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Cientistas descobriram que uma super tempestade solar atinge a Terra a cada 25 anos


Imagem: NASA

Autor: Vítor M.


  1. Pedro says:

    Parece que o Ben dos Suspicious Observers não é tão doido como o pintam. Um dia destes assumem que as alterações climáticas têm pouca ou nenhuma influência humana.

    • cat says:

      Na ciência não se assumem resultados. Ou se sabem ou não se sabem. No caso das alterações climáticas, a influência ou o impacto da actividade do Homem no clima é quantificável. Daí existirem modelos que conseguem prever a gravidade da situação e que se têm mostrado correctos. É por isso que existe uma situação de emergência climática. Isto pode parecer muito complicado de perceber para alguns, muito mais quando certas forças, como alguns movimentos, são criados artificialmente para combater a ciência. É certo que os argumentos dessa malta são rebatidos um por um mas há sempre muita gente que cai na esparrela. Porque diga-se de passagem, é mais cómodo não mudar hábitos e apoiar essa ideia que nada temos a ver com isto. Viram a cara e olham para o lado.

      O problema são os 97% a que os inconscientes, e crédulos em tretas, chamam “o resto” dos cientistas mas que reiteram que nós somos responsáveis por isto.

      Como se costumava dizer: “Acredita na virgem e não corras” …

      • h2o says:

        Na ciência não se assumem resultados. Ou se sabem ou não se sabem. No caso das alterações climáticas, a influência ou o impacto da actividade do Homem no clima é quantificável. Que confusão… “influência ou o impacto da actividade do Homem no clima é quantificável”… Mostra lá isso!!! “há sempre muita gente que cai na esparrela.”… Se calhar é o teu caso!!!
        Uma coisa é o homem poluir ou sujar o planeta, e isso não é bom para a qualidade de vida das pessoas, outra coisa é esse comportamento alterar o clima!!!

        • cat says:

          Sim pá ! A malta anda preocupada é com a qualidade de vida e por isso vai começar a mexer-se para não perder nada disso. O que vão fazer:

          – Contratar mais varredores para que ninguém se aperceba que o chão está sujo. Quem tem qualidade de vida quando se sai à rua e só se vê lixo.

          – Os gases de estufa vão começar a ser pintados de cor-de-rosa que é para a malta os conseguir ver e se desviar. Faz comichão aos olhos e ninguém gosta disso. Tira qualidade de vida.

          – Pratos inacreditáveis como caldeirada de peixe estufada à la gases com recheio de sacos de plástico. Uma iguaria feita com peixes que foram aparecendo cheios de plástico. Ninguém sabe de onde vieram ou como apareceram.

          – Novos desportos radicais como “Safari do último leão” ou “O mata abelhas”. Este último dizem ser divertido. Principalmente para “picar” os cientistas que dizem que pode desestabilizar eco-sistemas em todo o mundo. São meia-dúzia deles. Esses mentirosos. Podem saber muita coisa mas não acredito neles. Não me enganam.

          – Por último e muito importante, novos detergentes para ter a roupa limpa. Isso é que é qualidade de vida. Dizem que vai ter ao mar e que a vida marinha. Tudo mentira, vai para o espaço quando se evapora. Mas já agora, quem não gosta de um travozinho a chumbo nas sardinhas grelhadas ? A malta não sabe o que perde !

          Agora, ironias à parte, de que planeta vêm as pessoas como tu ? Vocês vivem dentro da vossa própria cabeça como se nada fosse. Desresponsabilizam-se mostrando ignorância. Bravo !

          https://www.rtp.pt/noticias/mundo/97-dos-cientistas-responsabillizam-humanidade-pelas-alteracoes-climaticas_n814559

          Lê-se logo ao início:

          “A diretora do Centro para o Clima da Universidade Rovira i Virgili de Tarragona garantiu hoje que “97% da comunidade científica que trabalha no estudo do clima entende que as alterações climáticas são reais e têm causa humana”.

          A garantia de Manola Brunet foi dada durante a conferência, intitulada “A Ameaça Climática: Ciência versus Desinformação Interessada” …”

          Meu, ganha vergonha na cara quando afirmares essas tretas em que acreditas. Já agora, quem são as tuas fontes, ou a tua cabeça informa-se a ela própria ?

          • Abreu says:

            Vai pesquisar as alterações climáticas nos últimos 2000 anos e depois fala

          • Justino, o Justo says:

            A história geológica do planeta é feita de alterações climáticas. E nessa história o homem tem muito pouco significado. Que a sua presença pode acelerar o processo, não tenhamos dúvidas, mas ser a causa, não. A emergência climática está a coberto de muito interesse economico, e é hoje difícil separar esse interesse da verdadeira situação.

          • Pedro says:

            O gelo do Ártico também estava a desaparecer a um ritmo alucinante…

            https://wattsupwiththat.com/2019/02/24/strong-arctic-sea-ice-growth-this-year/

          • cat says:

            Vocês os 3 podem-se juntar ao h20 e à sua ignorância. A ignorância de quem refuta a ciência e abraça o conspiracionismo, o empirismo e o “opinionismo bacoco”. Faz todo o sentido !

            Mas vocês acham que os vossos argumentos já não foram refutados uma e mais outra vez pela ciência ?

            Abreu, já conheço o argumento, já fui pesquisar os dados – e não os poucos individualizados que te dão jeito – e a conclusão é inegável. A actividade do Homem tem muita influência e está a desequilibrar o planeta. E se existem algumas excepções é porque confirmam a regra.

            Justino, embora a o teu primeiro argumento seja verdadeiro, só nos últimos dois séculos é que o Homem teve a capacidade de afectar o Planeta. Basta isto para contrariar o teu argumento. Por ti, esqueciam-se coisas como o crescimento demográfico ou o aumento exponencial da poluição. Acrescentamos que também acreditas que os cientista estão vendidos a interesses económicos e, por isso, temos que duvidar deles, quando são as grandes empresas poluidoras que descaradamente apoiam “opinion makers” para iludir e confundir as pessoas. É daí que nascem os “negacionitas”.

            Pedro, o Trump pôs em causa, há uns meses, as alterações climáticas porque o tempo estava muito frio. O ridículo disto só é ultrapassado pela sua ignorância. O teu argumento nem um argumento é: “Sim, são décadas de degelo e, num ano, a coisa até parece estar a mudar”. Lol, as alterações climáticas apresentam-se através da inconstância climática. Cada vez mais frequente. Lê, aprende, estuda e percebe estes termos antes de dar uma de entendido no assunto graças a “science bytes” e teorias alternativas feitas por conspiracionistas.

            É da malta como vocês de onde nascem os inteligentes e perspicazes terra-planistas ou os sempre atentos anti-vaxers. Quando no fundo, tudo não passa de um produto da vossa mente. Devem ser pessoas ou cheias de certezas falsas ou então sem certezas algumas e vêm supostas verdades onde elas não existem. Se o resto do mundo fosse como vocês, não haviam carros, ou micro-ondas, ou telemóveis ou até aviões. Não faz qualquer sentido não aceitar a ciência. Não o fazer, é não aceitar a própria realidade onde existem. Mas o pior de tudo é a vossa atitude em substituírem-se aos cientistas nas conclusões pelos mais variados (e avariados) motivos. E metam isto na cabeça, se existe alguém a fazer lobby e tem interesses económicos, são aqueles que poluem. Aliás, foram eles mesmos que criaram o movimento negacionista há 10 anos atrás. Do qual vocês são grandes advogados. A Humanidade agradece …

          • Justino, o Justo says:

            Cat, tens de explicar por que é que há cientistas, e não são tão poucos como isso, que também põe em causa a teoria as alterações climáticas. Por exemplo, Judith A. Curry, conheces ?

          • cat says:

            Justino, são 97% de cientistas sérios e validados pela ciência … pelo amor da santa.

            Sei que para além dos cientistas a soldo do consórcio que montou o movimento negacionista, existem outros que até nem desmentem a influência do Homem nas alterações climáticas mas baseiam-se na incerteza das predições para não tomar qualquer partido. O problema para esses cientistas é que a ciência não para e tem vindo a validar as várias teorias que apontam para uma crise climática iminente.

          • Justino, o Justo says:

            Tens de estudar melhor o assunto.

          • cat says:

            “Tens de estudar melhor o assunto.”

            Sim porque tu já o estudaste todo. Se fosses tirar um doutoramento, aposto que o farias com uma perna às costas. Tal é a tua omnisciência sobre o assunto. Seria um doutoramento em teorias da conspiração e em como refutar a ciência. Tenho mesmo que estudar melhor isso …

          • Justino, o Justo says:

            Alguém disse que já o estudei todo ? Assumes demasiadas coisas para justificar os teus fundamentalismos. Tens demasiadas certezas sobre tudo e todos. Devias ser muito mais humilde e questionar, questionar, questionar. Questionar é a chave. E sobre este tema, há demasiadas certezas. Certezas que apareceram quase do nada. Devias pensar mais com a cabeça e menos com o coração. Sim, também me apetece fazer julgamentos sobre a tua pessoa. E tentas a todo o custo arrumar-me em algum sitio do teu estereotipado pensamento só para estares confortável. Não conseguirás.

      • Pedro says:

        O problema com os modelos usados é que não têm em conta outros fatores que também têm de entrar na equação. Só contam com a nossa atividade mas o nosso planeta é afetado, inclusivamente, por fenómenos além sistema solar. Para alguns isto não é ciência, é extrapolar a – sua – ciência.
        Já partilho aqui um link de um vídeo em que os Suspicious tratam disto.

        • cat says:

          Mas quem és tu para dizer o que entra ou deixa de entrar na equação ? Tens alguma formação em estatística, matemática, biologia ou astro-física ?

          “Fenómenos além do sistema solar”. Então explica à malta como podem ser quantificados esses fenómenos e qual o mecanismo de actuação no que toca a afectar o clima na Terra ? Mostra-nos o que é ciência ! Ensina-nos por favor !

          Consegues fazer isso ou este é o resultado de veres muito documentários interessantes sobre o tema ? Faz-me lembrar aquela malta que vai a um seminário do Michio Kaku sobre astro-física, buracos negros e tal e sai de lá de peito feito, a pensar que é um “Sheldon” ou alguém que percebe muito do assunto quando nem sabe resolver uma equação de 2ª grau. É assim que olho para ti, para o Justo e para o Abreu.

          p.s.: Querem uma boa teoria da “constipação” ? Estes 3 são contas criadas pela mesma pessoa. Tudo não passa de uma expressão do lobby negacionista para fazer-nos pensar que não existem alterações climáticas ou que elas não são o resultado da nossa actividade. Epá … até acho que tenho jeito para isto !

    • PGomes says:

      Os ciclos solares são tidos em conta nas análises climatéricas, quando consideradas as alteraões climáticas. Mesmo considerando estes ciclos, verifica-se que existem alterações por causa de atividades humanas.
      Se há umas décadas atrás, isto até podia ser alvo de alguma dúvida, hoje em dia, com o acumular de validações cientificas, já é um facto aceite por praticamente toda a comunidade cientifica.
      Apenas o pessoal das teorias de conpiração é que continuam a negar isto.

      • Pedro says:

        São?
        Partilhe os dados então pf.

      • Justino, o Justo says:

        Falas dos cientistas financiados pelos mesmos agentes económicos que divulgam a teoria da alteração climática, como se nunca tivesse acontecido na história do planeta?

        • Abreu says:

          Na altura dos romanos o planeta estava mais quente, na idade média teve uma pequena era glaciar, agora se fosse para escolher prefiro o planeta assim mais quente do que uma era glaciar, agora os plásticos e poluição isso e outro assunto

        • cat says:

          Os 97% dos cientistas são uns vendidos ! Deviam ter vergonha em nos enfiar uma coisa chamada “ciência” pela goela abaixo !

          Ironias à parte, sabias que o movimento negacionista foi criado há 10 anos atrás por várias empresas poluidoras para tentar calar os cientistas ? As suas presas mais fáceis são pessoas que não se querem comprometer com qualquer mudança. Não o fazem porque estão confortáveis na sua situação actual e o negacionismo surge como uma forma de os justificar e perpetuar essa sensação confortável de que a ordem das coisas se manterá assim.

          Faz-me lembrar Copérnico e os seus inimigos que afirmavam que a Terra era plana. Eles também não queriam que a ordem das coisas mudasse. Tal como então, esse é o maior medo dos negacionistas. A diferença é que agora, a refuta da ciência pode-nos custar a vida e a dos nossos filhos. Naquela altura, só custou a Copérnico. O mais irónico é que, se não fosse por ele, para alguns como o Pedro, o Justo ou o Abreu ainda vivíamos num mundo plano. Não vá a ciência ir contra esta gente. Ainda fazem menos sentido !

          • Justino, o Justo says:

            Devias olhar mais para a história geológica do planeta. Uma ideia frequentemente repetida não pode ser por si só considerada verdade. Se há quem aceite a teoria da intervenção humana, tambem há quem não a aceite. Temos opiniões diferentes. Só isso. Não tentes arrumar as coisas em compartimentos como os negacionistas ou os conspiradores. Não. São opiniões diferentes. E certezas não há nenhumas.

          • cat says:

            Eu conheço a história geológica do planeta, os cientistas também. Agora diz-me tu qual é a conclusão a que eles chegaram, neste contexto, em relação à contribuição da actividade humana para o fenómeno das alterações climáticas ?

            Se não queres aceitar as evidências da ciência, o problema é teu. A verdade é que não existe uma teoria unificada mas sim várias teorias que foram sendo provadas como verdadeiras pela ciência. Daí 97% dos cientistas terem cada vez mais certeza do que se está a passar. Mais certeza, não menos certeza. Isto quer dizer que o que propões faz cada vez menos significado tendo em conta o processo de validação científico. Ou seja, cada vez menos faz sentido acreditar no que tu acreditas, porque cada vez se sabe mais sobre o assunto e a ciência não te dá razão alguma.

            Mesmo assim, insistes que podemos escolher e temos opiniões diferentes. O teu problema é que quanto mais exacta a análise e a validação científica, menos espaço existe para opiniões e afins. Ou aceitas a explicação cientifica ou a negas. Que é exactamente o que tu fazes. Daí – e eu gosto de chamar as coisas pelo seu nome – seres um negacionista. Negas o conhecimento científico e propões alternativas baseadas em meias-evidências e opiniões. O que é exactamente que fazem os conspiracionistas para provarem a suas próprias teorias. Portanto, se a carapuça te cabe que nem uma luva, porque não a hás de vestir ?

            Admite, és um negacionista e um conspiracionista. Todo o resto é ciência…

          • Justino, o Justo says:

            Admite, há opiniões diferentes. Não podes justificar os teus argumentos com a atribuição de etiquetas a quem tem opinião diferente, porque é isso que estás a fazer. O absolutismo de opiniões, o politicamente correto, o comportamento acéfalo e a passividade com que se aceita tudo é que me preocupa. Não há certezas de nada.

          • cat says:

            Eu não justifico opinião alguma. Eu convenho informação cientifica. As “etiquetas” não sou eu que as ponho, és tu – e outros como tu – que as carregam e mostram cada vez que abrem a boca. Eu só apontei o dedo para o óbvio.

            A única coisa absoluta é ciência provada, para a qual as opiniões contrárias mostram o quão inúteis e irrealistas elas são. Segundo a tua (pouca) lógica, sou acéfalo porque aceito a ciência quando é a ciência a base para o verdadeiro conhecimento sobre todos estes processos.

            Nada disto tem a ver com chavões como “politicamente correcto”, atitudes passivas ou aceitar “tudo”. Tem a ver com a capacidade de saber distinguir entre o que é conhecimento cientifico validado que explica a realidade e o que não é.

            Se achas que combater esta ideia, de que a ciência é a forma mais exacta de perceber a nossa realidade, então nunca terás certeza alguma e é mesmo isso que vens aqui mostrar. É esse tipo de mentalidade que gera os terra-planistas e os anti-vaxers. Seres como tu, cheios de opiniões, de incertezas que acusam os outros de “não pensar” porque não concordam com as “opiniões” eles.

            Cada um faz a sua escolha. Eu fiz a minha e tu fazes a tua. No fim eu fico com as minhas certezas e tu ficas com as tuas incertezas. Cada um vive à sua maneira.

          • Justino, o Justo says:

            Desculpa? Não pões etiquetas? Estas a brincar, não? Foi a primeira linha da tua argumentação- eu sou isto, eu sou aquilo. Estás muito confuso. Com tudo. E bastou aparecer uma ovelha negra como eu a não concordar com a tua opinião. Vai lá ler um bocadinho mais sobre este assunto. Não vale ver videos do Youtube!

          • cat says:

            Pôr etiquetas ?!? Lol !!! Já vinhas com elas. Limito-me a lê-las.

            Afinal, tens ou não tens noção das tuas afirmações e do que elas significam ?

            Por outro lado, não dês uma de coitadinho, por favor. Ou tens argumentos ou não tens. Não precisas de por o foco em mim e naquilo que acho de ti. É um assunto menor, secundário. Que nada tem a ver com as mudanças climáticas mas que tem a ver com a capacidade de desinformação que alguns poderes conseguem exercer.

            Quanto a ser “ovelha negra”. Deves achar que és muito diferente dos “outros”. Um gajo muito à frente. Esclarecidíssimo, de certeza ! Desgraçadamente existe muita, mas mesmo muita, gente como tu. Aliás, nem sei quem terá maior número.

            Tu cometes um erro crasso ao focares-te na minha pessoa. Para não dizer uma falácia pegada. Há dois tipos de pessoas dentro de quem afirma estas conclusões científicas que defendo. Aqueles a quem tu referes que não questionam e não pensam, os passivos e os acéfalos e os outros, aqueles que não são nada disso mas conseguem perceber a evidência das coisas, a ciência por trás disto tudo e aceitam-na.

            Do lado de quem não aceita a ciência, só há um tipo de pessoa. O tipo de pessoas que nem sequer sabem o que significa a ciência. Que vêem fantasmas em todo lado e que questionam tudo. O que é absoluto e o que é relativo. Pois nem sabem distinguir entre os dois. Se isto faz de ti um esclarecido e os outros uns mentecaptos, é um julgamento teu, com o qual eu estou-me pouco marimbando.

          • Justino, o Justo says:

            Cat, assim ninguem te leva a sério. Tu leste sequer o meu primeiro post aqui no dia 5 ? Qual foi a tua resposta ? AGora fico eu tentado a por-te uma etiqueta, e não ias gostar de certeza. Mas devias retratar-te. E ter um pingo de vergonha. Quando eu contrariei pela primeira vez a tua opinião chamaste-me de “negacionista” e agora vens para aqui armar-te em vítima ? Tem vergonha.Quem colocou aqui etiquetas ? É preciso ter lata. Pensava eu que estava a falar com um adulto. Já te disse para leres Judith Curry. De certeza que não te deste ao trabalho, pois de ontem para hoje seria impossivel dada a vastidão do trabalho da senhora. Agora não venhas para cá com fundamentalismos bacocos, e isto sim é uma etiqueta. Tem juízo.

          • cat says:

            Oh Justino, que “fartote” …

            Uma pessoa que anda em pé, numa prancha de surf no mar é um surfista. Uma pessoa que conduz um camião é um camionista. Uma pessoa que usa malabares é um malabarista e quem atenta contra a evidência cientifica é um negacionista. Epá, porque insistes em fugir. És aquilo que és. Nem mais nem menos. Agora, que não gostes disso e que não te sintas bem, isso é outra coisa. Todos nós, a certa altura, temos que nos enfrentar a nós próprios e muitas vezes por em causa aquilo em que acreditamos. Tu pareces andar às voltas nesse processo.

            Quanto às tuas perguntas. Respondi-as a todas várias vezes. Tu é que não respondes às minhas. Olha para cima, para a quantidade de argumentos do meu texto e depois olha para os teus parágrafos telegráficos. Deves estar a gozar comigo. Afinal, o que é que eu não respondi. Estou curioso mas aposto que irei fazer copy&paste de respostas anteriores. Aliás, começo a pensar que não percebes o que escrevo ou então não queres perceber.

          • cat says:

            Só para dizer que realmente não conheço o trabalho da senhora mas dei-me ao trabalho de perceber qual a sua posição relativamente às alterações climáticas. Usualmente, vou a skepticalscience e assim o fiz. Justino, lê com atenção por favor. Os seus argumentos são refutados de uma forma evidente e cientifica. Aliás, essa senhora abandonou a academia à pouco tempo porque ninguém lhe dá qualquer razão. E não lhe dão razão por motivos bem óbvios.

            https://skepticalscience.com/Judith_Curry_quote.htm

          • Justino, o Justo says:

            Mas insisto em quê? Quem é que insiste em etiquetar a opinião diferente da sua? Já te disse o que tinha a dizer. A minha opinião é diferente da tua quer gostes quer não gostes. Arruma-la em correntes de pensamento sejam elas quais forem é uma necessidade tua, pois não estás preparado para enfrentar a divergência. E os meu parágrafos são telegráficos (outra etiqueta tua) adivinha porquê? Não tenho tempo para abraçar religiões, convicções e outras coisas mais como tu tens. E partiste do princípio errado para ler o que a tal senhora fez e disse. Partiste do sítio que obviamente te convém.

          • cat says:

            Quer dizer, tu dizes não ter tempo para te fazer explicar. É essa a tua desculpa ? Ou será porque não tens a capacidade de o fazer ? Como fizeste até agora. Mandas ler, como se esse conhecimento fosse teu mas não é porque nem o percebes como um todo.

            Porque não começas por refutar, ponto por ponto, a critica feita a esta senhora naquele site ? “Ahhhhh dá tanto trabalho” … “Ahhhh não tenho tempo para isso” ….. lol !

            Correntes de pensamento … tu deves ter-te libertado delas quando deixaste de pensar, não foi ? Estás leve … como dizem em inglês “ignorance is bliss”.

            Mas fazemos assim, pega nos argumentos desse site e faz o que te pedi. Refuta-os um por um. Depois volta a falar comigo sobre o tema. De contrário continuar com esta conversa para quê ? Para escreveres mais um parágrafo com a tua informadíssima “opinião” contra factos científicos. Certamente é assim que te levarão a sério.

          • cat says:

            “Não tenho tempo para abraçar religiões, convicções e outras coisas mais como tu tens.”

            Epá, desculpa mas estive a rir-me um pouco da tua “opinião”. Então agora afirmar que a ciência é a mesma coisa que acreditar em religiões e ter convicções ? A palavra chave aqui é “acreditar”. A ciência não precisa que acreditem nela, como uma fórmula matemática ou uma quantificação estatística não precisa de seguidores. Elas são as representações mais absolutas da realidade. E é graças a estas representações que tu ,eu e toda a gente vive na modernidade em que vivemos. Em suma, quanto mais cientifica for a nossa forma de pensamento – e isto implica perceber o significado de ciência – mais conseguiremos fazer nesta realidade porque acabamos por percebe-la melhor.

            É por isso que eu afirmo que tu não sabes o que “ciência” significa. És tu quem “acredita” que a ciência está errada. És tu quem “acredita” que teorias sem prova cientifica é que são a explicação para o que não está a acontecer ao clima. Um contra-senso em si mesmo. O religioso és tu, porque só um indivíduo religioso é que poderia basear a explicação da realidade em palpites e bitaites não provados. Portanto, quem tem convicção e fé, quem “acredita” aqui és tu. Porque só uma grande convicção poderia tentar combater a própria ciência.

            Por último, só lembrar um grande cientista, Carl Sagan que afirmou que ciência é uma forma de pensamento. Tu consegues demonstrar, argumento após argumento, que não tens essa forma de pensamento. Para ti essa forma de pensamento é ao que chamas de “correntes”. Se isto não fosse tão ridículo até diria que é triste.

          • Justino, o Justo says:

            Fico a pensar quando virá aquele dia em que conseguirás discutir um qualquer assunto com alguém desconhecido, que tanto pode ter a tua idade como não, sem que faças qualquer juízo de valor sobre o teu interlocutor. Ainda falta muito para isso ? Serás capaz ? Repara que desde que eu fiz um comentário contrário à tua opinião, que não tens feito outra coisa que não o ataque pessoal. Parece-me que à luz da tua clarividência cometi um delito de opinião. Não és capaz de melhor ?

  2. Miguel Costa says:

    Só a SOHO e as Stereo (A e B) podem emitir um aviso, até 8 horas, antes da Terra ser atingida por uma tempestade solar. Mesmo assim, em 2012, o alerta foi emitido mas, ficou perdido pelas organizações e governos mundiais. Como nada aconteceu, só 4 anos mais tarde, foi confirmado que foram 3 dias e meio antes, que o planeta passou na direcção por onde a CME passou.
    O aviso de 3 dias, é possível, apesar dos cálculos deixarem margens grandes, pois só 8 horas antes podem validar que o planeta será atingido, já depois de levar com as primeiras vagas.
    A única forma de evitar danos catastróficos é deitar abaixo todas as redes eléctricas nas zonas que estejam de dia quando a parte pior da CME nos atingir. Depois são 5 a 9 dias para repor tudo de volta. Entretanto, as torres de telemóvel vão precisar de baterias novas e uns milhões de jovens estarão internados, com queimaduras graves por terem tentado usar o telemóvel no pico da tempestade. 😀

  3. Rodrigo says:

    Já percebi porque é que estão 26 graus hoje no Algarve.

  4. h2o says:

    Na ciência não se assumem resultados. Ou se sabem ou não se sabem. No caso das alterações climáticas, a influência ou o impacto da actividade do Homem no clima é quantificável. Que confusão… “influência ou o impacto da actividade do Homem no clima é quantificável”… Mostra lá isso!!! “há sempre muita gente que cai na esparrela.”… Se calhar é o teu caso!!!
    Uma coisa é o homem poluir ou sujar o planeta, e isso não é bom para a qualidade de vida das pessoas, outra coisa é esse comportamento alterar o clima!!!

    • Poet says:

      “Uma coisa é dizer um pessoa que beber faz uma ter reflexos e estraga o fígado, isso não é bom para as pessoas, outra coisa é esse comportamento provoca acidentes”… A sua lógica
      “Uma coisa é dizer que um asteróide grande o suficiente que embata na terra irá levantar muita poeira e libertar ondas de pressão e calor, isso não foi bom para a qualidade de vida dos dinossauros, outra coisa é que esse facto levou a um evento de extinção em massa em todo o planeta.” mais uma vez a sua lógica.
      Então não se sabe os efeitos do gases na atmosfera e o efeito de estufa que alguns provacam? Veja o exemplo do planeta Vénus, do mesmo tamanho que a Terra e que embora não seja o planeta mais próximo do Sol é o mais quente.

      • Pedro says:

        Os dinossauros e o cometa… São suposições, não há certezas. Ai quando a ciência também envereda por dogmas!

        • cat says:

          Sim, e como tu nunca foste a Neptuno, a sua existência também é incerta. Uma suposição da ciência.

          “Os dinossauros e o cometa” são uma teoria cientifica com um certo grau de probabilidade de ter acontecido. A ciência não a define como provado. Portanto, qual dogma ?

          Mas lá está, isto é uma questão de atitude. A de refutar a ciência quando não há certezas como desculpa para utilizar qualquer teoria estapafúrdia que se possa pensar.

          Mas ainda pior é que o Poet utilizou um exemplo para explicar uma coisa. O Pedro nem se dá ao trabalho de refutar a ideia por trás da analogia, que é o que interessa. Importa mais por em causa a própria analogia porque o Pedro não ou não sabe dizer mais nada.

      • Abreu says:

        Não teve nada para reter o carbono na atmosfera, nós temos árvores!

        • cat says:

          lol. Entretanto um cientista corre uma simulação de um modelo muito aproximado e chega à conclusão que as árvores existentes não não suficientes. E agora ?

  5. h2o says:

    Este “cat” não regula bem da “tóla”!! As “fontes” dele são boas, as dos outros são más! Os conhecimentos dele são bons, os conhecimentos dos outros são maus! As opiniões dele são inteligentes, as dos outros são ignorantes! Continua a pensar assim… Deve ter menos de 20 anos e portanto é próprio da idade.

    • Justino, o Justo says:

      Há muito disso por aí. E depois destilam ódio por todas as teclas ! Bem vindo ao admirável mundo…virtual ! Enfim …!

    • cat says:

      ahahah !!! Esta é de mais !!! Então, acabaram-se os vossos os argumentos para começar o ataque à pessoa, desta vez na forma de um apelo à idade (verifiquem o tema nas falácias, já deviam ter idade para saber quando estão a cair numa) ? Ironias à parte, já “tentei” explicar ao Justino o significado de ciência e do pensamento cientifico. Vocês acham que conseguem combater esse conhecimento com “opiniões”. Já ouviram falar daquela frase que diz “Contra factos não há argumentos” ? Não ?

      Os meu “conhecimentos” são tão “bons” quanto os factos científicos em que me baseio. As minhas “fontes” são “boas” pela mesma razão. Não sou eu o “inteligente”, a informação que foi criada e a qual eu afirmo e transmito é que foi feita com “inteligência”. Pela ciência.

      Sendo assim, o resto, o que vocês defendem é que é realmente “mau” e “ignorante” porque é tudo menos ciência. São vocês que se enterram a vocês próprios quando apresentam as vossas “opiniões”. Como se 1 + 1 = 2 fosse uma “opinião”.

      Depois falam em ódio e afins. Pá, eu não vou concordar com vocês porque não concordo com a ignorância. Se o Justino opinasse que a terra é plana, porque iria eu aceitar a sua opinião ? Se o h2o opinasse que as vacinas causam autismo, teria que acreditar nele e aceitar essa opinião ? Não ! Claro que não ! E quando é assim, podem ter a certeza que irei refutar as vossas crendices, a vossa opinião, porque não passam disso mesmo à luz da ciência: crendices. Não há qualquer ódio, só uma forte repulsa a todos os argumentos que não são baseados em factos científicos.

    • cipreste says:

      Eu não sei como é que consegues aturar esta gente cat … se fosse eu já os tinha mandado dar uma volta ao bilhar grande…. eu nem sei o que vai na cabeça destes dois mas não deve ser muito … ou então é muito de nada.
      Quem tem 20 anos e mostra-o bem é o h2o…. então as opiniões estão acima das conclusões da ciência ? Mas quem é que no seu perfeito juízo afirma uma coisa destas ! lolololololol !!!!
      Haja paciência !!!!

      • cat says:

        Sei lá, meu. Parece que tenho tido mais algum tempo livre para estar na net a relaxar. Aposto que após acabar um pós-doutoramento em ciências da computação também estarias … principalmente para um quase quarentão como eu 😉

      • Justino, o Justo says:

        Meus caros, por quem sois: mostrem lá todas as provas cientificas que existem e que de forma inequívoca correlacionam directa, unica e exclusivamente a actividade e presença humana com as alterações climáticas em curso e que por conseguinte não poderão estar relacionadas com qualquer outro factor. Provem que não há tambem interesse económico nesta matéria. O fim de semana é de chuva. Aproveitem. Ah cat…finalmente também abraçaste o narcisismo. Fantástico. És doutorado com trinta e… A ciência devia-te dizer que não há quase quarenta. Ou há quarenta ou não há. Simples. E querias tu saber que em sou…

    • Miguel says:

      Porquê que há a tendência em discussão de atacar a pessoa em vez das ideias e argumentos, com contra-argumentos?
      Alterações climáticas é uma constante no nosso planeta e tem um conjunto diverso de razões possíveis, seja individual ou combinada. E nem sempre foram as mesmas ao longo do tempo.

      De lembrar que a situação do Climategate é algo bizarro, pois para quê alterar dados em bruto dos registos dos sensores da temperatura, na grande maioria controlado por uma pequena equipa centralizada nos EUA. A pergunta “porquê e para quê” continuou no ar após o escândalo… parece que já todos se esqueceram disto.

      Na minha análise até ao momento, como investigador nesta área, se a actividade humana tem ou não tem impacto: a nível local há muita influência, e a nível regional significativa nalgumas zonas. Ao nível global tudo indica que tem, mas quantificar é, ainda, muito à base de modelos e projecções, nada comprovado (mesmo quando eles falam como se fossem verdades absolutas).

      O que é estranho ou errado é atacarem o CO2 como o maior vilão desta história, quando é um gás não tóxico e que é fundamental para dar de alimento ao reino vegetal. Integra o ciclo saudável do ar e água no planeta, essencial à vida.

      Pelos registos sabemos que já houve épocas em que o CO2 era superior ao actual mas a temperatura menor. E também já aconteceu o contrário. Portanto conclui-se que o CO2 pode influenciar a temperatura pelo seu forçamento radiante, mas não é de todo o principal influenciador.

      Este gás CO2 representa 0,04% da atmosfera, o qual é constituído em 78% por nitrogénio (ou azoto) e oxigénio O2 em 20%, e restantes gases (entre os quais o CO2).

      Sugestão 1 – em termos de gases: preocuparem-se com reduzir gases realmente tóxicos e poluentes em vez do CO2, tais como o HFC23, CO, Metano, fluoreto de enxofre.

      Sugestão 2 – promover uma maior e mais densa cobertura vegetal com plantas e árvores de dimensões diversas para provocar um aumento do ciclo da água e ar, permitindo a renovação e limpeza, alimentando os aquíferos e reduzindo o albedo (e assim as teperaturas tendem a estabilizar-se).

      Sugestão 3 – substituir a agricultura intensiva actual por outra mais eficiente e não nociva para o ambiente. Exemplo: hidroponia em ambientes controlados.

      Sugestão 4 – pecuária: acabar com os estábulos e animais confinados a armazéns e distribuí-los pelo solo em campo aberto, integrando com a sugestão 2. Com isto reduz imenso a possibilidade de lavrar incêndios, além de muitas outras vantagens para a saúde e ecossistema.

      Sugestão 5 – introduzir de vez o Hidrogénio como futuro combustível, algo que tem sido constantemente travado. Este sim pode ser muito mais amigo do ambiente por ser de fácil produção e armazenamento, em vez dos veículos elétricos (devido às actuais baterias).

      Sugestão 6 – ter uma política fortíssima mundial de proteção das florestas, e recuperar áreas já devastadas.

      • Justino, o Justo says:

        Obrigado Miguel pela opinião objectiva sobre esta matéria. Força com esse trabalho de investigação. Precisamos de transparência, lucidez e clarividência. E sobretudo, que tudo seja feito com isenção de fundamentalismos.

      • cat says:

        “como investigador nesta área” + Climategate = ahahahahahahah !!!

        Oh Justino Justino …

        • Justino, o Justo says:

          Então ? Onde andam as respostas às minhas questões ? O fim de semana já lá vai. E amanhã para mim é dia de trabalho. E “Oh Justino Justino”…porquê ? Andas a ter pesadelos comigo ?

      • António says:

        Gostaria de introduzir na conversa algum conhecimento sobre o assunto. Sendo o Dr. Miguel, meu colega de profissão, creio que aceitará uma crítica objectiva aos seu vários pontos.

        “Porquê que há a tendência em discussão de atacar a pessoa em vez das ideias e argumentos, com contra-argumentos?”

        Muito bem. Não será feita qualquer consideração a sobre a pessoa do Dr. Comecemos.

        “Alterações climáticas é uma constante no nosso planeta e tem um conjunto diverso de razões possíveis, seja individual ou combinada. E nem sempre foram as mesmas ao longo do tempo.”

        Embora esta afirmação seja verdadeira, ela não exclui que as actuais alterações climáticas tenham uma nova origem identificada e que essa origem possa ser o resultado da actividade humana. Afinal, as medições ao longo de décadas têm vindo a confirmar os vários modelos. Portanto, existe uma quantificação do fenómeno. Daí existir um consenso sobre o assunto.

        “De lembrar que a situação do Climategate é algo bizarro, pois para quê alterar dados em bruto dos registos dos sensores da temperatura, na grande maioria controlado por uma pequena equipa centralizada nos EUA. A pergunta “porquê e para quê” continuou no ar após o escândalo… parece que já todos se esqueceram disto.”

        Acho importante esclarecer quem nos lê sobre o assunto. O tema “Climategate” surgiu após uma troca de mensagens entre cientistas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido em 2009. Os quais foram roubados e tornados públicos. Eles mostravam uma certa animosidade entre colegas no que toca ao assunto das alterações climáticas. Na altura, algumas pessoas alegaram que existiam mensagens que poriam em causa os próprios números do IPCC. No entanto, esta polémica foi esclarecida na altura. Sendo assim:

        – As mensagens, que duram 13 anos, mostram alguns cientistas vom uma atitude menos positiva, sendo rudes ou desdenhosos. Essa investigação continua, e os resultados intermédios apontam para as evidências de que a Terra está a ficar mais quente e que os seres humanos são os principais responsáveis.

        – Alguns críticos dizem que os e-mails negam as conclusões de um relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, mas o relatório do IPCC baseou-se em dados de um grande número de fontes, das quais a CRU era apenas uma. Isto é muito importante para perceber a força do impacto nos resultados do IPCC. Foi provado que teve pouco impacto. Não alterando o sentido das conclusões obtidas.

        – Os e-mails citados como “prova irrefutável” foram deturpados. Por exemplo, um email que se refere a “ocultar o declínio” não fala de um declínio nas temperaturas reais, conforme foi medido em várias estações meteorológicas. Estas continuaram a aumentar. O “declínio”, na verdade, refere-se a um problema com dados obtidos a partir de anéis de árvores.

        Tudo isto foi esclarecido e até os próprios intervenientes explicaram o assunto exaustivamente. Desconheço qualquer colega que não tenha ainda ultrapassado esta questão. Muito menos quem a volte a trazer a público.

        “Na minha análise até ao momento, como investigador nesta área, se a actividade humana tem ou não tem impacto: a nível local há muita influência, e a nível regional significativa nalgumas zonas. Ao nível global tudo indica que tem, mas quantificar é, ainda, muito à base de modelos e projecções, nada comprovado (mesmo quando eles falam como se fossem verdades absolutas).”

        Ao contrário do que o colega afirma, “eles” têm uma boa ideia do que se está a passar após aprimorar alguns modelos com mais de 150 anos de existência. Além disso, eu aconselharia o colega a dar as sua fontes ou mencionar os estudos em que se baseou para chegar a estas conclusões. Afinal ciência “de boca”, não é ciência. Mas certamente, a sua academia o formou para ser explicito e sempre mostrar as suas fontes. Em quais não vejo lado algum. Por outro lado, relembro-o sobre a natureza dos modelos e da sua importância, não entendendo porque afirma que um modelo não pode ser a base para provar algo.

        “O que é estranho ou errado é atacarem o CO2 como o maior vilão desta história, quando é um gás não tóxico e que é fundamental para dar de alimento ao reino vegetal. Integra o ciclo saudável do ar e água no planeta, essencial à vida.”

        As qualidades dos gases de efeito estufa do dióxido de carbono são conhecidas há mais de um século. Em 1861, John Tyndal publicou resultados de laboratório, identificando o dióxido de carbono como um gás de efeito estufa que absorvia os raios de calor (radiação de ondas longas). Desde então, as qualidades de absorção do dióxido de carbono foram quantificadas com mais precisão por décadas de medições em laboratório ( Herzberg 1953 , Burch 1962 , Burch 1970 , etc ).

        O efeito de estufa ocorre porque os gases de efeito estufa deixam a luz solar (radiação de ondas curtas) passar pela atmosfera . A terra absorve a luz solar, aquece e depois irradia o calor (radiação infravermelha ou de ondas longas). A radiação de ondas longas emitida é absorvida pelos gases de efeito estufa na atmosfera . Esse calor é a atmosfera que, por sua vez, irradia radiação de ondas longas em todas as direcções. Algumas delas retornam à superfície da terra. Portanto, com mais dióxido de carbono na atmosfera , esperamos ver menos radiação de ondas longas escapando para o espaço nos comprimentos de onda queo dióxido de carbono absorve. Também esperamos ver mais radiação infravermelha retornando à Terra nesses mesmos comprimentos de onda.

        Em 1970, a NASA lançou o satélite IRIS, que media espectros de infravermelho entre 400 cm -1 a 1600 cm -1 . Em 1996, a Agência Espacial Japonesa lançou o satélite IMG, que registou observações semelhantes. Ambos os conjuntos de dados foram comparados para discernir quaisquer alterações na radiação emitida durante o período de 26 anos ( Harries 2001 )

        O que eles descobriram foi uma queda na radiação emitida nas faixas de comprimento de onda que os gases de efeito estufa , como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) absorvem energia. A mudança na radiação emitida é consistente com as expectativas teóricas. Assim, o artigo encontrou “evidência experimental directa para um aumento significativo no efeito estufa da Terra ” . Portanto, se o CO2 é bom, para as plantas e para o reino animal, não passa de uma conclusão parcial. O CO2 é muito mais do que isso e importa perceber a totalidade dos mecanismos por trás do seu aumento e quais os riscos associados ao mesmo.

        Entretanto, este resultado foi confirmado por artigos subsequentes usando dados de satélite mais recentes. Os espectros de 1970 e 1997 foram comparados com dados de satélite adicionais do satélite NASA AIRS lançado em 2003 ( Griggs 2004 ). Esta análise foi estendida para 2006 usando dados do satélite AURA lançado em 2004 ( Chen 2007 ). Ambos os artigos descobriram as diferenças observadas nas bandas de CO2 correspondentes às mudanças esperadas do aumento dos níveis de dióxido de carbono . Portanto, temos evidências empíricas de que o aumento de CO2 está a causar o efeito estufa.

        “Pelos registos sabemos que já houve épocas em que o CO2 era superior ao actual mas a temperatura menor. E também já aconteceu o contrário. Portanto conclui-se que o CO2 pode influenciar a temperatura pelo seu forçamento radiante, mas não é de todo o principal influenciador.”

        Desconheço o termo “forçamento radiante”. Conheço é força radiativa. Vejamos, uma compilação de medições da superfície da radiação de ondas longas descendentes de 1973 a 2008 encontra uma tendência crescente de mais radiação de ondas longas retornando à Terra, atribuída ao aumento da temperatura do ar, humidade e dióxido de carbono atmosférico ( Wang 2009 ). Estudos mais regionais, como um exame da radiação de ondas longas descendentes nos Alpes centrais, constatam que a radiação de ondas longas descendentes está aumentando devido a um efeito de estufa ( Philipona 2004 ).

        Levando isso um passo adiante, uma análise de dados espectrais de alta resolução permite que os cientistas atribuam quantitativamente o aumento da radiação descendente a cada um dos vários gases de efeito estufa ( Evans, 2006 ). Os resultados levam os autores a concluir que “esses dados experimentais devem efectivamente encerrar o argumento céptico de que não existem evidências experimentais para a conexão entre o aumento de gases de efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global”. Aconselho a ler este documento de Evans pois é esclarecedor sobre o assunto ( https://ams.confex.com/ams/Annual2006/techprogram/paper_100737.htm ).

        Huber e Knutti (2011) publicaram um artigo na Nature Geoscience sobre o equilíbrio energético da Terra . Eles adoptam uma abordagem neste estudo que utiliza o princípio de conservação de energia para o orçamento global de energia usando as medidas discutidas acima e resumem sua metodologia:

        “Usamos um conjunto massivo do modelo climático Bern2.5D de complexidade intermediária, impulsionado por estimativas de baixo para cima da força radiativa histórica F e restringido por um conjunto de observações do aquecimento da superfície T desde 1850 e da absorção de calor Q desde os anos 50.” …. Entre 1850 e 2010, o sistema climático acumulou uma energia forçada líquida total de 140 x 10 22 J com uma faixa de incerteza de 5-95% de 95-197 x 10 22 J, correspondendo a uma força radiativa líquida média de aproximadamente 0,54 (0,36-0,76) Wm -2 . ”

        Essencialmente, Huber e Knutti recebem o aumento estimado do conteúdo de calor global desde 1850, calculam quanto desse aumento é devido a várias forças radiativas estimadas e dividem o aumento entre o aumento do conteúdo de calor do oceano e a radiação de ondas longas emitida. Os autores observam que mais de 85% da captação de calor global (Q) foi para os oceanos, incluindo o aumento do conteúdo de calor dos oceanos mais profundos, embora seu modelo represente apenas os 700 metros superiores.

        Como esperado, Huber e Knutti descobriram que os gases de efeito estufa contribuíram para o aquecimento substancial desde 1850, e os aerossóis tiveram um efeito de resfriamento significativo:

        “Os gases de efeito estufa contribuíram com 1,31 ° C (0,85-1,76 ° C) para o aumento, ou seja, 159% (106-212%) do aquecimento total. O efeito de resfriamento do forçamento direto e indireto do aerossol é de cerca de -0,85 ° C (-1,48 a -0,30 ° C) O aquecimento induzido pelo ozono troposférico e a variabilidade solar são de tamanho semelhante (aproximadamente 0,2 ° C) .As contribuições do vapor d’água e do ozono estratosférico , erupções vulcânicas e carbono preto e orgânico são pequenas. ”

        Desde 1950, os autores descobriram que os gases de efeito estufa contribuíram com 166% (120-215%) do aquecimento da superfície observado (0,85 ° C de 0,51 ° C estimado do aquecimento da superfície). A percentagem é superior a 100% porque os aerossóis compensam aproximadamente 44% (0,45 ° C) desse aquecimento.

        “Portanto, é extremamente provável (> 95% de probabilidade) que o gás de efeito estufa induziu o aquecimento desde meados do século XX foi maior do que o aumento observado nas temperaturas médias globais e é extremamente provável que as forças antropogénicas tenham sido, de longe, a causa dominante do aquecimento. A contribuição forçante natural desde 1950 é quase zero “.

        Conclusão, existem várias linhas de evidência empírica de que o aumento do dióxido de carbono causa um efeito de estufa aprimorado . Testes de laboratório mostram que o dióxido de carbono absorve a radiação de ondas longas. As medições por satélite confirmam que menos radiação de ondas longas está escapando para o espaço em comprimentos de onda absorventes de dióxido de carbono . As medições de superfície encontram mais radiação de ondas longas retornando à Terra nesses mesmos comprimentos de onda. O resultado desse desequilíbrio energético é o acumular de calor nos últimos 40 anos .

        Quanto às sugestões que o colega faz. Não me irei debruçar sobre as mesmas. No meu entender, um cientista deve dar sugestões quando tem a certeza das suas conclusões. Eu ponho em causa as suas conclusões com dados científicos, citando fontes e dando exemplos. Portanto, faço-lhe o mesmo desafio. Peque nos meus argumentos e conteste-os um a um. Prove-se de uma forma científica.

        Bom dia.

  6. Miguel says:

    O princípio da ciência é pôr em causa, questionar, voltar a estudar com os mesmos dados ou novos. Nunca dar nada por garantido nem criar dogmas, caso contrário a ciência passa a ser uma religião. Concorda?

    Gosto da sua análise. No entanto eu nunca disse em lado nenhum que as alterações climáticas eram falsas. Nem disse que as temperaturas não têm subido.

    Há dados recentes que mostram ir contra os modelos até agora usados, e os cientistas ficaram surpreendidos. O gelo na Gronelândia aumentou:
    https://www.livescience.com/65080-greenland-glacier-growing.html

    Têm encontrado ciclos de variação ambiental ainda pouco ou nada introduzidos nos modelos.
    Aprofundando encontra-se imensos resultados que não coincidem com a percepção oficial, pela simples razão que ainda muito pouco se sabe e se entendeu do mecanismo terrestre.

    Citando-o – “Tudo isto foi esclarecido e até os próprios intervenientes explicaram o assunto exaustivamente. Desconheço qualquer colega que não tenha ainda ultrapassado esta questão. Muito menos quem a volte a trazer a público.”
    É simples: quem lhe diz a si, 100% certeza que não há novamente alteração prepositada dos dados climáticos em brutos de alguns sensores? Tem noção da facilidade disso acontecer ser grande, pelo facto de apenas estar pendente de pouca gente? Se sim, com base em quê?

    Citando-o – “Mas certamente, a sua academia o formou para ser explicito e sempre mostrar as suas fontes. Em quais não vejo lado algum. Por outro lado, relembro-o sobre a natureza dos modelos e da sua importância, não entendendo porque afirma que um modelo não pode ser a base para provar algo.”
    1) Nestes comentários deixei de colocar fontes, pois caiam sempre em saco roto, nunca ninguém lá vai analisar adequadamente, é para apenas parecer bem? Ou é apenas para si?

    2) Um bom modelo de análise e respectiva projecção futura é isso mesmo, uma previsão do futuro tendo em conta a evolução, direcção e inclusive ciclos. Mas nunca prova que certamente irá acontecer isto ou aquilo. Apenas é o melhor que se tem tendo em conta todas as análises até agora de deve-se continuar a estudar. E há muitos modelos para o mesmo, depende muito dos parâmetros que se intriduzem no cálculo e quais os pesos atribuídos para cada um.
    https://science.nasa.gov/science-news/news-articles/solar-minimum-is-coming

    Os valores actuais do dióxido de carbono atmosférico correspondem a um mínimo geológico, analisando a variação estimada para os últimos 200 milhões de anos.
    Durante o Cretácico a concentração do CO2 atmosférico atingiu um valor mais elevado do que o actual, tendo este valor diminuído a partir do Terciário para um valor próximo dos 500 ppmv (partes por milhão em volume).

    Quer referências? Ehleringer e Cerling (2002), Freeman e Hayes (1992), Kurschner e co-autores (1996).

    Dois períodos são particularmente importantes porque evocam variações significativas dos parâmetros climáticos: o período medieval quente e a pequena idade do gelo.

    O Período Medieval quente ocorreu entre 950 e 1250. A temperatura mais elevada, tanto da atmosfera como do oceano impulsionou a expansão dos Vikings para norte, e a colonização da Gronelândia.
    https://www.armstrongeconomics.com/world-news/climate/how-why-ice-ages-are-created/

    A Pequena Idade do Gelo estima-se ter começado no início do século XVI, sendo os anos mais frios 1650, 1770 e 1850. Este arrefecimento causou movimentações populacionais: Vikings abandonaram a Gronelândia, cuja vegetação diminuiu de porte, passando a tundra, a Finlândia perdeu um terço da população e a Islândia metade, tendo ficado completamente gelada durante meses consecutivos. Na Inglaterra, o Tamisa gelou, pela primeira vez em 1607 e pela última em 1814. No Inverno de 1780, a zona fluvial de Nova Iorque gelou e podia-se ir a pé da ilha de Manhattan à de Staten Island, tendo sido bloqueadas as ligações comerciais por via marítima.

    Citando-o – “O efeito de estufa ocorre porque os gases de efeito estufa deixam a luz solar (radiação de ondas curtas) passar pela atmosfera . A terra absorve a luz solar, aquece e depois irradia o calor (radiação infravermelha ou de ondas longas). A radiação de ondas longas emitida é absorvida pelos gases de efeito estufa na atmosfera . Esse calor é a atmosfera que, por sua vez, irradia radiação de ondas longas em todas as direcções. Algumas delas retornam à superfície da terra. Portanto, com mais dióxido de carbono na atmosfera, esperamos ver menos radiação de ondas longas escapando para o espaço nos comprimentos de onda queo dióxido de carbono absorve. Também esperamos ver mais radiação infravermelha retornando à Terra nesses mesmos comprimentos de onda.”

    –Análise sua bem explicada. Completando-a, pela lei de Stefan-Boltzman, a temperatura efectiva não depende do tamanho do planeta, mas sim do albedo e da sua distância ao Sol. Em que o albedo é a fracção da energia incidente reflectida pelo planeta, a fracção de energia absorvida é (1 – albedo), sendo que depende da composição da atmosfera e superfície.

    Ora, dizimar florestas, monoculturas (com imenso tempo de solo sem vegetação, especialmente no inverno), impermeabilização dos solos com construções (cidades, estradas) é um potenciador da absorção da radiação térmica e anulador do ecossistema poder regular a temperatura por meio da vegetação. Para além da redução da hidrosfera. Não vejo o IPCC realmente preocupado com isso, só fala em CO2… quando há muitos outros gases com capacidade radiante muito superior continuamente serem libertados para atmosfera, como referi.

    Citando-o – “Portanto, se o CO2 é bom, para as plantas e para o reino animal, não passa de uma conclusão parcial. O CO2 é muito mais do que isso e importa perceber a totalidade dos mecanismos por trás do seu aumento e quais os riscos associados ao mesmo.”
    –Pois não compreendemos nem de perto os mecanismos. Sobre isto, aqui recomendo estes estudos:
    * https://www.armstrongeconomics.com/world-news/climate/global-warming-is-undermined-by-new-discoveries/
    * https://www.nature.com/articles/s43017-019-0001-x

    Citando-o – “Desconheço o termo “forçamento radiante”. Conheço é força radiativa.”
    –Corrijo: forçamento térmico, e força radiativa.

    Citando-o – “Quanto às sugestões que o colega faz. Não me irei debruçar sobre as mesmas.”
    –Pois é pena, porque deixar as soluções entregue aos políticos e meia dúzia de cientistas dá facilmente asneira, pois eles fazem só cálculos de votos e $$$. A comunidade em geral, em particular a científica perde muito tempo em analisar as razões e mecanismos, mas pouco a elaborar soluções. E eu que faço aqui um esforço nesse sentido, sou severamente criticado na minha análise prévia, mas nada nas soluções!

    Citando-o – “No meu entender, um cientista deve dar sugestões quando tem a certeza das suas conclusões. Eu ponho em causa as suas conclusões com dados científicos, citando fontes e dando exemplos.”
    –Não estou aqui numa competição, muito menos afirmei que eram as minhas conclusões. É uma parte da minha análise actual segundo os dados que tenho e trabalhei. Achar que que qualquer conclusão é final é voltar ao problema referido no início: o que é a ciência e como é suposto ser trabalhada não dogmática.

    Este modo tão limitado de fazer ciência invalidaria qualquer Kelvin ou Newton de ser reconhecido cientista como foi. Uma posição humilde dos cientistas seria aconselhável. Na prática, em vez de afirmarem convictamente que irá acontecer desta forma, no meu entender deveriam afirmar que pelo que se conseguiu aferir até hoje, a análise é esta e prevê-se desta forma.

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