NASA veste Prada: astronautas vão usar vestuário desenvolvido pela marca italiana
A marca italiana Prada apresentou este domingo uma nova peça de vestuário que será utilizada pelos astronautas da NASA em futuras missões espaciais. A Lua merece estilo e bom gosto!
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Axiom Space, empresa norte-americana especializada em infraestruturas para o setor espacial, reforçando a ambição da Prada de se tornar a primeira grande marca de luxo a estabelecer uma presença relevante na indústria espacial.
Uma peça essencial para os astronautas
A nova peça, designada Liquid Cooling and Ventilation Garment (LCVG), é uma camada interior ajustada ao corpo, concebida para ser usada debaixo dos fatos espaciais.
O equipamento integra tubos de ventilação tricotados diretamente no tecido, permitindo regular a temperatura corporal dos astronautas durante as missões.
Durante um evento realizado na loja da Prada em Manhattan, o diretor de marketing da empresa, Lorenzo Bertelli, destacou que a marca possui um vasto conjunto de competências técnicas que podem ser aplicadas em áreas muito além da moda.
Ao seu lado encontrava-se um manequim equipado com a nova peça desenvolvida para as futuras missões espaciais da NASA.
Moda de luxo e exploração espacial
Para Jonathan Cirtain, o desenvolvimento de produtos para exploração espacial pode beneficiar do conhecimento proveniente de setores que, à primeira vista, parecem não ter qualquer relação com a indústria aeroespacial.
Este novo anúncio surge após a Prada ter surpreendido o setor em 2024 ao revelar um fato espacial concebido em colaboração com a Axiom Space.
Esse equipamento está previsto para ser utilizado nas missões do programa Artemis da NASA, incluindo a Artemis III, prevista para 2027, e a Artemis IV, atualmente apontada para 2028.
Porque é que a Prada quer conquistar o espaço?
Segundo Thomai Serdari, especialista em estratégia de marcas de luxo, a Prada foi além da simples inspiração estética associada ao espaço e estabeleceu uma parceria concreta numa indústria em crescimento.
A especialista identifica duas razões principais para esta aposta:
- Aproximar-se de consumidores com elevado poder de compra que poderão vir a interessar-se pelo turismo espacial.
- Associar a marca a conceitos de inovação, vanguarda e pensamento futurista.
Nos últimos anos, empresas como a Blue Origin e a SpaceX têm impulsionado o turismo espacial para clientes milionários, criando um novo mercado potencial para marcas de luxo.

Um fato de refrigeração líquida e ventilação (LCVG) possui condutas de ventilação adicionais resistentes ao esmagamento, que extraem o ar húmido das extremidades do utilizador, mantendo-o seco. Num fato totalmente fechado, onde o ar exalado pode entrar no fato, esse ar é húmido e pode causar uma sensação desagradável de humidade.
Um setor de luxo sob pressão
A aposta da Prada surge numa altura particularmente desafiante para o setor do luxo. Após dois anos de contração, a indústria começava a dar sinais de estabilização até ao agravamento do conflito entre o Irão e Israel no início de 2026, situação que afetou o turismo internacional e reduziu o consumo de bens de luxo em várias regiões do mundo.
Para Luca Solca, o regresso da exploração espacial tripulada e as futuras viagens à Lua vão captar uma enorme atenção mediática, algo que as marcas de luxo procuram aproveitar para manter a sua relevância junto do público.
Outras marcas também olham para o espaço
A Prada não está sozinha nesta tendência. A marca desportiva Under Armour colaborou com a Virgin Galactic no desenvolvimento de vestuário para voos espaciais, enquanto a Columbia Sportswear trabalhou com a Intuitive Machines em tecnologias de tecidos destinados à exploração espacial.
Ainda assim, permanece incerto se outras casas de luxo seguirão o mesmo caminho. Marcas como a Louis Vuitton, a Hermès e a Chanel acompanham com interesse a evolução da indústria espacial, mas deverão procurar estratégias próprias para entrar neste novo mercado.
À medida que a exploração espacial se torna cada vez mais comercial e acessível a clientes privados, a fronteira entre tecnologia, ciência e moda de luxo poderá tornar-se mais ténue do que nunca.





















Aquilo é para ser usado num estúdio de TV a imitar a lua, no meio do deserto do Nevada. Portanto, acho muito bem que tenha estilo, é melhor para a propaganda.
Assim sim gosto de ver cientistas com classe nao e como os nerds do linux wue andam sempre de pijama e barba por fazer horriveis
Nada mau, vamos ver se é desta que metem lá o humano na Lua está complicado, na volta era isto que faltava.
No ESTABILIZADOR ENERGÉTICO ATÓMICO TERMONUCLEAR que estabiliza a rotação e ciclos das marés do nosso planeta, estabilizador, que ainda chamam primitivamente de LUA:
A necessidade maior, é de roupas ANTI-RADIAÇÃO.
O traje espacial lunar:
“1 – A Fralda. Antes de mais nada, a primeira coisa a ser vestida é a MAG (Maximum Absorbency Garment), que é, essencialmente, uma fralda descartável de alta absorção para adultos.
2 – A Roupa Interior de Conforto: Por cima da fralda, os astronautas vestem uma camada de roupa térmica muito fina e justa (estilo calças e camisola de manga comprida de desporto, geralmente feitas de algodão ou tecidos sintéticos especiais que gerem a humidade).
Esta camada serve para: Higiene: Evita que o suor e os óleos da pele passem diretamente para o fato de refrigeração (que é muito difícil de lavar); Conforto: Protege a pele contra a fricção e as assaduras que os tubos de plástico da camada de água fria poderiam causar ao esfregar no corpo durante os movimentos.
Só depois de estarem com a fralda e esta roupa interior leve é que os astronautas vestem o fato com os tubos de água (LCVG) e, finalmente, entram para dentro da “armadura” rígida do fato espacial.
3 – LCVG (Liquid Cooling and Ventilation Garment): Trata-se de uma malha tecnológica justa ao corpo que possui uma rede de tubos flexíveis integrados. Por esses tubos, circula água fria para absorver e dissipar o calor corporal do astronauta (evitando o superaquecimento durante o esforço físico). Ela também possui um circuito de ventilação independente que sopra oxigénio fresco no capacete para remover o dióxido de carbono exalado.Intermédia: Pressurização
4 – Bexiga de Pressão (Pressure Bladder): Esta camada é um invólucro insuflável (geralmente feito de materiais como o uretano ou nylon revestido) que retém o oxigénio e mantém a pressão barométrica ideal ao redor do corpo do astronauta, simulando a atmosfera terrestre para que os seus órgãos funcionem normalmente no vácuo do espaço.
5 – Camada de Contenção (Restraint Layer): Fica logo acima da bexiga de pressão. É feita de um material muito forte (como o Dacron) que impede que o traje se deforme ou “infle como um balão” gigante com a pressão interna, moldando o fato ao corpo e permitindo que as articulações mecânicas se movam.”
É em cima desta roupa interior que vem a
6 – Camada Externa: Proteção Ambiental (Garment Shell) com Isolamento Térmico de Múltiplas Camadas, a Camada de Kevlar/Materiais Balísticos e a Camada Externa de Proteção contra Poeira e Radiação.
O que é Prada é a componente 2, design dos fatos e costuras.
A NASA não permite logotipos das marcas, mas a Prava vai arranjar maneira de associar as faixas vermelhas à marca.