Poeira radioativa de uma explosão cósmica continua a cair sobre a Terra
A Terra continua a receber partículas, poeira radioativa, provenientes de uma explosão cósmica ocorrida há mais de 100 milhões de anos. Esta radioatividade será prejudicial à saúde dos humanos?
A descoberta de uma equipa internacional de investigadores revela que vestígios de plutónio radioativo encontrados no fundo dos oceanos poderão ter origem numa colisão entre estrelas de neutrões ocorrida há mais de 100 milhões de anos, cujos restos continuam ainda hoje a atravessar o espaço interestelar e a alcançar a Terra.
Plutónio radioativo denuncia origem extraterrestre
Os cientistas analisaram crostas ferromanganésicas recolhidas do fundo do oceano, estruturas geológicas que crescem lentamente ao longo de milhões de anos e que funcionam como um verdadeiro arquivo da história da Terra e do ambiente espacial que a rodeia.
Nessas amostras foi encontrado plutónio-244, um isótopo radioativo extremamente raro. Como possui uma meia-vida de cerca de 81 milhões de anos, qualquer quantidade presente durante a formação da Terra já teria desaparecido há muito tempo.
Por isso, a presença deste elemento indica claramente uma origem extraterrestre recente em termos geológicos.

Ferro-60, plutónio-244 e cúrio-247 de origem interestelar na Terra. O afluxo do ferro-60, marcador de supernovas, não apresenta correlação com a deposição dos isótopos do processo r, o plutónio-244 e o cúrio-247. Estima-se que o evento do processo r, independente de supernovas, tenha ocorrido há mais de 100 milhões de anos. Fonte: B. Schröder/HZDR/NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU)
A pista que aponta para uma colisão de estrelas de neutrões
A equipa procurou também outro isótopo radioativo, o cúrio-247, que normalmente é produzido nos mesmos eventos cósmicos capazes de criar plutónio-244.
No entanto, os investigadores não encontraram vestígios significativos desse elemento. A ausência do cúrio sugere que a explosão responsável ocorreu há muito mais tempo do que se pensava inicialmente, provavelmente há mais de 100 milhões de anos.
Segundo os autores, a explicação mais provável é uma kilonova, uma explosão desencadeada pela fusão de duas estrelas de neutrões.
Estes eventos são considerados fábricas naturais dos elementos mais pesados do Universo, incluindo ouro, platina e plutónio.
A Terra continua a atravessar os restos da explosão
Os resultados indicam que o material libertado nessa antiga explosão dispersou-se pelo meio interestelar e que o Sistema Solar continua atualmente a atravessar parte dessa nuvem de detritos.
Em vez de uma chegada súbita, os vestígios radioativos parecem estar a alcançar a Terra de forma contínua, numa espécie de “chuva cósmica” extremamente ténue que se prolonga há milhões de anos.
Investigações recentes realizadas na Antártida também encontraram ferro-60 radioativo em gelo com até 80 mil anos de idade. Este elemento é considerado uma assinatura inequívoca de explosões estelares e reforça a ideia de que o nosso planeta continua a recolher poeira proveniente de eventos cósmicos antigos.
Poeira radioativa: existe algum perigo para a Terra?
Apesar do termo “radioativo” poder causar preocupação, os investigadores garantem que não existe qualquer risco para a vida na Terra.
As quantidades detetadas são extremamente reduzidas, sendo necessários processos laboratoriais altamente sofisticados para encontrar apenas algumas centenas de átomos em quilogramas de material analisado.
O valor científico da descoberta é muito superior a qualquer impacto radiológico.




















Seria igualmente importante avaliar as consequências da poeira radioativa nas alterações climáticas.
Como se uma coisa tivesse a ver com a a outra
É mais o que não sabes do que o que sabes… e achar que é o contrário , é o maior erro que se pode cometer.
Como raio sabes o que tem que ver ou não com as alterações climáticas?
Raios cósmicos por exemplo afectam a formação de nuvens
Como determinar o peso que se dá aos diversos factores?
Factores que podem variar o seu peso relativo quer no espaço quer no tempo
E depois há a Histeresis no clima.
O empate de Portugal com o Congo foi-me prejudicial: perdi 90 minutos, mais os intervalos maricas de hidratação (no meu tempo futebol sénior de 11 era num estádio de terra batida com uma pepitas de pedra para enrigecer os joelhos e cotovelos, às 15h00 de Domingo, de Verão e ai de quem interromoesse o jogo para ir ao banco beber água!).
Boa altura para ler Lovecraft à noite. The air itself is filled with monsters!
Inofensivo mas já fez estragos no cérebro de Trump.
Deve ser a notícia mais velha de sempre.
Já acontece há milhões de anos.
Espectáculo!