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O Sol vai destruir a Terra. Cientistas têm a solução: mover o planeta para longe

11 Comentários

O fim da Terra está inevitavelmente ligado ao futuro do Sol. A nossa estrela tem cerca de 4,5 mil milhões de anos e, dentro de aproximadamente mil milhões de anos, o aumento gradual da sua luminosidade poderá tornar o planeta demasiado quente para manter os oceanos e a actual vida à superfície. Não haverá nada que possamos fazer?

Dentro de cerca de cinco mil milhões de anos, o Sol entrará na fase de gigante vermelha, expandindo-se enormemente antes de terminar a sua evolução como anã branca.

Mas será que uma civilização muito mais avançada poderia impedir este destino?

A Terra poderia ser afastada do Sol

Uma das propostas científicas mais fascinantes passa por alterar lentamente a órbita da Terra, fazendo com que o planeta se afaste do Sol à medida que este se torna mais luminoso. A ideia foi estudada por investigadores que propuseram utilizar encontros gravitacionais controlados com grandes objectos do Sistema Solar.

Ao passar perto da Terra, um desses objectos poderia transferir uma pequena quantidade de energia orbital para o nosso planeta, aumentando a sua distância ao Sol.

O processo teria de ser repetido durante milhões de anos. A alteração provocada por cada encontro seria minúscula, mas poderia acumular-se ao longo de enormes períodos de tempo.

Seria, na prática, uma forma de utilizar a gravidade como um gigantesco mecanismo de propulsão planetária.

Outra possibilidade seria reduzir a energia recebida

Existe outra solução ainda mais extraordinária: construir uma gigantesca estrutura espacial entre a Terra e o Sol capaz de bloquear uma pequena parte da radiação solar.

Uma estrutura colocada numa região próxima do ponto de Lagrange L1 poderia reduzir a quantidade de energia que chega ao planeta. Não seria necessário bloquear completamente a luz do Sol. Bastaria compensar progressivamente o aumento da luminosidade da estrela.

O problema seria a escala. Uma estrutura deste género teria dimensões e necessidades energéticas incomparavelmente superiores a tudo o que a humanidade já construiu no espaço.

 

O Sol também poderia ser alterado

Outra hipótese estudada passa por modificar a própria evolução do Sol, removendo lentamente matéria da estrela.

Ao alterar a massa solar seria possível, em teoria, modificar a velocidade dos processos de fusão no seu interior e prolongar a fase em que a estrela permanece relativamente estável.

Seria, contudo, uma obra de engenharia à escala de uma estrela, muito além das capacidades tecnológicas actuais.

A ideia consiste em reduzir a velocidade a que ocorre a fusão nuclear no interior da estrela. Uma das hipóteses estudadas passa por remover matéria das regiões exteriores do Sol, alterando a sua massa e, consequentemente, a forma como funciona a fusão no seu interior.

A Terra poderá nem ser destruída

Existe ainda uma possibilidade curiosa. Quando o Sol perder massa durante a sua evolução, a sua gravidade diminuirá e as órbitas dos planetas poderão expandir-se.

Alguns estudos indicam que a Terra poderá eventualmente escapar a ser engolida pelo Sol e permanecer numa órbita mais distante em torno da futura anã branca.

Isso não significa que continue habitável. A vida na superfície deverá desaparecer muito antes, devido ao aumento da luminosidade solar.

O Sol aumenta lentamente a sua luminosidade à medida que envelhece. Esse processo acabará por elevar a quantidade de energia recebida pela Terra para níveis incompatíveis com a actual vida à superfície.

O princípio já foi demonstrado

A ideia de alterar a trajectória de corpos celestes também já deixou de ser totalmente teórica. Em 2022, a missão DART da NASA chocou deliberadamente contra o asteroide Dimorphos e conseguiu alterar a sua órbita. O efeito foi minúsculo à escala planetária, mas demonstrou que uma intervenção humana pode modificar o movimento de um objecto no espaço.

Mover a Terra seria, obviamente, um desafio de uma ordem de grandeza completamente diferente. Ainda assim, a física não proíbe todas estas possibilidades. O verdadeiro obstáculo é a energia, a tecnologia e, sobretudo, a escala temporal necessária.

Se uma futura civilização conseguir sobreviver durante milhões ou milhares de milhões de anos, talvez a própria órbita da Terra deixe de ser algo considerado imutável.

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Comentários

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  1. Avatar de Gringo Bandido
    Gringo Bandido

    Saber morrer com dignidade é uma virtude e poupa muito sofrimento ao mundo e quem sabe ainda reencarnamos noutros planetas como aliens!

  2. Avatar de OraBolas
    OraBolas

    Muito antes disso poder acontecer (se é que alguma vez poderá acontecer) o ser humano destruirá o planeta onde vive!!
    Portanto naõ se preocupem com o futuro mas apenas com o que estamos a fazer no presente!

    1. Avatar de José Bonifácio Boni.
      José Bonifácio Boni.

      Nobre OraBolas;

      Segundo os das ciências-ainda-a-avançar, toda essas altas-temperaturas que tem matado pessoas em toda Europa:

      Provém das bufinhas das vaquinhas.

      1. Avatar de José Bonifácio Boni.
        José Bonifácio Boni.

        Onde costa toda: gentileza considerar todas.

      2. Avatar de Hugo
        Hugo

        Bem, a primeira vez que vejo escreveres algo percetível e….SURPRESA… é uma enorme asneira LOLOL

  3. Avatar de Max
    Max

    Não concordo nada!
    Então andava-se milhões de anos a “utilizar encontros gravitacionais controlados com grandes objectos do Sistema Solar. Ao passar perto da Terra, um desses objectos poderia transferir uma pequena quantidade de energia orbital para o nosso planeta, aumentando a sua distância ao Sol”.
    Isto para evitar a extinção daqui por 5 mil milhões de anos! Encher os bolsos à SpaceX mas não tanto 🙂

  4. Avatar de Figas
    Figas

    Primeiro é interessante ver que alguém anda a ver o Quarteto Fantástico. em segundo é mais realista, não haverá humanos para se preocuparem daqui a 5 mil anos, quanto mais daqui a 5 mil milhões.

  5. Avatar de Filas
    Filas

    Não estou minimamente preocupado o Musk já tem solução para isso…LOL…

  6. Avatar de jorgeg
    jorgeg

    Nao tem nada mais importante para investigar, isso so ira acontecer daqui a 4 mil milhoes de anos e gasta-se dinheiro em investigacoes deste tipo.

    Como as coisa estao a ir em 2026, as guerras continuas, sera uma sorte se a humanidade sobreviver mais umas decadas.

    1. Avatar de Hugo
      Hugo

      Deixa aí o teu portfólio para vermos o que andas tu a fazer de útil para a humanidade…

  7. Avatar de Yuri bezmenov - segunda fase
    Yuri bezmenov – segunda fase

    Deixem lá isso. Daqui a 120 anos nenhuma pessoa viva se vai lembrar de nenhuma pessoa atualmente viva.