Fato espacial da Artemis: a tecnologia que poderá manter astronautas vivos na Lua
Quando os astronautas voltarem a caminhar na Lua no âmbito do programa Artemis, levarão consigo um dos sistemas de suporte de vida mais avançados alguma vez desenvolvidos. O novo fato espacial AxEMU, criado pela Axiom Space para a NASA com a colaboração da Prada.
Pode parecer mais "fashion" que tecnológico, pela presença da marca de luxo italiana, mas não nos enganemos. Este fato foi concebido para permitir que os exploradores sobrevivam durante horas nas condições extremas do polo sul lunar.
O sistema é muito mais do que uma simples proteção contra o ambiente. Trata-se de uma verdadeira nave espacial em miniatura, capaz de fornecer oxigénio, remover dióxido de carbono, regular a temperatura corporal e proteger os astronautas da radiação, do pó lunar e das temperaturas extremas da superfície da Lua.
Uma mochila que funciona como sistema de sobrevivência
O coração do AxEMU encontra-se na mochila traseira, conhecida como Sistema Primário de Suporte de Vida (PLSS). Este módulo gere a pressão interna do fato, fornece oxigénio respirável, remove o dióxido de carbono expirado e monitoriza continuamente o estado do astronauta.
Ao contrário dos fatos utilizados durante o programa Apollo, o novo sistema foi concebido para suportar missões mais longas e exigentes. A NASA pretende operar no polo sul lunar, uma região onde existem crateras permanentemente sombreadas e onde as temperaturas podem atingir valores extremamente baixos.
Segundo a Axiom Space, o fato consegue proteger os astronautas durante pelo menos duas horas nas condições mais frias previstas para essa região da Lua.
Água fria a circular pelo corpo
Uma das componentes mais importantes do sistema é a peça de arrefecimento usada por baixo do fato. Recentemente apresentada pela Axiom Space e pela Prada, esta camada interior incorpora dezenas de tubos finos por onde circula água fria.
O sistema remove o calor gerado pelo corpo humano durante as atividades extraveiculares, impedindo o sobreaquecimento dos astronautas. Paralelamente, outros circuitos asseguram a circulação de ar e ajudam na remoção do dióxido de carbono produzido pela respiração.
Esta tecnologia representa uma evolução significativa face aos fatos Apollo utilizados há mais de meio século.
Mobilidade muito superior à dos fatos Apollo
Outro dos grandes desafios dos engenheiros foi melhorar a mobilidade. Os fatos Apollo eram frequentemente descritos como rígidos e limitadores dos movimentos.
O AxEMU utiliza novos materiais, articulações redesenhadas e uma arquitetura modular que permite aos astronautas ajoelharem-se, agacharem-se e deslocarem-se com maior facilidade sobre o terreno lunar. Além disso, foi concebido para acomodar uma maior variedade de tipos físicos, algo essencial para as futuras missões da NASA.
Preparado para missões de longa duração
A NASA considera estes fatos uma peça fundamental da estratégia para estabelecer uma presença humana sustentável na Lua. O objetivo passa por realizar operações científicas durante vários dias, recolher amostras, estudar depósitos de gelo de água e preparar futuras missões a Marte.
Os novos fatos foram concebidos para suportar caminhadas espaciais prolongadas, ambientes agressivos e múltiplas reutilizações, algo que será essencial para futuras bases lunares.
A tecnologia que pode abrir caminho para Marte
Embora a missão Artemis III tenha sido reformulada para testar sistemas em órbita terrestre antes do regresso efetivo à superfície lunar, os fatos AxEMU continuam a ser uma das tecnologias mais importantes do programa. A própria NASA considera que a experiência obtida com estes sistemas será determinante para futuras expedições à Lua e, mais tarde, a Marte.
Se tudo correr como previsto, os próximos exploradores lunares irão caminhar na Lua protegidos por um sistema que combina engenharia aeroespacial avançada, novos materiais e tecnologia de suporte de vida capaz de funcionar autonomamente num dos ambientes mais inóspitos conhecidos pelo ser humano.
























Estou a imaginar uma fuga num dos tubos de agua longe da base de suporte permanente, lá não vai haver 112 nem nada que se pareça.
Às tantas até parece que os fatos espaciais Apollo não tinham camada de arrefecimento – Liquid Cooling and Ventilation Garment (LCVG). Tinham, com mais de 90 metros de tubos flexíveis por onde circulava água fria para dissipar o calor corporal.
Na Artemis, a Prada melhorou as costuras. A principal diferença na Artemis é que os fatos são muito mais flexíveis, com “articulações rolantes avançadas e rolamentos de alta mobilidade nos ombros, joelhos e cintura”.
se isto e’ o melhor que conseguimos fazer, 50 anos mais tarde…..diz muito do empenho e prioridades de quem pensa ir para a LUA tirar selfies. em vez de investirem em misseis e drones para matar toda a gente, talves fosse importante investir na qualidade de vida dos astronautas. duvido que isto seja a melhor solucao, abrir um concurso mundial de prazo 1 ano, de premio 100 milhoes de euros, aposto que iamos ter melhores solucoes. 100 milhoes parece muito mas e’ uma infima parte do que gastam por dia na guerra que resolveram criar (800milhoes diarios gastos (estimativa por baixo)).
Quase 60 anos depois de dizerem que o homem andou na lua ainda andam a desenhar o fato para ele conseguir andar na lua. 🙂
E a tecnologia na altura era analógica, o meu smartwatch tem 100x mais processamento e RAM do que o módulo que poucos na lua.
Em 1969 os computadores digitais já existiam há mais de 20 anos…
Não, já havia fatos há 60 anos.
Pois, mas com esse smartwatch não colocas ninguém na Lua.
As pessoas dessa época eram mais inteligentes que as atuais, com pouco faziam muito, hoje com muito fazem pouco.
Não estão considerando possíveis temperaturas altas e baixas.