Adeus às alforrecas? Boia promete afastar medusas das zonas balneares
Com o verão a aproximar-se e as praias a receberem cada vez mais banhistas, um dos maiores receios de quem entra no mar poderá ter os dias contados. Quem nunca teve um encontro imediato com alforrecas a navegar por mares cheios de conquistadores?
Investigadores espanhóis desenvolveram uma boia eletromagnética capaz de afastar medusas sem as ferir, criando uma espécie de “barreira invisível” em redor das zonas balneares.
A tecnologia foi criada por equipas da Universidade de Alicante e da Universidade Politécnica de Valência, em Espanha, e poderá ajudar a reduzir a presença de medusas, alforrecas e até caravelas-portuguesas em áreas frequentadas por banhistas.
Como funciona a boia antimedusas e alforrecas?
O sistema baseia-se na emissão de campos eletromagnéticos que alteram temporariamente o comportamento das medusas. Estes animais deslocam-se através de contrações rítmicas do seu corpo, criando impulsos que lhes permitem nadar.
Segundo os investigadores, os campos eletromagnéticos reduzem essas pulsações, diminuindo a capacidade de locomoção dos animais. Como consequência, acabam por se afastar da área protegida, sendo levados pelas correntes marítimas ou deslocando-se para outras profundidades.
O mais importante é que o sistema não provoca danos. Assim que saem da zona de influência da boia, as medusas recuperam totalmente a sua mobilidade normal.
Uma alternativa às redes e barreiras físicas
Atualmente, muitas praias recorrem a redes de proteção para impedir a entrada de medusas. No entanto, estas estruturas podem afetar outras espécies marinhas, exigem manutenção frequente e têm custos elevados.
Os responsáveis pelo projeto afirmam que a nova solução é mais económica, mais simples de manter e atua especificamente sobre as medusas, sem impactos negativos conhecidos para outros organismos marinhos.
A estrutura é composta por uma boia flutuante equipada com eletrónica, fontes de energia e várias bobinas emissoras distribuídas ao longo de uma corrente submersa. Estas geram os campos eletromagnéticos responsáveis pelo efeito dissuasor.
Poderá chegar às praias portuguesas?
Embora o projeto tenha sido pensado também para proteger infraestruturas costeiras, como dessalinizadoras, centrais elétricas e instalações de aquacultura, os investigadores admitem que as zonas balneares são uma das aplicações mais interessantes da tecnologia.
Numa altura em que as caravelas-portuguesas (sifonóforo) e várias espécies de alforrecas surgem regularmente nas praias portuguesas durante os meses mais quentes, uma solução capaz de as manter afastadas sem prejudicar o ecossistema poderá despertar o interesse de municípios e entidades responsáveis pela gestão costeira.
Para já, a tecnologia encontra-se patenteada e os investigadores procuram parceiros para a sua futura comercialização.





















Tendo em conta que se trata de uma praga porque a preocupação em não causar danos nas medusas?
É bué giro mas é preciso os dados de campo, com os quadrantes de vento e corrente para saber se funciona em Alicante (onde estão os dados?), em portugal não funciona. Alicante a maré oscila menos de 1 metro, empuriabrava já tá no padrão de italia e grecia, nem se nota é 0,5 no dia mais forte do ano, 30 cm normalmente. Já em portugal, hoje, dia a seguir à lua nova, maré viva são pelo menos 2,5 m para mais de amplitude (e é bom em inglaterra é 6 nalguns casos mais de 10), isso quer dizer que há mais corrente sem contar que perto das barras de rias e rios aumenta bastante . Em qualquer condicao a velocidade da alforreca é nada perto da corrente, portanto, não é que ela nada para as praias, ela é empurrada. Mas pronto valeu o esforço dos envolvidos e mais um projeto que não interessa a ninguém, dos sacerdotes da sustentabilidade, da inclusao e da governança amén, 2030 seja convosco.