Sabia que estão a tirar areia do mar para aumentar as praias do Algarve?
Uma das maiores operações de alimentação artificial de praias algarvias da última década está em curso entre a Quarteira e o Garrão. São 1,4 milhões de metros cúbicos de areia, 6,7 quilómetros de costa e um prazo apertado, com tudo a ter de estar pronto antes do verão.
A erosão costeira no troço entre a Quarteira e o Garrão, no concelho de Loulé, não é novidade, mas as tempestades do inverno deste ano agravaram o problema, que atingiu proporções preocupantes.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou este como um dos troços mais críticos de Portugal continental, e a intervenção enquadra-se no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura/Vila Real de Santo António.
A resposta do Estado chegou, agora, em grande escala.

Mau tempo na Praia do Forte Novo, em Quarteira, no Algarve. Crédito: Luís Forra/Lusa, via Renascença
O que está a acontecer exatamente?
A APA lançou uma operação de alimentação artificial de praias que cobre 6,7 quilómetros de frente costeira, entre a praia do Forte Novo, em Quarteira, e a praia do Garrão.
Na teoria, o objetivo é simples. Contudo, colocá-lo em prática tem tanto de impressionante quanto de complexo: bombear areia do fundo do mar para a praia, alargando o areal e travando o recuo da linha de costa.
O projeto colocará 1,4 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o equivalente a encher cerca de 560 piscinas olímpicas de areia. O resultado esperado é um alargamento médio do areal de aproximadamente 37 metros.
No terreno, o processo funciona como uma gigantesca seringa: uma draga suga os sedimentos do fundo do mar e injeta-os na praia através de uma tubagem.

Imagem captada em Quarteira, no Algarve, onde se vê o navio draga (cargueiro), que é parte dos trabalhos de alimentação artificial da praia.
Os trabalhos far-se-ão de forma faseada, permitindo uma execução progressiva e controlada da alimentação artificial. Desta forma, minimizando os impactos locais e garantindo a eficácia da deposição de sedimentos ao longo de toda a frente costeira intervencionada.
Entre 2 e 3 de abril, foi instalada uma tubagem no mar que serve de condutor para a areia dragada e, a partir do dia 4, o processo de alimentação propriamente dito ficou operacional.
A APA estima que os trabalhos estejam concluídos a 6 de maio de 2026, mesmo a tempo da época balnear. Apesar da corrida contra o calendário, o cenário no terreno mostra a máquina a trabalhar a bom ritmo.
Quanto custa e quem paga esta operação nas praias?
A empreitada está a cargo da Dravosa, empresa que venceu o concurso público internacional lançado em setembro de 2025 e cujo contrato foi assinado a 10 de janeiro de 2026 pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O investimento de 14,9 milhões de euros cabe ao programa Sustentável 2030, inserido no Portugal 2030, com apoio da União Europeia.
Esta operação integra um conjunto mais alargado de intervenções no litoral algarvio que inclui a praia do Vau em Portimão, a alimentação da Fuzeta e da Ilha da Armona, e a renaturalização da Península do Ancão.
De certa forma, o Algarve está a ver-se reconstruído.



















Já fazem isso há anos por todo o país, na Costa de Caparica é muito comum. Sempre que há um ano de tempestade isso acontece, este ano estão fazê-lo do Minho ao Algarve devido às últimas tempestades que ocorreram de norte a sul. As reposições de areia nas praias fazem-se assim.
Interfere-se nos rios, interfere-se nas zonas costeiras, e depois ficam admirados de a areia não ser reposta de forma natural nas praias.
No Algarve esse argumento não se aplica…
O facto é que a costa muda. Há imensos registos de grandes mudanças na costa após tempestades muito antes de haver barragens nos rios.
A culpa é das barragem que causam erosão, ao reter os sedimentos a montante. Essas obras são só para inglês ver, literalmente. A areia vai voltar a desaparecer toda, e vão culpar as alterações climáticas. É o negócio perfeito! Só meter ao bolso! Brincar com a areia!
Vai dizer isso aos Conimbricences, boa sorte !!
O Mar virá buscar tudo que lhe tiram
Com tanto turismo no algarve os ordenados no algarve deviam de ser muito acima da média nacional.
Fora das épocas altas não há nada para fazer no Algarve, esse é o problema de muitos algarvios que vivem do turismo
Mais uma razão para ganharem bem na época alta para aguentar o resto do ano a dita época baixa que talvez não é assim tão baixa.
Concordo plenamente, mas só se for como contrapartida ganharem menos que o normal na epoca baixa. Certo?
É que uma coisa anda de mão dada com a outra.
Ou isso, ou o banco de horas.
O dinheiro circula pelo algarve, cada ano aumenta o turismo e os ordenados ficam iguais, não pode, tem que chegar ás famílias, na época baixa as familias tambem precisam de comer e pagar contas, não pode faltar ou andarmos com mínimos. O patrão que se move pela ganância já devia de ser algo do passado, os tempos são outros.
Não faz sentido pois não? Agora pensa, se tu receberes 1400brutos, o teu patrão têm que pagar 1400 a ti mais 1500euros ao estado. Ou seja tu por mês recebes 1.400€ mas custas ao teu patrão 2900€. Mas não és tu que és apoiante daqueles que querem taxar ainda mais as empresas e ricos? Depois quando não haver ricos vão buscar o dinheiro ao céu.
Eu custo ao patrão? que conceito é esse? eu crio a riqueza e o patrão gere e fica com parte dela “dando-me” uma porção pequena.
Tens boa solução. Cria tu a tua própria empresa.
Ninguém cria riqueza se não for antes criada uma base para que essa mesma riqueza possa ser criada. Mas essa base implica risco pessoal para quem a cria. Ora aí está uma coisa que podes fazer, pagando depois salários altos, em vez de andares para aqui a queixares-te dos “patrões”.
Mentira! a riqueza vem dos clientes. os trabalhadores são um custo, Sim! Só na industria de videojogos representam 90%!, daí que esteja em crise.
Alem disso, se trocessem riqueza, seriam um Ativo, mas não! Em todas as empresas do mundo, os trabalhadores entram no Passivo!
LOOOOOL tu como empregado estás a prestar um serviço. Seres recepcionista é a mesma coisa que seres um canalizador ou eletrecista, estás a prestar um serviço á empresa ponto. Ou quando chamas um canalizador a casa dás uma porção da tua casa? Deixas ele dormir ou comer lá?
Tal como não o fazes com o canalizador, o patrão não têm que te dar nada, acordaram que para prestar serviço X ias receber X por mês/hora e o acordo é esse. Porque pela tua lógica se ele tem que te dar parte da riqueza, também tens que lhe dar X quando há dividas?
Grunho é um verdadeiro F@scista, não daqueles que andaram por cá antes de 1974, mas os verdadeiros, os Italianos.
Vejamos o programa económico de Socialização da Economia de 1943-1944. Uma das regras é que para não existir exploração do homem pelo homem – teorias Marxistas que influenciaram o F@scismo- o trabalhador sempre que entrasse numa empresa ficaria com uma parte do capital desta.
nota-se que tens a 4 classe. estudasses não dizias tantas asneiras (o pior e’ que sei de pessoas que estudam mas continuam com raciocínios de minhoca como o teu)
a TSU no sitio onde vives é potente
O Fonseca tirou uma sabática dos comentários do pplware e até se sentiu um aragem melhor. Mas lentamente tem regressado e voltou à carga com a diarreia mental.
Tens de contratar outro contabilista porque estás a ser comido!
Ir à praia ainda vai ser pago…
Acordem-me quando houver uma revolução contra as empresas e multinacionais que nos andam a chular. Eu fico com as instalações da Sport Tv para partir aquilo tudinho até não haver mais nadinha daqueles vermes… SAPOS!!
Para ir para praia, o dinheiro aparece logo, obra rápida. Pobre Portugal!
sao ministerios diferentes, as praias nao tem que provar que tiveram prejuizo de 10 milhoes e nao tem que chorar que agora nao conseguem trabalhar. nao tem que preencher 10 relatorios, dar provas de rendimento nem de despesas. nao tem de dar custos do que perderam mas tu com o teu pobre cerebro nao tens capacidade de chegar la sozinho….
Devia-se usar o principio utilizador/pagador. Deveriam cobrar o acesso a essas praias para financiar estes custos.
Está explicado para onde vai a contribuição de serviço rodoviário (CSR) dissimulada no ISP de PT e q ronda os ~0,11€ a 0,12€ + IVA litro.