NASA revela a tripulação da Artemis III: próximo passo rumo à Lua inclui um astronauta europeu
A NASA confirmou os quatro astronautas que vão participar na próxima missão crucial antes do regresso humano à Lua.
Quem são os escolhidos?
A NASA anunciou oficialmente os quatro astronautas selecionados para a missão Artemis III:
- Randy Bresnik (da NASA) assumirá o comando;
- Luca Parmitano, astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (em inglês, ESA), como piloto;
- Frank Rubio e Andre Douglas (da NASA) integram a equipa como especialistas de missão;
- Como membro suplente, a NASA anunciou o nome de Bob Hines.
Ao contrário do que estava inicialmente planeado, a Artemis III não vai pousar na Lua. O objetivo é testar, em órbita terrestre, os módulos lunares comerciais que a SpaceX e a Blue Origin estão a desenvolver.
Estas manobras de aproximação e acoplamento são fundamentais para o que vem a seguir: na Artemis IV, dois astronautas vão transferir-se para um destes módulos e descer à superfície lunar.
A missão deverá durar cerca de duas semanas, ou seja, quatro dias mais do que a Artemis II, que orbitou a Lua, em abril deste ano.

Módulo de Serviço Orion da Artemis III a caminho dos testes acústicos: o Módulo de Serviço Europeu para a missão Artemis III da NASA foi submetido a testes acústicos no Edifício de Operações e Verificação Neil A. Armstrong, no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida, no dia 7 de maio de 2026. Para simular as vibrações sentidas durante o lançamento, os técnicos rodeiam o módulo com uma parede de altifalantes de alta potência e medem a resposta da estrutura utilizando microfones, extensómetros e acelerómetros. Fornecido pela ESA e pela sua parceira Airbus Space, o módulo de serviço é o centro nevrálgico da nave espacial Orion, fornecendo-lhe eletricidade, propulsão, controlo térmico, ar e água no espaço. Crédito: Jess Ruffa/NASA
SpaceX e Blue Origin na corrida
As duas empresas privadas estão a competir para ter os seus módulos prontos a tempo.
A Blue Origin enfrenta um revés, pois o seu foguetão New Glenn explodiu durante testes no Cabo Canaveral, destruindo o único cais de lançamento operacional da empresa. Ainda assim, garante que o módulo lunar estará pronto em 2027.
A SpaceX, por sua vez, mantém o seu cronograma.
A corrida com a China
Por detrás de toda esta urgência está uma corrida geopolítica. A China pretende colocar os seus próprios astronautas na Lua antes de 2030, e os Estados Unidos querem chegar lá primeiro.
Se a Artemis IV for bem-sucedida, será o primeiro pouso lunar norte-americano em mais de 50 anos, e a NASA já anunciou planos para investir 20 mil milhões de dólares numa base permanente no polo sul lunar.
Ainda que a Artemis III seja uma missão de preparação, não deixa de ser um momento histórico.
Com os módulos da SpaceX e Blue Origin a serem testados pela primeira vez com tripulação, o programa Artemis entra numa fase decisiva.



















Um Falcon 9 rocket com designação B 1067 já fez 35 missões, fez a primeira há 5 anos.
Aproxima-se do objectivo da SpaceX de 40 missões de reutilização. Notar que este objectivo foi estabelecido posteriormente á sua fabricação.
Entretanto noutras noticias que estranhamente não aparecem, o mini reactor da Antares atingiu o nivel critico – quando a reacção se torna sustentável por si –
Antares Nuclear’s Mark-0 reactor has completed a zero-power fuelled criticality demonstration, becoming the first reactor to go critical by the 4 July deadline set by US President Donald Trump.
Antares Nuclear’s fission reactor, and one of the most significant technological achievements in nuclear energy in more than 40 years. “When commercialised after further tests and licensure by the Nuclear Regulatory Commission, microreactors like those that Antares makes are anticipated to be used in a variety of terrestrial and SPACE APPLICATIONS and to ensure readiness at military installations requiring reliable energy,” the Department said.
de World Nuclear News, maiúsculas minhas.
China aterra primeiro e vai ser mulher
Não se se percebe a Artemis III sem perceber a IV:
Na Artemis IV:
– A nave Orion (da NASA) lançada pelo foguetão SLS (da NASA) leva os astronautas para a órbita lunar. Ao seu encontro parte:
– Ou a nave SpaceX HLS (da SpaceX), lançada pelo foguetão Super Heavy – para a órbita terrestre. A SpaceX HLS parte da superfície terrestre sem combustível e é abastecida, em órbita terrestre, por várias SpaceX-tanque, lá colocadas por Super Heavy(s). Depois de abastecida parte para a órbita lunar.
– Ou a nave Blue Mooon (da Blue Origin) transportada pelo foguetão New Glenn até entrar numa trajetória em direção à Lua.
Note-se que o New Glenn é muito mais semelhante ao HLS ou outro foguetão tradicional, que o Super Heavy. Enquanto o Super Heavy chega à órbita terrestre e regressa para ser recuperado, o New Glenn tem dois estádios, o primeiro é para regressar e ser recuperado, o segundo perde-se, mas transporta a nave para além da órbita terrestre, em direção à Lua.
– Ou a SpaceX HLS ou a Blue Moon acopla à Orion, em órbita lunar, transporta parte da tripulação para a superfície lunar e regressa à Orion.
Então para que serve a Artemis III?
Essencialmente para experimentar as manobras de acoplamento na Orion, quer da SpaceX HLS, quer da Blue Moon.
E que nave, da SpaceX ou da Blue Origin, vai ser usada na Artemis IV. Aceitam-se apostas, mas a coisa não anda a correr muito bem, nem a uma nem a outra.
E quem aterra primeiro astronautas na Lua nesta segunda volta, os EUA ou a China? Eu apostava na China, com uma missão à Apollo – um foguetão + uma nave, que inclui um módulo lunar, simples, para levar astronautas para/da superfície lunar (que é a parte fácil da missão).
Space Race: round 2
Nasa tem de comecar a diversificar a sua tripulacao….porque nao ha mulheres, trans, nao binarios, cegos, diabeticos, muculmanos, budistas, homosexuais? Espero que o europeu seja pelo menos 3 dessas caracteristicas…Precisamos de mais LGBT+1 em missoes de mostrar ao mundo a igualdade de todos nos!
Mostrar ao mundo? É a todo o universo e mais além…
ainda há dias houve problemas de fuga de ar, na estação espacial internacional (ISS) que está em orbita baixa.
Imagino como seria na Lua (mais longe), missões á Lua? Nem sei quando é que os americanos lá irão “regressar”, se é que alguma vez foram :-)))
Os chineses, os russos e os indianos deviam contratar-te só para tu lhes dizeres que nunca se foi à lua e que não é possível lá voltar. Para ver se eles poupam os milhões que andam a gastar nisso também… Há com cada um… LOL