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França votou a favor da morte medicamente assistida. Como está a situação em Portugal?

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. ArmchaircaptainPT says:

    Não tenho escolha em nascer, ao menos deixem-te ter escolha quanto à morte. Antes isto do que ficar um vegetal a babar-se.

    E para aqueles que são contra: ninguém obriga ninguém.

  2. B@rão Vermelho says:

    Eu como doente crónico pergunto, qual a justificação para recusar este pedido a um doente nestas circunstancias?
    Não há nada que se possa fazer mais para ajudar estes doentes a não ser aliviar a dor, sofrimento deles e da família, não é mais condenável “obrigar” estas pessoas a sofrer por mais não sei quantos anos?

  3. Filipe says:

    Sou a favor, se a pessoa tem uma doença crónica e grave deveria podes escolher como quer partir.

  4. -_- says:

    devia de haver participação do publico sobre este tema, ir a votações, tal como fizeram algures nos anos 2000 para o aborto.

    afinal não é o povo quem mais ordena?
    este tipo de questões (e outras) deveria ter participação ativa do povo…mas isto sou eu a falar…

    • B@rão Vermelho says:

      Mas assim era só os doentes crónicos que podiam votar, certo?
      No aborto compreendo, são necessários dois para dançar, neste caso é o doente que mais sofre, a decisão é dele e apenas dele.
      Mas atenção, quem quiser continuar a sobreviver com dores e sem qualquer hipótese de recuperação, pode continuar como até aqui, isto é opcional, não é obrigatório.

      • Analista says:

        Aborto só mulher manda!

        • B@rão Vermelho says:

          Não, mas devia ter outro peso a decisão da mesma, para o homem “abortar” é fácil, vou ali comprar cigarros, para a mãe não é assim tão simples.

      • -_- says:

        num lugar de um doente crónico, também poderei eu estar no futuro…não sabemos o dia de amanhã. Mas acho que eu na minha posição, gostaria de ter a opção de eutanásia se assim o entendesse que faria sentido…

        • B@rão Vermelho says:

          Claro, ao ler comentários de certas pessoas por aqui, parece que quem entrar nas urgências hospitalares vai logo para “abate” quem quiser continuar a sofrer com dores vai poder continuar a sofrer, estamos é a dar oportunidade a quem já está cansado de sobreviver poder partir quando e onde quiser, um médico ao recusar um pedido destes, então é um mau médico, sabe que não há mais nada que possa fazer para ajudar a não ser ajudar a partir e mesmo assim recusar, então é um péssimo ser humano.

    • R says:

      as liberdades individuais so dizem repeito ao individuo.
      Ate todos os portugueses menos um podiam ser contra a eutanasia, a solucao é simples nao a pratiquem.

  5. Asterisco Vaidozo * says:

    E já vem tarde…
    Quem é contra, pode continuar a acreditar nas suas crenças. Não têm o direito de interferir nas “crenças” de outros.

    • Mock says:

      Certo e se o Enfermeiro ou médico em questão for contra isso? E caso seja-lhe pedido que execute tal pedido, pode recusar-se? Como irias te sentir? Não pensas nisso, pois não? Para ti é um mero medicamento ou uma mera injeção para alguns profissionais, são possíveis “traumas”.

      Respeitavas se o enfermeiro e/ou médico se recusasse a fazer tal?

      • Filipe says:

        Claro que pode recusar, mas isso não impede de existir outro enfermeiro e médico que o faz sem problemas, aliás muitos enfermeiros e médicos são a favor de acabar com o sofrimento das pessoas.

      • -_- says:

        Se o teu patrão mandar fazer uma tarefa que não gostas…podes recusar, certo? agora isso pode ter consequências para ti como profissional, não para quem ordena a sua vontade…

      • Nuno José Almeida says:

        Quantas vezes vais repetir a mesma mentira? Mas é lei obrugar a fazer isso? Não quer esse quer outro.

      • carai says:

        Não é preciso intervençao de médico nem enfermeiro. Já existe a cápsula da morte na Suiça, a pessoa entra e quando estiver preparada carrega no botão, é inundada com gás, perde a consciencia e morre sem qualquer dor, já passou aqui a noticia no pplware.

        Atendendo que Portugal é um país que caga licenciaturas, pode inventar uma para carrascos. A morte é um direito inalienável, se existe direito à vida, automaticamente existe direito à morte. Perde-se muito tempo em redor do tema, quando é apenas uma escolha pessoal.

        • Jorge says:

          O problema é quando deixa de ser uma escolha pessoal, e com isto não quero dizer que sou contra.

          • carai says:

            Pessoas a babarem-se todas, acamados e comatosos sem recuperação devem ter via verde para seguirem. Estar neste mundo dessa forma não é qualidade de vida.

      • Asterisco Vaidozo * says:

        Claro que respeitava.
        Até porque há outros que pensam diferente. Iria procurar outro(s) que me respeitassem a mim.

    • Analista says:

      Não são crenças, são vidas. E é crime.

      • B@rão Vermelho says:

        Quais vidas?
        Passares 24 horas deitado numa cama, e esperares que alguém te limpe o rabo achas que isso é vida?

        Estar vivo e viveres uma vinda em pleno é diferente de sobreviveres, tanto eu como o meu irmão mais velho temos doenças crónicas genéticas, e mesmo assim o meu irmão mais velho está muito pior que eu, está praticamente tetraplégico, já não consegue levar um copo com água à boca, não consegue ir ao WC sozinho, luta com todas as forças que ainda lhe restam e bem, mas já começa a falar nisto.

        É um direito da pessoa poder morrer pacificamente quando e onde quiser, que raio de médico pode assistir a pacientes neste estado e ter a lata de dizer que não.

      • Alfie says:

        Crime é condenar alguém a viver sofrendo horrores. Deixem-se de hipocrisias e de iluminismo. A minha vida pertence-me, não é tua nem de ninguém.

      • Asterisco Vaidozo * says:

        Já alguma vez sentiste o cheiro da carne humana em putrefação estando esse humano “vivo”?!
        Já alguma vez um progenitor teu te implorou que lhe acabasse com a vida, pois não aguentava as dores?! (Mesmo estando medicado)
        Vive a vida real, não aquela que lês em livros ou te enfiam pela goela abaixo.

  6. Analista says:

    Eugenismo neo-liberal

  7. FM says:

    A lei já foi aprovada em Portugal e é o Tribunal Constitucional que está a travar a sua implementação. Talvez devessemos ir para a Rua reclamar..

  8. Yuri bezmenov - primeira fase says:

    Sou a favor, há doenças e condições terríveis que ninguém merecia passar por elas.

    Já o aborto sou a favor mas com muitas regras e condições. Abortar porque o vadio e a vadia não aprenderam o que são contraceptivos ou filhos de bebedeiras é criminoso.

    • B@rão Vermelho says:

      Quero eu acreditar que ninguém faz um aborto só porque sim, mas sempre é melhor abortar que deixar os bebês nos caixotes do lixo.

      • Yuri bezmenov - primeira fase says:

        A maioria dos abortos é porque sim.
        Quantos casos conheces de recém nascidos que morreram nos caixotes do lixo?

      • R says:

        Qaanto ao aborto so me lembro da gaija do PP a quando do primeiro referendo dizer que ia passar a haver educação sexual nas escolas… balelas… olhem quem mais reclama da educação sexual.

        O mesmo se passa com os cuidados paleativos

      • B@rão Vermelho says:

        @Yuri bezmenov – primeira fase, bastava um caso para ser muito, mas infelizmente já são bastantes e amplamente anunciados nas Tvs, mas é como digo, quero acreditar que quem recorre ao aborto seja o último recurso, mas não sendo é igual é a opção de cada um, se não fizer legalmente vai fazer num vão de escada qualquer e lá se perde mais uma vida que tanto “queres” proteger.

        PS, a expressão “queres” , não é dirigida a ti em concreto é uma forma de generalizar e fluir melhor de conversa.

  9. Mundo ao contrário says:

    Aborto vira desporto
    Eutanásia vira cortesia

  10. r41m31 says:

    Muito gostam algumas pessoas der mandar na vida dos outros. No aborto ou na eutanásia, o próprio é que tem de decidir, a escolha e a consequência é individual.

  11. Gringo Bandido says:

    Um não assunto que é mantido na praça pública apenas porque existe gente com pouca empatia ou nenhuma, esses são contra a eutanásia mas por mim nem chegavam ao poder em lado nenhum, o sofrimento dos outros não lhes diz nada nem piscam os olhos.

  12. Jorge says:

    Este assunto é muito mais do que o “eu quero, eu mando na minha vida”, recentemente vi um documentário na RTP 2 que analisava o lado do “contra”, consgui perceber algumas questões que se levantaram, Gostava também de ver o contraditório. https ://www.rtp.pt/programa/tv/p47545

  13. Miguel Luís says:

    Mas alguém chama “viver” ao estar numa fase terminal de uma doença ou ter uma doença incurável e acordar todos os dias a contar os segundos que faltam para morrer? Alguém chama “viver” a estar deitado numa cama de hospital com dores constantes, completamente dependente de terceiros e prolongar o seu sofrimento, dos familiares e dos amigos ao verem a pessoa naquela situação? Alguém chama “viver” ao ficar completamente dependente de medicação que já não faz efeito e não poder sair de uma cama ou de uma cadeira de rodas, enfim… Pelo menos deixem a pessoa poder escolher terminar o seu sofrimento e dos que os rodeiam e poder ter o merecido descanso e acabar com o sofrimento junto de quem os ama e fez tudo por eles e saber que foi em paz e que já não sofre mais…

    • Asterisco Vaidozo * says:

      Plenamente de acordo contigo.
      Quem não vê isso é porque nunca vivenciou nada disso.
      É por isso que existe o ditado “pimenta no c* dos outros, para mim é refresco”.

  14. TiagoC says:

    Podemos começar por alguns que estão na AR.

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