Artemis II: a viagem de 10 dias que voltou a levar humanos à Lua… tem mão da Europa
A missão Artemis II marcou o regresso da humanidade ao espaço lunar tripulado, mais de meio século depois do programa Apollo. Num voo de cerca de 10 dias, quatro astronautas viajaram até à órbita da Lua e regressaram em segurança à Terra, num ensaio crítico para futuras alunagens.

Artemis II: uma missão histórica com ambição futura
A Artemis II foi o primeiro voo tripulado do programa Artemis e também a primeira missão humana além da órbita terrestre baixa desde 1972.
A bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo foguetão SLS, seguiram quatro astronautas numa trajetória de “retorno livre” à volta da Lua, garantindo que a nave regressaria naturalmente à Terra mesmo em caso de falha.
O principal objetivo não foi aterrar, mas sim testar todos os sistemas essenciais para futuras missões: suporte de vida, navegação em espaço profundo, comunicações e desempenho humano fora da órbita terrestre.

Representação artística da Orion sobre a Terra. A Orion é a próxima nave espacial da NASA destinada a enviar seres humanos para o espaço. Foi concebida para levar os astronautas mais longe do que nunca, para além da Lua, até aos asteróides e até mesmo a Marte. Quando regressaram à Terra, os astronautas entraram na nossa atmosfera a velocidades superiores a 32.000 km/h, mas a cápsula protegeu-os e garantiu uma aterragem agitada, mas segura.
Como decorreu a viagem de 10 dias
A missão desenrolou-se em várias fases bem definidas:
- Lançamento e testes iniciais: nos primeiros dias, a Orion permaneceu em órbita terrestre para validação de sistemas e manobras críticas.
- Viagem até à Lua: após a ignição que colocou a nave rumo ao espaço profundo, os astronautas viajaram durante cerca de quatro dias até à Lua.
- Sobrevoo lunar: o momento mais emblemático ocorreu no sobrevoo da face oculta da Lua, a vários milhares de quilómetros da superfície, permitindo observações diretas e recolha de dados.
- Regresso à Terra: depois de contornar a Lua, a nave iniciou automaticamente o regresso, culminando numa reentrada atmosférica exigente e num amerissagem no oceano Pacífico.
Europa no coração da missão Artemis II
Um dos elementos centrais da missão foi o European Service Module (ESM), desenvolvido pela Agência Espacial Europeia.
Este módulo forneceu energia, propulsão, controlo térmico e suporte de vida, sendo essencial para manter os astronautas seguros durante toda a viagem.
A participação europeia sublinha o carácter internacional do programa Artemis, que pretende estabelecer uma presença sustentável na Lua nas próximas décadas.
Um passo decisivo rumo ao regresso à Lua
A Artemis II não foi apenas uma missão simbólica. Representa um passo técnico e estratégico crucial:
- Validou sistemas necessários para missões mais ambiciosas
- Testou a capacidade humana em espaço profundo
- Preparou o caminho para futuras alunagens
O sucesso desta missão abre caminho para a Artemis III, que deverá levar novamente astronautas à superfície lunar, e, mais tarde, para a exploração de Marte.
Em suma, estes 10 dias à volta da Lua representam mais do que uma viagem: são o início de uma nova era da exploração espacial.


















Pensava que era a cortiça portuguesa LOLOL
Manias de grandeza que este país pikeno e esta gente pikena tem para ver se motiva o tuga…
Esse ressabiamento está cada vez melhor LOL.
Mas qual mania de grandeza? É um mero artigo informativo oh cromo. Nem sequer é sobre Portugal… Abre a pestana…
Como dizem os brasileiros: “tu sofres do complexo de vira-lata”
Da Europa e até de Portugal. Como Portugal contribui financeiramente para a Agência Espacial Europeia (ESA), as empresas portuguesas têm direito a concorrer (e ganhar) contratos. As conhecidas
– Amorim Cork Composites – desenvolveu o P50, um compósito da cortiça, usado no escudo térmico da Orion e do SLS. Mais importante na reentrada, em que a base da cápsula atinge 2760ºC, atuando a cortiça como barreira térmica secundária.
– Active Space Tecnologies – na área da gestão térmica e estruturas, designadamente de quanto a vibrações extremas e variações de temperatura
– Critical Software – participação no desenvolvimento do software de voo e análise de fiabilidade e segurança
– ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) – inspeções aos materiais e soldaduras.
A ESA estava estreitamente associada à NASA no projeto Artemis, que passava por construir uma estação orbital lunar, a Gateway. Os astronautas e materiais, incluindo europeus, viajavam até à Gateway e daí apanhavam um “vai-e-vem” para a Lua.
A Gateway foi cancelada, porque Trump decretou poupanças (exceto em bombas para atacar o Irão e mais algum sítio de que se lembre) tendo a NASA anunciado recentemente que em vez da Gateway iria construir uma base permanente na Lua, de que não há propriamente uma certeza.
E a ESA tem planos alternativos? Tem que negociar com a NASA as sobras do programa Artemis. Mas já se falou na ESA construir também uma base lunar … desde que os foguetões e naves dos EUA transportem as tripulações e materiais. Como as agências espaciais do Japão e do Canadá estão numa situação semelhante, talvez criem um projeto comum, dado que agora tudo o que envolva os EUA é imprevisível.
voltou a levar humanos à Lua… ? Verdade? Não dei por tal êxito!
Sim, à órbita Lunar, que faz parte da Lua. 😉
Que levou o homem aproximadamente à 6.000 Km do ESTABILIZADOR ENERGÉTICO ATÓMICO TERMONUCLEAR que estabiliza a rotação e ciclos das marés do nosso planeta, estabilizador, que ainda chamam primitivamente de LUA.
Como tu dizes, à orbitar.
Ó homem, essa conversa já enerva. Conversa mais esquizofrénica, raios!!!
Não ligues! Para ele a costa portuguesa não é Portugal 🙂
Ao contrário das naves das missões Apollo (11 a 17), nas missões Artemis a nave que leva a tripulação até à órbita lunar não tem módulo de aterragem.
Foi mudada a lógica – a nave a Orion (da NASA) leva os astronautas até à orbita lunar e outra (da SpaceX ou da Blue Origin, que ainda não existe) leva-os da Orion para a superfície lunar e de volta à Orion. Esteve previsto construir uma estação na órbita lunar, a Gateway, mas deixou de estar, mas mantém-se a lógica das duas naves, sendo a que faz o “transfer” para a superfície lunar reutilizável.
De facto não voltou a haver humanos a pousar no solo lunar – mas a parte mais difícil foi feita: levar astronautas à órbita lunar e volta.
Quanto a pousar na Lua, a NASA tem planos para pousar duas em 2028 (Artemis IV e V) e a China uma, em 2039, com uma única nave “à antiga”, incluindo o módulo lunar. É possível que a China chegue primeiro, mas não se sabe quase nada.
A China em 2030 (não 2039)
Deve ter sido difícil para o Trump, talvez explicando seu mau humor durante a missão. 😀
Trump está todo desconchavado. Por-se a atacar o papa e a por e tirar posts com a imagem em que faz de Cristo (depois disse que não, “Quem é que se foi lembrar disso, só quis aparecer como um médico”) mostram isso bem.