Dez sismos de magnitude 7 ou superior em 2026: onde ocorreram e o que os distingue
Sim, ainda pouco vivemos para lá do meio do ano e já contamos com 10 grandes sismos que passaram a barreira de magnitude 7 na escala richter. O que os une e o que os separa?
Entre 1 de janeiro e 11 de agosto de 2026, o catálogo revisto do USGS registou dez sismos de magnitude 7,0 ou superior.
A concentração ao longo do Pacífico (do Japão, Filipinas e Indonésia até Tonga, Vanuatu e a costa americana), reflete sobretudo a dinâmica das fronteiras de placas que compõem o chamado Anel de Fogo.

O USGS registou dez sismos de magnitude 7 ou superior entre 1 de janeiro e 11 de agosto de 2026.
Estes são os eventos por ordem cronológica.

22 de fevereiro — Malásia: M7,1 perto de Kota Belud
O primeiro grande sismo do ano ocorreu às 00h57 locais de 23 de fevereiro (17h57 horário de Portugal continental de 22 de fevereiro), com epicentro a 57 quilómetros a norte-noroeste de Kota Belud, no estado de Sabah, em Bornéu.
Teve magnitude 7,1 e uma profundidade excepcional de 629 quilómetros. Foi sentido em Sabah e noutras áreas da região, mas a profundidade atenuou fortemente o impacto à superfície.
Não há mortes confirmadas nem danos relevantes comunicados nas primeiras avaliações.
Breaking⚠️
Massive 7.8⚡️⚡️Magnitude Earthquake has struck in Indonesia, causing major damage, and a tsunami warning was issued for the coast lines of Malaysia and Indonesia#earthquake #malaysia #indonesia pic.twitter.com/pYdtITkZdT— GeoSight (@ShanxiDaily) April 2, 2026
24 de março — Tonga: M7,5 a oeste de Neiafu
Às 17h37 locais (05h37 horário de Portugal continental), um sismo de magnitude 7,5 ocorreu a 158 quilómetros a oeste de Neiafu, no arquipélago de Tonga.
O hipocentro ficou a 234 quilómetros de profundidade, no sistema de subducção Tonga–Kermadec. O abalo foi moderadamente sentido em Neiafu.
Não foram comunicadas vítimas mortais ou danos nas avaliações disponíveis.
❗️🇹🇴 – A powerful 7.1 magnitude earthquake struck Tonga, a Pacific island nation, on Sunday, March 30, 2025, prompting authorities to issue a tsunami warning for the region.
This seismic event follows recent tremors in Myanmar and Thailand, highlighting a period of heightened… pic.twitter.com/kvkeMaZAzD
— 🔥🗞The Informant (@theinformant_x) March 30, 2025
30 de março — Vanuatu: M7,3 junto a Luganville
O sismo de magnitude 7,3 ocorreu às 19h44 locais (09h44 horário de Portugal continental), a 51 quilómetros a este-nordeste de Luganville, em Espiritu Santo.
Teve uma profundidade de cerca de 121 quilómetros. Não houve alerta de tsunami nem, nos primeiros comunicados, notícias de mortos ou destruição.
As autoridades tiveram de repor o abastecimento de água em Luganville e mantiveram avaliações de danos; não há um balanço confirmado de vítimas mortais associado a este evento nas fontes consultadas.
2 de abril — Indonésia: M7,4 no mar das Molucas
Às 06h48 locais (23h48 horário de Portugal continental a 1 de abril), um sismo de magnitude 7,4 atingiu o mar das Molucas, a 129 quilómetros a este-sudeste de Bitung, no norte de Sulawesi.
A profundidade foi de 35 quilómetros. O abalo derrubou estruturas e provocou um pequeno tsunami, uma mulher atingida pelo colapso de um edifício em Manado, e registaram-se danos ligeiros a graves, incluindo uma igreja e habitações em Ternate.
20 de abril — Japão: M7,4 ao largo de Miyako
O sismo ocorreu às 16h52 locais (08h52 horário de Portugal continental), a 102 quilómetros a este-nordeste de Miyako, no nordeste do Japão.
O USGS atribuiu-lhe magnitude 7,4 e profundidade de 25 quilómetros. A agência meteorológica japonesa classificou-o como M7,7. Gerou um pequeno tsunami, que atingiu cerca de 80 centímetros no porto de Kuji, e provocou interrupções temporárias nos transportes.
Não foram reportadas mortes, contudo, duas pessoas ficaram feridas nas primeiras avaliações.
🏥 **JAPANESE SURGEONS SHIELD A PATIENT WITH THEIR OWN BODIES MID-OPERATION AS THE GROUND SHAKES**
⚡ According to the original post, when the magnitude 7.1 earthquake hit Kumamoto Prefecture on July 28, surgeons at a hospital in Yatsushiro were mid-operation when the tremors… pic.twitter.com/IkXW7ZGko8
— Vortex Report (@VortexReportX) August 6, 2026
8 de junho — Filipinas: M7,8 ao largo de Sarangani
Às 07h37 locais (00h37 horário de Portugal continental de 7 de junho), o maior sismo da série, de magnitude 7,8, ocorreu a 25 quilómetros a sudoeste de Kablalan, no sul das Filipinas.
Teve 57 quilómetros de profundidade. A sequência afetou várias províncias de Mindanao: edifícios, hospitais, escolas, estradas e habitações sofreram danos.
O balanço oficial divulgado em meados de junho subiu para 68 mortes confirmadas; os prejuízos em infraestruturas foram estimados em mais de 1,07 mil milhões de pesos filipinos.
This is the effect of an M7.8 earthquake on a 36-storey building
Happened in southern Philippines in June. pic.twitter.com/7njsetkCiR
— sammy (@zap_sammy) August 11, 2026
24 de junho — Venezuela: M7,2 perto de San Felipe
Às 18h04 locais (23h04 horário de Portugal continental), um sismo de magnitude 7,2 atingiu a zona centro-norte da Venezuela, com epicentro a 20 quilómetros a leste de San Felipe, no estado de Yaracuy.
Foi muito superficial, a cerca de 10 quilómetros. Este foi o primeiro de dois fortes abalos praticamente consecutivos.
24 de junho — Venezuela: M7,5 perto de Catia La Mar
Um minuto depois, às 18h05 locais (22h05 horário de Portugal continental), seguiu-se um sismo de magnitude 7,5, a 17 quilómetros a oeste de Catia La Mar, também a 10 quilómetros de profundidade.
A dupla de sismos causou danos graves e extensos na capital e nos estados de La Guaira, Miranda, Carabobo e Yaracuy.
O Governo venezuelano reportou cerca de 5.000 mortes para a sequência, um número que não pode ser atribuído a apenas um dos dois eventos. Os prejuízos são de mais de 190 mil milhões de dólares. Avaliações posteriores apontaram para milhares de edifícios e infraestruturas danificados ou destruídos.
🇻🇪 New footage from Venezuela showing the true horror of the powerful June 24 earthquake.
Over 190 buildings completely collapsed.
Entire neighborhoods reduced to rubble. Recovery is going to take years.
This is the devastating reality of a major quake in a country already… pic.twitter.com/0opwvChE1N
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) July 11, 2026
17 de julho — México: M7,3 ao largo de Puerto Madero
Às 08h48 locais (14h48 horário de Portugal continental), um sismo de magnitude 7,3 ocorreu a 52 quilómetros a oeste de Puerto Madero, no estado mexicano de Chiapas, perto da fronteira com a Guatemala.
A profundidade foi de 22 quilómetros. Foi sentido numa ampla área, do México à América Central, e foi seguido por réplicas.
Não foram reportadas mortes nem danos graves. Contudo, duas pessoas ficaram feridas no sul do México.
Impressive images of today’s 2nd earthquake in Mexico City.
This is how a building was captured during the 6.5 magnitude earthquake.
[📹 MVS Noticias]pic.twitter.com/TW2hs04W8b
— Massimo (@Rainmaker1973) January 2, 2026
10 de agosto — Colômbia: M7,4 em San José del Palmar
Às 07h34 locais (12h34 horário de Portugal continental), um sismo de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, com epicentro a 5 quilómetros a sul de San José del Palmar, em Chocó.
O USGS indicou uma profundidade de 110 quilómetros. Foi sentido em grande parte do país, bem como no Equador e Panamá, e danificou centenas de edifícios; as operações foram suspensas temporariamente em vários aeroportos.
Como o evento ocorreu na véspera desta publicação, o balanço é provisório: as autoridades e a imprensa reportam pelo menos 111 mortes e centenas de feridos.
A REVIEW OF THE TOP NEWS OF THE DAY JUST ENDED.https://t.co/0oiJpjsZbS A strong earthquake has struck Colombia: according to initial findings from the European-Mediterranean Seismological Center (EMSC), the shock reached a magnitude initially estimated at around 7.1 (and later…
— The World Correspondent (@TheWorldCorresp) August 10, 2026
Estes eventos reforçam a necessidade de sistemas eficazes de alerta, edifícios preparados para resistir a sismos e planos de emergência acessíveis às populações.
Não é possível prever com precisão quando ocorrerá o próximo grande sismo, mas é possível reduzir os seus efeitos através de prevenção, informação rigorosa e capacidade de resposta rápida.



















