China lança missão Shenzhou-23 e vai deixar um astronauta um ano no espaço
A China deu mais um passo importante no seu programa espacial. A missão Shenzhou-23 foi lançada com sucesso e leva três astronautas para a estação espacial Tiangong. Pela primeira vez, um deles deverá permanecer em órbita durante um ano completo.
Um ano no espaço para preparar a próxima grande etapa
A estadia prolongada será um recorde para o programa espacial chinês e pretende recolher dados fundamentais sobre os efeitos de missões de longa duração no corpo humano. Entre os aspetos que serão estudados estão a exposição à radiação, a perda de densidade óssea e o impacto psicológico do isolamento espacial.
Esta experiência é considerada essencial para o objetivo mais ambicioso de Pequim: enviar astronautas chineses à Lua até 2030 e avançar depois para uma presença humana mais permanente fora da órbita terrestre.

Na imagem os astronautas da missão são o comandante Zhu Yangzhu, de 39 anos, engenheiro espacial, Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, antigo piloto da Força Aérea, e Li Jiaying, de 43 anos, que trabalhava anteriormente para a polícia de Hong Kong.
Uma missão também marcada por um momento histórico
A tripulação da Shenzhou-23 é composta por Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Li Jiaying.
Li Jiaying torna-se a primeira pessoa oriunda de Hong Kong a integrar uma missão espacial tripulada chinesa, num momento simbólico para o programa espacial do país.
Desde 2021 que a estação espacial chinesa Tiangong recebe missões tripuladas de forma regular, normalmente com permanências de cerca de seis meses. Com a Shenzhou-23, a China duplica esse período e entra numa nova fase de preparação para operações espaciais mais complexas.
Além das experiências científicas, a missão vai testar procedimentos automáticos de aproximação e acoplagem rápida, tecnologias consideradas críticas para futuras operações em órbita lunar.



















Ahh isso não é nada. A Europa já lança astronautas para o espaço desde … erm cof, cof.
A ISS está a operar desde 2000, os primeiros astronautas europeus chegaram em 2001.
A gestão do projeto está entregue à NASA, Roscosmos (Rússia), JAXA (Japão), CSA (Canadá) e a ESA (Agência Espacial Europeia, que relativamente ao projeto ISIS abrange 11 países (não inclui Portugal).
A China manifestou interesse em participar, mas foi barrada, principalmente pelos EUA, devido às preocupação com espionagem e transferência de tecnologia, visto que o programa espacial chinês é gerido diretamente pela suas forças armadas.
A China seguiu o seu próprio caminho, construiu a sua própria estação espacial, Tiangong, que, diz o post, recebe astronautas desde 2021.
Quanto à ISS, está prevista a sua desativação em 2030, continuando no espaço. Não está prevista sua substituição por uma outra super-estação espacial, mas por várias.
A NASA financia empresas para cada uma construir a sua, para exploração comercial. Será o caso da da Axiom Space, a construir presa à ISS, que, quando esta for desativada se desprende e continua como estação espacial independente.
A Europa, através da AEA, segue uma estratégia parecida, através da participação na estação comercial do projeto Starlab liderada pela empresa norte-americana Voyager Space. A Airbus é uma parceira central no desenvolvimento da Estação. A Europa pretende atingir a autonomia no transporte de carga comercial espacial através do ALADDIN (duas empresas europeias ganharam contratos para desenvolver esses veículos até 2029).
Entre a desativação da ISIS e a operacionalização das novas estações espaciais, é possível que a Tiangong seja a única em órbita terrestre.
Onde a coisa desandou radicalmente e os europeu estão às aranhas é quanto à estação que estava prevista para a órbita lunar, a Gateway. A NASA cancelou-a, dizendo que era um desperdício e que a construção devia ser feita na superfície lunar. A Europa, que já gastou largos milhares de milhões de euros para a construção de módulos para a Gateway no espaço. Estão a ver o que se aproveita que possa ser transportado e usado em solo lunar, para ver se não perde o dinheiro todo.
A mudança na política da NASA deve-se à corrida com a China para voltar a pousar astronautas na Lua, antes de 2030, coisa em que Musk provavelmente está certo, não tem interesse nenhum.
Taikonautas em vez de Astronautas
Também são Taikonautas. Mas, tendo em conta o contexto editorial, a forma mais neutra e usada internacionalmente continua a ser astronauta. Até porque astronauta é o termo genérico para qualquer pessoa que viaja ao espaço, independentemente do país. É utilizado por agências, meios internacionais e publicações científicas.
Taikonauta surgiu como um neologismo para designar especificamente astronautas chineses. O termo deriva de tàikōng (太空), que significa “espaço” em mandarim, combinado com o sufixo grego -nauta. Tornou-se popular nos meios de comunicação mais dedicados ao assunto, mas não é uma designação oficial usada pela China.
Seria mais fácil colocar um cabo… de forma gerirem as deslocações superiores o dito “espaço”.