Finalmente, descolou! NASA lança com sucesso a histórica missão Artemis II
"Impulsionados pela engenhosidade americana, os astronautas da missão Artemis II da NASA estão em voo, preparando-se para o primeiro sobrevoo tripulado da Lua em mais de 50 anos". Foi com estas palavras que a agência espacial norte-americana anunciou que os seus quatro astronautas descolaram, com sucesso, a bordo da missão Artemis II, rumo ao nosso satélite natural.
O foguetão Space Launch System (SLS) da NASA descolou da Plataforma de Lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 18h35 ET (23h35 de Lisboa) de ontem, enviando quatro astronautas a bordo da nave Orion numa missão de teste planeada em torno da Lua e de regresso à Terra.
O foguetão, com o equivalente a 32 andares, descolou à vista de dezenas de milhares de pessoas, que se reuniram para assistir ao lançamento.
Cinco minutos após o início do voo, o comandante Wiseman disse, a partir da cápsula: "Temos um belo nascer da Lua, estamos a ir diretamente na sua direção".
A missão representa um avanço significativo no plano da NASA de regressar à Lua e, posteriormente, enviar astronautas para Marte.
Liftoff.
The Artemis II mission launched from @NASAKennedy at 6:35pm ET (2235 UTC), propelling four astronauts on a journey around the Moon.
Artemis II will pave the way for future Moon landings, as well as the next giant leap — astronauts on Mars. pic.twitter.com/ENQA4RTqAc
— NASA (@NASA) April 1, 2026
Artemis II abre, finalmente, a porta ao futuro espacial
O lançamento bem-sucedido assinala o início de uma missão com duração aproximada de 10 dias.
Entre os seus objetivos, a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA visa, pela primeira vez com tripulação, demonstrar os sistemas de suporte de vida, bem como estabelecer as bases para uma presença duradoura na Lua, antes de futuras missões a Marte.
Segundo a NASA, depois de atingir o espaço, a Orion abriu os seus painéis solares, permitindo à nave receber energia do Sol, enquanto a tripulação e os engenheiros em terra iniciaram imediatamente a transição da nave das operações de lançamento para as de voo, começando a verificar os sistemas essenciais.
A Artemis II é um voo de teste, e o teste acabou de começar. A equipa que construiu este veículo, que o reparou e preparou para o voo, deu à nossa tripulação a máquina de que necessita para provar do que é capaz.
Afirmou Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, explicando que os astronautas "irão testar a Orion até ao limite, para que as tripulações que se seguirem possam ir à superfície da Lua com confiança".
Segundo ele, "estamos apenas na primeira missão de uma longa campanha, e o trabalho que temos pela frente é maior do que o que já ficou para trás".

A missão Artemis II da NASA aguarda o lançamento no Centro Espacial Kennedy, a 31 de março de 2026. Crédito: Brendan McDermid/Reuters, via France24
Astronautas vão testar condições para futuras missões espaciais
Cerca de 49 minutos após o início do voo de teste, o estágio superior do foguetão SLS entrou em ignição para colocar a Orion numa órbita elíptica em torno da Terra.
Uma segunda ignição planeada irá impulsionar a Orion, que a tripulação batizou de "Integrity", para uma órbita elevada da Terra que se estende cerca de 74.000 km além do planeta. Após essa manobra, a Orion separar-se-á do estágio e seguirá de forma autónoma.
Um anel no estágio superior do foguetão, já a uma distância segura da nave, irá libertar quatro CubeSats, pequenos satélites provenientes da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina, do Centro Aeroespacial Alemão, da Administração Aeroespacial da Coreia e da Agência Espacial Saudita, destinados a realizar investigações científicas e demonstrações tecnológicas.
A nave permanecerá em órbita elevada da Terra durante cerca de um dia, período em que a tripulação realizará uma demonstração de pilotagem manual para testar as capacidades de controlo da Orion.

A tripulação da missão Artemis II da NASA, da esquerda para a direita: os astronautas da NASA Christina Hammock Koch, Reid Wiseman (sentado) e Victor Glover, e o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA) Jeremy Hansen.
Os astronautas, em conjunto com as equipas do Centro de Controlo de Missão no Centro Espacial Johnson, em Houston, continuarão a verificar os sistemas da nave.
Se todos os sistemas permanecerem operacionais, os controladores da missão darão ordem ao módulo de serviço da Orion, construído na Europa, para executar a ignição de injeção translunar, esta quinta-feira, dia 2 de abril.
Esta manobra, com duração aproximada de seis minutos, colocará a nave numa trajetória que levará simultaneamente a tripulação a contornar a Lua e a utilizar a sua gravidade para regressar à Terra.
Durante o sobrevoo lunar planeado, com duração de várias horas, na segunda-feira, dia 6 de abril, os astronautas irão captar fotografias e fornecer observações da superfície lunar, sendo os primeiros humanos a observar diretamente algumas áreas do lado oculto.
As observações da tripulação e outras investigações científicas relacionadas com a saúde humana durante a missão, como o AVATAR, irão contribuir para o conhecimento científico em futuras missões à Lua.
Após um sobrevoo lunar bem-sucedido, os astronautas regressarão à Terra, amarando no Oceano Pacífico.
Check out the first pictures of the #Artemis II launch from our remote cameras. Keep checking back for more! 📷 https://t.co/0AEy2WWeQo pic.twitter.com/gOTItZnucJ
— NASA HQ PHOTO (@nasahqphoto) April 2, 2026
Missões da NASA serão progressivamente mais exigentes
Conforme informámos, em fevereiro, a NASA foi obrigada a recomeçar a contagem decrescente para este voo, depois de realizar reparações para corrigir perigosas fugas de combustível que já tinham adiado a missão.
O primeiro teste de abastecimento para esta missão foi interrompido por fugas de hidrogénio líquido que perturbaram o primeiro voo do programa Artemis, sem tripulação a bordo, há três anos. Desta vez, contudo, não foram detetadas fugas significativas de hidrogénio.
A equipa de lançamento conseguiu carregar com sucesso o equivalente a 2,6 milhões de litros de combustível no foguetão SLS na plataforma, numa operação tranquila que preparou o embarque da tripulação da Artemis II.

A sonda Orion em testes pelas equipas da NASA e da Lockheed Martin, em novembro de 2024, na câmara de altitude dentro do edifício Neil A. Armstrong de Operações e Verificação, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Crédito: Lockheed Martin/David Wellendorf, via NASA
Antes da descolagem, a NASA teve de resolver vários problemas técnicos, tendo conseguido fazê-lo sem atrasar o lançamento.
Um deles prendia-se com o facto de os comandos não chegarem ao sistema de interrupção de voo do foguetão, que foi concebido para enviar um sinal de autodestruição caso o foguetão se desvie da rota e ponha em risco áreas povoadas. Segundo a NASA, o problema foi rapidamente resolvido.
Os engenheiros analisaram ainda uma bateria no sistema de interrupção de lançamento da cápsula Orion, depois de as leituras de temperatura terem ficado fora do intervalo esperado. A situação foi, também, corrigida e não impediu o lançamento.
Como parte de uma nova era de inovação e exploração, a NASA enviará astronautas em missões Artemis progressivamente mais exigentes, com o objetivo de explorar mais áreas da Lua para descobertas científicas e para consolidar as bases das primeiras missões tripuladas a Marte.



















A pergunta é. Qual a importância real desta missão tripulada? Pergunto isto, porque quando comecei ler sobre o projeto Artemis, fiquei na ideia que iriam pousar na Lua. Assim, mandar somente para orbita e regressar, qual a vantagem de uma missão tripulada para alem de giro?
Viagem de testes tripulada. Dá jeito testar as coisas primeiro
E ainda está previsto pousar – a Artemis IV (início de de 2028) e a V (final de 2028).
Se vão ou se não vão é outra coisa.
Quanto à Artemis II e a III (que não sai da órbita terrestre) serem para experimentar o material … enfim, é novo tem que ser testado, não é propriamente apanhar o barco para Cacilhas.
Artemis II que é esta já vai para a orbita da lua a artemis III ainda nem eles decidiram se é para aterrar ou não na lua vai depender um bocadinho so sucesso desta e também da disponibilidade da Starship HLS da spaceX
Não, em fevereiro de 2026, a NASA decidiu e anunciou que a Artemis III não sai da órbita terrestre. os chatbots é que estão baralhados. Diz-lhe o que escrevi na primeira frase e pede para confirmar.
Leu o artigo?
Convém ler primeiro, não vão entrar só em órbita, vão até à lua, contornar e voltar.
Testar suportes de vida testar manutenções na capsula mais um milhão de coisas que é preciso testar antes da alunagem
Para quem disser que foi uma produção da Netflix, lembro que teve muita gente a ver. E que, tal como as viagens Apollo, qualquer país com um rádio-telescópio pode detetar de que ponto do espaço são feitas as transmissões da Orion – e que não transmitidas do deserto da Austrália ou do Nevada 😉
O vídeo da CNN da descolagem: https: //cnnportugal.iol.pt/videos/desde-a-descolagem-ate-a-chegada-ao-espaco-o-video-do-nosso-regresso-a-lua-com-narracao-e-um-apelo-a-ambicao-portuguesa/69cda3b50cf27f6588a6802a
A producao e sempre depois e o que se questiona e em 69 terem ido a lua.
60 anos depois nao e possivel, come on man!
Ainda a bater na mesma tecla? Um bocadinho de pesquisa e não fazias essa figura.
Astronautas que caminharam na Lua
Apollo 11,Julho de 1969,Neil Armstrong e Buzz Aldrin
Apollo 12,Novembro de 1969,Charles Conrad e Alan Bean
Apollo 14,Fevereiro de 1971,Alan Shepard e Edgar Mitchell
Apollo 15,Julho de 1971,David Scott e James Irwin
Apollo 16,Abril de 1972,John Young e Charles Duke
Apollo 17,Dezembro de 1972,Eugene Cernan e Harrison Schmitt
Em 69 podiamos para apanhar um aviao e fazer londres -> NYC em 3:30h.
60 anos depois nao e possivel, come on man!
E possivel mas nao é viavel…em 69 nao havia tecnologia para aterrar na lua e muito menos levantar.
Mas sabes lá tu a tecnologia que a nasa tinha nessa altura ahaha de todos os argumentos esse é capaz de ser o pior ahah
Tecnologia havia mais do que suficiente, é uma questão de dinheiro e não de tecnologia
É possível saber tudo sobre o módulo lunar e as condições para aterrar e pousar na Lua. Leste alguma coisa sobre isso ou apenas papagueias?
– Combustível: aerozine e hidrazina, transportados na forma líquida à temperatura ambiente, sem qualquer dificuldade. Oxidante: tetróxido de nitrogénio.
– Confiabilidade total: a ignição química é expontânea, basta por os dois gases em contacto um com o outro, usando hélio pressurizado. Não é preciso nenhum sistema de ignição, por isso não podia falhar e permitia um motor simples e leve.
– A gravidade da Lua é 1/6 da Terra, o que significa que precisa de muito menos empuxo do que para desacelerar e pousar na Terra. O mesmo para levantar: o primeiro estágio do módulo lunar fornecia o impulso para levantar, e face à franca gravidade era fácil ao segundo atingir o módulo de comando. Não havia ar nem vento que prejudicasse a trajetória o que permitia ao módulo lunar ser simples, não aerodinâmico.
E, sobretudo, já te deste ao trabalho de confirmar de que era impossível falsear as transmissões de rádio e TV transmitidas da superfície da Lua e captadas por qualquer país que tivesse um rádio-telescópio? Que se as transmissões fossem falseadas – não fossem feitas da superfície da Lua mas de um estúdio terrestre – seria detetado instantaneamente*
É possivel, Ok é possivel onde é que posso comprar um bilhete? Em 1969 era possivel.
“em 69 nao havia tecnologia para aterrar na lua e muito menos levantar.”
Que ignorância. Qual a tecnologia que não existia?
Come on man! Não foram à Lua uma vez mas várias…
A produção é depois e a transmissão é quando?
Ao menos podias ler as teorias da conspiração como deve ser – nas missões Apollo as transmissões eram em direto, dos estúdios nos desertos da Austrália e do Nevada.
As antenas apontadas para coordenadas específicas do espaço (e da Lua) eram só para disfarçar e as centenas de técnicos, designadamente australianos, que as operaram eram dos serviços secretos dos EUA, para encobrir.
Ganha mas é juízo.
Artemis II conferência transmitida por SkyNews de 24/09/2025, minuto 43, por Reid Wiseman (astronauta do Artemis II): https ://www.youtube.com/live/8YOf-bvNfTg?si=TTcfTaND2aC8DDBv&t=2586
“This is the first time we’re going to send humans to the moon an we’re going to have humans in low Earth orbit. That is awesome”
Ó Miguelito, francamente …
Mas pronto, sempre foste buscar uma das teorias da conspiração mais recentes 😉
Se é a primeira vez que vamos enviar humanos para a Lua … é porque não mandámos antes.
Só que o “we” é “nós, os da Artemis”, “nós, os da nova geração”, “nós, os que estamos nesta sala”. Reid Wiseman não tem parado de prestar homenagem aos astronautas da geração Apollo e de dizer que a geração Artemis é a sua continuação.
É o desespero entre os conspiracionistas que se baseavam em “não voltaram à Lua .. porque nunca lá foram!”. Têm que arranjar qualquer coisa agora que seja: “Estão a dizer que vão … pela primeira vez” 🙂
Fico espantado com o salto da indústria aeronáutica em meio século.
Ainda há mais alguma coisa que te espante depois da bandeira na Lua “desfraldada ao vento”? 😉
Não há vento na lua a bandeira fica direita porque tinha astes para que ficasse direita
Isso sei eu. Primeiro teve uma haste e depois uma malha metálica por dentro, porque ninguém queria ver uma bandeira murcha.
Mas, se estou bem recordado, o @Yamahia saiu-se há tempos com a impossibilidade da bandeira desfraldada.
Isso é mentira, tens ventos solares, por isso todos os astronautas usam corta-vento na lua
Isso, fala em qualquer coisa solar – como seja, a Orion abriu os painéis solares – e tens o @Yamahia a dizer que tudo isto não passa de uma falsificação orquestrada pelo terrível lobby dos elektricos, para esmifrar nos impostos sobre os combustíveis …
É inegável a fantástica evolução do poiso na lua em apenas 57 anos. Estou deveras impressionado.
É uma questao de $$$ nao é uma questao de tecnologia
Low hanging fruit como dizem os anglos…
Para alguns também será impossível ir dos irmãos Wright ao Boeing 707 em 50 anos.
Mas pelo ainda não vi ninguém dizer aqui que é por causa de tecnologia alienígena…
Btw o módulo de serviço é da Airbus
Basta escrever lua que os chalupas aparecem logo.
É onde eles andam 🙂