Norueguês curado de VIH após transplante: “é como ganhar o euromilhões duas vezes”
Apelidado "paciente de Oslo", um homem de 63 anos é a mais recente de cerca de 10 pessoas em todo o mundo que entraram em remissão prolongada do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).
O VIH, que causa a SIDA, ataca e destrói o sistema imunitário do organismo, destruindo os mecanismos de defesa que protegem os seres humanos de doenças.
Segundo os dados mais recentes da UNAIDS, de 2023, existem cerca de 39,9 milhões de pessoas a viver com VIH no mundo, das quais mais de nove milhões não têm acesso a tratamento. Desde o início da epidemia, o vírus causou cerca de 42 milhões de mortes.
"Paciente de Oslo" é o mais recente curado
Num caso que está a dar que falar no mundo da medicina, um homem norueguês de 63 anos foi curado de VIH após receber um transplante de células estaminais do seu próprio irmão.
A novidade foi anunciada, esta segunda-feira, por médicos do Hospital Universitário de Oslo.
O caso é particularmente surpreendente, pois o irmão do paciente possuía, sem o saber, uma mutação genética rara - do gene CCR5 - que impede o VIH de entrar nas células do organismo. Apenas cerca de 1% das pessoas no norte da Europa tem esta mutação.

Visão geral da importância da mutação CCR5 Δ32 na proteção contra a SIDA a nível molecular, impedindo a ligação do VIH-1 aos leucócitos do sistema imunitário do hospedeiro. A) Via de entrada para a injeção da partícula viral pelos recetores CCR5. B) Inibição da infecção pela ausência de recetores CCR5. Fonte: Saifullah M, Laghzaoui O, Ozyahyalar H, Irfan A. The CRISPR-Cas9 induced CCR5 Δ32 mutation as a potent gene therapy methodology for resistance to HIV-1 variant: a review. Eur Rev Med Pharmacol Sci. 2024 Mar;28(6):2430-2463.
Descoberta inesperada no dia do transplante
O chamado "paciente de Oslo" vivia com VIH desde 2006, quando em 2017 recebeu um diagnóstico ainda mais preocupante: síndrome mielodisplásica, um cancro no sangue fatal.
Então, os médicos procuraram um dador compatível que permitisse tratar ambas as condições, mas sem sucesso. Na altura, a solução foi recorrer ao irmão mais velho do paciente.
A surpresa veio no próprio dia do transplante, em 2020: os médicos descobriram que o irmão tinha a mutação CCR5.
Não fazíamos ideia... Foi incrível.
Revelou o médico Anders Eivind Myhre, à Agence France-Presse (AFP).
Dois anos após o transplante, o paciente abandonou os antirretrovirais que mantinham o VIH sob controlo e as análises posteriores, que incluíram amostras de sangue, intestino e medula óssea, não revelaram qualquer vestígio do vírus.
Para todos os efeitos práticos, temos bastante certeza de que está curado.
Afirmou Myhre, autor principal do estudo publicado na revista científica Nature Microbiology.
O paciente, que descreveu a situação como "ganhar o euromilhões duas vezes", está cheio de energia e a "passar muito bem", segundo os médicos.
O que é que isto significa para o futuro?
Este é o 10.º caso mundial de remissão prolongada do VIH associada a um transplante, bem como o primeiro em que o dador era um familiar direto do paciente. Aliás, o sistema imunitário do doente foi "completamente substituído" pelo do irmão, algo nunca antes observado na medula óssea e no intestino de um paciente curado.
Importa, no entanto, ter os pés assentes na terra: este procedimento é extremamente arriscado e só é indicado para quem tem simultaneamente VIH e um cancro no sangue grave. Não é, por isso, uma solução viável para os milhões de pessoas infetadas em todo o mundo.
Ainda assim, os investigadores acreditam que estudar estes casos raros é fundamental para perceber como o VIH funciona e, eventualmente, um dia, encontrar uma cura universal.
O caminho foi aberto pelo "paciente de Berlim", Timothy Ray Brown, o primeiro declarado curado em 2008. Desde então, seguiram-se casos em Londres, Nova Iorque, Genebra, Düsseldorf e, agora, Oslo.




















Fomos a Lua, clonamos uma ovelha e nada da cura do Câncer e HIV.
Tá demorando um pouco, hein!?
Não existe interesse real em curar !!!
Os supostos tratamentos dão muito dinheiro e duram para a vida toda. Não existe interesse em curar os doentes.
Diabetes, cancros , etc
Existe cura, mas nao existe uma cura massificada. ponto!
gastam BILHÕES com a IA, fantasias de viver fora da terra, guerras mas não fazem nada para acabar com a fome, pobreza, o crime, as doenças causa das por eles mesmos.