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Descoberto asteroide troiano de 1,2 km que segue a Terra na sua órbita ao Sol

O que são os Pontos de Lagrange

Existem cinco pontos de Lagrange, três são sempre instáveis e dois podem ser estáveis. Os pontos de Lagrange instáveis denominam-se: L1, L2 e L3. Estão situados ao longo de uma linha conectando os centros de gravidade das duas massas.

Os pontos que podem ser estáveis (dependendo da relação entre as massas dos dois corpos principais) denominam-se: L4 e L5. Formam o ápice de dois triângulos equiláteros, que têm as massas dos astros grandes nos seus vértices de base. A letra “L” que define os locais é usada em homenagem ao físico.

L1 – No sistema Sol-Terra o ponto L1 é propício para a utilização de satélites artificiais de observação solar. A visão do astro neste local é ininterrupta. Atualmente é onde se encontra em órbita a sonda de observação solar SOHO.

L2 – O ponto L2 está localizado na parte exterior da órbita terrestre ao longo da reta que une a Terra e o Sol. Neste ponto está instalado desde 2001 o satélite de WMAP e está também prevista a instalação do Telescópio Espacial James Webb que complementará o Telescópio Espacial Hubble.

Sabe-se que os pontos de L1 e L2 são instáveis e que é necessário ajustar a escala orbital a cada 23 dias aproximadamente, até se atingir novamente um ponto de equilíbrio.

L3 – O ponto L3 também se encontra ao longo da mesma reta que liga L1-L2, mas numa posição simétrica oposta ao centro das massas. A NASA não encontrou, ainda, uma funcionalidade para o ponto L3. O Sol estará sempre entre este ponto e um observador localizado na Terra, impedindo a sua visualização direta. Foi a partir desta premissa que apareceu a teoria de um “Planeta_X” no ponto de L3, tópico popular em ficção científica leiga. A instabilidade orbital não permitiria tal astro naquele local.

L4 e L5 – Os pontos L4 e L5 situam-se sobre a órbita terrestre em posições simétricas em relação à Terra. As direções de ambos os pontos formam ângulos de 60° com a reta que une os dois corpos principais.

Dependendo da relação entre as massas dos dois corpos, estes pontos podem ser estáveis ou instáveis. Eles são estáveis para os sistemas gravitacionais Sol-Terra, Sol-Júpiter e Terra-Lua.

                                    
                                

Imagem: Ilustração do asteróide troiano 2020 XL5 NOIRLAB/NSF/AURA/J. DA SILVA/SPACEENGINE

Autor: Vítor M.


  1. Ricardo Gomes says:

    Correção: O James web não está no L2 mas sim próximo do L2 e terá que ser corrigido frequentemente para chegar novamente perto do L2… se um dia este passar L2 então este perde-se no espaço… está é a razão porque nunca se põe nada exactamente no L2 e L3.

    • Vítor M. says:

      O estar no L2 nunca será exato, porque não se sabe exatamente onde começa e acaba o L2, até porque por mais estável que seja essa área, ela não é estática. Portanto, nunca se poderá dizer que chegou e pronto. Aliás, é a NASA que o refere:

      Orbital Insertion Burn a Success, Webb Arrives at L2

      Today (24/01), at 2 p.m. EST, Webb fired its onboard thrusters for nearly five minutes (297 seconds) to complete the final postlaunch course correction to Webb’s trajectory. This mid-course correction burn inserted Webb toward its final orbit around the second Sun-Earth Lagrange point, or L2, nearly 1 million miles away from the Earth.

      Portanto, será sempre o L2 mas nunca sempre sobre o L2… é sempre por volta de…

      • Ricardo Gomes says:

        O gajo da NASA que escreveu o Texto foi um pouco infeliz 😉 os engenheiros não ficaram contentes certamente. O distancia maxima do L2 é conhecida, tanto a vertical como na horizontal. O ponto central não é na terra e desde que o satélite não ultrapasse a distancia maxima não ha problemas… quando este ultrapassar a distancia maxima ai temos um satélite perdido… Se fosse possível fazer Upload de Imagens nos comentários, isso era uma grande coisa 😉

        • Vítor M. says:

          😀 são uns tipos básicos, que foram trabalhar para a NASA porque tralhava lá o tio português a trabalhar. 😀

          Não, os Pontos Lagrange não são estáticos. Aliás, entre estes 5 pontos, apenas L4 e L5 são estáveis, o que significa que a matéria e a poeira tendem a se acumular nestas áreas. L1, L2 e L3 são instáveis, não podem reter os satélites naturais, os satélites artificiais, que podem periodicamente corrigir a sua órbita, conseguem permanecer nessas áreas.

          Manda a imagem para mim e discutimos isso. Mas vê a imagem que está no artigo que é a imagem da NASA que ilustra os Pontos.

          • Ricardo Gomes says:

            Eu falei bem… a distância máxima é conhecida… não disse que está era estática 😉 também sabemos mais ou menos onde começa 😉 mais tarde ligo-te para explicar o ponto

      • Tiago says:

        L2 faz-me lembrar hérnia discal

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