Midjourney quer fazer em 60 segundos o que uma ressonância magnética faz em 90 minutos
A empresa conhecida pelas imagens geradas por Inteligência Artificial (IA) está a construir um scanner de ultrassom de corpo inteiro que pretende fazer em 60 segundos o que uma ressonância magnética demora mais de uma hora a fazer.
A Midjourney tornou-se um nome incontornável no mundo da IA graças à sua ferramenta de geração de imagens. Contudo, a empresa acaba de anunciar um projeto que pouco tem que ver com o que fez até agora.
O plano é um scanner de corpo inteiro baseado em ultrassons, capaz de mapear o interior do corpo humano em menos de um minuto.
Em comunicado, a própria empresa admite que se trata de uma ideia "um pouco estranha e um pouco louca, mas também espetacular e cheia de esperança".
Como funciona o scanner
Segundo a Midjourney, o processo é simples do ponto de vista do utilizador. A pessoa entra numa plataforma que desce lentamente para dentro de água, atravessando um anel de sensores subaquáticos que emitem ondas ultrassónicas através do corpo, um princípio semelhante à ecolocalização usada pelos golfinhos para "ver" debaixo de água.
Esses sensores captam como as ondas se alteram ao passar por diferentes tecidos (pele, músculo, gordura, osso), e é aí que entra a verdadeira aposta da empresa: usar IA para transformar essa massa de dados em imagens tridimensionais detalhadas do corpo, com precisão ao milímetro.
O processo completo não deverá demorar mais de 60 segundos, contra os 60 a 90 minutos habituais de uma ressonância magnética tradicional.
Ambição da Midjourney é ter scanners pelo mundo todo
Em 2025, a Midjourney assinou um acordo de licenciamento com a Butterfly Network, especializada em scanners de ultrassom portáteis.
À frente da área de hardware está Ahmad Abbas, que já trabalhou no Vision Pro da Apple, um sinal de que a empresa está a levar este projeto fisicamente a sério, e não apenas como experiência de software.
O plano da Midjourney passa por abrir, em 2027, o primeiro "Midjourney Spa", em São Francisco, um espaço com banheiras de hidromassagem, saunas e, claro, os scanners.
A ideia é que as pessoas frequentem o spa como fariam em qualquer outro, e saiam de lá, sem grande esforço, com uma biblioteca de dados sobre a sua própria saúde.
Antes disso, contudo, a empresa terá de refinar algoritmos e hardware, construir um "spa de investigação" e obter aprovação da Food and Drug Administration (FDA), a entidade reguladora de medicamentos e dispositivos médicos dos Estados Unidos.
Depois, em 2028, está prevista uma segunda geração de spas em mais cidades e um scanner de terceira geração, com silício totalmente personalizado.
Numa visão extremamente ambiciosa, até 2031, a meta é ter mais de 50 mil scanners espalhados pelo mundo, com capacidade para mil milhões de exames por mês.
























Outra Theranos?
Deus queira que si, todos os anos tenho de fazer uma RM, em Agosto, e para mim é um terror, primeiro pela sensação de estar fechado dentro do tubo e pior, a posição, completamente todo esticado sobre uma superfície regida, é um terror.
A mim dá-me quase para dormir…2 X ano!
Mas cada um como cada qual.
Força nisso B@rão
Lamento pela experiência, mas para mim o grande problema é manter-me acordado para evitar mexer-me e estragar o exame.
Eu de pensar aterrorizava-me. Quando tive de fazer a primeira, só disse tem que ser. O meu segredo é entreter-me a pensar no que gostava de ter feito e não fiz e no que fiz e não gostava de ter feito 🙂
Já fiz algumas e dá-me sono, para a próxima dorme