido à radiação, a corrente eléctrica contrai-se e o reactor sofre uma disrupção, uma paragem súbita que pode até danificar a estrutura do reactor.

O momento em que o limite foi ultrapassado

Desta forma, os físicos nucleares sempre estiveram muito atentos a este limite, uma vez que ultrapassá-lo pode gerar um grande caos numa central nuclear.

No entanto, logicamente, o objectivo é sempre tirar o máximo partido possível de todos os recursos disponíveis. Por isso, trabalharam sempre muito perto deste limite, mas nunca o ultrapassaram.

Até que, finalmente, foi possível superá-lo e retirar esta limitação ao “velocímetro” da energia nuclear.

Os investigadores conseguiram este feito, como relataram num artigo publicado na Science Advances, onde indicam que alcançaram densidades estáveis entre 1,3 e 1,65 vezes o limite de Greenwald. Não foi por força bruta, mas sim por “finura” experimental. Algo que conseguiram alcançar no Sol Artificial chinês.

Sol artificial: um novo regime para a fusão nuclear

Isto significa que o reactor foi capaz de operar a 165% da sua capacidade teórica máxima sem sofrer qualquer disrupção. É como se tivéssemos descoberto que um motor concebido para circular a 200 km/h consegue andar a 330 km/h de forma constante e sem sobreaquecer.

A chave não foi apenas “meter mais gás”, mas mudar a forma como o Sol Artificial interage com as suas próprias paredes. Ao contrário de outros reactores, o Sol Artificial chinês tem paredes de tungsténio, um metal que resiste melhor ao calor e contamina menos o plasma.

Para além desta característica das paredes, os investigadores utilizaram ondas micro-ondas de alta potência para aquecer e “limpar” o plasma imediatamente antes da ignição.

A isto junta-se a validação de uma nova teoria que defende que, sob certas condições, o plasma “organiza-se a si próprio” para se afastar das paredes e manter-se estável, mesmo com densidades extremas.

Ilustração do “Sol Artificial” da China
Cientistas que trabalham com o Tokamak Supercondutor Avançado Experimental (EAST) da China, totalmente supercondutor, alcançaram com sucesso um “regime de densidade zero” há muito teorizado em experiências de plasma de fusão.

China mais perto da energia infinita

O que o Sol Artificial da China demonstrou é que o regime “livre de densidade” é real. Isto muda as regras do jogo para o ITER, o grande reactor internacional em construção em França, e para o futuro CFETR, o reactor com o qual a China espera começar a injectar energia de fusão na rede eléctrica antes de 2040.

Com este novo marco, deixarão de fazer sentido reactores gigantes, já que, com esta nova teoria, não são necessárias máquinas gigantescas para obter a mesma energia. Além disso, ao operar neste novo regime, o risco de o plasma danificar o reactor reduz-se drasticamente, pois já não se estará a “brincar” com o limite.

Mas o mais relevante é que se comprovou que quanto mais denso é o plasma, mais perto estamos da “ignição”, o ponto em que o Sol Artificial gera mais energia do que aquela que consome. Isto pode significar que estamos mais próximos da tão desejada energia infinita.

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Comentários

24

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  1. Avatar de Gringo Bandido
    Gringo Bandido

    Ao menos não canibalizam outros países.

    1. Avatar de Técnico Meo
      Técnico Meo

      ai nanas que não

    2. Avatar de Galeopiteco nasrucedo
      Galeopiteco nasrucedo

      Estão já a salivar enquanto esperam canibalizar Taiwan e os Filipinos receiam ter de entrar em conflito armado a qualquer momento por causa desse imperialismo chinês tão do seu agrado. Para além das Filipinas também a Malásia e o Vietname se queixam da usurpação pela China de zonas marítimas.
      Claro que não podemos ainda esquecer os Tibetanos, os Uigures ou os Hui… perseguidos e canibalizados pela sua adorada China.
      A China tem ainda outros conflitos nomeadamente fronteiriços sendo talvez o mais conhecido o que tem com a Índia nos Himalaias.
      Mas destes variados conflitos o Xringo não se lembra e ficaria até satisfeito se o PCC do Xinguinhas entrasse por aqui adentro com os paraísos pelos quais tanto anseia mas para os quais, na verdade, nunca se atreveria a ir viver!

      1. Avatar de Vim Menti
        Vim Menti

        Taiwan pertence à China, desinstala as redes sociais dos canibais

        1. Avatar de Dinis
          Dinis

          Houve uma guerra civil e uma das facções ficou com a ilha a outra ficou com tudo o resto… É china mas com outro governo… É assim tão difícil de perceber?

      2. Avatar de Sou humano, Não sou Ocidental
        Sou humano, Não sou Ocidental

        Sabe porque razão a China está a agir como está agir?
        O maior país do mundo foi subjugado pelos europeus e no início do século 20 vários países europeus e americanos tentaram mais uma vez colocar a China em baixo.
        Um país que sempre foi grande, que teve tecnológias que podiam dominar o Mundo na antiguidade e nunca o fizeram.
        E atualmente também não o fazem.
        Por isso eu como europeu e africano digo-lhe: pare de ser arrogante e pare de continuar o comportamento que os seus antepassados europeus, dito brancos, fizeram a China e outros povos.
        Se houver guerra eu estarei junto desses povos todos para meter certos países no lugar correto porque aquilo que os meus e seus antepassados fizeram no planeta não ficou esquecido pelos países que sofreram na mão dos europeus.

        1. Avatar de Galeopiteco nurcesado
          Galeopiteco nurcesado

          Se a China já foi grande e se tornou pequena foi porque teve governantes pequenos e povo que, por se ter deixado influenciar por promessas de paraísos terrenos, acabou escravizado e a morrer à fome.
          Você é apenas mais um mas não só a sonhar com compensações… pior ainda, a sonhar com guerras para obter compensações e, para tal, a declarar-se abertamente nosso inimigo. Mas se realmente quer compensações peça-as aos seus pais, avós, bisavós, trisavós… são eles os responsáveis por tudo aquilo de que se possa queixar. Ou peça-as até a si mesmo. Basta de acusar outros povos pelas desgraças de que os próprios são responsáveis.

    3. Avatar de Anung
      Anung

      Claro que não….
      Deus te perdoe se tiver por onde!

    4. Avatar de Gringo Bandido
      Gringo Bandido

      Isso tudo é para proteger das más influencias dos americanos!

  2. Avatar de Stanley
    Stanley

    Fascinante

  3. Avatar de Raiana
    Raiana

    ““ignição”, o ponto em que o Sol Artificial gera mais energia do que aquela que consome.”

    Então ele consome mais energia do que produz? Se fosse assim não faria sentido …

    1. Avatar de RP8
      RP8

      Apesar do potencial energético da fusão nuclear ser absurdo (basta ver o Sol) é necessário fornecer uma quantidade enorme de energia para dar início à reação (no caso das estrelas a gravidade encarrega-se disso). Em laboratório, e até à bem pouco tempo, a quantidade de energia fornecida era maior, pois a reação era impossível de manter durante tempo suficiente.

    2. Avatar de Dinis
      Dinis

      Ainda. A Fusão está no estado experimental… ainda se gasta mais energia do que se produz.

  4. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    O tuga só quer saber se dá para bronzear e onde adquirem as pulseiras

    1. Avatar de Maçã podre
      Maçã podre

      sad story mas é,faltou faltam as sagradas cerimónias da bola

    2. Avatar de Eu
      Eu

      O tuga, quem? Os tugas que conheces, amigos e família?
      Quando se fala dos americanos, até te pões debaixo deles, como se fossem muito inteligentes.
      Tenho pena que vivas com tugas assim ao teu redor.

      1. Avatar de B@rão Vermelho
        B@rão Vermelho

        Mais uma vez os únicos que não gostão de Portugal e dos Portugueses são os próprios Tugas, os outros dão o cu e os testões para virem para cá.

      2. Avatar de zecas
        zecas

        Ele não conhece ninguém. Diz isso porque o faz sentir de algum modo poderoso no seu ego. Nem tão pouco te vai responder.

      3. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        não me relaciono com gente que apanha sol, muito menos quem faz turismo de massas

        1. Avatar de B@rão Vermelho
          B@rão Vermelho

          Então gostas mais de turismo de arroz?

          1. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            Esse também é de massas 😉

  5. Avatar de Manuel da Rocha
    Manuel da Rocha

    Há 28 anos atrás, a China anunciou, resultados, semelhantes, para novos reactores nucleares “de nível 7”. Ora, em 2020, inauguraram, o primeiro reactor nuclear, de nível 7, que produz 8% mais energia, que o nível 6 e precisa de 80000 biliões de hectolitros, de água, no sistema de arrefecimento. Os 6, que já tinham, em construção, serão os últimos (3 já estão a funcionar e 2 devem entrar, este ano, na grelha). É que o preço, e a energia gasta, com a água, ultrapassam, o que produz, acima dos nível 6.
    Outro pormenor: Não foi referido, qualquer sistema, de emergência, para parar a reacção. Limitam-se a “reduzir potência”, algo que não funciona, caso de falha, das paredes. Outro pormenor: não foi registado, quanta energia precisam (cerca de 5000 milhões de watts, por hora) para os disparos, de microondas.

  6. Avatar de José Bonifácio Boni.
    José Bonifácio Boni.

    Como do mesmo tamanho, impossível:

    Um mini.

  7. Avatar de VAOpoK
    VAOpoK

    A China irá controlar o mundo brevemente.
    A Europa anda a dormir!